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Coletânea dos Reinos
 
Melvos Forjaestrelas, Parte Quatro
Uma Próspera Carreira
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Não há Nada Mais Útil para um Sembiano que um Segredo

Melvos Forjaestrelas é mais sensato que a maioria dos cidadãos sembianos (nos quais cresce a paranóia de que “todo mundo lá fora quer pegá-los” ou que “perderam moedas” em um novo esquema ou oportunidade, e que não vão cair na próxima), mas a natureza agressiva da vida sembiana o fez cuidadoso o suficiente para evitar ter um patrocinador de garantias e títulos de postos de cura.

Patrocinadores são pessoas que juraram conduzir ou tocar assuntos de acordo com instruções escritas (ou, falhando estas, pelas melhores práticas de negócios) em caso de morte, desaparecimentos misteriosos, raptos ou doenças. Uma garantia é um contrato escrito (poderíamos dizer um seguro) que obriga o patrocinador a agir. As garantias são preenchidas (por uma taxa de 4 PP) na presença de autoridades sembianas, que diligentemente vigiam os patrocinadores para assegurarem-se de que estão cumprindo com o combinado.

Títulos de Cura (comumente conhecidos como “escudos de cura”) são créditos pré-pagos com templos locais para a execução de feitiços de cura, abrandar venenos e doenças, ou ressuscitar mortos no portador do título ou em quem este designar. A maioria dos sembianos pagam uma única quantia para feitiços menores e fazem títulos de feitos com os templos no caso de magias mais caras.

Um título de feito é um acordo escrito para pagar uma determinada quantia muitos dias depois que o serviço foi oferecido, ou o fornecedor será autorizado a ter o direito de posse sobre uma propriedade (geralmente uma segunda casa alta que estiver alugada para inquilinos) em lugar do pagamento monetário. As autoridades sembianas não dão apoio às pessoas que tentam recusar ou tornam-se indisponíveis para receber pagamento, a fim de apoderarem-se da propriedade que desejam.

Agiotas na sembia são coloquialmente conhecidos como moedas presas (apesar desta caracterização poder ser mais justamente aplicada para a maioria dos sembianos, quando perguntada sobre emprestar dinheiro, mesmo para a família ou amigos íntimos), e muito da arte de escalar a escada social na Sembia, uma terra onde riqueza é posição social, é realizada emprestando moedas para obter lucros através de vários subterfúgios.

A maioria destas tramóias funcionam através de sutis desigualdades nos contratos com os anéis de moedas, os pequenos grupos secretos de investidores nos quais os pequenos proprietários reúnem as moedas que conseguem poupar para comprar cargas ou propriedades que não poderiam adquirir individualmente. Um dos mais incisivos princípios da lei sembiana é que os investimentos de qualquer membro de anéis de moedas devem estar escritos em termos precisos em um contrato formal ou um escrito (a Parte Sete detalha mais sobre escritos), preenchido por um oficial de taxas sembiano (oficialmente conhecida como scrutaar, comumente chamado de vigia, e, de maneira menos polida, referido como espião de bolsas.) Este preenchimento deve ser feito em duas cópias idênticas (o scrutaar deve certificar-se que são idênticas), uma das quais é geralmente mandada para o arquivo central em Ordulin, a Casa dos Corvos (conhecido por Castelo dos Pergaminhos pela maioria dos sembianos). Subornar scrutaares com algumas moedas de prata para atrasar o envio da segunda cópia (a fim de retardar a investigação do governo sobre as atividades dos anéis de moedas) é uma prática tão comum que é quase aceita pelo governo, porém o custo oficial para preenchimento de escritos dos anéis de moedas é o custo de preparar duas cópias mais uma peça de cobre. Entretanto, scrutaares têm ordens de postar nas paredes externas de seus escritórios por uma semana uma lista de resumos sobre todos os escritos preenchidos no escritório. O governo oferece o direito de manter escritos fora desta lista (por uma taxa de 2 PO) para que vizinhos e rivais comerciais não descubram sobre determinadas atividades.

Por alguns anos, Melvos Forjaestrelas foi culpado de uma trapaça comum: ele trabalhou em conluio com um scrutaar local amigo para coletar a taxa de privacidade de 2 PO de anéis de moedas de que fazia parte, sem que oficialmente eles configurassem como retirados da lista. O scrutaar retirava os escritos da lista e dividia a o valor da taxa meio a meio com Melvos em troca.

As penalidades por remover, apagar, alterar uma lista postada pelo scrutaar é de 25 PO na primeira infração, 50 na segunda, 75 na terceira e por aí vai, e em todos os casos de inadimplência contra o governo sembiano, as autoridades têm o poder legal de apreender bens e propriedades se o pagamento não for feito até o meio-dia do dia seguinte a do pagamento.

Com o passar dos anos, este atraso de “até amanhã” resultou na fuga de muitos sembianos, que “correram das Garras”. As “Garras” tornou-se o nome afetuoso pelo qual os sembianos se referem aos oficiais de taxas (nós poderíamos chamar de cobrador). Nas peças teatrais sembianas, as Garras são sempre representadas por uma grande mão esquelética, separada do corpo (manipulada por atores vestindo robes, véus e luvas negros) que se move a sua própria vontade, como a temida e folclórica criatura morta viva conhecida como “garra rastejante”.

No próximo artigo leia mais sobre os senhores de terras, como Melvos, operam na Sembia.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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