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Coletânea dos Reinos
 
Uthmere, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


O que Encanta os Olhos em Uthmere

A maioria dos visitantes vêem Uthmere como uma asseada cidade de pedra, cercada de uma umidade pegajosa (e por nevoeiros noturnos), mas com menos barulho, odores e entulho nas ruas do que a maioria das cidades.

As ruas uth são pavimentadas ao invés de poeirentas, as construções são de blocos de pedra, e os telhados de ardósia ou telhas. As ardósias ou telhas podem tornar-se mísseis mortais com grandes ventanias, e por isto são freqüentemente inspecionadas pelos Porretes, que usam uma carroça parecida com um andaime sobre rodas; eles podem aplicar pesadas multas se um telhado for encontrado carente de reparos, sendo assim a maioria dos “casarares” (proprietários de casas) acham mais barato e fácil pagar por qualquer reparo que julgarem necessário do que ter os Porretes a sua procura[1]. Fora os estábulos (que têm seus sótãos usados para armazenamento de feno ou para criar pombos de asas cortadas para produção de ovos e aves para abate), todos os edifícios de Uthmere se elevam ao menos a três pisos sobre as ruas, já que somente porões rasos são possíveis[2].

Brigadas de incêndio são desconhecidas em Uthmere, mas graças à umidade, aos materiais locais e a falta de “paredes comuns” (prédios que tocam um ao outro devem ter paredes limites contínuas, sem vigas ou telhados os unindo), incêndios que se espalham além de um único prédio são raros.

Prédios uth geralmente têm pequenas e estreitas janelas como “fendas para iluminação” no piso térreo. Janelas mais altas geralmente ostentam grades de barras de aço para evitar entradas sorrateiras. As grades deslizam por canaletas na parte interna das paredes e são presas por travas de metal que passam por um buraco na grade e uma cavidade na pedra perfurada na parede. Todas as janelas uths têm fortes venezianas de madeiras.

Sacadas são encontradas somente no terceiro piso ou em mais altos, e elas tendem a ser de grades de metal, com tiras de madeira ou metal. Elas são tipicamente usadas para cultivar shragga (alface) e outros vegetais e ervas, e as vezes para pendurar roupas (a exposição externa raramente seca alguma coisa em Uthmere).

Os telhados dos edifícios tendem a ser acentuadamente inclinados para escorrer a neve e a chuva, com calhas nos cantos que levam a água para canais ao longo das laterais das ruas (qualquer um que entre ou deixe uma construção dá um passo entre uma soleira elevada e pavimentação alta acima de um canal de águas).

Os maiores e mais altos edifícios privados da cidade (as torres altas dos ricos) são encontradas na parte mais ao nordeste de Uthmere, perto do Parque do Lorde, em uma vizinhança imaginativamente chamada de Torres Altas.

O clima predominante é o dominado por ventos que sopram da praia para o nordeste, seguindo na direção da desembocadura do porto[3].

Uthmere, as praias em sua volta e o Córrego dos Vales, que tem quase a mesma distância que a largura do córrego acima da cidade de Uthmere, experimenta névoas marinhas noturnas (nevoeiros). Estas névoas saem da superfície da água e se elevam cerca de 2,5 m sobre ela. Como resultado, as partes mais altas da cidade (a Praça do Portão Sul e a metade a nordeste do Córrego Norte de Uthmere) estão acima da névoa, enquanto o resto da cidade fica envolvida por ela[4].

O povo uth habitualmente se livra da umidade e do frio com fogueiras e com pedras e “ferros” metálicos (grandes blocos de base metálica decorados com alças) aquecidos que, com a ajuda de luvas pesadas, podem ser carregados para os dormitórios e outros cômodos da casa. Eles também usam "thurls"[5].

O inverno significa neve úmida ou derretida em Uthmere; a cobertura de gelo que faz "escorregar em todo lugar” é freqüente, mas de vida curta. As pedras de calçamento das ruas uth têm um lado liso e outro áspero, são viradas para o lado áspero quando o frio do inverno começa, e colocadas de volta quando o degelo começa.

O povo uth veste-se pesadamente contra a umidade, tipicamente usando couro ou lã, geralmente com calças e coletes ocultos. Cintas-corpetes são comuns para ambos os sexos e sempre adornadas com bolsas, mochilas e bainhas para pequenas facas na altura do cinto (não existe lei contra andar armado em Uthmere). Se isto as fizer ficarem muito pesadas, cinturões diagonais são usados. Quase todo mundo veste botas ou grossos sapatos de madeira sobre as calças, e em suas casas (e em muitas estalagens e clubes também), eles usam chinelos para caminhar em grossos tapetes trançados colocados no chão para aquecê-lo. Muitos do povo uth carregam grossos tacos (que são usados como bengalas nos tempos em que há o gelo do inverno, ou quando as enfermidades demandam), para lidar com ratos.

Como roupas vestidas por cima das outras, mantos e gorros lubrificados ou untados com óleo impermeabilizante são comuns. Em cada estação, fora o verão, luvas de tricô sem dedos são usadas, com manoplas de couro por cima no caso daqueles que devem trabalhar na umidade fria.

Notas de Rodapé

1. A multa por "estrago" por queda de telhas é de 4 PO por telha ou ardósia, ou "fragmento cujo tamanho em qualquer dimensão seja maior do que a mão de um homem”. Para qualquer “estrago” que atinja um cidadão (visitantes não são o objeto desta lei), as multas são dobradas e um “valor de indenização” de 1 PO é pago a parte prejudicada.

