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Coletânea dos Reinos
 
Engodos de Vilões, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Pessoas Insignificantes

Uma grande quantidade de histórias exageradas e de fraudes praticadas por trapaceiros pelos Reinos poderiam preencher uma biblioteca maior do que a própria Águas Profundas. Aqui se segue um “saco de surpresas” (ou em terminologia dos Reinos, algumas “oportunidades de ganho”) de algumas das atuais iscas que vários vilões estão usando agora mesmo para atrair suas vítimas para suas garras.

“Tua tia está doente e está sob os cuidados do templo de X; dê a mim, padre de X, moedas ou bens em quantidade suficiente para enviar ao templo, a fim de pagar pela cura dela.”

Esta história, muito praticada nas cidades da Costa da Espada contra jovens trabalhadores que têm parentes em localidades rurais distantes, requer o conhecimento do nome, localização e fé do membro da família supostamente doente, e a localização de um templo ou santuário relevante. A intenção é falsamente representar uma fé não muito diferente em tendência e aparência da suposta pessoa doente, mas não precisamente a mesma (para evitar que o incauto diga: “ Mas minha tia Tharra deu centenas em ouro para a Casa das Mãos nestas duas últimas estações; eles NUNCA pediriam por mais dinheiro dela!”). Uma história plausível é inventar um motivo pelo qual a suposta pessoa enferma estaria fora de sua casa quando foi acometida da doença, ou fora do alcance de seu templo de devoção, e por aí vai. Destituídos do clero, padres “decaídos” estão às vezes envolvidos em tais esquemas, mas eles geralmente são desempenhados por atores hábeis falsamente se passando por clérigos.

“Eu tenho uma oportunidade de fazer MUITO dinheiro, amigo, se eu puder contrabandear Y para a cidade, mas me faltam as moedas que preciso para comprar uma carroça de nabos (ou algo assim) para que possa escondê-lo. Preciso de outras 6 (ou 10, ou 14) moedas de ouro para conseguir isto e, se nós pudermos arranjá-las e vender Y, tenho certeza que vocês teriam suas moedas de volta ALÉM de outras 50 po (ou uma quantidade maior e mais impressionante). Não posso lhes dar nenhum registro da transação, é claro, para sua proteção, mas para provar minha sinceridade, eu estou preparado para lhes dar isto como garantia.”

“Y” certamente é uma mercadoria rara, altamente taxada ou um bem ilícito, e “isto” é um vaso folheado a ouro ou prata, ou uma bijuteria que parece mais valiosa do que realmente é, ou um item roubado muito “quente” para ser receptado ou retido. O suprimento de Y é fictício, assim como o carregamento da carroça; somente o empréstimo perdido de 6 a 14 po é completamente verdadeiro.

Às vezes, este ardil é combinado com este próximo:

“Por favor, amigo, esconda este valioso “alguma coisa” meu; ladrões tentaram roubá-lo duas vezes e já fui abertamente ameaçado/agredido/insultado porque eles querem levá-lo. Eu preciso mantê-lo a salvo ou escondido por apenas três (ou qualquer outra quantidade) noites, e aí venho pegar.”

Às vezes, até moedas são oferecidas em pagamento pela guarda do objeto.

Em todos os casos, o “alguma coisa” é uma mercadoria roubada (geralmente tirada de um rico ou poderoso do local) e aquele que o esconder será acusado de seu roubo.

Às vezes, um rival comercial de quem escondeu a mercadoria é que contratou os trapaceiros para arruinar a vítima (que pode ser aprisionada, fugir da cidade, ser multada pesadamente, ou meter-se em dificuldades com as pessoas poderosas do local, e assim perder todo o seu comércio).

Mais freqüentemente, este ardil é usado em um mercador ambicioso, que é apontado para as autoridades locais como o ladrão do “alguma coisa”. Se as autoridades prenderem o mercador, os trapaceiros partem para pilhar sua residência ou loja enquanto ele está detido. Em ao menos um caso em Athkatla, quando muitos oficiais da lei se reuniam para dar uma busca, ladrões audaciosos uniram suas fileiras e roubaram mercadorias durante a operação de busca e apreensão realizada pelos oficiais.

“Vêem isto? Eu encontrei com um elfo ferido e moribundo em terras distantes e cuidei dele. Foi muito tarde para salvá-lo, pobre orelhas compridas, mas o poupei de alguma dor e fiquei com ele e ele me agradeceu – e deu-me isto.”

O “isto” pode ser um mapa do tesouro ou uma bugiganga de aparência élfica que é apresentada com sendo uma chave de portal ou de uma cela que leva a um esconderijo de tesouros (o qual o informante dará a localização, mais uma ou duas dicas interessantes, como: “Olhe para o alto, não para baixo e fique atento as lâminas de relâmpago!”). O trapaceiro dará alguma razão plausível pela qual não pode pessoalmente procurar o tesouro (ferimentos falsos e histórias sobre maldições são os motivos favoritos) e oferecerá vendê-lo às vítimas.

Igualmente se o mapa e a história forem fictícios, ou levarem a vítima (e alguns de seus camaradas ou contratados, os quais podem aumentar em número se o trapaceiro contar histórias fantásticas de defesas a serem superadas) a uma armadilha mortal ou a uma emboscada, o trapaceiro poderá ganhar todos os seus bens usados ou mercadorias que carregam.

Vilões podem vir em versões sutis. Descubra mais sobre as possibilidades dos feitos malignos no próximo artigo da série.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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