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Coletânea dos Reinos
 
Arquitetura Rural dos Reinos, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


As brumas azuis do portal esvanecem em volta deles. “Meu senhor”, murmurou a Rainha Dragão, fitando as janelas que não conhecia, “em que lugar na abençoada Toril nós estamos?”

Algumas ruas em Águas Profundas lembram uma fila de paredes fortificadas de um castelo, interrompidas por agrupamentos de casas altas e estreitas no estilo Tudor, com múltiplos pisos superiores que se projetam sobre as ruas que confrontam. Muitas ruas em Secomber parecem agradáveis fileiras de pequenas casas Tudor (armação aparente de madeira escura, entre reboco claro ou branco) de um ou dois pavimentos. Entretanto, está muito enganado quem pensa que todos os povoados nos Reinos parecem com estes tipos de ruas.

O Dragão de Cormyr olhou para sua esposa com uma certa expressão de desagrado nos seus olhos.

"Ora, Fee", ele retrucou, “no Mar Interno, é claro. Do lado de fora da porta dos fundos do Cinco Peixes Bons, Você não -- ”

E então ele parou, sorriu embaraçadamente, e completou, “Não. É claro que não.”

Filfaeril arqueou sua sobrancelha para ele.

"Não," ela concordou, "é claro que não. Diferentemente da minha outra parte nesta conversa, eu nunca fui retirada desta taverna em particular.”


Em povoados, em qualquer lugar de Faerûn, os materiais locais predominam, porque são mais baratos e fáceis para os construtores conseguirem. Qualquer um que esteja nas ruas na maioria das cidades pode ver uma ampla variedade de prédios. Esta variedade de estilos de construção deve-se as rotas comerciais estabelecidas pelas terras: mercadores e peregrinos vêem coisas que gostam em algum lugar e trazem as idéias para casa, ou quando vem morar no local saindo de outro distante querem ficar em uma casa do tipo “a que estavam acostumados”. Além disto, os edifícios são quase sempre erguidos individualmente: exceto por ocorrências raras da arquitetura real ou em templos, não existe nos Reinos edifícios idênticos construídos lado a lado.

Nas áreas rurais (para a maioria dos falantes nos Reinos, “terras remotas” ou “país a dentro”) as construções tendem a ser mais simples e mais parecidas, graças a uma limitada gama de materiais e de menor quantidade de construtores. Estes freqüentemente reproduzem o que sabem ou copiam o que vêem localmente.

No interior da Costa da Espada e no norte do Mar da Lua, construções feitas com troncos são normais. Se o lugar permite (em outras palavras, em quase toda casa isolada de fazenda, ou “sede” no falar dos Reinos), estas casas são escavadas em laterais de colinas ou protegidas dos ventos do inverno por “escudos de tempestade” (anteparos) de terra onde são plantadas árvores de espécies fortes e grossas. Árvores são geralmente plantadas para proteger entradas (para manter os moradores a salvo de serem enterrados vivos em nevascas), e os telhados são intensamente íngremes para prevenir que haja muita neve no topo da construção, evitando um colapso que machuque, sufoque ou enterre as pessoas que estão dentro dela.

Os celeiros são protegidos de modo similar quando possível, e os porões subterrâneos são escavados nas laterais das colinas, onde existem pedras disponíveis para cercá-los, o que ajuda a manter as entradas seguras contra animais escavadores.

Ás vezes os porões são escavados no próprio piso poeirento das casas, onde as rochas não são facilmente escavadas.

Uma lama ou lama misturada com pedriscos “espalhados” (reboco) é geralmente usada para selar os espaços entre os troncos. Em muitos lugares, seivas locais ou destilados de folhas fervidas são adicionados ao reboco para fazê-lo mais grudento e difícil de secar, quebrar ou sair. O reboco deve geralmente ser reaplicado ao menos uma vez em cada edifício a cada outono. Onde não existem construtores profissionais (aqueles que recebem para erguer construções para outros, e não aqueles que constróem suas próprias estruturas e contratam outros para ajudar) a mistura precisa para o reboco tende a ser um segredo guardado zelosamente. Os troncos para construção são normalmente cortados de forma quadrada, ao invés de deixá-los roliços, para minimizar brechas que deixem a brisa passar – a menos que o construtor esteja com pressa, ou não tenham ajuda suficiente, ou apenas queiras erguer as paredes de forma imediata. “Paredes escudo” (paliçadas de troncos) são comuns onde matilhas, bandos de goblinóides e outros predadores são um problema (em outras palavras, na maioria das áreas rurais do norte), e paredes curtas deste tipo são também construídas para servir de anteparo contra o vento, quando a topografia natural não oferece um.

Vidros para janelas (feitos de areia fina) são amplamente conhecidos nos Reinos, mas caros. Em Calimshan e Tethyr (e menos corrente em outros lugar, já que as idéias costumam se espalhar da Costa da Espada), as janelas tendem a ser retangulares, com uma moldura de metal grossa atravessada diagonalmente por três ou quatro barras, com pequenos panos de vidro colocados entre as barras.

Onde o metal é caro, mas a madeira abundante, janelas “em camadas” são feitas, se esculpindo um “trilho’ de formas precisas para segurar as peças de vidro disponíveis (com uma certa folga, para permitir a dilatação e a contração da madeira com o passar das estações). As peças são presas por mantidas por uma camada de madeira que sobrepõe suas bordas, ou mesmo por uma folha de madeira precisamente esculpida.

Sendo assim, peças de vidro e fragmentos de todos os tamanhos são vendidos em mercados por todo o Reino. Mercadores transportam estes itens envoltos em tecido embebido em óleo ou em pedaços de roupas velhas, e colocados em “prensas” de madeira, amarradas juntas com tiras de couro. Mercadores geralmente os vendem em “tomos” (nomeadas assim porque lembram grandes livros): duas peças de madeira, uma sendo vazada para criar uma cavidade, colocada em cima da outra de modo a formar uma alça, para facilitar o transporte até o edifício onde o vidro será usado. Grande panos de vidro são luxo raro e caro para a maioria do povo da área rural, e mesmo as janelas urbanas tendem a ter longos e estreitos panos de vidro (verticais, diagonais ou horizontais) com largas extensões de vidro reservadas para palácios e mansões dos muito ricos ou para uma única “janela grande” nas casas menos luxuosas,

A mica pode ser usada em janelas em algumas áreas (notadamente próximo de Água Ruidosa e Secomber, e em Vilhon e na Vastidão), mas para a maioria das pessoas pobres que vivem na zona rural as janelas são simplesmente buracos na parede cobertos com venezianas: de material resistente ao inverno do lado de fora, e outras entreliçadas do lado de dentro. Para mantê-las livre de poeira e insetos, roupas velhas são umedecidas e penduradas sobre as treliças, esticadas e sobrepostas de modo a evitar espaços vazios.

Não se entediou ainda? Lembre-se, a sobrevivência do seu personagem pode depender do conhecimento de quão rápido o telhado pode pegar fogo, ou se uma janela pode ser quebrada em um único mergulho! Nossa próxima coluna examinará telhados. Isto mesmo... telhados.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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