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Coletânea dos Reinos
 
Confiando no Saber, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Revelando a Verdade

Laeral de Águas Profundas recentemente visitou o Forte da Vela para convencer um velho amigo entre os Reconhecidos (monges) a revelar o que ele não queria dizer para nenhum não Escolhido de Mystra. Este monge, o Grande Leitor Elveraun Mysrym ("ELL-vurr-aun MISS-rim"), é um homem quieto, de semblante plácido, de pequena estatura e grande leitor de lendas e histórias. Mysrym acredita nas sombrias e obscuras lendas sobre Bosque de Tharn. Por mais que elas sejam injustas com Elminster do Vale das Sombras, são um bom divertimento e boa maneira de assustar quem agir de maneira mais audaz contra ele, Alustriel, os elfos do Norte da Costa da Espada, ou das Fronteiras Prateadas. O que se segue vem da cuidadosa explicação sobre as fantasias a respeito de Bosque de Tharn, sob a orientação de Laeral.

“Bosque de Tharn” é o nome de um pequeno domínio no Norte da Costa da Espada, que apareceu nos registros a cerca de 696 CV: uma “fortaleza” humana na outrora maior Floresta Alta ou nos bosques a nordeste desta. Bosque de Tharn não era mais que três cabanas de mateiros governadas e defendidas pela família Marlestur, que chamavam-se a si mesmos de “lordes”.

Tais “reinos” efêmeros existem aos milhares e causam muita confusão no conhecimento local pelas Terras Centrais. A maioria foram pequenos, de vida curta, e fundados sem a ostentação de brasões. A lista de Mysrym não conta mais do que setenta e dois “domínios” que não são mais do que nomes: referência de passagens em diários de caravanas, postos de comércio, baladas, registro de bandeiras e linhagens sem localização precisa, ou na maioria dos casos, mesmo datas não podem ser confirmadas com certeza.

Laeral, no entanto, lembra-se de Bosque de Tharn e dos Marlesturs. Em sua juventude (principalmente durante a década de 770 CV) ela foi criada na floresta próxima a Bosque de Tharn – por seu “Tio” Elminster. Ela acredita que as estórias de que ele criava “feiticeiras” vieram dos seus anos vivendo em uma cabana na floresta com suas irmãs Storm e Dove. Três irmãs rebeldes de cabelos prateados, nascidas com o fogo prateado de Mystra nas veias para serem Escolhidas de Mystra, poderiam ter sua história facilmente fantasiada ou distorcida através dos anos, tornando-se algo mais.

O Velho Mago é culpado de tapear as pessoas, semeando boatos de violência e assassinatos de elfos, mas Laeral sabe que nenhum bosque no platô foi comandado por qualquer “Tharan” – e que Elminster prefere um (no máximo dois) aprendizes de uma vez, não um harém de setenta.

De acordo com Laeral, Escolhidos de Mystra podem “consumir” seres drenando suas energias vitais, memórias e conhecimentos mágicos através de uma longa e complexa manipulação da Trama. Entretanto, ela duvida muito que Elminster fizesse isto a quarenta ou setenta mulheres, por duas razões. Primeiramente, a deusa dos Escolhidos de Mystra que atuou até o Tempo das Perturbações proibiu seus Escolhidos de consumir qualquer pessoa com talento para a Arte. Em segundo lugar, consumir seres leva a maioria das mentes a insanidade, por conta do peso das memórias que não são suas. Apesar de muitos acreditarem que Elminster é insano, Laeral insiste que memórias extras fazem muitos estragos. Como alguém que frequentemente está em contato mental com Elminster através dos séculos, ela certamente saberia sobre qualquer memória não familiar vinda das feiticeiras de algum platô florestal.

Um menestrel errante das Terras Centrais, um tal Alakhan "Sortudo" Morlyl, é creditado por popularizar uma balada (que se não for de sua criação, certamente ele a aperfeiçoou) chamada “As Damas Perdidas na Noite”, por volta de 1220 CV. Seus versos contam sobre belas “damas” aprisionadas por magia sob a forma de tristes sombras, que chamam os homens mortais para libertá-las, realizando uma ou outra tarefa. Os feitos dos homens permitiam as damas quebrarem suas prisões mágicas com seus próprios encantos e ganharem liberdade. Em algumas versões posteriores desta balada, estas “feiticeiras do Bosque de Tharn “ são cruelmente traídas ou mortas por alguém que as ajudou, mas nas na versão de Morlyl elas se apaixonam e casam com seus salvadores, deixando algum sinal mágico nas mãos ou nos olhos dos homens.

Um livreto distribuído em Águas Profundas em 1269 CV, atribuído à “Thalaphondas, Poderoso Arquimago“ (nenhuma pista de quem foi ele existe em nenhum registro em Forte da Vela ou Águas Profundas), relata a história de “O Sombrio Destino lançado sobre as Damas Magas pelo Chamado Elminster”. O livro narra a traição a Tharan e o assassinato deste pelo seu amigo Elminster, que aprendeu como fazer feitiços de proteção sobre o platô florestal de Tharn mortais para todos os elfos – exterminado assim seus habitantes.

De acordo com Thalaphondas, Elminster (um transmorfo talentoso) seduziu várias mulheres saudáveis fingindo-se de maridos, namorados e homens que desejavam. Levando-as até Bosque de Tharn, ele as aprisionava com feitiços, usando “rituais sombrios” para fazê-las escravas e “canais indefesos e sem aptidão”, através dos quais poderia lançar múltiplos encantos simultâneos contra seus adversários. Thalaphondas conclamou “todos da Arte” a “unirem-se em uníssono” para destruir Elminster antes que este destrua todos individualmente – e isto é, crê Mysrym, o que anos de comentários de magos construíram, formando o conhecimento sobre Bosque de Tharn que se tem hoje. O monge diligente do Forte da Vela avisa que o mais confiável dos saberes de Faerûn podem conter muitas distorções.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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