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Anciões do Norte
 
Arauthator, "A Velha Morte Branca"
Fonte: Dragon Magazine #230
Por Ed Greenwood e Eric L. Boyd
Tradução por Eduardo Souza; revisado por Daniel Bartolomei, cedido gentilmente por Khal do site Reinos Esquecidos.


Graças aos esforços do intrépido explorador Volothamp Geddarm (provavelmente mais conhecido através de Faerûn como "Volo, aquele matreiro de língua afiada"), uma incompleta – mas especialmente útil – pesquisa sobre os dragões atualmente ativos na região Norte da Costa da Espada foi compilada, impressa e energeticamente vendida em forma de livrete nas principais ruas de Águas Profundas, Inverno Remoto e Lua Argêntea. Uma cópia da obra acabou caindo nas mãos de Elminster do Vale das Sombras, que, depois de muito bufar, viu-se forçado a transcrevê-la para Comum (corrigindo seus execráveis e constantes erros gramaticais), além de acrescentar algumas informações de jogo específicas do D&D e remover certas declarações ("para dar alguma chance de combate a esses veneráveis seres", o Velho Mago apressou-se em dizer) de modo a produzir o texto que você está prestes a ler. Atenção, aventureiros: o trabalho de Volo não lista todos os dragões ativos do Norte; apenas aqueles que conseguiram ocupar e manter um território conhecido e respeitado por outros dragões são retratados em sua pesquisa. Dragões lich e dragões mortos, mesmo os mais famosos, foram omitidos. De outra forma, Volo seria um velho rabugento e senil muito antes de ver sua imensa obra terminada e impressa – e mesmo uma edição da Dragon Magazine que reproduzisse uma porção considerável de tal pesquisa ocuparia por si só grande parte da estante de um indivíduo!

Alfabeticamente, o primeiro grande dragão do Norte atualmente ativo é Arauthator, "as frias garras da morte que aguardam no gélido fim do mundo"[1]. Esse velho dragão branco é famoso por seu grande tamanho e selvageria. Por quase um século ele tem defendido seu território da ambição de outros dragões, assassinando muitos de seus próprios descendentes no processo. "Velha Morte Branca" (ou simplesmente "Morte Branca"), como os mineiros e mateiros do Norte o conhecem, é claramente mais ardiloso do que a maioria dos dragões brancos. Ele utiliza armadilhas e magias para surpreender seus inimigos em batalha e para atacar dragões invasores de uma posição superior, ao invés de adotar o estilo "caçar-impetuosamente-o-inimigo-e-vingar-se-a-qualquer-custo" tão comum à sua espécie. Arauthator parece ser o maior espécime de sua sub-raça, mas apesar de todo o seu tamanho, o velho dragão branco move-se com muita agilidade e furtividade. Ele é conhecido por causar grandes avalanches e até mesmo por erguer e lançar imensos pedregulhos a longas distâncias – não apenas sobre as cabeças de orcs e humanos intrusos, mas também para criar barreiras a fim de aprisionar rothés e outras grandes bestas alpinas dentro de vales montanhosos de modo a devorá-los despreocupadamente.

Morte Branca patrulha seu território incansavelmente, mantendo-se atento a mais ínfima mudança em suas terras. Ele controla seus hábitos a fim de evitar possíveis armadilhas de inimigos e uma dieta exagerada que possa resultar no desaparecimento de algumas de suas espécies prediletas. Estas constantes buscas já resultaram na aniquilação de, ao menos, uma comunidade de gigantes do gelo (Bulindiful, uma fortaleza subterrânea que se localizava no coração do Monte Halaragh, ao oeste das minas de Mirabar, na região próxima às montanhas da Espinha do Mundo) e na destruição de todo o pico de uma montanha (A Espada de Sardin, outrora um posto de observação acima do Surbrin superior), além do soterramento da fortaleza bugbear que existia em seu interior.

Arauthator é de longe muito mais astuto e paciente do que a maioria dos dragões brancos. "A faísca da vingança ainda alimenta o fogo que aquece seu coração de modo a guiá-lo através dos séculos", escreveu o sábio Amorthas de Ruathym[2], "mas ele a oculta sob grandes abafadores de paciência e cálculos frios, um ponto que outras asas brancas [dragões brancos] poderiam explorar e atacar". Ninguém sabe porque Arauthator comporta-se dessa maneira, mas está claro que o velho dragão faz uso dessa paciência para antecipar e preparar-se contra ataques de dragões rivais e hordas orcs crescentes, além dos remorhazes que vagam pelo Mar do Gelo Eterno. Ele também reserva seu tempo para desenvolver novas magias de alerta que reagem à aproximação de outros dragões e de artefatos mágicos.

