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Coletânea dos Reinos
 
Uthmere, Parte Oito

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


O Alto Trono

Lorde Andamath Uthlain, o sexto Lorde Uthlain de Uthmere [1], é um homem pensativo. Sua fala é precisa e geralmente calma, mas sua voz é ríspida e seus olhos negros brilham quando ele (raramente) se permite mostrar furioso. Os servos dizem que ele deve ser mais temido quando sua voz desce ao tom de um murmúrio suave.

Lorde Uthlain é um homem comum de 1,75 m. De constituição esguia. Seu cabelo formoso está embranquecendo, e ele está com uma eterna aparência de preocupação, enquanto vê seu vigor (e o tempo que lhe resta para realizar seus sonhos de fazer de Uthmere um grande centro comercial) se esvaindo.

Isto é mais do que a maioria do povo uth sabe sobre “Aquele Que Senta No Trono”. A maioria o considera um homem amável, justo, mas fora de sintonia com a cidade (e por isto, correndo o risco de fazer julgamentos inapropriados na corte diária, e mesmo de cometer um grande erro no comando dos assuntos internos, diplomacia e futuro de Uthmere). “Ele senta lá em seu luxo, atrás dos seus muros, e não sabe nada da nossa luta diária” é o sentimento comum – mas o povo o saúda com alegria quando o vê, e qualquer um que consegue falar com ele, ou – pelos deuses! – tocá-lo, irá contar e recontar a história deste encontro até o dia de ir para seu túmulo.[2]

Em resumo, o povo reclama da forma com que é governado, mas mesmo quando o Lorde Uthlain realiza julgamentos ou proclama decretos impopulares (leis), seus cidadãos o apoiam. Eles o vêem como alguém que tenta ser justo e imparcial -- e não confiam em outra alternativa, por mais entusiasticamente que seja descrita.

Lorde Uthlain retornou a Uthmere para tornar-se o lorde quando a saúde de seu pai Ruriphraunce arruinou-se, décadas atrás. Ele deixou Lyrabar para trás com algum alívio, já havia atraído muita rejeição se casando por amor (e ouro sembiano) ao invés de fazê-lo com uma dama suficientemente bem nascida de Impiltur.

Raethra Skurndown ainda é a beldade alta, esguia e morena que era, muda devido a sofrimentos na infância mas possuindo desejos intensos, agilidade, uma natureza passional e uma vasta fortuna como herança (provenientes do comércio de têxteis). Andamath Uthlain a protege pois a considera como o que há de mais precioso em todo o mundo. A maioria do povo uth nunca viu Lady Uthlain, já que ela se contenta em permanecer reclusa nos apartamentos reais.[3] Os Uthlains têm duas filhas [4] mas nenhum filho – apesar de Andamath continuar tentando ter um, em um desespero constante; é uma questão de grande importância para ele que o domínio de Uthmere passe dele para um filho.

Os nomes dos Sete Gigantes são conhecidos apenas por eles mesmos e pelo Lorde Uthlain, a quem pessoalmente servem. O temor dos gigantes impedem os Mestres das Sombras de moverem-se abertamente na direção de assumir o controle da cidade.[5]

Entretanto, eles raramente tomam parte do policiamento diário. Os chifres os chamam para lidar com tumultos, barricadas, carroças em chamas, ataques aos portões e embarcações tentando entrar ou deixar desapercebidas o porto.

Os Braços Vigilantes da Justiça do Lorde, mais conhecidos como os Porretes por conta de sua arma principal,[6] são encarregados de manter a lei e a ordem na cidade, treinando as milícias e “mantendo os muros seguros”. Em sua prática diária, seu último dever é manter indesejáveis (e exércitos invasores; sendo que o lorde é especialmente temeroso sobre a possibilidade dos Mestres das Sombras esconder um exército dentro da cidade, armando um homem por vez) longe dos portões.[7]

A força exata dos Porretes em um determinado período é um “Segredo do Lorde”, uma lista sobre a escala e a força da milícia (apesar dos Mestres das Sombras terem se infiltrado nela e conhecer seus arsenais e armamentos). Ambos são modestos; em uma guerra real, o Lorde Uthlain pode ter que contratar magos e capitães mercenários (principalmente de Impiltur) com os quais cuidadosamente construiu relacionamentos profissionais através dos anos, e confiar nos Sete Gigantes e na competência serena e lealdade inabalável de Enda Quellinghunter, a Capitã dos Porretes. Esta destemida genasi do fogo espadachim não é apenas uma comandante de multidões em batalha, mas construiu centenas de amigas entre as mulheres da cidade e tem o esforço extra de aprender sobre as famílias, feudos, afazeres e interesses do povo uth, para assim estar apta a compelir o povo sem treinamento ao trabalho na milícia e, mais importante, continuamente conhecer o que os Mestres das Sombras estão planejando e estar pronta para frustrá-los. [8]

Quase duas centenas de cortesãos (os lordelainos) transformam em atos a vontade do lorde, registrando seus decretos, continuamente os avaliando e os refinando-os à luz das regras da corte, [9] e supervisionando as centenas de pequenos detalhes (e contratos da cidade) envolvendo a coleta de taxas e impostos, supervisionando reparos e manutenção da cidade, e encorajando o comércio uth (pelo câmbio, a taxas mais baixas e justas do que as oferecidas pelos Mestres das Sombras, e abrigando comerciantes distantes às expensas do lorde).[10]

Notas de Rodapé

1. A contagem dos lordes governantes antes dos Uthlains é pouco clara, mas deve ter havido cerca de uma dúzia. Os últimos três Uthlains, de pai para filho, foram Heldelmer [governou entre 1319-1336 CV], Srion [governou entre 1336-1347 CV], e Ruriphraunce [governou entre 1347-1361 CV].

