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Coletânea dos Reinos
 
O Reino de Nimbral, Parte Dois
O Que os Olhos Vêem Primeiro
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.

O raro visitante que vai a Nimbral hoje é tratado com curiosidade e não recebe tratamento hostil (a menos que esteja armado e a bordo de um navio de escravos, capturando escravos, atacando ou pilhando a Terra do Verão). Então, se o (a) visitante obedecer qualquer cavaleiro de armadura brilhante que ele ou ela veja ou qualquer arauto do reino (qualquer pessoa que voe sem uma montaria, e segure um cajado de ossos brancos esculpidos, decorados com uma mão humana espalmada em uma das pontas), ele ou ela poderá livremente andar pela ilha e poderá observar bem alguns dos fatos e especificidades que se seguem.

Nove entre dez nimbraneses hoje são humanos com cabelos escuros, pele de tom claro (e tendem a ser esbeltos e altos em sua constituição, às vezes com um tom azulado em volta de seus rostos e pescoço, traços de sangue de elfo da lua). Um décimo dos nimbraneses são meio-elfos, de óbvia descendência de elfos da lua. Nenhum estigma social é encontrado na Terra do Verão em relação a uma ou outra raça. Os nimbraneses referem-se a si próprios como o "Povo do Verão" e a sua terra, tanto formalmente, quanto em poesias, como "A Terra dos Mares de Verão" ou, mais freqüentemente, "A Terra do Verão."

Nimbral usa o Calendários dos Harptos, embora a latitude da ilha e as frescas brisas marinhas que costumeiramente sopram gentilmente sobre ela a fazem ter invernos curtos, um mês de chuvas brando (Hammer), névoas frias, e lama, seguido por um mês ou outro de tempo quente acompanhado de nevoeiro quase que cegante, e verões longos e moderados. Eles abraçam o padrão da Pedra dos Anos (*), e muitos nimbraneses são familiarizados com os extensos conhecimentos locais (eventos através dos anos, incluindo naufrágios, chegada e extermínio de dragões, nascimentos e morte de cidadãos importantes bem como os de seus próprios clãs e por aí vai).

Todos os nimbraneses falam comum e halruaano (o primeiro é usado no falar diário, e o segundo em preces, tradições familiares e comunitárias, baladas, e linguagem formal). A maioria usa o alfabeto dracônico diariamente, e muitos são familiares com as escritas élficas e espruar. Canções, e histórias cantadas (de simples cantigas de crianças como: "Oh! Se você descer hoje ao mar agora/o povo do mar irá dizer: vá embora/ Com seus apelos não deve se preocupar, se você quiser ficar/ Vivaa Vivaa!", até longas baladas narrativas), e histórias românticas de amores verdadeiros, sacrifício e lealdade, as favoritas da maioria dos nimbraneses. Raramente se encontra um habitante do Mar Celeste iletrado, apesar de muitos preferirem falar e ouvir pouco e escrever apenas quando não existe pressa ou para expressar sentimentos fortes e situações oficiais. (por exemplo, cartas de amor e recomendações para concorrer a posições de estado são comuns).

Nimbral é um lugar agradável, uma terra com florestas exuberantes, bem regadas pela chuva. Samambaias grandes, locais com sombras azuis esverdeadas, iluminadas por alguns raios de sol, ar úmido e vaga-lumes a noite são elementos que vem a mente da maioria do povo quando se pede para descrever o Reino da Caçada Voadora. Apesar de ninguém nunca se distanciar muito dos pequenos riachos e lagoas, sabe-se que Nimbral possui apenas um rio: O Ormarr. Este rio é navegável desde sua foz até as cascatas que se derramam nas escarpas do Maern Prestarr, o mais largo e alto pico de Seisardar. Esta cadeia de montanhas central serve como uma proteção para a ilha contra as ocasionais "Grandes Ondas" que quebram no mar a oeste de Nimbral. "Maern" significa "montanha" na nomenclatura nimbrana, e "Thorl" é rocha (o termo é normalmente aplicado para os rochedos do mar que ameaçam os navios de pesca nimbraneses, ou as pedras açoitadas pelas ondas, onde o marisco pode ser encontrado). Interessantemente, os nimbraneses não tem uma palavra para "Floresta" ou "Bosque", porque, apesar de algumas clareiras e fazendas, eles consideram toda a Nimbral como o lar das árvores.

O visitante que corre Nimbral pode ver árvores, árvores e mais árvores. Charcos são poucos como as fazendas (que tendem a ser leves clareiras abertas em um labirinto não sinalizado de corredores lamacentos que se cruzam o reino em uma grande teia). Grandes clareiras existem somente nas escarpas dos maerns, particularmente entre o lado oriental do Seisardar e da face sul do Vaerael (a cadeia de montanhas na ponta norte da ilha).

Todos os povoados relativamente grandes de Nimbral são portos, embora hajam alguns deles grandes o suficiente para serem considerados cidades, para olhos dos habitantes do continente. Estes povoados cresceram nas íngremes escarpas rochosas acima do mar, em uma série de plataformas que ligam uma faixa de docas com depósitos e armação de redes de pesca com algumas lojas e casas dispersas, enfeitadas com jardins.

(*) NT: Roll of Years


Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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