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Coletânea dos Reinos
 
A Casamenteira de Sembia
II: A Verdadeira Tempestra
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa; revisado por Daniel Bartolomei.


Pergunte a um sembiano se ele conhece a família Pluma Brilhante, e ele imediatamente dirá o nome de Tempestra (às vezes com um sorriso, que é em parte de escárnio). Pressione-os quanto a idade, riqueza e status nobre da família antes de Tempestra, e a maioria da classe alta dos sembianos irá ficar confusa e, depois de alguns momentos franzindo a testa, irão admitir que não se lembram.

Teriam os Pluma Brilhante vindos de Amn, há gerações atrás? Ou de Thetyr, partindo depois que infelizmente viram a família real daquela terra ser massacrada? Eles são muito antigos, de uma linhagem muito rica, isto é certo, e possuem um brasão (um escudo com chifres, todo em ouro, com uma espada desembainhada posta em diagonal, apontando para a parte inferior e a empunhadura para a direita superior, com uma cabeça de unicórnio em um triângulo no escudo na parte de cima e um abacaxi em um triângulo na parte de baixo) para provar isto. O pai de Tempestra Pluma Brilhante era Oethorood - um camarada alto, grande guerreiro, com bigodes ameaçadores - e sua mãe, que era "um pouco de dragão, mas tinha sua beleza em seus dias de juventude", tinha o nome de Gaunthaereena.

Isto tudo soa maravilhoso, porque Tempestra projetou que fosse assim. Na verdade, seu nome real é Anthea Skrakelar, e ela era, na verdade, uma lavadeira de Portão Ocidental, filha de uma já falecida lavadeira grotescamente gorda chamada "Mãe" Berlea, cujo marido a abandonou quando Anthea era uma criancinha de pés descalços.

Tempestra logo se cansou de lavar cobertores e apaixonou-se por um homem: um mercador de armas, que havia perdido uma namorada que se parecia com Anthea, para uma doença, há uma década atrás. Ela o acompanhou em uma viagem de comércio para Marsember, onde foi esfaqueado em um beco. Sozinha em uma cidade estranha, Anthea fez duas coisas: forjou uma carta autorizando-a a ser a agente do mercador na venda de suas posses em Portão Ocidental e assim pôde levá-las para um comprador marsemberiano e "cortar uma fivela" (em nosso mundo, alguém poderia dizer "fazer um grande negócio") com ele, vendendo-as por um preço baixo - que ainda assim deu-lhe mais moedas do que ela jamais havia sonhado em obter. Ela rapidamente escondeu o dinheiro e audaciosamente escondeu-se em uma barca de escravos, antes que os oficiais da guarda enviados pelo comprador para que procurassem pela "ladra que roubou todas as suas moedas" a encontrassem.

Finalmente a busca acabou, e o marsemberiano ficou cansado de esperar pela sua captura e deixou Portão Ocidental para revender suas novas posses antes que os falsários da cidade tivessem uma chance de revendê-las outras vezes mais. Foi quando Anthea se disfarçou como uma serviçal para pegar um vestido de uma loja muito cara. Ela foi prontamente expulsa do lugar, mas deu uma boa olhada em vários dos clientes da loja se arrumando e até mesmo ouvindo sobre uma festa que pretendiam comparecer aquela noite (os mais ricos marsemberianos, como os sembianos, têm vestidos criados para eles e ajustados na privacidade de suas grandes casas. Aqueles que estão em degraus mais baixos da sociedade, que desejam ansiosamente convites para banquetes e festas, tentam impressionar com suas roupas em tais eventos, mas podem somente visitar as lojas mais exclusivas e alterar roupas para que se ajustem a eles - no último instante, para que ninguém mais possa copiar ou sobrepujar o "visual' que escolheram).

Anthea foi até o telhado da casa onde se realizava a festa, mas diferentemente dos outros ladrões, que brevemente e desagradavelmente dividiram com ela o esconderijo para roubar os anfitriões do evento, ela apenas observava e ouvia. Riqueza e poder brilhavam naquela sala e esta experiência ensinou-lhe algo: a aparência é mais importante do que qualquer coisa para se conseguir moedas. Ela tinha que ver como agiam os ricos e poderosos. Mesmo se ela parecesse e agisse da mesma maneira que eles por uma simples noite, ela comeria melhor do que jamais haveria comido antes. Então Anthea espreitou, e Anthea observou.

Ela encontrou um bêbado roncando em um beco nos fundos do depósito onde estava escondida e pegou "emprestado" suas botas e calções. Um vestido enorme, pendurado em uma placa de loja, deu a ela uma roupa suficientemente grande para encobrir qualquer roupa masculina.

Era hora de deixar a Marsember, cidade com cheiro de peixe, e ver a brilhante Suzail. Era hora de começar a ser tornar uma nobre.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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