Arauthator é um mímico habilidoso e conhece o idioma Comum bem o bastante para se fazer passar por um mineiro perdido ou garimpeiro ferido. Ele consegue ocultar-se habilmente sob a neve, simplesmente agitando suas asas e erguendo a neve do solo enquanto cava uma grande cova, onde se deita e deixa que a neve caia novamente sobre ele, cobrindo-o como um manto rústico. Arauthator geralmente cochila quando deitado sobre (ou sob) a neve, mas ele jamais dorme ao pressentir o perigo se aproximando (ele consegue sentir o cheiro da maioria dos animais e bestas, inclusive de humanos, até cerca de 1,5 km ou mais ao vento). Há muito ele dominou a paciência necessária para permanecer imóvel por dias a fio, seja empoleirado na encosta de uma montanha ou deitado sobre a neve de um vale profundo. Presas e inimigos geralmente não notam sua presença até ser tarde demais.

Morte Branca tem em sua própria sobrevivência o seu maior objetivo, mas diferente de muitos dragões, ele é cauteloso ao extremo. Ele considera a manutenção constante de seus domínios como crucial para se fortalecer, embora ele tenha escolhido não interferir com as criaturas e habitantes do Vale do Vento Gélido. Essa abstinência deu-se mais por hábito do que por boa vontade; a região, outrora, era parte do território do dragão conhecido pelos humanos como Morte Glacial, e os dois dragões viviam sob a sombra de uma trégua inquieta, ignorando um ao outro e cuidando de seus próprios territórios, ao invés de se destruírem em uma batalha pelo controle da Geleira Reghed. Ao invés de tentar expandir seu território, Arauthator se concentra em escavar túneis cada vez mais profundos nas terras frias que formam o Mar do Gelo Eterno, devorando todas as criaturas subterrâneas que encontra (principalmente gnomos), desenterrando suas próprias gemas preciosas e tesouros minerais e protegendo seu reino contra invasões subterrâneas à medida que extermina todos os atacantes em potencial. Essas incursões subterrâneas parecem atrair os remorhazes que habitam as vastas áreas glaciais ao norte da Espinha do Mundo, e Arauthator trava constantes batalhas contra esses vermes do gelo, devorando todos os remorhazes que derrota. Gigantes e gnomos do Norte referem-se a essas profundas escavações como "os Túneis do Dragão" e costumam descrevê-los como sendo formados por ao menos seis complexos de túneis separados que se expandem por uma larga área ao norte do covil do dragão. Diversos observadores também mencionaram que o dragão mata os remorhazes com prazer e costuma brincar com os monstros, arremessando-os de um lado ao outro como bonecos de pano antes de matá-los ou encolhendo suas asas e arrastando-se pelo gelo para encontrá-los e combatê-los de igual para igual.

O Covil de Arauthator

Arauthator vive em Presa Solitária, uma montanha que se ergue imponente sobre o Mar do Gelo Eterno, centenas de quilômetros ao norte do Salão de Mitral, e cujo formato lembra um imenso canino de dragão. Aventureiros audaciosos afirmam que a montanha pode ser vista no horizonte além dos frios e turbulentos picos que formam a montanhosa região norte da Espinha do Mundo. Acredita-se que exista uma entrada subterrânea a algumas centenas de quilômetros a noroeste do covil, através de fendas glaciais produzidas pelo próprio Arauthator (em algum lugar próximo à cadeia de pináculos rochosos conhecidos como As Presas do Dragão do Mundo); a montanha, por outro lado, tem uma única entrada visível: uma longa e estreita trilha que se origina de uma imensa cratera no topo, estendendo-se por seu interior até a superfície de um profundo lago congelado. É aqui que Arauthator lança a maioria de suas magias contra intrusos que buscam alcançar a vasta rede de cavernas existentes nas profundezas do lago, onde ele reside.

