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Coletânea dos Reinos
 
Uthmere, Parte Quatro

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Primeiras Coisas para Ver

Os portos uths fervilham de dia, trabalhando a noite somente quando o pequeno porto está lotado ou quando o começo do época congelamento ameaça prender os últimos poucos navios de grandes percursos no porto pelo inverno.[1]

Os lordelainos provêem guardas e acendedores de lâmpadas (que erguem e inclinam lâmpadas colocadas no alto de varas) para trabalhos noturnos nas docas, a fim de proteger o lugar contra roubos, vandalismo, e mesmo simples acidentes. Qualquer um que assista o caos frenético das cordas sendo puxadas, estivadores correndo ao mesmo tempo para suspender este saco ou carregar aquela caixa, redes pesadas com cargas balançando, e carroças e caixotes com rodas rangendo ao longo das docas lotadas sabe o quanto é fácil acontecerem acidentes.

O espaço de atracação ao longo do cais é escasso, e pelos menos uma embarcação é geralmente vista amarrada pelo quebra-mar ou ancorada no porto esperando por espaço para carregar ou descarregar. Os portuários de Uthmere são pessoas fortes que trabalham muito bem juntas.[2] Observá-los trabalhar pode ser um entretenimento fascinante, e até mesmo marujos velhos e crianças acham isto. Uma multidão admirada freqüentemente se forma quando o porto fica realmente ocupado.

Graças as pedras das fundas precisas e das clavas arremessadas pelas crianças uthmaares, pássaros marinhos são surpreendentemente escassos em Uthmere, mas alguns voam pelos ventos ou descansam nas rochas marinhas cheias de esterco de ave que ficam na direção do mar. Eles se põem a grasnar somente quando os pescadores descarregam sua pescaria ou põem os peixes em carrinhos sob as redes de proteção contra aves para a venda no mercado diário de pescado na praça Storaungh.

A Praça Storaungh é um espaço aberto logo ao sul do Salão da Justiça Brilhante. Storaungh pertencia a um antigo senhor de Uthmere, um homem jovial, musculoso e grande, cuja estátua se encontra nesta praça (Storaungh está levantando uma espada, na sela de um garanhão empinado) e esta é adorada pelas crianças, que diariamente a escalam quase incessantemente. Jovens namorados marcam encontros em cima dela em respostas aos desafios de seus amigos, e alguém está sempre amarrando um laço ou pintando algo tolo em várias partes do cavalo. E, é claro, há uma lenda sobre um tesouro em uma cripta em algum lugar sob a estátua foi espalhada, e rumores dizem que ela pode ser alcançada através de uma passagem escondida. Em resumo, a estátua serve como um importante marco da cidade.

Um mercado diário de produtos da fazenda é mantido na Praça do Portão Sul, enquanto a Praça Portão do Vale abriga um mercado para animais (e coches, carroças e carros). A Praça da Torre do Sino é conhecida pelo maior e mais movimentado Mercado Geral, onde todos os tipos de produtos [3] são vendidos, incluindo quase tudo que se é trazido de locais distantes. Dentro deste mercado em particular, vendedores giram animais inteiros em espetos, e vendem sua carne quente em palitos de madeira.

A Torre do Sino é tão alta que é visível de quase todo lugar ao ar livre em Uthmere, e serve como marco direcional para todos e um arauto tanto para o nascer quanto para o por do sol (a medida que a luz em sua fachada principal muda vista do nível da rua) . Ela parece esticada de maneira impossível, como uma esguia torre de castelo, abrindo-se no topo como uma flor para abrigar a câmara do sino e sua janela arqueada (contendo seus sinos de tamanhos e toques variados), e seu topo possui guarnições de ameias. Seu telhando possui uma grande e sempre pronta lanterna de farol, cujas raras e memoráveis luzes geralmente são sinal de aproximação de hordas ou exércitos.

Próximo a alta e central Torre do Sino, o Salão da Justiça Brilhante é a mais notável estrutura de Uthmere (por que a estalagem mais ornamentada, O Celeiro do Capitão, é menor e melhor escondida – e a maior, a grande Palácio do Lorde é completamente oculta em suas próprias muralhas altas). O Salão da Justiça Brilhante tem muralhas altas, rígidas e simples, com portões ornados e arqueados de “aço negro” (encantado e recoberto de piche para evitar a ferrugem), feito com grossas barras, na parte central das paredes ao norte e ao sul. Um templo coberto com um domo fica ao centro deste feudo sagrado, com um par de altas portas duplas a frente de cada portão.