2. Lorde anseia por ser amado mas é astuto o suficiente para saber que não agradará a todos. Ele irá buscar por conhecimentos que possam fazer a vida dos uthmaares melhor e mais fácil, antes que morra. Ele tornou-se um habitual conhecedor do Círculo de Leth, onde estão seus adversários, dedicados a impedir a expansão de Uthmere em direção do Grande Vale – mas ele sabe que os Mestres das Sombras são os seus verdadeiros adversários, e de longe, os mais mortais. Se ele ao menos soubesse uma maneira de atingi-los e expulsá-los do país. Talvez pudesse contratar ou manipular vários grupos de aventureiros para lutar contra eles...

3. Onde Raethra Uthlain (uma humana NB Ari6/Gue3) gasta seu tempo lendo, costurando, e ouvindo os lordelainos e sábios – quando ela não está levando seu lorde para a cama, ou praticando com a espada longa ou besta de mão. Ela sabe mais sobre os eventos que se seguem em Faerûn do que muitos cortesãos e é a conselheira mais confiável – e a melhor – de seu marido.

4. Rurelda (14 verões, a imagem de sua mãe, e de uma agitação infernal) e Athlarune (11 verões, solene, sincera, e loira, não possui senso de humor e sua força de vontade é mais aguçada do que a de qualquer um em Uthmere). Elas saem dos muros do palácio uma vez ou duas por ano, e nunca sem supervisão – e esta situação está construindo uma tendência a rebeldia em Rurelda.

5. O impaciente predecessor do Mestre Tintel, Eeiritar Skelvel, tentou fazê-lo – e dois dos Gigantes de Pedra o esmagaram e transformaram três de seus “lâminas negras” em uma massa de sangue, além de derrubarem o edifício que os Mestres das Sombras estavam usando como fortaleza. Esta lição permanece vívida nas mentes de todos os Mestres das Sombras veteranos em Uthmere.

6. Todos os Porretes não carregam apenas porretes, mas facas “no cinto e na bota”, e uma algibeira com longas tiras de couro para amarrar (elas cospem sobre elas para umedecê-las e apertá-las, quando imobilizam algum prisioneiro problemático). Eles também possuem lanças, espadas curtas, arcos curtos, e bestas e algum problema de verdade for esperado. Alguns oficiais carregam “correntes giratórias”: correntes longas com um peso em cada ponta, a qual giram sobre as cabeças para liberar espaço quando necessário ( ameaça como se fosse uma adaga-chicote, detalhada no livro Arms and Equipment Guide).

7. Não existe barreira na embocadura do porto, mas onde o Córrego do Vale entra em Uthmere, existe o “Portão do Córrego”. Como outros portões da cidade (Portão Norte, o Portão do Vale e o Portão Sul), este é fechado do anoitecer até as brumas da madrugada desaparecerem após a alvorada. O Portão do Córrego é na verdade uma série de correntes pesadas das quais partem uma “cortina” de correntes com cravos colocadas verticalmente, barrando a passagem de tudo, exceto peixes e enguias, que ficam no fundo lodoso do rio pelo dia (quando o povo uth coleta mariscos e camarões de água doce), e que são baixadas de torres que existem de cada lado toda a tarde, para servir de barreira. Se um ataque for esperado, feitiços perigosos são geralmente lançados sobre as correntes, para castigar aqueles que a perturbarem.

Por todos os portões da cidade (incluindo o Portão do Córrego), quartéis dos Porretes (com celas abaixo e arsenais na parte superior) são localizados nas laterais das torres dos muros.

8. Eles adorariam matá-la, mas o lorde deixou claro que se alguém feri-la ou a alguém de sua família, os Sete Gigantes e todo o mago que puder ser contratado, de Águas Profundas à Calimporto, serão mandados para erradicar os responsáveis – e eles sabem que ele não está blefando.

9. Diariamente (a abertura ao público) uma corte de justiça é realizada no palácio, com o lorde ou seu lordelaino senior presidindo (e um dos Sete, uma forte guarda dos Porretes, e geralmente um mago contratado disfarçado). Muitas sentenças envolvem multas (além de aprisionamento e exílio somente para assassinatos, estupros, mutilações, traição, incêndios criminosos e “uso malicioso de magia”). As manhãs são para os casos “chamados” (acontecidos ou perpetuados nos dias anteriores), e as tardes para as disputas acontecidas durante o dia.

O lordelaino senior é o Oficial de Justiça da Cidade, o afetadamente preciso, de olhos frios, barbas negras, aparentemente sem humor e arrogante chamado Thaulmer Truce (humano LN Esp10).

Taxas são cobradas por propriedade de imóveis (5 po anualmente), de navios (10 po anualmente), de animais de passeio ou de carga (1 po anualmente), e de entradas no porto (2 po cada), variando coletas de pp por uma variedade de licenças menores para negócios – e uma taxa fixa de 1 pc para cada transação acima de 1 pp ou mais conduzida em Uthmere.

10. Uthmere aceita toda a cunhagem feita em “metal verdadeiro” (aplique os valores padrões do Livro do Jogador). O palácio é a única fonte legal de câmbio, e oferece uma troca justa por gemas e certas moedas únicas e notas promissórias de outras cidades do Mar Interno. Comerciantes estrangeiros sempre resmungam que o que recebem, e a taxa oferecida, parecem variar de acordo com o lordelaino atrás do balcão.

Nosso último artigo sobre Uthmere explorará o lado sombrio da vida na cidade.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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