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Anciões do Norte
 
Palarandusk, "O Protetor Invisível"
Fonte: Dragon Magazine #252
Por Ed Greenwood com material suplementar fornecido por Sean K. Reynolds.
Tradução por Airton Alves Medina; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Aninhado em um vale alto e estreito entre três dos picos mais a oeste das Montanhas da Espada, não muito distante da Estrada Alta a sudeste de Leilon, fica Ieirithymbul, uma aldeia de gnomos pouco conhecida. Os picos são conhecidos localmente como Monte Dinastia do Elmo (o mais alto, para o norte), Monte Ardabad (a leste) e Monte Pheldaer (a oeste). O vale e o riacho que correm através dele (somente para desaparecer em um buraco fundo, o Poço Braeder, há alguns quilômetros para o sul) são ambos conhecidos como Felrenden.

Pessoas em Leilon conhecem os nomes dos picos e sabem que há gnomos “em algum lugar nas montanhas, e não é sábio arrumar problemas com eles”, mas a maioria não sabe dizer se Felrenden é o nome de seu rei, seu reino ou apenas o gnomo que trata desse grupo que, salvo nas profundezas do inverno, vem a Leilon cerca de uma vez por mês.

Ardabad, Braeder e Pheldaer eram todos heróis gnomos de leirithyn em seus dias, mas a atual enérgica e agressiva presença dos gnomos nas Montanhas da Espada decaiu para o que um idoso da vila chamou de “uma sombra vergonhosa e sonolenta”. A despeito do rico veio de ferro e cobre de Felrenden, e da imensa mina de carvão próxima do Poço, é provável que esta vila mineradora (que hoje pode ter, no máximo, cerca de 400 gnomos adultos) poderia ter, há muito tempo atrás, desaparecido completamente sob as presas e lâminas dos predadores de passagem ou mineradores rivais se não tivesse sido por seu “Protetor Invisível”.

Poucas pessoas, exceto os anões selvagens de Barra da Forja (cerca de 60 ou 70 famílias de fortes e agressivos anões das colinas, bem armados e que rapidamente matavam aqueles que discordavam deles, que moravam em cavernas cortadas nas ladeiras do Monte Galardrym, há um pouco mais de quinze quilômetros a leste de Felrenden), conhecem ou suspeitam que o Protetor Invisível de leirithymbul seja um dragão. A maioria dos menestréis e sábios crê que ele é um espírito guardião local. Alguns partem para a opinião alternativa de que o Protetor é um “enviado” invisível de um mago gnomo que descobriu como viajar fora de seu corpo em uma forma alada semelhante a um fantasma que pode ouvir, falar e conjurar magias. Todos eles ridicularizam qualquer sugestão de que conjurador invisível que confunde qualquer um tolo o suficiente para atacar leirithymbul abertamente tenha algo a ver com dragões.

Os anões da Barra da Forja sabem melhor. Três vezes seus ataques a leirithymbul levaram quase ao extermínio dos anões envolvidos, sob as magias e garras destrutivas de um feroz dragão de ouro cujas escamas estão rachadas e são pálidas devido a idade, e que chora quando ele é obrigado a matar – mas mata apesar de tudo, sem hesitação ou misericórdia. Volo retratou isso como um astuto disfarce ou imagem mágica assumida por um conjurador desejando manter adversários à distância, mas Elminster confirmou a verdadeira natureza de Palarandusk.

Palarandusk passa quase todo seu tempo destes dias como uma entidade levitando sem fazer som, semi-sólida e invisível que pode observar, ouvir, falar e se mover, mas que não pode lançar ataques físicos ou mágicos nesta forma. Desse modo, o invisível Palarandusk retém as magias, deslocamento, pontos de vida e força de sua forma sólida – um grande ancião de ouro cujos olhos são brilhantes e sempre alertas, mas cujas mandíbulas estão brancas com a idade, e cujas escamas são pálidas e rachadas do longo uso e da vitalidade enfraquecida. O Protetor Invisível considera os gnomos de sua vila escolhida como suas crianças. Ele passa a maior parte de seu tempo sendo levado junto com a corrente, observando-os de cima. Ele é atraído por disputas familiares, festas e outras ocasiões quando os normalmente taciturnos gnomos falam livremente e longamente sobre suas opiniões, sentimentos ou metas, mas de outro forma ele tende a escoltar gnomos que estão nas fronteiras de Felrenden (levando rebanhos, reunindo flores comestíveis nas campinas, explorando ou minerando) ou viajando para fora do vale a negócio. Ele age rapidamente quando um gnomo de leirithyn é ameaçado, mas ele é sábio o suficiente para valorizar uma espiada nos conselhos inimigos antes de performar uma materialização para atacar o primeiro perigo iminente ou retaliar rapidamente contra os adversários dos gnomos.

