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Coletânea dos Reinos
 
Engodos de Vilões, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Peixe Grande

Os mais terríveis vilões das lendas e baladas são arquimagos, liches, monstros fortemente inteligentes, e outros seres possuindo magias poderosas, habilidades excepcionais, ou que estão livres das necessidades divididas por muitos.

Além destes, os mais perigosos (e bem mais freqüentemente negligenciados) vilões encontrados realmente nos reinos são pessoas de alguma prosperidade e intelecto afiado, que não possuem necessidades financeiras desesperadas para se arriscarem em pequenos roubos ou trapacear e furtar constantemente, mas, ao invés disto, dispõem de recursos para planejar elaboradamente, e agir lenta e pacientemente, até que o momento correto para ações audaciosas ocorra.

Pessoas que têm tempo para aprender detalhadamente sobre suas vítimas (e mesmo tornarem-se amigas daqueles que pretendem enganar) freqüentemente obtêm grande sucesso como raptores de nobres (prendendo herdeiros, amados ou mesmo chefes de Casas, em troca de resgates) ou manipulando membros da nobreza, chefe de guildas, e mercadores do tipo “peixe-grande”, como os proprietários de frotas navais. Manipuladores geralmente procuram ofícios nobres e títulos para si próprios, ou a adoção de políticas oficiais que os enriqueçam (graças às posses ou aos negócios que já tenham adquiridos). Por exemplo, fazer com que um rei deseje uma marinha irá enriquecer somente os comerciantes locais e de confiança, que fornecem navios, cordas, madeira adequada para a construção naval, assim como os próprios construtores. Controle a maioria destes ofícios e quaisquer embarcações adequadas que possam ser compradas para o início da marinha e sua fortuna estará feita.

Manipuladores trabalham pacientemente para “aconselhar” governantes, ou herdeiros de governantes, ou orientar os resultados das decisões para seus próprios benefícios. Eles geralmente gastam fundos para subverter pessoas de importância, não apenas usando propinas e extorsões, mas freqüentemente por meios mais sutis como fingir amizade e dar presentes. Mais de um nobre de Cormyr usaram estes últimos métodos tão bem que possuem bajuladores que voluntariamente os avisam de ataques ou investigações vindouras, sem que haja um sentimento de obrigação, mas de amizade.

Manipuladores freqüentemente arranjam vias longas e tortuosas para enriquecer a si próprios, tais como se unir a consórcios comerciais e depois preparar “acidentes” para derrubar seus sócios, mantendo-se como “inocentes” e o mais devagar possível quanto à busca da sucessão para aliviar suspeitas. Por mais que se mantenham longe das mortes e da má sorte, eles movem-se inexoravelmente um passo a frente para herdar tudo, ou para envolver-se no controle de algo de interesse – algo que esteja concentrando poder financeiro em uma terra, cidade ou região.

Alguns manipuladores em Amn até mesmo conseguiram secretamente um quase monopólio de suprimentos de certas mercadorias em uma área, e assim puderam lentamente fixar (aumentar) os preços.

Um deles fez isto tão primorosamente que, quando se sentiu em dificuldades e um rival tentou arruiná-lo através de leis que passaram a forçá-lo a vender seus negócios, ele (soluçantemente) os vendeu para si mesmo – ou melhor, para uma dezena de firmas rivais das quais ele, através de uma série de “encarregados” que nada sabiam de seu chefe máximo, estava por trás.

Manipuladores realmente bons que se tornam amigos de nobres freqüentemente mostram-se seus confidentes de confiança quando querem começar a arruinar estes mesmos nobres: desavisado sobre quem seu inimigo realmente é, o nobre volta-se cada vez mais para os conselhos e o apoio de seu “leal amigo”.

Liches e outros mortos vivos geralmente precisam manipular outros para conseguir itens de seu passado, ou libertar suas criações usadas como serviçais – e todos os manipuladores acham utilidade em contratar aventureiros e pessoas comuns para fazer “o trabalho sujo” e para provê-los com materiais que podem ser usados incriminá-los quando a verdade sobre seus crimes vier à tona. Manipuladores geralmente acham a disseminação estratégica de rumores armas mais efetivas do que facas afiadas usadas em becos.

Bons manipuladores sempre planejam uma maneira de se safarem caso as coisas dêem erradas: muitos deles têm planejado seu próprio cadafalso, mortes falsas, ou o podem simplesmente “desaparecer” e escapar. Além disso, rumores de um fora da lei desaparecido e a espreita pode ser uma poderosa arma contra um governante, ou (através do medo) pode-se forçar as pessoas a certos preparativos ou a mesmo a fugir. Nos dias do princípio do Zentharim, Manshoon espalhou rumores de sua própria morte várias vezes para ver quem iria fazer o quê na luta para assumir o controle da Rede que ele criou. Não somente fez muitos rivais eliminarem uns aos outros, como pode atacar aqueles que fizeram tolices depois que apareceu do seu esconderijo (de onde observava tudo).

Como Storm Mão Argêntea freqüentemente diz aos jovens Harpistas: “Nós caçamos e bradamos atrás do homem que rouba nossa cesta de ovos. O ladrão mais esperto é o homem que nos manipula para comprar as mercadorias que precisamos em sua loja e nos cobra em excesso uma peça de cobre a cada vez que fazemos isto. Ele tira muito mais de nós, sem ter de fugir para lugar nenhum ou sofrer com nossa fúria. De fato, às vezes nos o exaltamos por este nos fornecer aquilo que queremos ou precisamos, e nunca olhamos além de seu sorriso convidativo.”

Leia mais sobre vilões no livro Champions of Ruin (Campeões da Ruína), suplemento para os Reinos Esquecidos.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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