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Coletânea dos Reinos
 
Espalhadores de Notícias de Águas Profundas, Parte Dois
II: Perigos e Prensas
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Apesar dos magistrados da cidade terem aplicado firmemente as leis "contra blasfêmia" aos espalhadores de notícias que citam falsamente os Vigilantes, a Guarda e os oficiais da cidade, os espalhadores estão livres para imprimirem o que quiserem, sem estarem tolhidos pelas regras do bom gosto ou leis proibindo a dispersão de mentiras ou de danos a reputações.

Entretanto,tanto as guildas quanto as famílias nobres têm contratado assassinos para "silenciar" impressores que publicam coisas prejudiciais (verdadeiras ou falsas) sobre seus patronos. Geralmente estes "longos e fortes braços" esmagam prensas e batem nos impressores irracionalmente (quebrando mãos, braços ou costelas em "brigas acidentais de bêbados") ao invés de escolherem matar ou incendiar. Geralmente.

De maneira interessante, tentativas de intimidar espalhadores de notícias para serem somente disseminadores de divertimentos fantasiosos, talvez como comentários velados que deslizam das bocas de personagens fictícios, têm falhado por causa de duas coisas surpreendentes.

Primeiro,os espalhadores de notícias arrogantes (aqueles lidos por ricos e nobres) persistiram em publicar notícias e comentários, desafiando os capangas a agir. Isto se seguiu ao aos dizeres de Lorde Piergeiron de que, contanto que os impressores citassem todas as fontes (ele mesmo, qualquer cidadão ou estrangeiro independente de hierarquia ou posição, e outros espalhadores ou escritos) com estrita precisão, a Guarda seria enviada "energicamente" para investigar todos os atos cometidos contra os espalhadores de notícias, com a suposição de que as pessoas ou organizações contra as quais foram impressas notícias foram culpadas. Grupos culpados poderão enfrentar as penalidades normais mais o dever de pagar todos os custos daquele espalhador de notícias por um ano.

O edito causou um rebuliço na cidade (e algumas tentativas de "incriminar" rivais atacando impressores para que as pessoas, contra as quais estes haviam escrito, ficassem com a culpa pelo ataque), mas depois de alguns meses de boatos e encenações para obter uma cobertura mais viva das notícias, os moradores de Águas Profundas aprovaram a iniciativa -- a as denúncias de um espalhador de notícias, nos dias atuais, tendem a levar os cidadãos a comprar mais do próximo panfleto colocado pelo denunciado, para "ver do que ele se queixa".

Ainda que prefiram produzir intermináveis livretos de histórias de amor tórridas e romances chorosos (que vêm sendo feitos por anos antes do surgimento dos panfletos e espalhadores de notícias), muitos gnomos e halflings da cidade têm estado felizes em ajudar Haumbroad e seus imitadores e sucessores a produzirem panfletos, usando suas pequenas "prensas de tela". Algumas pessoas acreditam que vários milhares de prensas de tela poderiam ser encontrados agora em Águas Profundas, se um dia, sem aviso, alguém procurasse por elas. Uma prensa de tela consiste em uma mesa onde repousa uma tela ajustável, normalmente feita de madeira resistente com parafusos nos cantos. Uma única página por vez é montada, colocando-se ilustrações entalhada em blocos de madeira, e linhas de letras, em um "arranjo" (nós poderíamos dizer "leiaute") com o uso de chapas e cunhas de tamanho estranho, freqüentemente modificadas na mesma hora com golpes precisos de machadinha.

As linhas de escrita são feitas em um metal fino, laboriosamente "gravado" com letras individuais usando martelos e perfuradores de metal, com os quais os sinais são trabalhados nas formas de letras escritas de forma invertida e então ficam salientes na linha. Quando todos os elementos das páginas são colocados juntos em uma tela, a tinta é derramada , então folhas de pergaminhos são colocadas e preenchidas pela tinta, resultando na impressão de uma página por vez.

Um bom estabelecimento de impressão tem grande quantidade de espaço para secar panfletos, um abundante suprimento de folhas ou tiras de metal finas, e muitos conjuntos de gravadores de letras com "ferreiros de palavras" que podem transformá-los em escrita rapidamente. Poemas populares, dizeres, piadas e boas histórias estão sempre prontos para serem reutilizados, apesar dos habitantes de Águas Profundas não perdoarem quando vêem o mesmo texto duas vezes por ano -- o que eles chamam de "raspar as moedas" (um termo popular na cidade para pequenos atos de trapaça).

O sábio Irbryth Authamaun (sua casa e escritório ficam na face norte da Rua Sasthar, do outro lado da vila da nobre família Thann, no Distrito Norte) definiu uma vez os espalhadores de notícias para um estrangeiro como "o povo que anda nas ruas bradando manchetes tórridas e dramáticas e vendendo ambos os lados de uma tira de papel, normalmente enrolado em um pergaminho, que foi impresso com o resumo cru das últimas notícias e fofocas."

A maioria dos habitantes de Águas Profundas deve concordar com esta definição. Eles estão acostumados com "brados de notícia" como estes (ouvidos em uma curta rua no Distrito Norte, a algumas noites atrás):

"Dama do festival revelou-se ser uma doppleganger! Certifique-se que seu marido é realmente quem diz ser!"

e:

"Milhares de dragões desapareceram dos subterrâneos do castelo. Lordes Mascarados serão presos!"



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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