O interior do covil do velho dragão branco é um mistério; poucos são aqueles que se aventuram em suas cavernas e sobrevivem para se vangloriar. No entanto, sabe-se que o covil de Morte Branca possui uma grande ponte de ossos, uma caverna repleta de fragmentos minerais metálicos, uma câmara central de trabalho e armazenamento (onde Arauthator mantém víveres e alguns artefatos mágicos capturados), e uma antiga estrutura de ferro que Morte Branca utiliza como prisão para humanos e outros seres menores que planeja devorar mais tarde. De acordo com o relato de um antigo prisioneiro, a estrutura de sua jaula – um curioso recinto cilíndrico dividido em várias câmaras internas – era muito semelhante à de um navio gnomo construído para navegar pelos céus e através das muitas esferas de cristal que formam a existência.

Um túnel repleto de armadilhas eleva-se do fundo da montanha (sobre o lago congelado), conduzindo à entrada de uma série de túneis laterais que penetram novamente no gelo; muitos desses túneis terminam em imensas cachoeiras congeladas – formadas por gemas preciosas – que caem sobre montes de tesouros guardados em pequenas plataformas suspensas sobre um imenso abismo de gelo. Algumas dessas cachoeiras, porém, conduzem diretamente ao fundo do abismo, local onde Arauthator repousa. Morte Branca aprecia muito seu tesouro e, ocasionalmente, deslizar sobre suas magníficas cachoeiras, ronronando de felicidade. Deitado em sua costumeira e inestimável cama de diamantes, na última e mais profunda câmara do covil, Arauthator vigia todas as plataformas que abrigam seus tesouros. Ele geralmente chega até sua cama através de seu magnífico e querido rio de gemas, deslizando alegremente sobre ele. O abismo em que repousa é largo o bastante para permitir o vôo do velho dragão, logo, Arauthator pode ascender rapidamente do fundo de seu covil até qualquer uma de suas plataformas. Para sair de seu covil, Morte Branca costuma voar até a borda do túnel que conduz a seus tesouros (e que termina em uma grande abertura no topo do abismo), deslizando por ele até o rio congelado e então voando através da imensa cratera no topo da montanha. Arauthator não possui servos em seu covil.

Os Domínios de Arauthator

De Presa Solitária, Arauthator controla um vasto território que se estende desde a Corredeira Fria, no oeste, (embora não se alimente dos habitantes do Vale do Vento Gélido, Morte Branca já matou diversos dragões que tentaram invadir ou fixar-se ali) até o Monte Caumarath, no leste (um imenso pico localizado no limite norte das Montanhas de Gelo, a noroeste da Cidadela Adbar). O limite norte de seu território é desconhecido até mesmo pelos mais eruditos, mas a extensão sul dos domínios de Arauthator é determinada pelas montanhas da Espinha do Mundo, que se estendem rumo ao leste até a Passagem Caída, onde a fronteira volta-se para sudeste em um grande arco que abrange todas as terras ao norte do Salão de Mitral e da Cidadela das Muitas Flechas. Todas as criaturas que habitam este vasto e rochoso ermo (que se estende até a nascente do Rio Surbrin) vivem sob a sombra dos desígnios e prazeres de Arauthator, exceto aqueles que buscam abrigo na Floresta da Lua ou na Floresta Fria, uma vez que o velho dragão branco nunca caça presas ocultas sob as árvores. Com a ascensão da civilização na região, centrada principalmente na cidade de Lua Argêntea, a supremacia de Arauthator sobre essa parte de seu território pode ser testada em breve.

Hábitos e Façanhas de Arauthator

Morte Branca gosta de alimentar-se principalmente de gigantes do gelo adultos (uma iguaria cada vez mais rara nos dias de hoje), embora também aprecie muito a carne de remorhaz e de cervos do norte. Rothés e várias espécies de ursos também encontram seu lugar na dieta de Arauthator, bem como outros dragões que se atrevam a desafiá-lo. O velho dragão não aprecia tanto a carne de orcs, bugbears e outros seres goblinóides, embora tais criaturas constituam os principais elementos de sua alimentação; sem a presença de Arauthator, o número de hordas orcs assolando a região Norte da Costa da Espada seria, sem dúvida, muito maior e freqüente.

