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Coletânea dos Reinos
 
O Reino de Nimbral, Parte Um
Lendas, Mistérios, e História
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Alguns faerunianos do continente dizem que humanóides e outras criaturas maiores, muitas delas com membros extras e estranhos poderes, habitam a oculta e raramente visitada ilha reino de Nimbral. Ainda há outras histórias sobre exuberantes, profundas e intermináveis florestas habitadas por elfos (ou seres como eles) que podem se tornar invisíveis e se teleportarem quando quiserem. As histórias contam que os habitantes atormentam os intrusos com feitiços e repentinas "estocadas vindo de lugar nenhum", com lâminas envenenadas. Alguns povos de Faerûn acreditam que Nimbral é uma ilha de mulheres cruéis que, através dos séculos usando feitiços em seus recém nascidos, conseguiram mudar suas raças e ganharem caudas e membros extras, além de habilidades mágicas inatas. Estes seres supostamente habitam em Nimbral sob o comando das bruxas e usam portais para alcançar certas florestas do continentes e cidades onde procriam com homens que nunca desconfiam de suas verdadeiras naturezas e origens. Ainda há outros que acham que a ilha serve como uma colônia secular para poderosos e disciplinados arcanos que usam feitiços e criaturas encantadas para afastar intrusos e espalhar histórias fantásticas (com as anteriores) sobre o que realmente existe em Nimbral.

A maioria das histórias de Nimbral concordam em duas coisas, entretanto: em suas florestas profundas e verdes (matas temperadas dominadas por árvores altas e sombrias como carvalhos e olmos) e na Caçada Voadora, cavaleiros de armaduras de vidro que cavalgam pegasi (*) e chamam o local de lar. Lendas sobre este esplêndido espetáculo aéreo deu a Nimbral seu apelido mais famoso no continente: o Reino da Caçada Voadora. Alguns nomeiam a ilha como o Paraíso Marinho, pois seus pequenos portos servem de refúgio nas tempestades para marinheiros cansados a oeste das rotas marítimas ao longo da península de Chult, e que partem para a aparentemente extensão sem fim do oceano não mapeado.

Muitos habitantes do continente tiveram a existência da Caçada Voadora dramaticamente provada no Ano do Escudo, quando uma Caçada Voadora voou através do Mar Sem Rastros e atacou navios piratas nas Ilhas Nelanther -- a primeira destas incursões que se tem memória. Eles deixaram vários navios fora da costa de Tethyr em chamas e a deriva, com suas tripulações massacradas. Muitos nas terras costeiras louvaram este feito, mas as ações da Caçada Voadora despertaram a insegurança em saber qual seria o próximo alvo e que terras estariam a salvo de seus ataques. Navios voadores da terra de magos de Halruaa velejaram os céus até Nimbral logo após esta incursão. Alguns pensaram que os magos governantes da Terra dos Navios Voadores queriam desencorajar, em uma discussão face-a-face, qualquer possibilidade dos nimbraneses se tornarem algum tipo de piratas aéreos, saqueadores da costa ou conquistadores de terras.

O que seguiu-se destas conversas permaneceu desconhecido, mas rumores entre os marujos nos portos acima e abaixo da Costa da Espada e no Mar Reluzente sugerem que os nimbraneses estariam se vingando de ataques piratas e não começando qualquer campanha de ataques ou expansão. (Entretanto, outros marinheiros noticiaram ter encontrado cavernas em ilhas pequenas e isoladas com tropas nimbranesas e com penas de pegasus, rações para montarias, e "cartas estelares" para auxiliar em vôos noturnos. Além disso, escravistas calishitas costumam insultar a Caçada Voadora como inimigos cruéis e bandidos, culpando-os por muitos desaparecimentos e "estranhas doenças" (um termo local para má sorte), sugerindo uma história de conflito entre os nimbraneses e todos aqueles que vêm capturar escravos em seus limites.

O povo de Nimbral parece auto-suficiente e não enviam navios regulares para comerciar com a Faerûn continental. Alguns marinheiros e sábios das terras do interior de Faerûn acreditam até que esta terra é puramente lendária, outros, como os monges do Forte da Vela, anseiam por mais informações sobre esta ilha remota e reclusa. Os eruditos, por sua vez, aplicam o termo "nimbranês" para designar coletivamente o povo da ilha, "nimbrano" para designar suas profissões, estudos, crenças e costumes e "nimbriano" para os itens feitos por eles. Sendo assim, um Cavaleiros da Caçada Voadora é um nimbriano, vestindo uma armadura nimbriana e membro do povo nimbranês.

A história de Nimbral permanece obscura em sua grande parte, mas sabe-se que os elfos da lua colonizaram esta ilha florestal de feras selvagens a muito tempo atrás, e que eles, mais tarde, recepcionaram humanos de Halruua que (ao contrário da maior parte deste reino comandado por magos) devotavam Leira, deusa das ilusões. Casamentos interraciais tornaram-se comuns. Os elfos que não desejaram viver tão próximo aos humanos gradualmente partiram, até que não existissem mais quase nenhum elfo de sangue puro. Não há registro de conflito entre elfos e humanos habitantes de Nimbral, talvez por que nenhum dos dois grupos raciais tem sido suficientemente numeroso para superpovoar a ilha.

Leia mais o que os olhos vêem primeiro em Nimbral no próximo capítulo.

(*)NT: "Pegasi" é o plural de "pegasus".



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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