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Coletânea dos Reinos
 
Melvos Forjaestrelas, Parte Sete
Uma Próspera Carreira
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


O Incansável Negociante

Com sua prosperidade pessoal mansamente estabelecida nos círculos saerloonianos de comércio graças a seu desempenho discreto em todo tipo de joga-moedas, Melvos Forjaestrelas possui “crédito na rua” (os sembianos dizem “metal suficiente”, devido a uma fala de uma peça de teatro velha e esquecida, chamada Morlos o Comerciante Louco. “Existe metal suficiente embaixo dele para que ele permaneça naquele trono”) suficiente para se engajar em comércio de escritos.

Troca de escritos é onde o verdadeiro dinheiro pode ser feito na sociedade sembiana. É a graxa que mantém o comércio sembiano girando. Diferente das bancas de mercado e da venda de itens reais, o comércio de escritos e a venda de documentos (uma forma limitada do que poderíamos chamar de venda de títulos), e funciona assim:

Se um “pequeno mercador” de nome Tharvos investiu, digamos, 50 po em uma carga de lanternas vinda de navio de Tsurlagol, mas não pode mais ficar confortavelmente sem aquele dinheiro (ou não quer mais as lanternas para sua loja), ele pode ir até certos clubes nas docas (esta prática começou em tavernas, mas o amor dos sembianos por privacidade e segurança causou o aparecimento de clubes de comércio, com guardas nas portas e regras de entrada) e oferecer para vender sua parte.

Alguém como Melvos Forjaestrelas, se estiver interessado, poderia oferecer por volta de 45 po. Tharvos perderia 5 po, mas isto equilibraria a situação. Melvos agora possuiria sua parte e poderia revendê-la por uma quantia maior (o escrito entregue à Tharvos pelo capitão do navio, proprietário da frota, ou do comerciante não indica “50 po” em nenhum lugar, mas ao invés disto dá a quantidade de lanternas, algumas informações sobre sua origem, construção, qualidade e a época ou mesmo o mês do desembarque), ou tentar conseguir outros escritos na esperança de monopolizar o mercado naquele ano e talvez elevar o preço de cada lanterna, criando uma falta temporária do item.

A maioria dos escritos é para pequenas quantidades de mercadorias e não são reunidos para especulação de preços, mas meramente para serem vendidos e revendidos. Vendedores desesperados podem terminar com dois terços a menos do que pagaram originalmente, e alguns mercadores sembianos ganham a vida apenas com a diferença entre o que pagam por um escrito e o valor que o vendem, sem nunca ter manuseado nenhuma mercadoria. È como um governante ou cortesão comentou (novamente usando uma velha citação): “É um salto na loucura, mas não vemos escassez de saltadores!”

Alguns sembianos prósperos começaram a vender e comprar títulos de propriedade desta maneira, e os falsários começaram a trabalhar – forçando o governo a estabelecer registros detalhados de títulos da vizinhança e tríades de licenciadores, formadas por oficiais locais encarregados de supervisionar tais vendas.

Tríades de licenciadores são trios de oficiais do governo escolhidos por representarem diferentes profissões e níveis de riqueza, para o desconforto pessoal de cada um deles. Sua existência foi pensada para fazer o suborno ou chantagem muito difícil e cara para a maior parte dos sembianos.

As licenças sembianas são placas de metal (geralmente de latão, mas às vezes de zinco ou electrum), furadas para serem penduradas no pulso – ou mais freqüentemente em correntes no pescoço, e gravado com o emblema do “Corvo e Prata” e o título, nome e número pessoal do oficial (aos mantenedores da lei são dadas listas com perguntas “secretas” para cada nome, e então desafiam a qualquer um de todos que carregue uma licença para dar a resposta correta, como meio de expor impostores).

Melvos Forjaestrelas comercia principalmente vinhos, bebidas e pequenas cargas de miudezas. Miudezas são itens relativamente não perecíveis do dia-a-dia e suprimentos, como lanternas, livros para contabilidade em branco, trancas e trincos decorativos, vidros para janelas (em pequenos retângulos de vidro montado em uma tela de metal que possuem bordas caneladas com anéis presos. Como desta forma os painéis podem deslizar rapidamente juntos, hastes passam pelos anéis como de fossem travas para janelas, servindo para dar ao conjunto das vidraças alguma estabilidade. O final das hastes são presas em telas maiores), e as bolsas de clima (mochilas de couro feitas com abas de abertura rápida para conservar itens transportados – normalmente documentos – o mais secos possível).

Melvos sempre tenta comprar e vender, fazendo um modesto lucro com a diferença, sem nunca terminar realmente possuindo os bens quando o navio atraca. Ele tem medo de acabar com itens sem valor, ou hardtar, que são difíceis de vendar ou, por sua própria natureza, de armazenar. Então ele evita cargas mais arriscadas e com maior lucratividade como cerveja, comestíveis, roupas da moda e ervas (cargas de ervas são notórias na Sembia por proverem uma produção caseira de drogas e venenos, e as autoridades mantêm vigilância sobre elas).

Mais exemplos de comércio, junto com alguns segredos especiais de nosso exemplo de mercador, Melvos, aguardam vocês na seqüência desta série.




Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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