Arauthator é conhecido por usar uma magia capaz de derreter gelo para facilitar suas escavações e para transformar lagos congelados em bolsões d'água temporários. Ele controla seus hábitos alimentares de forma a evitar um padrão que possa ser explorado por inimigos. Todos os dias o velho dragão costuma fazer uma longa e atenta patrulha sobre parte de seu território, além de uma breve incursão em terras próximas. Arauthator alimenta-se ao menos uma vez ao dia, geralmente devorando alguma presa que encontre durante sua longa patrulha. Caso esteja muito distante de seu covil, ele pode resolver descansar sobre o pico de alguma montanha (certa vez, corajosamente, repousou sobre o topo da Colina de Berun, no território do dragão verde Claugiyliamatar), embora prefira dormir sobre sua cama de gemas preciosas em Presa Solitária. Em raras ocasiões, o velho dragão permanece em seu covil por três ou mais dias, aperfeiçoando uma nova magia ou bolando novas armadilhas.

Arauthator emprega uma vasta quantidade de magias-armadilhas e de detecção (sendo grande parte das armadilhas relacionada ao frio), além de manipular magias poderosas e especialmente efetivas contra outros dragões (tal como paralisar asas [3]). O velho dragão prefere travar violentas e velozes batalhas aéreas ao ar livre ao invés de voar por entre picos montanhosos, escondendo-se enquanto lança suas magias. Arauthator é famoso por derrotar e assassinar o venerável dragão vermelho Rathalylaug em uma espetacular batalha ao pôr do sol sobre os céus da cidade de Inverno Remoto, no Ano do Grimório (1324 CV). Triunfante, o dragão branco sobrevoou a cidade, apavorando seus habitantes. Mesmo com o sangue do agonizante Rathalylaug chovendo sobre a cidade – e sua inútil trilha de fogo[4] devastando a cidade – Arauthator lançou um ataque à torre da feiticeira Shareera, que faleceu vítima dos destroços. Alguns magos também se recordam de Arauthator por ter assassinado o mago Phaurothlin da Irmandade Arcana[5], congelando-o vivo e lançando seu corpo inerte contra uma sólida encosta montanhosa, despedaçando o indefeso feiticeiro em minúsculos fragmentos de gelo. Dizem que o arrogante mago cometeu o erro de desafiar o dragão branco pela posse de um grimório desenterrado do túmulo de gelo de um antigo mago de Netheril durante uma de suas incursões subterrâneas ao norte de Mirabar.

Arauthator tem cerca de doze ou mais grimórios escondidos em seu covil e trabalha pacientemente para aprender e dominar todas as magias existentes neles. Ele obviamente transcendeu a tradicional limitação dos dragões brancos em lidar com magia, cujas adaptações verbais únicas lhes permitem lançar apenas magias arcanas de 1º nível – mas seus limites pessoais ainda são desconhecidos. Muitas décadas atrás, Morte Branca impressionou muitos espectadores (em sua maioria magos) que participavam da Feira de Magia na orla ocidental de Var, o Dourado, pela facilidade com que atirou o dragão azul Eltagrathuuloor contra a encosta do Monte Gundar (nascente do Rio Gundar). O golpe foi tão poderoso que provocou uma avalanche, trazendo grande parte do pico abaixo e sobre seu rival, soterrando Eltagrathuuloor vivo.

Arauthator considera a dragonesa branca Arveiaturace uma parceira aceitável, quando se sente inclinado a tanto. Ele utiliza a magia enviar mensagem para convocá-la até seu covil para um afago ocasional, sempre a presenteando com algumas gemas de seu tesouro após o acasalamento, mas escoltando-a firmemente até os limites de seu território para assegurar-se de que ela não chocará suas crias em seus domínios. No passado, sua parceira costumava ser a gigantesca dragonesa branca Ghaulantatra, a "Velha Mãe Dragão" adorada como deusa por algumas tribos orcs. Arauthator não demonstrou qualquer remorso quando o beholder Thaluul destruiu Ghaulantatra, clamando seu lar para si (em algum lugar nas montanhas ao norte da Passagem Alta, entre o Delimbiyr e as Terras Arruinadas).

A paixão de Arauthator por uma boa luta o tornou respeitado – e evitado – por outros de sua espécie. Somente os dragões mais jovens, ambiciosos e confiantes ousam desafiá-lo, quase sempre encontrando a própria morte. Arauthator não faz alianças e ignora solenemente as propostas de união de outros dragões. Ele anseia ardentemente por encontrar seus próprios tesouros e criar suas próprias magias, dificilmente deixando-se atrair para fora de seus domínios pela promessa de gemas ou poderes mágicos. A expectativa de uma boa luta contra outro dragão sempre o interessa, mas ele é sábio demais para deixar as terras que conhece tão bem apenas pelo prazer de uma boa batalha, uma vez que os verdadeiros inimigos sempre acabam indo até ele, mais cedo ou mais tarde. Ele também é paciente e calculista demais para se deixar guiar pela raiva, e parece nutrir alguma admiração por inimigos astutos e capazes. Morte Branca já saudou bandos de aventureiros que poderia ter aniquilado facilmente, geralmente após testemunhar algum estratagema ardiloso e inteligente ou mesmo extremamente corajoso.

