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Coletânea dos Reinos
 
Uthmere, Parte Três

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Vida Diurna e Noturna em Uthmere

O tempo em Uthmere é regulado somente de maneira aproximada. Toques distintivos de chifres de metal vindos das muralhas do feudo do Lorde algum tempo após a alvorada, e depois, a cerca do meio dia e, de novo, um tempo após o crepúsculo.[1]

A maioria do povo uth levanta ao amanhecer, bebe broth,[2] mastiga alguma salsa, e saem para trabalhar.

Eles ainda pegam ou compram (de uma vitrine ou de um carrinho de mão de um vendedor) durante o dia uma refeição do meio-dia ("grande refeição") formada por lingüiça fria, peixe defumado, ou queijo. Tudo é vendido em pães, com molho[3] e comido nos momentos de descanso ou quando se está andando.

O trabalho se encerra para a maioria do povo no ultimo toque dos chifres, mas ao entardecer eles estão dentro de suas casas e preparando a principal refeição do dia, tendo comprado comida fresca no caminho de casa para combiná-las com a de suas despensas.[4]. Eles comem, conversam sobre as fofocas do dia, divertem-se com hobbies (esculpir, fazer molhos, e plantar cogumelos são favoritos), cuidam de remendar e costurar, tomam banho e vão para a cama.

Tomar banho em Uthmere consiste untar o corpo com um óleo, depois esfregá-lo com “facas” e pás de madeira esculpida, e imergir para enxaguar e lavar os cabelos.[5]

Depois do banho, pessoas com a inclinação e as moedas suficientes saem para tavernas, clubes, salões de festas e os vários "raethmoots." Tavernas servem comida fria, cerveja, hloar (caldo de erva aromática, como o tomado toda a manhã pela maioria do povo uth, mas fortalecido com restos de todas as bebidas servidas mais cedo na taverna), vinho (vinho do fogo é particularmente o favorito),[6] e nozes salgadas, fatias de queijo, e lingüiça. Entretenimento em tavernas consiste em histórias indecentes, músicas obscenas, e as últimas notícias (geralmente contadas o mais imaginativamente e rudemente possível) – e brigas ocasionais. Em clubes, refeições quentes completas são servidas, e jogos de cartas e partidas de arremesso de facas são populares, as últimas sendo conduzidas e pontuadas muito semelhantemente ao o jogo de dardos do mundo real. Salões de festas servem massas doces e queijos exóticos, zzar, e muitos vinhos, mas nunca hloar. Suas safras tendem a ser caras e aguadas (para minimizar violências que podem ser cometidas pelos trabalhadores). Além de serviços e dança, os entretenimentos dos salões de festa consistem de apresentações teatrais de dois tipos (geralmente encenadas simultaneamente em salões diferentes); peças leves sobre costumes (comédias), romance, feitos heróicos (para jovens e moças) e produções notáveis (histórias de namoro, cenas de guerra, e comédias pastelão). Raethmoots são reuniões de clubes, sociedades, ou apenas de amigos; o povo uth gosta de se reunir para ouvir textos lidos ou de estar com viajantes de lugares distantes para compartilhar estórias e notícias.

O povo uth usa um penico com uma tampa presa em uma dobradiça, com uma base ampla (para estabilidade), consistindo de uma simples tigela de cerâmica colocadas em uma armação de madeira. As vezes, várias tigelas são agrupadas em uma coluna de nichos dentro de bancadas chamada “harjakes”. As tigelas são trocadas quando necessário, e as cheias são levadas (sempre entre o amanhecer e o anoitecer) para uma “carroça-gelguld” ou um carrinho no qual alegres manipuladores as despejam, jogam água e esfregam, e as devolvem limpas (custo da limpeza: 1 pc por tigela, valor dispensado se estes a quebrarem). Carroças gelguld são despejadas em um terreno sem uso no norte e no sul da cidade. (gelgulderes são proibidos de despejar no Córrego do Vale ou em qualquer lugar que possa prontamente conduzir os dejetos para o ele)

As crianças em Uthmere ajudam nas lojas e em casa quando crescem, e, quando deixam de brincar, são esperadas para trazer o que puderem para a mesa, através da pesca de camarão, enguias e mandíbulas barbadas (peixes-gato) no Córrego do Vale, a captura de mariscos na areia na costa, e a caça às gaivotas das pedras (comidas cozidas, no espeto ou assadas). A única educação formal que a maioria das crianças uths recebem são as lições dos clérigos e o aprendizado em comércio.[7]

Gatos são numerosos em Uthmere e tendem a ser criaturas grandes, peludas e arrogantes que parecem muito bem alimentada – porque os ratos (criaturas grandes e negras chamadas de "sreen" na fala local) são ainda mais numerosos, forçando o uso de tampas de metal, coberturas para barriletes e coisas do gênero nas lojas e residências).