A natureza única de Palarandusk o deixa sem desejo nem necessidade por comida; ele absorve água quando a chuva cai ou ao mergulhar nas águas geladas de Felrenden (e a solta para limpar coisas, à vontade), ele devora rochas das montanhas, extrações das minas ou adversários de leirithyn quando – uma coisa rara – a fome o acarreta.

Invasões orcs, o comportamento impróprio de aventureiros visitantes , e monstros saqueadores ao longo da Estrada da Costa próximo a Leilon fazem Palarandusk agir. Ainda que ele primariamente defenda Felrenden, ele mantém vigilância sobre grupos comerciais de leirithyn em seu caminho para Leilon ou discussões de negócios ao longo da Estrada Alta.

O Protetor Invisível é desconfiado de aventureiros que caçam dragões raros como troféu ou para vender pedaços de corpos para conjuradores e alquimistas, portanto ele odeia aparecer ou revelar sua presença, a menos que isso lhe pareça necessário. Poucos magos sabem de sua existência e vão até leirithymbul para negociar magias. A menos que estes tragam magia que possa fazê-lo viver mais e aumentar sua força e poder, de outra forma, Palarandusk não se interessa por longas discussões. Um conjurador de Inverno Remoto lhe forneceu uma magia que, com sucesso, drenou um bastão mágico para fortalecer as atividades de Palarandusk, mas o dragão drenou completamente o item há muito tempo atrás; a menos que visitantes lhe tragam novos bastões mágicos de tipos particulares, ele não poderá mais fazer uso desta magia.

Palarandusk nunca perde tempo discutindo ou advertindo intrusos; ele se esconde e observa até a ação ser necessária – e então se materializa e ataca. O Protetor Invisível emprega magias muito além do normal para dragões de ouro antigos e é raramente visto por humanos, e poucos dos quais podem prontamente discernir (ou acreditar) no que ele se tornou.

Um verdadeiro dragão de ouro antigo (experiente quando Netheril ainda era recente), Palarandusk prolongou sua existência além da morte natural e sacrificou seu corpo através de magia poderosa que ele próprio desenvolveu. Agora as magias que mantém sua forma magicamente unida estão falhando, e ele ousa se materializar somente durante alguns minutos a cada dia – geralmente mostrando-se somente alguns segundos, para oferecer alguma coisa, pegar alguma coisa ou atacar.

O restante do tempo Palarandusk existe como uma entidade invisível cujos “ataques” contra qualquer vitima causam uma breve náusea, mas não causam nenhum dano – exceto para o próprio Protetor, cuja forma semi-sólida sofre dano com esta interação. Em sua forma invisível e semi-sólida, Palarandusk não envelhece, as magias que o mantém íntegro não se deterioram e ele não sofre dano dos elementos.

Na forma sólida, Palarandusk possui todos os poderes e propriedades de um grande ancião de ouro. Ele emprega muitas magias esquecidas hoje (aprendidas principalmente dos tomos de conjuradores que faleceram na queda de Netheril e nos anos de disputas e confusões que seguiram). Palarandusk se irrita com sua “existência de sombra” e sonha em se tornar um poder amplamente respeitado no Norte da Costa da Espada novamente.

O Dragão do Sol

Palarandusk foi mencionado pela primeira vez em um livro fragmentado e sem nome, cujas páginas eram folhas forjadas em electrum e estampadas com caracteres ininteligíveis para os sábios de hoje sem que usem os benefícios da magia para adivinhar seus significados. Nos dias antes de Netheril ser fundada, Palarandusk morou em algum lugar ao longo da Costa da Espada e caçou presas tais como wyverns no local que agora é Luskan até onde Águas Profundas foi fundada.

