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Coletânea dos Reinos
 
Portas Lunares de Lua Argêntea, Parte Um
I: Portas Com Portas
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa, revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


À maneira como humanos mensuram tais coisas, Lua Argêntea é uma cidade surpreendentemente antiga. Em suas partes mais velhas (as ruas do Aterro Norte, a oeste do Mercado e mais próximas ao rio), algumas das mais humildes construções permanecem mais ou menos intocáveis por quase seis séculos – ao passo que estruturas maiores são mais novas ou modificações ou reconstruções de suas formas originais.

A maior parte da "velha Lua Argêntea" contém vigorosas construções de troncos de madeira, e compartilham algumas características comuns: não existem janelas ou somente aberturas altas e estreitas nos lados em que sopram os ventos (norte e nordeste), e mais portas de entrada elevadas (contra a obstrução por neve) nas paredes localizadas mais ao sul. Uma escada exterior sobe as paredes ao sul, vinda do leste, protegida por uma parede que forma um "escudo de neve" no oeste, que se projeta do edifício como um suporte para dar alguma proteção contra o congelamento dos degraus, ou os ventos penetrantes que sopram quando a porta é usada. As paredes são grossas, às vezes divididas em uma parte interna, um intervalo preenchido com cascalho, e a parede externa. Os telhados são feitos com telhas de ardósia ou madeira, com um declive acentuado a fim de fazer a neve escorrer. Ripas verticais se projetam do plano do telhado sempre os adornando (como os que são feitos hoje) e a neve e o gelo são quebrados em finas cascatas quando caem, ao contrário do que acontece nos telhados com grandes dimensões que deixam cair grandes quantidades de neve que podem causar atordoamento ou mesmo matar aqueles que estão embaixo.

As construções mais modernas em Lua Argêntea sempre têm telhados ondulados e polidos que formam canais de drenagem e tentam direcionar os ventos que passam, mas entre os mais recentes e os pequenos prédios da velha Lua Argêntea (geralmente estruturas retangulares que possuem lojas no nível da rua, com depósito de artigos embaixo e um ou dois pisos de apartamentos acima) são muitos os que compartilham uma característica arquitetônica muito popular na cidade de Lua Argêntea: "as portas lunares."

Quem colocou este nome nestas portas em miniaturas ninguém sabe, mas ele é obviamente derivado da lua que se apresenta tão proeminente no nome e lendas da cidade. Portas lunares não têm nada a ver diretamente com o luar, mas podem ter vários usos noturnos; são escotilhas ou "portas para gatos" feitas nas portas normais maiores (do tamanho humano) – em outras palavras, são "portas dentro das portas".
Portas lunares são obviamente um risco à segurança dos ocupantes e dos alimentos dentro de uma casa, principalmente se eles não tiverem os trincos ou trancas comuns às portas maiores – e nos tempos mais antigos e sem leis, o risco deveria ser bem maior do que hoje. Ainda assim, quase todos os prédios que não são cívicos ou religiosos na Gema do Norte possuem portas lunares – e estas são quase sempre são ornamentadas ao invés de terem traços discretos.

Portas lunares foram usadas para o que ainda hoje é chamado de "entregas" (recepção de pacotes, mensagens escritas [incluindo pagamentos, contas e notícias cívicas], e até leite fresco), bem como para o tráfego de animais de estimação. Inevitavelmente, com o passar do tempo, tais "animais" incluíram criaturas intrusas indesejadas, treinadas por espiões e ladrões.

Com a prevalência de belas, largas e mágicas janelas de vidro na Gema do Norte hoje, entradas forçadas de pequenas criaturas são tanto possíveis e mais prováveis do que na menor e mais cuidadosa Lua Argêntea do passado. Entretanto, as portas lunares caíram de moda com as construções modernas, mais aptas a esconderem uma escotilha separada ou uma pequena porta atrás de feras esculpidas ou pilares nas laterais da entrada, ou entre colunas que se projetam da parede (mas que são separadas da mesma), ao invés de entalharem uma pequena porta diretamente sobre o material da porta maior.

Freqüentemente, feitiços ilusórios ou entalhes hábeis escondem as portas lunares que existem em construções recentes de Lua Argêntea, e as portas também permitem entrada não diretamente ao interior, mas em uma cavidade de pedra que possui uma segunda porta interior (fortemente trancada e aferrolhada ou impedida), com um "olho mágico" de vidro ou mica conectando-a ao interior do edifício. Assim, as coisas que entram na porta podem ser examinadas antes de passarem completamente. Também, e não menos importante, ninguém pode usar uma porta lunar para acertar uma flecha de fogo ou um virote de besta no corpo de alguém do outro lado da porta (o velho ataque "bate e incendeia").

Entretanto, algumas poucas portas lunares ainda estão sendo construídas em Lua Argêntea por motivos menos mortais e desagradáveis…

Leia mais sobre os tipos de portas lunares que você pode encontrar em Lua Argêntea na próxima parte deste artigo.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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