Cães são poucos em Uthmere. Bois de serviço e mulas de carga são freqüentemente vistos nas ruas (e mantidos a noite em estábulos existentes no Portão Norte e no Portão do Vale). Exceto quando realmente estão sendo carregados ou descarregados, as carroças das caravanas visitantes (e seus animais) são mantidas em recintos apropriados do lado de fora da cidade, para prevenir aglomerações.

Patrulhas dos Porretes são fixas durante o dia e freqüentes e numerosas durante a noite, mantendo as ruas da Margem Norte a salvo. A Ponte do Vale e a Vôo da Flecha (a rua que fica entre o Portão Norte e o Portão Sul, via Ponte do Vale e a Praça do Portão Sul) são também seguras depois do escurecer, mas o restante da Margem Sul não o é. O povo uth sabe que os Mestres das Sombras estão crescendo em Poder na sua cidade, mas não gostam de falar sobre isto – ou mesmo pensar que algum vizinho ou transeunte pode ser um Mestre das Sombras ou um de seus espiões.

Notas de Rodapé

1. O toque dos chifres variam com o período do ano (e por conseqüência com a duração do dia) e – alguns do povo uth comentam – também com a vontade do Lorde ou de quem supervisiona os tocadores dos chifres.

Oficialmente, os chamados (claramente ouvidos em toda Uthmere) são conhecidos como "O Bronze" e estes são tocados diariamente como se segue:

Primeiro Bronze: Cerca de 2 horas após a alvorada; É soprado para sinalizar aos trabalhadores que devem deixar suas casas, já que as lojas deverão abrir em breve (apesar de alguns registros publicados, os termos “hora” e “minutos” são desconhecidos nos Reinos; o chamado realmente é feito quando uma clepsidra ativada pelo servo matinal do Lorde – responsável por aquecer as roupas, esquentar e aprontar sua refeição na alvorada, chama o Lorde a levantar – se esgota.)

Segundo Bronze: Cerca de 20 minutos depois do Primeiro Bronze, este toque sinaliza que a maioria das lojas deve estar funcionando e que os escritórios dos lordelainos estão abertos.

Alto Bronze: Tocado em um momento estimado próximo ao meio do período diurno, e sinaliza o horário do almoço e é usado por alguns comerciantes (como os taverneiros) para marcar a hora de abrir seus estabelecimentos.

Bronze do Escurecer: Tocado quando o sol está baixo ou quando a luz do dia está se esvaindo, mas ainda não escureceu. Este chamado informa para “fechar as lojas assim que os consumidores saírem pelas portas” para a maioria dos estabelecimentos, e avisa que os portões da cidade serão fechados em breve (quando escurecer).

A Torre do Sino não é usada para a marcação diária do tempo, mas sinaliza a aproximação de navios (em seu toque mais comumente ouvido: um “tá-tá” duplo), alarmes, inspeção de tropas, fechamento emergencial dos portões, paradas, convocação para o Palácio em eventos especiais, e as cerimônias dos templos e santuários “aprovados” da cidade: Helm, Lathander, Sêlune, Torm, Tymora, Tyr, e Waukeen. Somente Tyr tem um templo público (a fé oculta de Mask tem um escondido, localizado sob a freqüentada Casa de Sementes, Corantes e Remédios de Haerandra. Todas as outras crenças aprovadas tem santuários (em casas convertidas). Crenças desaprovadas são cultuadas em lares particulares ou fora da cidade.

2. Este caldo cozinha lentamente da manhã anterior, que é quando seu preparo começa, pela adição do caldo de carne do assado da noite anterior, junto com quaisquer sobras de comida, à água, na qual ervas, molhos e raízes de vegetais cortadas são mexidas. Alguns preferem mergulhar pães doces no caldo e comê-los também.

3. Os temperos uth tem o sabor forte de misturas de ervas, molhos e algas picadas e cozidas, “peixe cozido” (fervido para retirar escamas e resíduos), e das flores silvestres do Grande Vale. Cada loja de alimento, e muitas residências, possui sua própria receita e neste ponto há muita rivalidade, amostras e experimentações. O notório Volo comenta uma crença comum entre os visitantes: “Os temperos de Uthmere fazem um jantar monótono de peixe cozido, enguia repulsivas ou carne excessivamente insossa e o queijo local mais do que tolerável. Ás vezes, o tempero sozinho faz uma refeição memorável.”