Escravizado – ou forçado à servidão para evitar um triste destino – pelo feiticeiro Mileirigath nos precoces dias de Netheril, Palarandusk passou séculos trabalhando em obediente obscuridade, sua longevidade e eventualmente sua natureza e habilidades foram alteradas por muitas magias conjuradas sobre ele por seu mestre Mileirigath e aprendizes. Quando este reino de crescentemente decante esplendor caiu, ele pegou toda a magia (grimórios em particular) que pode das ruínas e os restos de saqueados illithids e outros adversários caídos, e reuniu tudo usando suas aumentadas habilidades mágicas em liberdade pela primeira vez.

Palarandusk também coletou escrita filosófica humana e tem conversado com alguns elfos e anões sobre suas próprias opiniões do mundo, com a meta de formar um código pessoal. Ele coletou alguns tesouros monetários, que esconde em muitas cavernas altas em remotas montanhas e fendas para seu próprio uso. Dormir em uma cama de tesouros e continuamente cobiçar mais riquezas não atrai Palarandusk, mas ele sente prazer com a beleza, tais como aquelas capturadas nos ocasionais monumentos ou mesmo em pinturas, que podem ser encontradas apoiadas em rachaduras e sob protuberâncias protegidas aqui e lá ao redor de Felrenden nos dias de hoje. Ele vê o valor da cunhagem como raras e preciosas coisas para barganhar com humanos, elfos e anões, ou mesmo comprar magia ou ajuda imediata.

Palarandusk vive por suas próprias leis, que ele altera raramente, e somente após muito debate interno e reflexão. Ele acredita que qualquer dragão possui o dever de viver em harmonia com a terra, devorando presas somente quando necessário, saqueando coisas somente quando a ruína não pode ser evitada e protegendo seus domínios contra o dano de tais fontes como enchentes, incêndios e invasões. Em Inverno Remoto, as façanhas de Palarandusk (sob o nome de o “Dragão do Sol”) são lendárias; ele protegeu a cidade muitas vezes de hordas orcs e invasões vindas da parte mais ao norte das Moonshaes, e ele era visto como o benevolente protetor da cidade – um ícone heróico para o qual alguns humanos até rezam.

O passar dos anos privam o Dragão do Sol de sua força e flexibilidade, e dragões mais jovens chegam para desafiá-lo por seu domínio com a freqüência de abutres circulando uma besta ferida. Com ninguém adequado e confiável para sucessor como defensor de Inverno Remoto em vista, Palarandusk não ousa ficar parado em seu solo e vai à luta, mas esse gesto orgulhoso pode deixar seu escolhido lar desprotegido. Ele tem se escondido e devotado seu tempo para aprender magia suficiente para sobreviver – e ele aprende isso rápido.

Por causa disso o Dragão do Sol tem sido visto cada vez menos em Inverno Remoto. Ele já havia decaído como uma lenda na época que a Irmandade Arcana apareceu em Luskan, e o medo deles reconhecerem sua natureza mágica e utilizarem magias para escravizá-lo levou Palarandusk a “desaparecer”.

Adotando uma forma humana, Palarandusk usou parte de seu tesouro para comprar uma mansão semi-arruinada no campo não muito distante a sudeste de Inverno Remoto, trancando-se nela, e começou a trabalhar para aprender todas as magias arcanas que pudesse. Ele ainda estava lá, décadas depois, quando um grupo de aventureiros que foram extremamente afortunados em suas escolhas de magias ou que tivesse sido mandado para destruí-lo por alguém que conhecia sua verdadeira natureza, e explodiram a casa em brasas ardentes ao redor de seus ouvidos. O ataque veio sem aviso, e isso destruiu quase todos os envelhecidos grimórios do dragão de ouro. Palarandusk escapou da destruição pelo frenético uso de suas magias – mas não antes que seu corpo tivesse sido devastado pela magia que o mantém íntegro, somente por uma rede de poder mágico fragmentado. Usando toda a sua magia para salvar-se, o Dragão do Sol reconstruiu sua própria estrutura, formando o insubstancial corpo do lentamente decadente Protetor Invisível que é hoje.

Palarandusk então decidiu que suas diminuídas habilidades o tornavam inadequado para seu auto-designado posto de defensor de Inverno Remoto. A cidade em que ele era adorado, agora é pouco mais que uma brilhante lenda, uma memória agora zombada por meia dúzia de magos talentosos e muitos grupos de aventureiros residentes; eles decididamente têm menos necessidade de um protetor dracônico. Ainda que o ancião de ouro tenha sido um incansável viajante enquanto rondava boa parte do Norte da Costa da Espada, encontrando velhos amigos e adversários vindouros, a terra mudou muito desde as intocadas terras selvagens de sua juventude.

