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Coletânea dos Reinos
 
A Ascensão e a Queda do Imposto da Janela
1: Imposição e Renda
Por Ed Greenwood
Tradução por Eduardo Souza, cedido gentilmente por Khal do site Reinos Esquecidos.

Atualmente conta-se que no Ano da Harpa Emudecida, quando a sombra do assim chamado “Dragão Diabólico” lançou-se sobre a terra de Cormyr, havia muito receio em Suzail. Após um breve aumento nas importações de armas, armaduras e outros artigos de guerra, o comércio na cidade caiu vertiginosamente. Muitos comerciantes estrangeiros transferiram suas rotas para Sembia e para os portos independentes da Costa do Dragão – especialmente para Portão Ocidental. Notícias do vasto mundo e artigos comerciais interessantes e coloridos tornaram-se escassos, e rumores de traição entre nobres e cortesãos, e de discórdia entre os membros de muitas famílias do reino, espalhavam-se pelas ruas diariamente, deixando o povo apreensivo aos murmúrios.

À medida que os exércitos em confrontação nas terras do norte aproximavam-se da capital do Reino das Florestas, o receio intensificava-se. Dizia-se que monstros horrendos estavam prestes a esmagar a cidade. A comida (cujo preço já havia aumentado consideravelmente em vista das depredações provocadas pelos ghazneth e de problemas associados ao produto das colheitas) tornou-se ainda mais escassa e cara. Depois que a cidade de Arabel sucumbiu e seus cidadãos fugiram em massa para Suzail, viajando de uma cidade à outra a passos largos por meio de poderosas magias conjuradas pelos Arcanos de Guerra, tanto o receio quanto a falta de alimentos intensificaram-se rapidamente. Muitos cidadãos de Suzail que dispunham de uma fortuna portátil suficiente (ou que tinham frágeis lealdades para com a cidade) acreditavam que a coisa mais sábia a fazer seria abandonar a cidade e o reino por um algum tempo, e assim o fizeram – levando consigo suas moedas e enfraquecendo o comércio. Notáveis entre aqueles que partiam estavam muitos dos jovens membros mais esbanjadores de muitas famílias nobres de Cormyr, que foram “enviados para fora do reino para sua própria segurança” pelos parentes. Em alguns casos, suas famílias optaram prontamente por seguir-los, citando variações do tópico “negócios urgentes, há muito negligenciados, a tratar em terras distantes”.

As pessoas menos afortunadas que permaneceram em Suzail logo notaram que trabalhadores ocasionais não eram mais fáceis de encontrar (exceto pelos rufiões de aparência suspeita, que haviam estabelecido-se na cidade a fim de oferecer seus serviços temporários como guarda-costas de aluguel a qualquer pessoa disposta a pagar por eles). Serviços tradicionais de contratação temporária como carga, descarga e remoção de refugos tornaram-se difíceis de se realizar, e logo muitos ratos e animais abandonados por aqueles que fugiram da cidade passaram a perambular esfomeados pela capital, infestando as ruas em números crescentes. Alguns nobres passaram a caminhar pelas ruas (nas raras ocasiões em que saiam de suas mansões muradas e cheias de trancas) acompanhados de grandes guarda-costas que se apoderavam de quaisquer bens e lidavam severamente com qualquer um que os contestasse, exceto quando sob o olhar vigilante de patrulhas da Vigília ou de Dragões Púrpuras uniformizados. A comida tornou-se ainda mais escassa e cara.

As condições no Palácio e na vasta Corte Real refletiam àquelas das ruas de Suzail, embora poucos cortesãos tenham realmente passado fome ou necessidade. Os oficiais da Corte notaram o aumento da poluição local, da ilegalidade e da desesperança, e determinaram que algo deveria ser feito. Os Altos-Cavaleiros foram afastados de suas missões de espionagem sobre nobres suspeitos para “espreitar” em Suzail (para liderar as forças de ataque dos Dragões Púrpuras contra contrabandistas, escravistas, e as sempre crescentes gangues de rua formadas por ladrões e arruaceiros). Entre outras medidas decretadas para “restaurar a ordem” havia uma curiosa insensatez: o imposto da janela.

Originalmente proposto por um insignificante tabelião a serviço dos Cofres Reais, o Sub-Escriba Lhultan Culthorp (um humano intratável, mordaz e de modos “superiores”; LN, Esp1), esse imposto visava um meio de arrecadar uma receita destinada à compra de alimentos para a população e à eliminação dos ratos. O chamado “Imposto Sobre Clarabóias e Vidraças” arrecadaria 1 falcão prateado ao mês para cada janela ou clarabóia instalada em prédios não-pertencentes à Coroa situados dentro das muralhas de Suzail (a menos que as características mencionadas houvessem sido permanentemente alteradas pela instalação de venezianas ou tábuas, contanto que todo o vidro tivesse sido removido e que o “uso de ferramentas adequadas fosse necessário para re-abrir as janelas ou clarabóias bloqueadas”).

Os proprietários dessas construções pagariam o imposto aos Escriturários da Corte nas repartições de praxe no interior da Porta dos Leões, entrada que dá acesso à Corte Real. A arrecadação expiraria no último dia de cada mês a partir da data de proclamação do imposto. Cidadãos que não pagassem dentro do prazo de seis dias após a data de expiração, de acordo com o esboço da proclamação de Culthorp, perderiam seus bens (que seriam confiscados pela Vigília) em uma quantidade correspondente ao valor de mercado do imposto devido (as avaliações seriam realizadas apenas por oficiais da Corte e não estariam sujeitas a objeções ou apelações).

O imposto foi proclamado em Suzail em um único dia, da mesma forma como são anunciadas todas as leis de Cormyr. Notificações escritas foram postadas em tabuletas ao longo do Passeio, em cada portão da cidade, no Mercado, no Salão do Mercado, e em todas as entradas da Corte Real. Ao mesmo tempo, a nova lei foi “gritada” (lida em voz alta) por oficiais da Corte, protegidos por guarda-costas, em todas as tavernas da cidade. O novo imposto não foi bem recebido.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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