Os temperos uths são vendidos em pequenas garrafas de vidro (tanto nas lojas como nas casas), tipicamente por 2 a 5 pp, e devem ser aplicados com parcimônia. Sua força pode fazer a comida adquirir sabor, mas pode também ajudar a encobrir o gosto de uma comida que está começando a ficar ruim.

4. Esta refeição principal é carne assada sempre que possível, ou aves do Grande Vale (tetrazes, faisões, patos do Córrego do Vale, gansos e assemelhados). Na falta disto (ou pela família ser grande , ou em casas de muitos bolsos vazios), o povo uth volta-se para os peixes pegos em suas redondezas. A umidade não deixa as coisas durarem muito, mas as casas uths tem arcas onde vegetais do Grande Vale, tais como “punhos-marrons” (batatas), "dentes de adaga" (pastinacas), "olhos-vermelhos" (rabanetes) e "tharlares" (cebolas) são enterrados, e domos de pedras vedados e travessas que diminuem o crescimento de fungos e mantém o queijo longe dos ratos.

5. Os óleos usados são os “óleos manchados” (geralmente de oliva e outros vegetais cozidos) retirados de barriletes nos quais alguns produtos são comercializados. Eles são tipicamente vendidos em frascos reaproveitáveis pelos lojistas, e cada frasco sai por alguns cobres. O povo pobre, ou aqueles que no máximo conseguem tomar um banho, se agasalham em robes grosseiros e usam botas velhas (e normalmente estragadas) somente para este propósito, e descem o rio (exceto quando o clima está mais frio no inverno) para lavarem-se dos óleos antes de voltarem-se a se banhar – ou para completar o banho, se suas moedas estiverem muito escassas. (a areia do rio proporciona um bom atrito para limpeza, mas deixa depois que seu próprio cheiro de coisa podre.)

A lavagem de cabelos ocorre em água aromatizada com menta triturada ou com perfumes comprados, em um "taerath." Em uma residência ou estalagem este pode ser divido e usado em uma área comum ) geralmente uma para cada gênero), e em estalagens mais caras, taeraths portáteis de madeira e cobre são trazidos aos quartos quando solicitados.

Na maioria dos lares, entretanto, um taerath é a mesma bacia no buraco-no-piso-de-pedra usada para lavar roupas, limpar bebês, fatiar peixes e deixar escorrer o sangue da carne recém abatida. É um ralo, de pedra lisa, e geralmente muito fria. Flocos de sabão e escovas duras são usadas, com uma grande toalha para cobrir o corpo após. É considerado o ápice do luxo em Uthmere ter um banho quente, um taerath quente, toalhas quentes e uma assistente para lavar o cabelo e o corpo (visitantes com cabelos longos podem contar com o pagamento por volta de 1 po por assistente, por banho).

Roupas são lavadas uma vez por semana, porque secá-las torna-se muito difícil (exceto no verão, quando as roupas são freqüentemente colocadas nos tetos das casas ao sol). Os pobres sempre lavam suas roupas caminhando pelo Córrego do Vale a cima, sendo esta uma boa maneira de deixar a cidade. Ás vezes usando flocos de sabão, mergulham completamente para ficar molhados, lavando e mergulhando outra vez para enxaguar, e vestindo as roupas secas.

6. Todas as bebidas são servidas em canecas em Uthmere, exceto nas alta torres dos ricos, no palácio e em certos clubes (onde taças de vidro ornamentadas são usadas).

A cerveja sai por 4 pc, hloar (a bebida mais popular em qualquer estabelecimento conhecido por servir um hloar bom ou bem fortificado) por cerca de 5 pc, vinhos variados por 1-8 pp, zzar por 1 po, e vinho do fogo (a versão mais aguada, é claro; ver página 137 do livro Unapproachable East) por 7 po.

7. As lições dos clérigos consistem em matemática básica e vocabulário, assuntos da fé, e algumas lições de moral. Aprendizes são conseguidos privativamente por famílias e artesãos ou lojistas (que ficam inteiramente livres para selecionar ou recusar crianças, quando lhes convém). Uthmere não possui muitas guildas formais e o Lorde pretende manter as coisas deste jeito, colocando regras e estabelecendo ele mesmo os padrões do comércio. As famílias uths mais prósperas que desejam algo melhor para seus herdeiros (como alfabetização, incluindo uma escrita legível) geralmente encontram e contratam tutores de outros lugares, e os trazem para habitar suas altas torres e assim estes provêem ensino diário.

Na próxima coluna desta série começaremos a explorar o panorama de Uthmere.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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