Com o tempo, Palarandusk julgou que sua inquietude era porque proteger as pessoas e a terra de algum pequeno canto de Faerûn era agora parte de sua natureza; ele não poderia ficar satisfeito com mais nada, exceto como um guardião. Seu senso de impertinência e natureza boa e gentil cresceu com esta realização, de modo que ele procurou por um novo “pequeno canto” para chamar de seu próprio.

Ele procurou viver em algum lugar perto de um centro de vibrante atividade, ainda que em uma localização remota e desconhecida. Procurou proteger essencialmente pessoas honestas que apresentavam mais trabalho duro e viviam com a terra do que, dizem, aprimorando feitiçaria e sonhando em governar outros lugares. Conjuradores humanos foram excluídos, e os gnomos de leirithymbul – quase desconhecidos e ainda relativamente perto da agitada Águas Profundas – foram incluídos. Palarandusk usou magia para tirar muitos gnomos idosos para fora de seu lar, um após o outro, para revelar-se a eles, oferecendo defender-lhes se aceitassem sua presença. Um por um, temerosos e comovidos, eles concordaram, e a longa carreira do Protetor Invisível de leirithymbul começou.

Com o passar dos anos desde então, o corpo do envelhecido dragão de ouro continua a se deteriorar, a despeito de muitos acréscimos mágicos que Palarandusk adquiriu ou negociou por outras magias. Ele destruiu uma horda orc antes que ela pudesse propriamente se formar, frustrando os planos do astuto líder orc Rauragh, cujo esquema especial era trazer grupos orcs através dos caminhos secretos do Subterrâneo para reuní-los nas Montanhas da Espada, e de lá lançar um ataque contra Águas Profundas, se movimentando durante a noite até as muralhas para talvez atacar de surpresa. Ele matou também muitos magos humanos (incluindo Radiglar, “o Domador de Vermes”, do Culto do Dragão) e destruiu um grupo de aventureiros, os Invasores de Koroaver, que procuraram estabilizar uma fortaleza de exploração de minas que pudesse aliar-se com os Zhentarim e dar para a Rede Negra uma defensável base comercial na entrada de Águas Profundas.

Agora um experiente nos fluxos e conseqüências da magia, hábil para predizer com clara precisão o resultado de duas ou até mais magias confrontadas no mesmo alvo ou no mesmo espaço, o Protetor Invisível recentemente descobriu uma quantia surpreendente de alianças comerciais e costumes ao longo da Estrada Alta enquanto espreitava, indetectado, em Leilon e na rota que os gnomos utilizam entre lá e Felrenden. Ele esta sempre alerta por notícias de incidentes em outros lugares no Norte que possam informá-lo antecipadamente de hordas de orcs, sobreviventes de guerra dispersos ou possíveis monstros migrando rapidamente para serem vistos nas Montanhas da Espada.

Palarandusk passa seus dias em diligente proteção e ponderando caminhos em que seu corpo possa ser magicamente fortalecido. Ele evita outros dragões sempre que possível, e o notório e experiente em assuntos dracônicos, Velsaert de Portão de Baldur, não tem ciência de Palarandusk, ainda que ele tenha anotado muitos “rumores não confirmados com um assunto comum: um ancião invisível fundido em visibilidade e ataque” nas vizinhanças de Leilon.

A chave para o caráter de Palarandusk é seu humor inteligente e completa simpatia e conhecimento da natureza humana, operando através de um firme código pessoal. Se paladinos o descobrirem, poderiam aprender muito com ele. Ele defende os gnomos de leirithyn como um corajoso e benevolente avô, nunca pensando em sua própria segurança, nunca empregando armadilhas ou artimanhas e nunca dormindo. De fato, ele não necessita dormir, ainda que Elminster acredite que a acelerada deterioração do corpo do dragão esteja diretamente relacionada com a incessante atividade de Palarandusk; outros anciões de idade avançada aparentam passar quase todo do seu tempo dormindo.