Arauthator parece especialmente ocupado ultimamente, desenvolvendo novas magias e procurando túmulos de magos enterrados há muito tempo em seu território para aumentar seu conhecimento e poder. Ele também parece extremamente cauteloso acerca de intrusos em seus domínios. Elminster é de opinião de que o velho dragão branco talvez tenha testemunhado a abertura de um portal de outro plano e horrorizou-se ao perceber a facilidade com que inimigos desconhecidos e com poderosas habilidades mágicas podem penetrar em seu covil sem que ele perceba.

O Destino de Arauthator

Provavelmente Morte Branca sofrerá uma morte violenta, mas ele começa a parecer eterno e certamente astuto demais para ser facilmente derrotado por qualquer dragão rival. Rumores afirmam que ele estaria contratando aventureiros experientes, através da magia enviar mensagem, para recuperar os tesouros de dragões mortos por ele, ao invés de abandonar seu território para pegá-los pessoalmente. Esta prática aparentemente prudente pode oferecer a um inimigo a oportunidade perfeita para lançar magias prejudiciais (talvez explosivas) ou maldições nos tesouros recuperados por Arauthator – e, certamente, aventureiros traiçoeiros podem fingir trabalhar para o dragão, aguardando por uma oportunidade para chegar tão perto de Morte Branca como a maioria dos humanos nunca sequer teve a esperança de fazer.

A Magia de Arauthator

Morte Branca conhece e manipula uma respeitável quantidade de magias-armadilhas, de detecção e combate, embora a maioria não passe de variantes de magias arcanas conhecidas. Ele também demonstrou habilidade para desenvolver meios mágicos para ativar varinhas capturadas em outros locais, de forma que ele pode acioná-las e utilizá-las contra intrusos em seu covil sem precisar tocá-las diretamente. Deve-se enfatizar que o conhecimento humano acerca da magia de Arauthator é perigosamente incompleto. No entanto, graças a longas e cuidadosas observações feitas pelo Sábio Felandaert do Forte da Vela, ao menos três magias específicos do dragão são atualmente conhecidas:

Arauthator utiliza a magia vórtice de frio tanto em combate quanto na forma de armadilha, lançando-a em alcovas tentadoras e passagens ocultas nas paredes de seu covil. Ele utiliza derreter gelo principalmente para auxiliá-lo durante suas incursões através do gelo glacial em sua busca constante por tesouros, mas sabe-se que certa vez ele utilizou essa magia para afogar uma tribo de orcs, inundando os túneis subterrâneos sob a geleira onde se encontravam (a magia evitou o re-congelamento da água exposta temporariamente). Arauthator usa paralisar asas, uma magia conhecida por muito poucos dragões, em violentas e velozes batalhas aéreas contra outros dragões.

Vórtice de Frio
Transmutação
Nível: Fet/Mag 5
Componentes: V
Tempo de Formulação: 1 ação
Alcance: Médio (30 m mais 3 m/nível)
Efeito: Uma pequena partícula de poeira (veja abaixo)
Duração: Permanente até se descarregar
Teste de Resistência: Reflexos (metade) e Fortitude (veja o texto)
Resistência a Magia: Sim

Esta magia cria uma pequena centelha que pode ser lançada sobre uma criatura designada ou permanecer imóvel em um local escolhido pelo conjurador. No primeiro caso, é preciso ser bem sucedido em um ataque de toque para atingir o alvo, mas em caso de falha a centelha permanecerá imóvel junto ao mesmo. Esta magia é acionada quando alguma criatura viva passar a 1,5 m da centelha.

