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Coletânea dos Reinos
 
O Cálice das Serpentes, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa, revisado por Daniel Bartolomei.


Depois de avisar aos clientes da taverna que uma cobra iria aparecer magicamente entre eles, Darvith Raldemarr calmamente explicava que depois que colocasse a tampa do cálice, alguém poderia formular uma pergunta - somente uma por noite, por pessoa - ao próprio ou para sua filha. A pergunta poderia ser a respeito de uma decisão futura de investimento ou um feito a ser ou não realizado para tornar o questionador mais rico, nunca algo sobre o passado ou envolvendo a honestidade ou desempenho de outra pessoa. O questionador poderia falar alto para todos ouvirem, ou sussurrar nos ouvidos de Darvith ou Taleena - e cada questionador que escolhesse falar em segredo para os Raldemarr poderia pedir resposta em sussurro.

"O cálice será descoberto", Darvith acrescentou, "e a Serpente Sagrada irá trazer a resposta do Deus para um de nós. A cobra poderá ser venenosa, mas se não for atacada, ameaçada ou obstruída, e estiver apta a ver ambos os Untados (os humildes pai e filha, à frente de vocês) e se nós murmurarmos as preces corretas, tudo ficará bem".

"A Serpente Sagrada irá rastejar até um de nós, e nós deveremos recolocá-la diretamente no cálice. Tudo deverá ser bem seguro".

Muitos taverneiros estão familiarizados com os Raldemarr e sua taça mágica - e se eles não ouviram falar de grandes resultados vindo deles, eles raramente ouviram falar que tenham machucado alguém. Sendo assim, a cobra deslizante não assusta os donos de taverna e o espetáculo é sempre bem vindo. E Darvith não tem nada do ar desesperado dos charlatões dos festivais - se ninguém se mexer e formular uma pergunta, ele dá de ombros, ora para o cálice e pede cerveja para si mesmo e para sua filha. Entretanto o cálice permanece exposto, reluzente, até que ele parta - e é raro uma multidão de taverna em que não haja ninguém disposto a depositar uma moeda de cobre por uma Resposta Sagrada (mesmo que por brincadeira).

E assim começa. É permitido ao questionador inspecionar o interior vazio do cálice antes que a tampa seja colocada. A moeda cai pela fenda sem que haja o ruído metálico, os Raldemarr oram uma de suas ininteligíveis preces murmurantes - e uma brilhante cobra ergue-se do bojo da taça, abrindo bem as suas mandíbulas para sibilar!

Então ela desce do cálice até a tampa, a circula e desliza para um dos Raldemarr, escalando-o até morder-lhe o toráx.

Tremendo e suspirando em óbvia dor, o Raldemarr mordido ternamente balança a Serpente, murmurando graças e uma prece ao deus. Depois passam a cobra para o parceiro que não foi mordido para que gentilmente recoloque-a no cálice (que é recoberto até que a próxima questão seja feita, para que a Serpente não desapareça de novo até "a manhã seguinte").

É o Untado mordido que entrega a Resposta Sagrada ao questionador, às vezes com o sangue do ferimento feito pela serpente ainda gotejando.

Muito impressionante - e completamente falso. Darvith e Taleene fazem muito com as moedas que conseguem: compram comida, bebida, pagam para acompanharem caravanas, alugam quartos, o que ospermite vender suas miúdezas somente por preços bons e nunca ficarem desesperados.

A tampa-domo do cálice é oca, com um compartimento raso acima, preenchido com uma seiva grudenta que prende as moedas (e é por isso que elas não aparecem quando a tampa é levantada; quando um dos Raldemarr aquece a tampa mais tarde, a seiva torna-se líquida e libera as moedas). É assim que as oferendas vêm e "somem".

A grande câmara abaixo da tampa (que é ricamente entalhada, e achatada em seu fundo e não côncava) tem um "piso" falso (acionado por um dos pequenos botões, aparentemente ornamentais, que ficam em suas bordas; as linhas de entalhes escondem a presença dos botões) que libertam a serpente escondida na câmara dentro do interior do cálice.

Os Raldemarr retiram regularmente o veneno de sua cobra treinada, e a família também possui imunidade ao seu veneno (bem como a dois outros tipos de cobras). Ambos possuem muitos conhecimentos sobre histórias de tesouros enterrados e perdidos, e simplesmente inventam as Respostas Sagradas.

Um nobre de Águas Profundas para o qual o cálice foi construído, o abandonou quando seus segredos ficaram amplamente conhecidos em Scornubel (lar do ferreiro que o criou, já há muito tempo morto). Muito da reputação do cálice deve-se aos rumores diligentemente espalhados por Darvith por duas décadas.

Ele começou a trabalhar em sua "peça" com sua esposa, mas ela se aposentou para criar cobras quando sua saúde e aparência começaram a se deteriorar, e a filha mais velha de Darvith tomou o seu lugar.

E assim termina a história do Cálice das Serpentes.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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