O Covil de Palarandusk

O Protetor Invisível não possui um covil verdadeiro. Ele mantém coisas de beleza em muitas rachaduras e protuberâncias remotas (para sua própria proteção contra os elementos, não pela segurança em si) ao redor e sobre Felrenden, e ele possui um tesouro armazenado (geralmente sob rochas que ele dispõe) em várias rachaduras rochosas nas Montanhas da Espada e mais ao sul nos Rochedos, ao norte de Inverno Remoto. Ele não necessita de calor pessoal ou abrigo e acha a idéia de preparar armadilhas algo abominável. Pegar rochas nas laterais das montanhas para arremessar em um adversário durante a batalha se faz necessário, porque não há premeditação em tais proezas a menos que as rochas tenham sido deliberadamente coletadas e colocadas lá antecipadamente.

Os Domínios de Palarandusk

O Protetor Invisível raramente deixa Felrenden e uma estreita faixa de território conectando-a até Leilon junto da Estrada Alta, mas considere que ele possui o direito para ir onde escolher, dado o motivo ou necessidade. Outros dragões podem possuir seus domínios e defende-los ardentemente, mas ele esteve aqui antes de todos, e (ele imagina) vai provavelmente viver mais do que a maioria deles. Ele não tem o desejo de ofender um ancião cujo domínio está atravessando, mas se for atacado, vai defender-se – e a menos que o dragão seja de tendência boa (e desse modo, meramente fora de seu curso), o Protetor vai procurar matar ou mutilar seu atacante. Anciões agressivos demais dão a todos os dragões uma má reputação, enfurecendo toda a espécie dracônica… e então devem ser eliminados.

Hábitos e Façanhas de Palarandusk

Palarandusk passa um dia típico levado pela corrente de um gnomo para outro como um ansioso, mas invisível cão pastor, tentando manter uma ampla visão geral dos paradeiros e acontecimentos de todos os gnomos leirithyn. Ao mesmo tempo, ele tenta observar criaturas de todos os tipos se aproximando de Felrenden. Dada a superioridade de conjuradores hábeis para transformarem-se magicamente nos dias de hoje, até pássaros solitários não podem ser ignorados.

Não se sabe se Palarandusk alguma vez acasalou (ainda que seus dias precoces sejam um mistério para historiadores e pode muito bem ter incluído casamentos), e desconhece-se se ele receberia bem a presença ou amizade de outros dragões. Ele trabalhou amigavelmente com outros anciões enquanto em serviço na época de Netheril, mas aparentemente ele nunca procurou outros anciões. Um verdadeiro e satisfeito solitário, o Protetor Invisível não mantém alianças hoje em dia.

A Magia de Palarandusk

O brilhante Elminster detalha somente uma das magias do Protetor Invisível – uma magia de batalha que Palarandusk utiliza raramente, considerando “injusto” utilizá-la quando enfrenta um adversário sozinho, mas útil para defender gnomos de um adversário enquanto ele está ocupado com outros.

Ataque Retalhador
Evocação [Ar]
Nível: Drd 3, Fet/Mag 3
Componentes: V, G
Tempo de Execução: 1 ação padrão
Alcance: Médio (30 m + 3 m/nível)
Alvo: Uma criatura
Duração: Instantânea
Teste de Resistência: Fortitude parcial (ver texto)
Resistência à Magia: Sim

Esta magia cria um redemoinho de ar sólido, parecido com certos efeitos mágicos que mantém Palarandusk coeso. A magia se forma acima do alvo escolhido e desce em um único e certeiro ataque, atingindo a vitima com 1d6 pontos de dano de concussão por nível do conjurador (máximo 10d6). Uma criatura que obtiver sucesso em um teste de resistência de Fortitude recebe somente metade do dano.

Um alvo Médio ou menor que não esteja no solo e que falhe em seu teste de resistência é nocauteado pela rajada de ar. Se o alvo estiver voando, é soprado para baixo (1d6 x 1,5 m se for Médio, 1d6 x 3 m se for Pequeno ou 2d6 x 3 m, se for Miúdo ou menor, e criaturas Miúdas ou menores sofrem 2d6 pontos de dano não devido à pancada, além do dano primário da magia). Criaturas Grandes ou maiores não podem ser nocauteadas ou movidas por esta magia.

Esta magia não tem efeito se conjurada debaixo d’água.

O Destino de Palarandusk

Ainda que o Protetor Invisível possa ser sobrepujado se Felrenden alguma vez se tornar vitalmente importante para a Irmandade Arcana, ou para outra cabala de magos malignos ou qualquer aliança de três ou mais dragões, parece ser mais provável que ele sirva na obscuridade por muito mais séculos antes que seu corpo finalmente caia aos pedaços. Se sua magia vai habilitá-lo a continuar como uma inteligência incorpórea ou não, desconhece-se – mas Elminster adverte que, se acontecer, o Protetor (desprovido de qualquer meio de defender qualquer coisa, e destinado somente a observar) pode muito bem ficar insano e, então, ser uma ameaça para todos… ou ser meramente uma sombra impotente e invisível.

