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Coletânea dos Reinos
 
O Cálice das Serpentes, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa, revisado por Daniel Bartolomei.


Por anos, o povo nas tavernas das Terras Centrais do Ocidente dos Reinos comentam sobre um antigo e quase esquecido "Deus do Ouro" e seu cálice sagrado - que dizem ser guardado por sacerdotes, especialmente clérigos de Waukeen. Poucos ouviram falar de tal divindade ou querem saber de outra força divina com a qual devam se preocupar… mas os sussurros sobre o Cálice das Serpentes nunca se dissiparam completamente.

Onde as cidades existem, existem leis - e pessoas que se metem em problemas com ela. Por este motivo, as terras selvagens, além do alcance das lanças e arcos dos cavaleiros que realizam patrulhas, concentram uma grande parte de foras-da-lei, que tornam a viagem perigosa para pequenos grupos e mascates solitários. Como resultado, a maioria das caravanas aceita "viajantes", que pagam algumas peças de cobre para viajar na relativa segurança das carroças e dos seus guardas. Muitos destes procuram emprego em uma nova cidade. Estes viajantes geralmente são menestréis, algumas damas e uns poucos mascates e pequenos comerciantes.

Dois de tais mascates - um belo, mas idoso homem e sua filha de uma beleza misteriosa - acompanham caravanas que rumam para Iriaebor, Águas Profundas, Nashkel e Portal de Baldur. Os viajantes Darvith e Taleene Raldemarr comerciam miúdezas (não perecíveis, itens portáteis, pequenos bens duráveis - como tigelas de metal, cofres, espelhos, baldes e trancas - comprando-os mais baratos em um lugar, esperando vender em outro por algumas peças de cobre a mais). Eles também servem como Guardiões do Cálice das Serpentes.

Através dos anos, a história se espalhou sobre a curiosa taça mágica que eles carregam - uma taça mortal para todos que não sabem como usá-la, e para aqueles que não reverenciam o deus para o qual ela é consagrada. Este cálice supostamente dá conselhos divinos em troca de algumas moedas.

Quando entram em uma taverna, carregam de modo reverente a brilhante caixa de ouro com eles. Darvith imediatamente pede por uma cadeira. Se alguém lhe oferece uma, esta generosa pessoa normalmente pensa que a cadeira é para a atraente mulher que está com ele - mas Darvith, ao invés de dar a cadeira para Taleene, coloca a caixa sobre ela, ajoelha e murmura uma oração. Se alguém questioná-lo sobre isto - ou procurar qualquer informação sobre este rito, mesmo por olhares ou gestos - Darvith gravemente começará a contar sua história.

"Na caixa", ele diz, "descansa o Cálice das Serpentes, a taça de metal mais velha do que Águas Profundas, talvez mais velha que a fabulosa Netheril - um cálice consagrado ao "Deus do Ouro", que é mais velho que a própria Waukeen. Muito foi esquecido deste ser outrora divino, até mesmo o seu nome, mas seu poder deve ter sido impressionante, e muito dele ainda vive, atravessando todas as eras e séculos, até chegar nesta noite. Ele comandou e consagrou o indigno Darvith Raldemarr à falar com vocês, e a minha filha Talenee - fazendo nosso sangue, saliva e suor venenosos para muitos, e nos forçando a oferecer os poderes do Cálice para todos que por ele pedirem."

Darvith depois abre a caixa, revelando papéis de embrulhos do quais emerge um cálice, que precisa ser erguido com duas mãos, cujo bojo é maior do que uma cabeça humana e protegido por um domo de metal nobre.

O cálice parece pesado e é realmente. Na maioria das tavernas ele é colocado no chão cuidadosamente. Em tavernas raras, abençoadas com uma mesa grande e firme o suficiente, Darvith instalá-o sobre ela, abaixo de um lustre (se a iluminação é ruim, ele providencia uma lâmpada a óleo com um refletor altamente polido que sai de um nicho da caixa e ilumina o cálice de baixo para cima, realçando-o impressionantemente. "Contemplem o Cálice das Serpentes", ele declara).

"O Divino", ele começa a explicar, "é de ouro, e não precisa de nada, mas deseja que os mortais tenham tanta riqueza quanto possam alcançar. Mesmo sem o poder absoluto de seus tempos ancestrais, ele ainda fala através deste Cálice".

Darvith reverentemente retira o domo da taça e o dá à sua filha. Ele segura a taça e mostra a todos os presentes que ele está vazio. Recolocando-a novamente, ele novamente põe a tampa e mostra uma pequena fenda no alto. "Por aqui", ele explica, "aqueles que desejarem a sabedoria do cálice podem depositar uma moeda de cobre ou de prata - nunca de ouro -, enquanto a tampa descansar sobre a taça".

Esta oferta, acompanhada pelas preces de Darvith e sua filha (as palavras pouco importam; as imagens sagradas que vinham à mente enquanto rezavam tinham maior importância), causaram o surgimento de uma cobra no cálice.

Como era de se esperar, isto não era sempre uma notícia muito popular.

A próxima parte desta coluna irá revelar tudo sobre o Cálice das Serpentes.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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