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Coletânea dos Reinos
 
O Reino de Nimbral, Parte Quatro
Vida nimbriana, Moeda, e Sustento
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


O habitante do continente que ocasionalmente visite o Mar Celestial ficará intrigado com o modo de vida nimbranês - eles parecem viver simplesmente em um reino florestal selvagem, e ainda assim compram e vendem jóias, livros e belas, mas pouco práticas, estatuetas e outros "objetos de arte."

A verdade é que a vida em Nimbral (uma terra de climas úmidos e repleta de alimento, água e pastos) é relativamente barata. Alguns habitantes dos portos entalham mobília com restos de madeira encontrados flutuando no mar, ou as esculpem de pedra -junto com os blocos com os quais constroem suas moradias -, ou ganham a vida trocando alguns bens por outros (porque possuem depósitos para armazenagem e as melhores informações sobre escassez no reino). Todos que habitam próximos a uma praia nimbriana capturam caranguejos e mariscos de piscinas formadas pelo mar e nas vazantes da maré.

A maioria dos habitante dos portos nimbraneses são pescadores ("viajante das ondas", no falar local); eles partem em pequenos barcos para colocar suas redes de pesca ou viveiros de ostras. As águas que envolvem Nimbral são abundantes em apaga-mares (um peixe marrom, comprido, saboroso e de forte cheiro, as vezes conhecido como "eperlano" nas terras da Costa da Espada) e olho-prateado (um peixe azul e prata de nariz afiado, com uma carne tão salgada que pode ser mantido por dias sem que seja preciso defumá-lo ou salgá-lo o ano todo). Nos meses mais quentes, eles também pescam hansrae (um peixe gordo e cheio de barbatanas que tem o sabor de um bife e o corpo com a forma e o tamanho de uma lâmina de machado) e no inverno podem produzir um pouco mais do saboroso shull ou "tartaruga gigante", a deliciosa e lenta tartaruga de casca macia que pode crescer até chegar no tamanho de pequenos barcos e que é melhor capturada com arpões e muitos barcos trabalhando em conjunto.

Os pescadores do Mar Celestial sempre carregam manguais e redes de arremesso para capturar as barulhentas aves aquáticas cor de ardósia conhecidas como "shaurraks", que constantemente tentam roubar os peixes das redes recém retiradas. Quando capturados, a carne de sabor defumado do shaurak é acrescentada a dieta local, e os nimbraneses freqüentemente fervem suas penas para obter um útil óleo impermeabilizante ou uma goma para vedação.

Nimbral tem ao menos duas caravelas de comércio capazes de alcançar o continente, duas vezes este número em navios leves que podem entregar produtos e pessoas de porto a porto ou agir como marinha de guerra improvisada, cerca de uma dúzia de navios antigos, mas firmes (menores que os barcos mercantes geralmente usados ao longo da Costa da Espada nestes dias), e quatro dúzias ou mais de pequenos barcos de pesca de vários tipos, condições e tamanho.

Os nimbraneses que habitam o interior florestal trabalham com madeira para suas necessidades de abrigo e mobília e caçam feras que ainda rodam em profusão nas magníficas florestas de Nimbral, para comer e para retirar peles. Tais presas ( que as vezes se tornam as caçadoras daqueles que as querem caçar) incluem muitos javalis, gamos e ursos, mas as florestas do reino também possuem muitos ursos-coruja, lobos, nyths e perytons - assim como muitos monstros mais raros e mais temidos.

Muitos nimbraneses fazem suas vidas domando e vendendo feras da floresta, ou criando cavalos e pôneis nas pradarias para vender pelos reinos. Estes animais (particularmente os cavalos maiores e mais fortes são necessários para puxar barcos, troncos nas florestas e carroças pesadas), são ofertados em pequenas quantidades e os preços para cavalos treinados pode ser 20% maior que na maioria dos locais de Faerûn (preço padrão do Livro do Jogador).

O povo de Nimbral usa moedas de todas as origens (obtidas de naufrágios, piratas, visitantes e viajantes do continente), seguindo os valores comuns de cobre, prata, e outro, mas também negociam uns com os outros em gemas locais, cunham moedas simples de cobre (em formato triangular e afiadas) feitas com cobre nativo nimbriano, e também executam muito escambo. As "Pedras da Dívida" são pedras chatas, onde se escreve ELV (eu lhe devo), são levadas a um arauto para que testemunhe por ambas as partes um débito; o Arauto faz uma anotação em um papel e risca seu próprio sinal na face inversa da pedra. Quando o débito é pago, o Arauto quebra a pedra na presença de ambas as partes ou de seus herdeiros.

Os nimbraneses são fatalistas. Afogamentos no mar e mortes por feras da florestas ou por queda de árvores acontecem muitas vezes, mesmo com todas as precauções tomadas, os resfriados de inverno e doenças levam alguns todo ano... então porque se preocupar? Os Lordes nos protegem contra dragões e outros predadores incomuns, e tudo mais é simplesmente o andar das coisas, é o que acreditam.

Leia mais sobre leis e os Arautos de Nimbral no próximo artigo!



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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