Quando isso ocorre, a magia ativa-se automaticamente. O ar dentro de uma área esférica de 6 m de raio ao redor da centelha começa a girar violentamente e, com um silvo ensurdecedor, começa a esfriar rapidamente, envolvendo todos os objetos sólidos na área de alcance com uma atmosfera gélida e mortal. O frio inflige 1d4 pontos de dano por frio para cada nível do conjurador (até o máximo de 10d4) a todas as criaturas dentro da área de alcance da magia. Objetos desprotegidos também sofrem o mesmo dano. As criaturas que falharem em um teste de Reflexo também sofrem os efeitos da magia lentidão por 1d4 rodadas. Uma vez ativado, o vórtice de frio desaparece após uma rodada, sem deixar nenhuma umidade, rajadas de vento ou qualquer vestígio de gelo.

Derreter Gelo
Transmutação
Nível: Fet/Mag 2
Componentes: V
Tempo de Formulação: 1 ação
Alcance: Médio (30 m mais 3 m/nível)
Área: 3 m2/nível (veja texto)
Duração: Instantânea/2d4 horas
Teste de Resistência: Nenhum
Resistência a magia: Não

Esta magia provoca a vaporização de gelo sólido e não mágico, dissipando-o na atmosfera ao redor do conjurador sem a formação de névoa ou água. A magia afeta uma área de até 3 m2 e uma profundidade que varia de 3 cm a 1,5 m; o conjurador pode lançar essa magia verticalmente a fim de abalar a estrutura de uma parede de gelo. Nenhum gelo (natural ou mágico) irá se formar na área afetada pelas próximas 2d4 horas. Gelo encontrado no interior de massas orgânicas (tal como num corpo congelado) não é afetado por essa magia.

Paralisar Asas
Encantamento (Compulsão) [Ação Mental]
Nível: Fet/Mag 3
Componentes: V, G, F
Tempo de Formulação: 1 ação
Alcance: Médio (30 m + 3 m/nível)
Alvo: Criatura Alada
Duração: 1 rodada/nível (D)
Teste de Resistência: Vontade (metade)
Resistência a Magia: Sim

As asas do alvo ficam paralisadas. A criatura afetada não pode usar suas asas para voar, nadar, atacar ou para executar qualquer outra ação que envolva movimentá-las. Caso a criatura-alvo esteja voando ao ser afetada por essa magia, ela cairá e sofrerá dano normal por queda. Se a criatura-alvo for bem sucedida em seu teste de resistência, suas asas ficarão apenas parcialmente paralisadas. Sua velocidade de vôo será reduzida pela metade e sua habilidade aérea cairá uma categoria. Caso a criatura-alvo afetada utilize suas asas para nadar, sua velocidade de nado também será reduzida. Atacar com as asas resulta em uma penalidade de circunstância de -2.

Foco Arcano: um par de pregos de ferro.

Arauthator, a Velha Morte Branca: Dragão branco velho, Feiticeiro 5 *; ND 19; dragão Enorme (frio); DV 24d12+120 mais 5d4+20 (308 PV); Inic. +4; Desl.: 18 m, cavando 9 m, voando 60 m (ruim); CA 31 (toque 8, surpresa 31); BBA +24/+19/+14/+9; Agr +46; Atq corpo a corpo: mordida +36 (dano 2d8+9), 2 garras +31 (dano 2d6+4), 2 asas +31 (dano 1d8+4), cauda +31 (dano 2d6+4), esmagamento +36 (dano 2d8+13); Face/Alcance: 3 m x 6 m/3 m; AE habilidades similares a magia, presença aterradora, sopro (frio, 15m cone, resistir CD 29); QE andar sobre o gelo, características de dragão, imunidades, lufada de vento, lutar às cegas, névoa de gelo, névoa, redução de dano 10/+1, RM 21, sentidos aguçados, subtipo frio; TR Fort +19, Ref +14, Von +15; For 29, Des 10, Con 21, Int 16, Sab 13, Car 15*

*Arauthator transcendeu a tradicional limitação dos dragões brancos em lidar com magias. Ele recebe um bônus de +1 em Carisma por seus níveis adicionais como Feiticeiro.

**Arauthator é muito mais inteligente que a maioria dos dragões brancos. Ele utiliza armadilhas e magias para surpreender seus inimigos em batalha e para atacar dragões invasores de uma posição superior, ao invés de adotar o estilo "caçar-impetuosamente-o-inimigo-e-vingar-se-a-qualquer-custo" tão comum à sua espécie.

Perícias e Talentos: Blefar +26, Concentração +34, Conhecimento (arcano) +34, Criar Armadilhas*** +15, Diplomacia 4, Esconder-se -1, Furtividade +12, Identificar Magia +44, Intimidar +4, Observar +27, Ofícios: moldar gemas +9, Ouvir +27, Procurar +27; Arrebatar, Ataque Poderoso, Ataques Múltiplos, Iniciativa Aprimorada, Inversão, Investida Aérea, Pairar, Prontidão.