Palarandusk: Dragão grande ancião de ouro, Feiticeiro 9; ND 36; dragão Colossal (fogo); DV 41d12+287 mais 9d4+63 (638 PV); Inic. +4; Desl.: 18 m (12 casas), natação 18 m (12 casas), vôo 75 m (desajeitado) (50 casas); CA 42 (toque 2, surpresa 42); BBA +41 (+45 com bônus épico); Agr. +74 (+78 com bônus épico); Atq corpo a corpo: mordida +55 (dano:4d8+17/19-20); Atq. Total corp ao corpo: mordida +55 (dano:4d8+17/19-20) e 2 garras +50 (dano:4d6+8/19-20) e 2 asas +49 (dano:2d8+8) e pancada com a cauda +49 (dano:4d6+25); Espaço/Alcance 9 m/6 m (9 m com a mordida); AE esmagar 4d8+25, habilidades similares à magia, presença aterradora, rasteira com a cauda 2d8+25, sopros (cone de fogo de 21 m, cone de gás de enfraquecimento de 21 m), toque espectral; QE alterar forma, bônus de sorte, detectar gemas, forma semi-incorpórea, imunidades (fogo, paralisia, sono), percepção às cegas 18 m, RD 20/magia, respirar na água, RM 33, sentidos aguçados, subtipo fogo, visão na penumbra, visão no escuro 36 m, vulnerabilidade a frio; Tend LB; TR Fort +34, Ref +27, Von +40; For 45, Des 10, Con 25, Int 32, Sab 33, Car 32.

Perícias e Talentos: Adestrar Animais +31, Arte da Fuga +30, Blefar +61, Cavalgar +2, Concentração +60, Conhecimento (arcano) +63, Conhecimento (história) +51, Conhecimento (local – o Norte) +55, Conhecimento (natureza) +55, Cura +31, Diplomacia +56, Disfarces +41, Esconder-se +5, Identificar Magia +47, Intimidar +61, Natação +46, Observar +55, Obter Informação +31, Ouvir +56, Procurar +55, Saltar +27, Sentir Motivação +55, Usar Instrumento Mágico +41; Arrebatar, Ataque Poderoso, Capacidade Mágica Aprimorada, Conhecimento Mágico (x2), Foco em Arma (garra), Foco em Arma (mordida), Iniciativa Aprimorada, Inversão, Magia Penetrante Aprimorada, Magia Penetrante, Magias em Combate, Pairar, Sucesso Decisivo Aprimorado (garra), Sucesso Decisivo Aprimorado (mordida), Trespassar, Vontade de Ferro.

Alterar Forma (Sob): 3x/dia – como metamorfose, exceto que somente assume a forma de animais ou humanóides Médios, e nenhum ponto de vida é recuperado pela troca.

Bônus de Sorte (SM): 1x/dia – como uma pedra da sorte, mas também para todas as criaturas benignas até 36 m de raio durante 1d3+36 horas. 28º nível de conjurador.

Detectar Gemas (SM): 3x/dia – como detectar magia, exceto que somente encontra gemas. 28º nível de conjurador.

Forma Semi-incorpórea (Sob): Palarandusk pode assumir uma forma invisível e semi-sólida (ou trocar desta forma para sua forma sólida normal) como uma ação padrão. Esta forma é menos sólida do que uma criatura material, mas mais material do que uma incorpórea; ataques contra ele são tratados como se ele fosse uma criatura incorpórea exceto que a chance de erro incorpóreo é somente de 25% ao invés de 50%. Enquanto nesta forma ele não pode realizar ataques físicos em criaturas materiais (mas veja Toque Espectral, acima), nem pode carregar objetos ou criaturas a menos que as tenha engolido enquanto em sua forma normal (nesse caso elas também se transformam quando ele o faz). Enquanto semi-incorpóreo ele não pode usar seus sopros ou conjurar magias em outros objetos ou criaturas, mas ainda pode usar magias ou habilidades similares à magia que afetem somente a si mesmo. Ele pode interagir com criaturas incorpóreas ou itens com toque espectral como se ele fosse incorpóreo. Sua armadura natural se torna um bônus de deflexão e ele não possui valor de Força. Por causa disso ele não é verdadeiramente incorpóreo, pois não pode passar através de objetos sólidos, ainda que possa se espremer através de espaços pequenos o bastante para manter de fora uma criatura Colossal, mas não uma Imensa; entretanto, fazendo isso causa 4d4 pontos de dano para o dragão (chance de erro incorpóreo não se aplica), e seus pontos de vida máximos são permanentemente reduzidos a 1 ponto.

