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Coletânea dos Reinos
 
Uthmere, Parte Cinco

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Coisas Secundárias para se Ver

O Sótão do Capitão oferece os arredores mais luxuosos de Uthmere (exceto para o caso daqueles poucos enviados e personagens dignos de nota que recebem audiências ou um convite para ficar nos apartamentos do Palácio). O exterior do Sótão mostra uma grande quantidade de grifos rosnadores empinados feitos de pedra, esculpidos para se colocar mastros de bandeiras e sacadas (todos os quartos do andar de cima tem uma, e nas suítes dos cantos existem duas). Ele possui um telhado “fachada fortificada”[1] e seus próprios estábulos e abrigo para carroças localizados discretamente no centro no primeiro quarteirão leste da propriedade do próprio Sótão.

Viajantes são avisados que as docas são muito freqüentadas para serem a área mais perigosa de Uthmere. A honra vai para a pequena e decadente vizinhança chamada “As Ruas das Sombras”, na ponta sudeste da Margem Sul de Uthmere. É um bairro sujo de mendigos, doentes e seriamente enfermos, os “sem moedas”, viciados e toda sorte de esfarrapados -- e mesmo os Porretes vão até lá somente em um grande número, graças a recente audácia da população desta vizinhança (nascida da presença e influência organizada dos Mestres das Sombras).[2]

Visitantes que procurem arquitetura com muitos ornamentos, árvores e coisas verdes crescendo (além das muralhas, e distante do musgo que cresce em qualquer lugar entre o pavimento das ruas em Uthmere) devem procurar as vizinhanças das Torres Altas na parte mais ao nordeste de Uthmere, perto do Parque dos Lordes, onde as casas são maiores, as patrulhas dos Porretes são muito freqüentes, e as ruas mais quietas. Aqueles que “apenas estão passando”, especialmente se não estão montados em uma carruagem ou vestidos luxuosamente, deverão esperar ser parados e questionados – e observados continuamente.

O próprio Parque enche ao meio dia com trabalhadores caminhando, comendo, conversando ou sentados para um rápido jogo de cartas. O restante do dia, ele é deixado para as sempre presentes patrulhas dos Porretes e para as crianças dos ricos brincarem – sendo vigiadas por guarda-costas contratados (seqüestros para pedidos de resgate ou para escravidão já ocorreram).

O Parque do Lorde tem este nome porque foi criado por um Lorde de Uthmere e tem sido mantido para o público desde então, por sucessivos Lordes. Este conjunto de colinas gramadas onduladas é adornada com trepadeiras, penduradas em árvores que trocam suas folhas, e uma pequena lagoa estagnada que está vazia de peixes até que haja um Lorde tolo o suficiente para preenchê-la com peixes ornamentais. Dúzias de lendas sobre estranguladores sorrateiros, fantasmas e tesouros enterrados estão ligadas ao parque – quase todas delas fantasiosas. Entretanto, um golem pertencente a um Lorde do passado, dizem (através de fontes de confiança), jaz deitado de costas, enterrado sob apenas 30 centímetros em algum lugar sob a grama do Parque – esperando que seja invocado a defender a cidade ou o Lorde, quando emergirá e partirá em direção da batalha.

Pela noite, é claro, o Parque é popular para os flertes dos namorados e para encontros sobre “negócios obscuros”, onde espiões, marginais e assassinos podem ser contratados.

Edifícios de esquinas em algumas das ruas de Uthmere exibem pequenas torres arredondadas visualmente interessantes, e quase toda rua tem suas “janelas de vitrines” (lojas que têm janelas abertas para exporem os produtos diretamente para a rua). Durante o dia, estas ruas fervilham, e Uthmere oferece uma impressionante variedade de produtos. Um comprador que aceite qualquer pá, balde ou elmo (ou que insista em pás, baldes, ou elmos selecionados), quase pode, como o ditado fala, “comprar qualquer coisa em Uthmere”.

Visitantes em Uthmere não pode perder a mais impressionante excentricidade arquitetônica da cidade: a Casa Haelbow', uma loja que impressiona por si só, ao lado do Córrego do Vale, e é o prédio mais ao sul da Margem Norte de Uthmere, na direção rio acima da Ponte do Vale. “A Casa” fica no limite da vizinhança conhecida como Bairro de Felder.[3]

A Casa não pode passar desapercebida, porque é um mosaico amontoado de peças salvadas de edifícios (uma grande entrada aqui, uma sacada ali, uma cúpula acolá e por aí vai) colocadas juntas em um caos espalhado. Dentro dela, uma curiosa loja de “tudo usado” mantém os visitantes ocupados. Tem de tudo, de rodas de carroças até carroças inteiras, telhas e alambiques, e de armaduras a cadeados com chaves recuperados (as vezes, até as portas vêm junto). A loja é uma porção de produtos amontoados, onde os consumidores procuram e levam seus achados sem preço para o grande, rude e não tão limpo Rassivur Haelbow, que adora regatear. [4]

Notas de Rodapé

1. Um telhado de fachada fortificada (chamada de telhado de “fachada tempestade” em Aglarond e em outros lugares no Mar Interno) é o que é conhecido como água-furtada em nosso mundo real.

2. Mais sobre o interior do Sótão, do Palácio e do Gancho irá ser dito no próximo artigo desta série, onde a estadia em tais lugares também será detalhada.

3. Ondammus Felder era um famoso boiadeiro e rancheiro do Grande Vale, a cerca de um século atrás, e possuía a maior parte das terras entre a Praça da Torre do Sino, a Praça do Portão do Vale e do Córrego do Vale.

4. E apesar de ser amável em suas fanfarronices, o “Velho Haelbow" tornou-se um espião, receptor e negociante de objetos roubados para os Mestres das Sombras.

Ficando cansado, viajante? Nossa próxima coluna irá começar a explorar as acomodações disponíveis em Uthmere.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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