*** Maiores detalhes sobre essa perícia podem ser encontrados no suplemento Song and Silence (Canção e Silêncio).

Idiomas: Comum, Dracônico, Gigante, Gnomo.

Andar sobre o Gelo (Ext): Esta habilidade funciona como o feitiço patas de aranha, mas as superfícies que o dragão pode escalar devem ser de gelo. Seu efeito é permanente.

Características de Dragão: imune a efeitos de paralisia e sono; visão no escuro 18 m; visão na penumbra.

Habilidades Similares a Magia: 3x/dia – lufada de vento, névoa congelante, muralha de gelo; 1x/ dia – controlar o clima; todas como um Feiticeiro de 8º nível; resistência CD 12 + nível do feitiço.

Lutar às Cegas (Ext): Arauthator move-se e luta usando sentidos não visuais (faro). Invisibilidade e escuridão são irrelevantes, embora ele seja incapaz de discernir seres etéreos. Graças a essa habilidade, Arauthator não precisa fazer testes de Observação ou de Ouvir para perceber criaturas dentro de uma área de alcance de 72 m.

Névoa de Gelo (SM): Esta habilidade é similar ao feitiço névoa sólida, com uma diferença: a névoa cria uma fina camada de gelo sobre qualquer superfície com que tenha contato, criando um efeito similar ao do feitiço área escorregadia. Arauthator é imune a esse efeito devido a sua habilidade para andar sobre o gelo.

Presença Aterradora (SM): Esta habilidade causa efeito automático. Ela afeta apenas os oponentes com dados de vida ou níveis menores que os de Arauthator. A criatura afetada precisa ser bem sucedida em um teste de resistência de Vontade (CD 26) ou entrará em pânico. Sucesso indica que o alvo é imune à presença aterradora de Arauthator por um dia.

Sentidos Aguçados: Arauthator enxerga quatro vezes melhor que um humano na penumbra e duas vezes melhor sob a luz normal.

Sopro (Sob): Arauthator pode soprar um cone de frio com alcance de 15 m a cada 1d4 rodadas; dano por frio 8d6. Um ataque de sopro permite um teste de resistência de Reflexos (CD 29) para reduzir o dano à metade. Até onde se sabe, Arauthator é imune ao seu próprio sopro.

Subtipo Frio:
Imune a dano por frio; recebe o dobro de dano por ferimentos causados pelo fogo, exceto quando um teste de resistência que reduza o dano à metade seja permitido, então ele recebe metade do dano se bem sucedido e o dobro do dano se falhar.

Magias Conhecidas: (6/7/7/6/5/3; CD base = 12 + nível da magia): 0 – abrir/fechar, detectar magia, detectar venenos, ler magias, mão mágicas, marca arcana, prestidigitação, raio de gelo, resistência; 1º – alarme, detectar portas secretas, identificação, proteções conhecidas, ventriloquismo; 2º – boca encantada, detectar pensamentos, derreter gelo, invisibilidade; 3º – bola de fogo, clarividência/clariaudiência, respirar na água; 4º – paralisar asas, vórtice de frio; 5º – enviar mensagem.

Pertences: Incontáveis gemas e diamantes de formatos imperfeitos, além de várias moedas totalizando aproximadamente 10,000 PO; 1 diamante no valor aproximado de 5,000 PO; picareta de guerra da pedra do massacre do refúgio*, um bastão da prontidão (72,00 PO); meia dúzia de grimórios (conteúdo determinado pelo Mestre); e os destroços de um antigo navio aéreo em ruínas construído por gnomos.

* Este artefato mágico é descrito em detalhes no suplemento Magia de Faerûn.

NOTAS

1. Como foi descrito pelo sábio Myrindas de Kirporto, em Dragões Que Você Deve Conhecer (1354 CV). Dragon Magazine 230, página 37.

2. Em Lendas Famosas (publicado em 1344 CV) e Conhecimentos do Norte, Dragon Magazine 230, página 39.

3. Descrito no livro-acessório Draconomicon (FOR 1), página 76.

4. Idem note 3, página 75.

5. Este grupo de magos malignos, sediados em Luskan, é descrito no Volo's Guide to the North, páginas 121-125.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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