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Coletânea dos Reinos
 
As Moedas Gentis, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


A Realidade

Elminster descobriu que a verdade sobre as Moedas Gentis é certamente agradável. Ele apelou para seu senso de bondade e sua esquisitice, e não tem a intenção de revelá-la para ninguém.

Ele ainda ajudou a doadora das moedas dando-lhe, de suas próprias provisões de magia, um anel da invisibilidade, um anel de telecinésia e uma varinha fantasma, detalhados no Guia de Armas e Equipamentos (Arms & Equipment Guide). Elminster os deixou sob o travesseiro da doadora depois de aparecer em seus sonhos como dois olhos prateados, e dizer-lhe seus poderes e como usá-los cada vez que fosse fazer suas doações. Ela está fazendo isto, acreditando que os itens vieram da deusa Sêlune.

A “Moedas Gentis” não é uma liga de viúvas ricas que contrata ladrões afinal, mas uma mulher solitária de cerca de trinta invernos, Jaranthra Wynkle (CB humana Mag2). Solitária, muito educada e eloqüente, e muito simples em sua aparência pessoal, roupas e comidas preferidas, ela é a única filha de Randurass Wynkle.

Randurass fez uma vasta fortuna, criando e vendendo vários seladores para barris, convés de embarcações e velas de navios (como o “urlog” e o “remenda-sempre”, e a cola que fixa o remenda-sempre, a “pára-sombras”). A Maioria destas “fórmulas secretas” deixaram de ser usadas, já que eram caras e duravam somente uma estação, na melhor das hipóteses. Randurass afogou-se em um naufrágio saindo do Portal de Baldur em 1369 CV, quando estava em uma viagem de negócios (seu corpo foi recuperado e identificado). Sua morte veio catorze anos depois de sua desagradável e arrogante esposa Ammura perecer de febre. Randurass deixou cerca de 6 milhões de peças de ouro e vinte e três propriedades de aluguel em Athkatka e Berdusk para sua única filha, Jaranthra.

Jaranthra prontamente encontrou-se romanticamente assediada pela maioria dos camaradas de bebida de seu pai e associados nos negócios, um grupo misto de homens ávidos duas décadas mais velhos e de outros grosseiros, de gostos não sofisticados.

Ela corretamente compreendeu que sua repentina atratividade nada tinha a ver com a sua aparência, sua fala e suas maneiras, mas se baseava somente em sua situação como uma herdeira solteira e estupidamente rica. Escondendo seus títulos de propriedade e algum de seu “dinheiro para despesas” em dois caixões novos e selados, Jaranthra converteu o resto das moedas de seu pai em gemas. Contratando dois bandos de aventureiros (um para vigiar o outro e prevenir uma traição) como seus guarda costas, ela deixou Athkatla em direção a Saerloon, comprando caros vinhos como uma “carga de despiste” e (com um bigode falso) posando de mercador de vinhos. Comprando carroças para embarcar os caixões e o vinho (os caixões escondidos em duas caixas de vinho especialmente construídas), ela uniu-se a uma caravana que seguiu terra adentro.

Uma vez que alcançou Saerloon, Jaranthra despachou seus acompanhantes (mas os deixou com o vinho – exceto por duas caixas “especiais” – e as carroças), livrou-se do seu disfarce, e alugou um quarto em uma casa de festas, onde contratou uma madame para incrementar sua aparência com cosméticos. Como havia previsto, o resultado fez Jaranthra parecida com um monte de matronas sembianas idosas tentando encobrir sua falta de beleza. Ele mudou-se para Selgaunt e misturou-se bem, comprando muitas propriedades sob vários nomes falsos, e tornando-se uma senhora de muitas terras.

A fascinação pessoal de Jaranthra sempre foi o estudo dos portais, e um dos momentos mais excitantes de sua vida foi encontrar um antigo diário em uma loja de Selgaunt que também era um guia para um segredo de um mercador morto a muito tempo: um trio de ligações entre portais antigos que este havia descoberto e que o permitia entregar rapidamente e disfarçadamente pequenos itens, documentos e mensagens (por preços muito salgados). Esta informação estava sob um difícil feitiço de ocultamento e ela nunca suspeitaria de nada se o encanto não estivesse desvanecendo.

O segundo momento de excitamento foi descobrir que os portais ainda existiam, funcionavam e aparentemente havia sido esquecido por outras pessoas. Ela sozinha usa uma ligação entre um depósito em Suzail e um telhado em Arabel; uma entre outro depósito em Suzail e uma pequenina ilhota rochosa em um charco dentro de uma floresta próxima a Everlund; e, passando por um determinado caminho por um trio de árvores próximas umas das outras (de onde se avista o charco) em Everlund, chega-se a uma ligação com um beco sem saída escuro em Águas Profundas.

Ela comprou os dois depósitos em Suzail, o edifício abaixo do telhado em Arabel, e três construções em Águas Profundas agrupadas no fim do beco (que permitiu a ela fechá-lo), e agora vive em Suzail, Águas Profundas, Arabel e Everlund, usando os portais para mover-se entre estas cidades. Ela não deseja revelar este segredo para ninguém, por nenhum pagamento.

Elminster não se importou em revelar onde suas moedas estão escondidas ou quem as guarda ou a própria Jaranthra.

Ele anda está tentando descobrir como ela aprendeu que seu prazer na vida seria dar presentes anônimos, sorrateiros e inesperados em forma de moedas para aqueles que necessitam. Ele suspeita que ela ajude lojistas e artesãos porque seu pai fez milhões explorando tais pessoas, mas isto é somente um palpite.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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