Habilidades Similares à Magia: 3/dia – benção; 1/dia – explosão solar (CD 29), sexto sentido (CD 30), tarefa/missão (CD 27). 28º nível de conjurador.

Presença Aterradora (Ext): Raio de 108 m, 40 DV ou menos, Vontade CD 41 anula.

Rasteira com a Cauda (Ext): Semicírculo de 12 m de raio; 2d8+25 pontos de dano, Reflexos CD 37 para metade do dano metade.

Respirar na Água (Ext): Palarandusk pode respirar submerso indefinidamente e pode usar livremente seus sopros, magias e outras habilidades enquanto submerso.

Sentidos Aguçados (Ext): Visão no escuro 36 m; enxerga quatro vezes melhor do que um humano em iluminação sombria e o dobro em luz normal.

Sopros (Sob): Cone de 21 m, 24d10 fogo, Reflexos CD 37 para metade do dano; cone de 21 m, 12 pontos de dano na Força, Reflexos CD 37 evita.

Toque Espectral (Sob): Quando Palarandusk estiver em sua forma semi-incorpórea e atacar uma criatura com uma mordida, garra ou outro ataque natural, a criatura alvo não recebe nenhum dano, mas fica nauseada durante 1 rodada (criaturas imunes a acertos críticos são imunes a este ataque). Este ataque é prejudicial para o dragão também, e ele é afetado como se ele tivesse espremido a si próprio em um espaço muito pequeno para seu corpo Colossal (4d4 pontos de dano, pontos de vida máximos são reduzidos por 1).

Magias de Feiticeiro Conhecidas (6/9/9/9/8/8/8/8/7/7/1; CD base = 21 + nível da magia; nível de conjurador 28º): 0 – abrir/fechar, consertar, detectar magia, globos de luz, ler magias, luz, mãos mágicas, marca arcana, som fantasma; 1º – armadura arcana, ataque certeiro, curar ferimentos leves, disfarçar-se, proteção contra o mal; 2º – detectar pensamentos, espiral elétrica de Gedlee (Magias de Faerûn), esplendor da águia, invisibilidade, mão do divino (Magias de Faerûn); 3º – ataque retalhador (veja abaixo), dissipar magia, forma gasosa, idiomas; 4º – cólera da ordem, curar ferimentos críticos, destruição sagrada, movimentação livre; 5º – olhos observadores, pedra em lama, película ácida de Mestil, regeneração monstruosa (Magias de Faerûn); 6º – corrente de relâmpagos, invocar criaturas VI, visão da verdade; 7º – destino favorável, invocar criaturas VII, palavra sagrada; 8º – corpo de ferro**, desconhecida*, instante de presciência, labirinto; 9º – desconhecida*, dominar monstros**, esfera prismática, inimigo eterno dos mortos-vivos ** (Magias of Faerûn), invocar criaturas IX**, para o tempo.

* Acredita-se que estas duas magias sejam as únicas que mantém íntegro o corpo decadente do dragão.

** Magias extras conhecidas adquiridas pela aquisição do talento Conhecimento Mágico duas vezes (duas magias cada).



Sobre o Autor

Ed Greenwood, como seu alter ego Elminster, é alto, barbado, desarrumado, travesso e geralmente chato – mas ele admite tudo isso livremente.

A coluna de Ed Greenwood Dragões do Norte foi publicada na Dragon Magazine 230 até a 259, detalhando duas dúzias de dragões únicos de Faêrun. Apesar de escritos na 2ª edição do Ad&d, os artigos originais evitaram largamente as regras em favor do texto descritivo, com exceção de uma ocasional magia ou item mágico. Esses artigos estão sendo reprisados numa coluna regular do site da Wizards of the Coast, com adição das estatísticas de jogo e itens mágicos e magias atualizadas para o novo D&D.

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