Cães soltos, bloqueios de ruas por mercadorias ou transportes abandonados (de grandes carroças a pequenos carrinhos de brinquedo, que podem causar o perigo de quedas), e atirar qualquer coisa em alguém (ou alguma criatura) também atraem as multas dos Porretes.

A corte do Lorde pode estabelecer penalidades sobre condenações (cujo valor é estabelecido pela vontade do Lorde), mas as “multas dos Porretes” são pagas na hora, sem julgamento. Pessoas que não possam pagar prontamente são “escritas” e o documento (oficialmente chamado de "vaerança", mais conhecido nas ruas como “papel-de-sangue”) que lhe é entregue contém uma descrição da multa, data e razão. Isto inclui o nome do Porrete que a aplicou. Os valores descritos em um “papel-de-sangue” por mais de seis meses são anulados pelo confisco de bens, e qualquer um “sob uma vaerança" (por nenhum motivo) está impedido de deixar legalmente Uthmere.

2. Porões profundos existem, e de tempos em tempos eles são usados como lugar de esconderijo para corpos de vítimas de assassinato ou para armazenamento temporário de peixes ou outros frutos do mar, mas geralmente ficam abandonados pela mesma razão que outros novos não são cavados: alagamentos persistentes. Porões mantidos secos tentem a serem inúteis para armazenamento ou habitação por causa de fungos lodosos que se proliferam na pedra úmida. A Uthmere de “terras altas” (aproximadamente, a metade norte da Uthmere do Córrego Norte, e a parte da Uthmere do Córrego Sul coberta pela Praça do Portão Sul) jaz em uma fina camada de argila dura, com um leito de pedra sobre ela. O resto de Uthmere fica sobre uma “lama solta”, que é uma camada de profundidade variada de sedimentos de rio coberto por um leito de pedra.

Porões profundos são escavados em rocha sólida em três lugares em Uthmere: um depósito de grãos mantido pelos lordelainos abaixo da Praça do Portão Sul para o suprimento da cidade (comida para manter o povo uth vivo em eventos de fome, sítios ou se o comércio com o mundo exterior tiver que ser suspenso por pragas); os porões de armazenamentos privativos do Lorde (e arsenal e deposito de grãos para guarnições) sob as muralhas que compõe o palácio do Lorde; e abaixo de certas casas particulares e de negócios ao longo da extremidade mais ao norte de Uthmere.

As entradas para todos estes depósitos são secretas, e é uma infração punida com morte dar cabo à construção de qualquer porão que coloque em risco a estabilidade de um prédio próximo ou em alguma parte das muralhas da cidade (incluindo as muralhas que separam o feudo do Lorde do restante de Uthmere), ou qualquer porão ou túnel conectando a cidade dentro das muralhas com qualquer lugar do lado de fora.

3. Isto significa que navegar para o porto é geralmente fácil, conseguindo-se meios para se afastar (usando longos mastros para desatracar do quebra-mar, para evitar ser arremessado contra ele).

Sair novamente, entretanto (exceto durante a calmaria que geralmente vem ao cair da noite), é geralmente uma questão de remar, afastar-se com uma vara, e “pagar ao Lorde” uma taxa de 10 PO por sua boiada. A boiada caminha pela trilha do quebra-mar com seus condutores e puxam um navio ao longo do fim do quebra-mar, onde podem ser lançados livremente.

4. As brumas ocorrem por causa do aquecimento das pedras “quentes e submersas” da cidade (por conta de fogueiras, outras atividades humanas, e a incidência do sol nas pedras), além do aquecimento provocado pela decomposição do lodo da desembocadura do Córrego do Vale, que fazem sempre Uthmere mais quente do que as águas Orla Ocidental levadas às margens pelos ventos.

5. Thurls são pequenos braseiros em forma de tripés de metal: tigelas com pernas afixadas os mantém a 15 cm das grandes e chatas pedras nos quais eles se apóiam. Eles são cobertos por uma tampa de metal cônica com um anel de pequenas aberturas para deixar o ar e o calor saírem; carvão perfumado e pequenos punhados de gravetos (às vezes misturados a porções de ervas aromáticas secas do Grande Vale) são queimados nos thurls. Mesmo que geralmente eles fiquem acesos somente quando uma sala está ocupada, cada cômodo na habitação dos uthmaares mais prósperos têm seu thurl, acendedor e um suprimento de “dedos compridos” (espinheiras embebidas em piche, palhas ou pedaços de madeira compridos como “dedos”). Grandes saguões de lojas e amplas câmaras têm vários, mas óleos perfumados ou anéis de velas são queimados em braseiros abertos durante banquetes e ocasiões especiais. Braseiros de ferro cônicos com a profundidade invertida são usados com um pavio flutuante para óleo, para velas ou também para uma grande vela central, ou um anel de outras pequenas, colocadas em volta da borda do braseiro, de modo que sua cera escorra para o reservatório central para ser recuperada posteriormente.

Um braseiro típico e simples deste tipo custa entre 1 e 5 PP, dependendo do tamanho e estilo (decoração e ornamentação), e thurls do mesmo modo custam entre 2 a 6 PP. Arremessado como uma arma, um thurl provoca 1d2 de dano (1d2+2 e estiver quente) e um braseiro 1d3 (1d3+2 se estiver quente).

No próximo artigo, nós daremos uma olhada na vida diurna – e noturna – de Uthmere.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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