Menos imponente, mas quase tão grande, é o outro edifício dentro das muralhas de fortaleza do Salão. Construído no extremo leste das “muralhas sagradas” , está o grande “thoulass” de três andares onde os clérigos de Tyr vivem, jantam e são sepultados (em uma cripta, na parte inferior). O thoulass contém cozinhas, um jardim no terraço, arsenais, e uma escola onde postulantes são treinados na doutrina de Tyr e em vários códigos legais. Entre outras coisas, este postulantes praticam oratória antes de simular julgamentos e entrevistam criminosos sentenciados para aprender como a justiça os trata (e os pensamentos e crenças dos prisioneiros que justificam tal tratamento). Entrevistas podem ser marcadas para a entrada no thoulass e para encontro com os clérigos; somente o próprio templo é aberto ao público (uma seqüência de toques com três notas em tom baixo e outra em tom maior, tocada na Torre do Sino, sinaliza para uma cerimônia de Tyr).[4]

Notas de Rodapé

1. A cobiça é até maior que o desespero entre os navegantes da Orla Ocidental, e quase todo o ano pelo menos um navio fica congelado no porto. As vezes a tripulação é dispensada, as vezes passam o inverno em sua fria embarcação (saindo para bagunçar nas tavernas ou nos salões de festa próximos à costa), e às vezes o gelo quebra, partindo o navio, e os seus tripulantes fazem rápidos esforços para descarregá-lo – ou o retiram do gelo e o deslizam para recuperá-lo ou repará-lo – antes que o degelo da primavera o mande para o fundo do porto.

2. Os estivadores são, é claro, o segundo grupo de trabalhadores uth no qual os Mestres das Sombras tentaram se infiltrar (o de proprietários e donos de salões de festa é o primeiro). Porém eles estão fazendo um lento progresso, pois o Lorde Uthlain mantém uma estrita vigilância sobre os estivadores (empregando uma sucessão de magos aventureiros visitantes para sondar magicamente suas mentes, seus paradeiros e atividades noturnas). Somente os Porretes são observados mais de perto.

3. De ferramentas e bijuterias à tamboretes e mantos, lanternas curiosas, lampiões, e “comida pronta” como pequenos sacos de figos e ameixas secos, nozes torradas, e grandes anéis de cebola cuidadosamente amarradas juntas em um saco na forma de rede, que pode ser levado para casa pendurado no pescoço do comprador.

4. O interior do templo é alto, arqueado e acústico. Um altar central o domina, e sobre ele flutua magicamente uma balança dourada brilhante (os ladrões dizem que não é feita de ouro, mas de algo mais mortal: todas as pessoas que não tenham a tendência leal e boa que a toquem são consumidas até restarem os ossos). O altar e de pedra negra esculpida à semelhança de um martelo de guerra grande e de cabeça para cima.

Um santuário grande de mármore branco, acessado por uma longa escada de degraus baixos e concêntricos do mesmo material , circunda o altar, e pode acomodar sessenta ou mais pessoas sentadas com conforto ( deixando a nave da igreja e o espaço em volta do altar livre para que os clérigos possam orar e se mover durante os rituais). Centenas podem ser acomodados no santuário (o restante da câmara, em volta dos degraus), mas as sessenta cadeiras são vistas somente durante julgamentos de grandes interesse.

Qualquer cidadão “nascido em Uthmere” tem o direito de “apelar para Tyr” e ser julgado em público, mas na prática, a justiça menor é deixada a cargo dos Porretes, com ofensas mais sérias sendo levadas para ser ouvida por um lordelaino em uma de suas torres muradas. Assuntos realmente sérios são geralmente tratados via uma “conversa amistosa com o Lorde”, atrás de portas fechadas no Palácio, deixando somente os julgamentos espetáculos para o Salão da Justiça Brilhante. Contudo, uma estória afirma que o Lorde concede aos clérigos de Tyr a aplicação da justiça, em benefício da total imparcialidade. A maioria do povo uth murmura que o Lorde faz o que lhe agrada para manter as coisas em ordem, e esconde-se por trás da igreja de Tyr para que eles “muito claramente” levem toda a culpa e ressentimento pelas suas sentenças.

Entretanto, a disposição dos sentinelas do Salão em distribuir sem hesitação opiniões perspicazes sobre as leis para todos os passantes tem levado moderação no comportamento dos Porretes ao longo do tempo, fazendo destes uma das forças policiais mais justas e cuidadosas em matéria de investigações em toda Faerûn.

Algumas pessoas viajam para Uthmere puramente para receber estes conselhos legais gratuitos (Fique avisado: Se forem requeridas informações além dos “princípios de uma justiça imparcial” ou detalhes do sistema legal uth -- tais como conselhos concernentes às leis de outros lugares – uma entrevista deve ser marcada, e uma oferenda ao templo é esperada).

Na próxima coluna da Coletânea dos Reinos nós iremos continuar nossa olhada pelas marcas mais notáveis de Uthmere – incluindo uma loja a qual nenhum caçador de tesouros pode resistir.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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