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Coletânea dos Reinos
 
Espalhadores de Notícias de Águas Profundas, Parte Um
I: Notícias para vender
Por Ed Greenwood
Tradução por Yuri Peixoto, revisado por Daniel Bartolomei.


Apenas os mais ricos e poderosos habitantes de Águas Profundas podem pagar para ter grandes livrarias particulares de tomos encadernados. Apesar da maioria da população poder ler, e eles o fazem tanto por satisfação quanto para se sentirem "no topo do Monte Águas Profundas" (o que significa comandar uma visão de eventos correntes, políticas, atividades comerciais e oportunidades de negócios próximas), a maior parte dos cidadãos possui apenas alguns folhetins bem merecidos, alguns pergaminhos e uma grande seleção dos "pequenos pergaminhos" comumente conhecidos como "folhetins".

Folhetins são panfletos com dois palmos de largura por três palmos de altura e eles consistem de pergaminhos costurados em capas de pele, algumas vezes enrijecidas com tiras de cerâmica "rejeitadas" muito finas ou placas de metal. Raramente possuem mais do que 30 páginas, geralmente constando com uma dúzia de páginas. Aptos para conter qualquer assunto, desde poesia até argumentos furiosos contra as guildas, políticas administrativas ou métodos de cobertura de telhados, os folhetins são geralmente devotados para autobiografias e para contos românticos, variando desde os melosos (para as boas senhoras) aos obscenos (para sujeitos velhos ou jovens).

Pergaminhos tradicionais ou "compridos" tendem a possuir texto apenas de um lado e eles são o formato escolhido para a manufatura de textos religiosos, registros financeiros que são mantidos por algum tempo (os de abas maiores maiores são os preferidos para contabilidade oficial, entretanto), e magias que são invocadas diretamente do texto. Apesar dos pergaminhos compridos poderem ser impressos por métodos mecânicos, "bloco após bloco", eles são geralmente escritos à mão.

"Pequenos pergaminhos" ou folhetins são o que nós chamamos de "jornais". Geralmente usam tiras de folhas não tão grandes quanto um humano adulto e de várias larguras diferentes, desde a largura de um folhetim até três vezes esta largura. Eles são impressos por meios mecânicos em ambos os lados (em momentos diferentes; isto é, depois que um lado foi impresso, ele é deixado para secar antes de se imprimir o outro lado). Suas tintas vegetais tendem a manchar quando molhadas, não importa a quanto tempo tenham sido impressas (alguns dos folhetins mais exclusivos são cozidos para inibir este efeito), e às vezes isso faz certas vizinhanças federem quando muitos fornos são acesos com suas carcaças amassadas ao mesmo tempo. Para os habitantes de Águas Profundas, estes pequenos "noticiários" escritos são conhecidos como "folhetins" por causa de Haumbroad "o Humilde", um agora falecido e incansável produtor deles, que através de anos de pura persistência treinou o povo da cidade para procurar e confiar nesta forma de notícias.

Os mais antigos moradores de Águas Profundas se lembram de Haumbroad como um ressequido e desleixado velho barbudo que ficava encurvado em muitas das esquinas da Estrada Alta, dia após dia, chamando os transeuntes para "trocar uma ninharia pelas maravilhas do mundo". Muitos folhetins ainda custam uma moeda de cobre hoje em dia, apesar da maioria dos mais conhecidos estarem cotados a duas vezes esse valor (a menos que um vendedor queira se livrar deles e tenha pressa em partir).

Haumbroad certamente iniciou algo popular. Em um certo dia, 30 a 40 folhetins produzidos regularmente estão a venda nas ruas, e algumas lojas (notadamente a barraca de "Rugido de Tubarão" Horth Shalark no Mercado, e o Mundo de Maravilhas de Berendarr na Estrada Alta seguindo a oeste a apenas algumas portas do Caminho do Encontro), se especializaram em folhetins (os mais antigos são enrolados e guardados em estantes nas paredes, e os mais recentes são oferecidos pendurados por presilhas no teto, como tapeçarias em miniatura). A maioria dos folhetins antigos são vendidos por duas a cinco moedas de cobre, mas uns poucos que contém contos especialmente obscenos ou discursos notórios são bem procurados por colecionadores e alcançam preços tão altos quando um dragão[1] cada!

Muitos moradores da cidade são fãs de folhetins específicos, preferindo os discursos políticos, comentários sociais astutos, piadas e "aventuras" seriadas (geralmente obscenas ou divertidas) que eles contém. Novas edições da maioria dos folhetins surgem nas ruas a cada três ou quatro dias, e eventos importantes sempre causam enchentes de "extras". Os folhetins mais arrogantes (preferidos pela clientela mais rica e nobre) publicam uma edição por dezena, e estes se concentram em análises de eventos por acontecer e os mais bem escritos contos seriais de entretenimento.

Os vendedores de folhetins são geralmente crianças de rua ou os próprios tipógrafos, e eles são universalmente conhecidos como "espalhadores de notícias" por seu hábito comum de gritarem as manchetes. "Descubra quem está por trás da máscara! Um Lorde Secreto é revelado!" é uma chamada freqüente (apesar de sempre denotar um conto fantasioso usado quando existem poucas notícias de valor para serem publicadas).

Outros preferidos usados no lugar das "notícias reais" inclui os seguintes:

"Lorde Nobre seqüestrado e vendido como escravo, anos atrás; o impostor está usando suas botas".

"Um novo tipo de morto-vivo surge entre nós! Eles não fedem, você não consegue diferenciá-los, eles aparentam viver tomando parte nas atividades dos salões de festas!"

[1] Em Águas Profundas, a moeda de ouro é chamada de "dragão". NT.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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