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Coletânea dos Reinos
 
As Moedas Gentis, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


A Lenda

Comentários se espalham rapidamente sobre uma série de misteriosos presentes oferecidos nas cidades de Águas Profundas, Everlund, Suzail e Arabel; moedas aparecem inesperadamente, como se fosse por magia, nas mãos daqueles que precisam.
Estes aparecimentos inesperados de moedas provavelmente começaram a cerca de três estações atrás, apesar da data que precisa não ser correta, já que muitos dos seus beneficiários mantiveram segredo sobre este assunto pelo tempo em que puderam.

A explicação óbvia para estes presentes seria um favor dos deuses, mais provavelmente de Waukeen ou Tymora – mas como os altos sacerdotes de ambas as crenças tem fervorosamente e repetidamente negado causas divinas (depois, em todos os casos, de dizerem ter se comunicado diretamente com as suas divindades sobre o que ficou conhecido primeiramente como “as moedas ofertadas gentilmente” e que foi abreviado para “Moedas Gentis”), o mistério se aprofundou.

As moedas aparecem somente nas quatro cidades, geralmente nos meses mais quentes, e sempre na forma de sacos de tecido comum cheio de moedas bem usadas e variadas, geralmente cunhadas em Águas Profundas. Como muitos notaram, a natureza, denominação e o acondicionamento das moedas as fazem fácil de se gastar. Às vezes, os sacos de moedas são encontrados em alforjas ou despensas externas, mas freqüentemente são arremessados através das janelas ou pelas calhas das residências. As beneficiárias são raramente cabanas pobres, mas casas de trabalhadores que já tiveram algum sucesso, mas que decaíram ao limite da necessidade financeira (conceito geralmente estendido para lojistas e artesãos, ou pessoas em problemas com credores).
A aparição das Moedas Gentis atraiu o interesse dos Harpistas e das autoridades nas quatro cidades. Várias investigações têm descoberto mais beneficiários, mas nada conseguiram saber sobre a identidade do benfeitor. Mais do que isto, nenhuma conexão (além da dificuldade financeira) parece existir entre os beneficiários. Todos eles ficam genuinamente confusos em relação à origem das moedas e, na maioria dos casos, ninguém, exceto os credores, fica sabendo destas ocorrências.

Investigações dos Magos de Guerra em Cormyr e os feitiços de sondagem da Ordem Vigilante em Águas profundas não apontaram nenhum credor de bom coração como responsável, e a natureza bem usada das moedas as faz impossíveis de serem magicamente “lidas”, buscando-se um usuário comum entre elas.

Como assuntos mais perigosos e urgentes se amontoam acima destas e de outras autoridades nas quatro cidades, as investigações estão fadadas a serem “arquivadas”, apesar de certos Harpistas continuarem examinando e escutando.

A preocupação Harpista (ou como Lady Cylyria Dorso de Dragão do Salão do Crepúsculo colocou, “a curiosidade que corre ainda mais forte em nossas veias”) foi forte o suficiente para levar Storm Mão Argêntea a informar Elminster sobre o assunto.
O Velho Mago do Vale das Sombras empreendeu sua própria investigação, descobrindo a verdade sobre o assunto, a qual não dividiu com ninguém, dizendo a Storm somente que ele iria “fazer isto no tempo certo”.

As línguas soltas pela bebida nas tavernas, é claro, nunca param de ter curiosidade de inventar, e de modo divertido e incansável, criam centenas de estórias fantásticas sobre quem está entregando estas moedas. Estas vão de um mago ou drows ou yuan-tis ou ilítides espalhando maldições ou influenciando mentes através de feitiços colocados nas moedas (que irão afetar todos que a manusearem) a de um funcionário “justiceiro” de algum lugar que está lentamente esvaziando um tesouro real, devolvendo os impostos para o povo, ou um grupo de tesoureiros conspirados que servem vários nobres cruéis em Águas Profundas ou Cormyr ou em ambas, que estão empobrecendo seus empregadores doando as moedas para os necessitados que precisam gasta-las rapidamente, não deixando, portanto, nenhuma pista que possa ser prontamente seguida.

A estória mais popular, entretanto, envolvendo as “Moedas Gentis”, as coloca como sendo uma sociedade secreta de viúvas ricas que estão sendo influenciadas por uma divindade caprichosa – ou impelida a filantropia por um deus que as ameaça abertamente com um castigo divino ou com a recusa de recompensas após a morte caso estas não dividam as suas fortunas. A Moedas Gentis, dizem, paga bem aos ladrões para entregar as moedas com discrição e agilidade para eles, enquanto assistem de carruagens próximas.

Algumas estórias dizem até mesmo que os entregadores são sovinas ou ladrões atormentados por magia a fim de deixarem as moedas nos locais selecionados, enquanto a Moedas Gentis observa. Ainda há outras estórias que dizem que a Moedas Gentis tenciona¬ diminuir o “poder dos poderosos” e fazer todo povo igual, mas quer evitar conflito a todo o custo, escolhendo assim este longo e lento método para elevar as condições da camada mais baixa da população.

Quem está por trás destes atos de bondade? Descubra no próximo artigo da série.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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