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Coletânea dos Reinos
 
A Casamenteira de Sembia
III: A Verdadeira Tempestra, Parte Dois
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa; revisado por Daniel Bartolomei.


Anthea Skrakelar deixou Marsember no primeiro coche para Suzail na manhã seguinte, parecendo (e cheirando) como se fosse a mulher mais gorda de toda Cormyr. Todo o trapo que ela recuperou nos becos barulhentos do porto foi colocado naquelas botas e calças largas, e cada trapo envolveu uma moeda de modo que estas não fizessem barulho. O vestido do tamanho de uma tenda que ela conseguiu envolvia tudo, escondendo o dinheiro, e as poucas moedas que ela poderia precisar em sua viagem estavam em sua bolsa, que ficava escondida no alto de sua bota.

O cheiro não a deixou ser molestada na primeira noite, e ela laboriosamente escalou para o topo da estalagem para dormir ao invés de pagar por um quarto, o que a manteve salva dos ladrões que costumam se ocultar e entrar pelas janelas para roubar as carteiras de alguns dos passageiros dos coches.

O resto da viagem foi tranqüilo. A primeira parada em Suzail foi à loja "Mantos e Vestidos de Thurnock", na rua Pendle, onde ela remexeu nos velhos produtos de Thurnock e comprou roupas que pareciam boas o suficiente para visitar um cambista. Ela o deixou rapidamente quando ele informou-lhe que sabia que ela era muito mais jovem e magra do que aparentava.

Ela se banhou em um córrego nos Jardins Reais para retirar o mau cheiro; um guarda a observou atentamente para certificar-se que ela não poderia passar pelas grades e entrar no pátio do Palácio, e a deixou em paz. Anthea, indiferentemente, deixou o ar secá-la e juntou todas as suas moedas em uma pilha, usando sua capa como um saco, e vestiu-se com suas melhores roupas e foi até o cambista que a havia notado anteriormente: Brender Sarrask, em sua sala acima da loja "Antiguidades em Ouro Velho e Raridades em Prata" na Alameda Coroa Remota. Quando sua riqueza foi convertida (a uma taxa exorbitante) em algo que uma mulher de seu tamanho e força pudesse carregar mais facilmente, Anthea alugou um quarto no "albergue" mais decadente que encontrou: o "Maerevvo" na Alamenda Vento Marinho, ao sudeste do Mercado. De novo ela dormiu no telhado, com seu dinheiro escondido em duas chaminés imundas da construção ao lado - sendo estes dois telhados fáceis de serem alcançados, a única razão pela qual escolheu "Maerevvo" ao invés da "Vista do Porto", de Pelumbra, duas portas descendo a rua suja onde estava.

Antes de amanhecer, ela estava acordada e nas ruas novamente, comendo uma enguia frita quente em uma barraca próxima à taverna "Rabo da Égua" na Alameda Aposta Negra para parar os roncos de seu estômago antes de aparecer para alguém de importância. Como as portas da loja "Cataratas Tremeluzentes de Sharaedra" eram abertas costumeiramente cedo, na rua do Corcel (com um toque de sinos após a aurora quando o restante da cidade acordava), ela estava pronta. Ela comprou os dois melhores vestidos que pôde encontrar, botas de qualidade e um traje de viagem com manto, além de uma mochila para carregar tudo isto. Consideravelmente aliviada de suas moedas (pois o estabelecimento de Sharaedra era e é uma das melhores lojas de vestidos para damas de gosto apurado e cheias de dinheiro em toda Suzail), Anthea tomou um coche na "Transportes Finos Pena de Falcão" e rumou junto com a próxima caravana para Saerloon. Ela viajaria com um grande e bem guardado grupo de coches, preocupando-se somente com as atenções dos outros passageiros até alcançar o que o povo nos becos de Portão Ocidental chamava de "A Terra dos Mercadores Ricos e Gordos".

Um destes passageiros era Hansible Orsombar, um idoso investidor sembiano de grande riqueza e um olho removível, que entre outras coisas comprou brasões e títulos da defunta nobreza tethyriana - e da auto-proclamda, mas repentinamente empobrecida "nobreza" amniana - para vender aos sembianos de riqueza emergente, orgulho e pretensões. Um colete com brasões capturou os olhos de Anthea, e ela se assegurou de prender a atenção de Hansible.

Ela usou todos os seus atrativos para mantê-lo interessado e isto terminaria (ela esperava) na sua casa em Saerloon (em Gryphgarposts, na rua Asumbrar), quando Pena de Falcão a entregaria em segurança em sua porta. Hansible não sabia disto, mas sua saúde iria em breve sofrer um declínio acentuado… tão logo ensinou a Anthea tudo que ela precisaria saber sobre documentos, contratos, escribas de aluguel e como a justiça poderia ser comprada em Sembia. E Anthea era uma aprendiz esperta.

A nova "pequena namorada" acompanhou Hansible enquanto ele viajava de cliente para cliente, de uma à outra cidade de Sembia. Mesmo quando seu amor por Anthea se aprofundou, "acidentes" começaram a recair sobre seus servos mais leais e fiéis.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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