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Coletânea dos Reinos
 
Arquitetura Rural dos Reinos, Parte Três

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


“Ahá!" Azoun exclamou, em um triunfo repentino. "Nós iremos descer por aquela calha abaixo!”!"

"Oh?" A Rainha Dragão olhou para onde a expressão de seu marido estava apontando com grande suspeita.

"Diga-me apenas o quão rápido nós vamos descer 'aquela calha'?”


Telhados existem para manter as pessoas abrigadas da chuva, neve, e orvalho, do pior do vento e frio, e evitar a entrada de animais daninhos e pássaros (em florestas, as serpentes). A maioria dos telhados em Faerûn vaza, alguns copiosamente e em muitos lugares, sendo escoar ou aparar a água da chuva uma preocupação muito real.

A água é coletada em barris nas calhas, “leva-aguaceiros” (pequenos tanques escavados para onde a água é escoada), e até em cisternas no topo dos telhados (em muitos cenários urbanos onde os edifícios são fortes o suficientes para suportar o grande peso da água armazenada). Águas Profundas é a cidade mais ao norte onde cisternas podem ser vistas; nos longos meses do inverno, estas trazem o problema de se possuir grandes e pesados blocos de gelo no topo dos telhados, o que não faz o uso de cisternas muito popular mais ao norte. A água coletada é usada para lavar, cozinhar e mesmo para beber.

As habitações feitas de troncos no Mar da Lua e o Norte da Costa da Espada normalmente não possuem calhas, mas têm barris e leva-aguaceiros. Nos pontos mais baixos dos seus telhados (os cantos “de queda para o pátio”, que as vezes são localizados no meio do telhado, quando o mesmo, devido a idade, cede no meio) , eles têm “línguas”. As línguas geralmente chamadas “línguas de canto” por causa de sua localização) são troncos de madeira com canais rasos escavados em sua superfície superior, que servem para carregar água para fora das construções, na tentativa de prevenir inundações dentro do edifício. Onde os barris vazam ou transbordam, podendo causar tais inundações, tinas feitas de troncos são colocada para absorver o excesso de água.

Em cidades, os maiores edifícios de pedra geralmente possuem telhados de telhas, ardósia selada com alcatrão, ou até placas de metal sobre madeira (placas que se sobrepõem como uma armadura de escamas, e são seladas com piche), descendo até calhas que canalizam a água para os cantos mais baixos do telhado. Lá, “gárgulas” de pedra projetam (esguicham) a água para fora do edifício, como as línguas mencionadas anteriormente, ou cospem a água diretamente em canos de drenagem. Tais estruturas elaboradas de pedra são quase desconhecidas fora das cidades, exceto em templos grandes e antigos e abadias (ou edifícios erguidos muito próximo a pedreiras).

Onde o congelamento é raro ou desconhecido, no quente sul de Faerûn, os canos de drenagem tendem a ser seções de telhas cilíndricas feitas como uma borda de encaixe em cada ponta para que a seção de cima possa deslizar conectando-se com a de baixo. Cada junta destas telhas de drenagem é selada com barro e mistura de limo (um cimento) para prevenir contra vazamentos; não é incomum ter que resselar tais juntas anualmente.

Nos castelos por Faerûn a fora, canos de drenagem são grandes colunas de pedra alinhada, impermeabilizadas com piche ou cimento. O tamanho grande das colunas previne que o gelo as bloqueie completamente ou ao menos que os trabalhadores que usam bastões para raspagem do gelo se sintam ameaçados de sufocar no cano.

Construções nas cidades têm canos de drenagem e calhas feitas com ligas de ferro, pedras com seções vazadas seladas com cimento, ou (nas edificações mais baratas) com troncos de madeira vazados ou com seções de troncos (seladas com cimento ou piche). Canos de madeira raramente duram mais do que uma única estação sem feitiços que os preservem, não importa o quão densamente ele foi selado.

As grandes residências da nobreza ou dos mercadores mais prósperos tem canos de drenagem esculpidos em pedra, ou mais freqüentemente, em canos de metal ornamentados e singulares, em formas que lembram grandes serpentes escamadas, dragões, colunas de golfinhos engolindo um a cauda do outro, e coisas assim. Os canos, seja de ferro ou os mais freqüentes, feitos de ligas de tonalidades coloridas, são parafusados juntos e selados por dentro com piche ou cimento. Eles tendem a enferrujar rapidamente, e tornam-se muito frágeis no inverno, mas podem ser resselados por anos por meio de longas hastes removíveis para pintura que o cobrem de alto a baixo.

Ao contrário dos contos de tavernas e relatos de aventureiros pálidos, poucos canos de drenagens são fortes o suficiente para agüentar o peso de ladrões escalando-os, amantes, pessoas saindo de casa escondidas ou fugindo, servos entregando mensagens secretas ou espionando reis.

Chaminés nos Reinos são quase sempre feitas de pedra, unidas com argamassa e construídas de modo a evitar arruinar as janelas mais altas ou derrubá-las. Em algumas terras do sul (como Tashalar), as chaminés são construídas primeiro, antes da edificação ser construíra ao seu redor, e são feitas de pedras que são parcialmente derretidas formando uma superfície vítrea e selada por dentro, quando submetidas a temperaturas muito altas. Logo que a chaminé é erguida, o fogo é feito em seu coração, cuidadosamente preparado para aumentar vagarosamente até chegar a uma temperatura muito elevada, e depois lentamente retornar a temperaturas mais baixas (para que a mesma rache). O resultado é uma chaminé vedada que não é suscetível aos “fogos de chaminé” (quando a fuligem se acende e queima com muito calor) o que sempre consome as habitações de madeira nas terras do Norte. Por favor, note que muitas construções ventiladas no Norte que possuem pisos em cascalho ou areia são inteiramente desprovidos de chaminés: se aquecimento ou cozinhar se faz necessário, brazeiros de metal são preparados e carvão e gravetos queimados, com as portas abertas se a fumaça for muita. Somente os maiores “corações grandes” das cozinhas de castelos e palácios têm chaminés grandes o suficiente para um humano adulto descê-las ou escalá-las por dentro.

"Ah, sim, uma cerca," Apontou o Rei Azoun, na direção da cerca viva, que percorria um campou outrora vazio.

A Rainha Filfaeril apenas olhou para ele por um momento.

"Devemos ver agora como deixamos este lugar, não é isso?" ele acrescentou rapidamente.


Cercas de fazenda, em sua forma mais rudimentar, são simplesmente pedras e galhos amontoados formando uma linha. Freqüentemente tais barreiras tornam-se selvagens por negligência (na forma de uma cerca viva de moitas e arbustos emaranhados), ou são encorajadas a crescerem em cercas altas e quase impenetráveis, plantadas com arbustos espinhosos, especialmente de frutas comestíveis, ao longo de sua extensão. Cercas “verga-espadas” são também comuns (no mundo real, são as cercas de madeira): o madeiramento é colocado em estilo “zigue-zague”, terminando se sobrepondo como dedos entrelaçados, dispensando o uso de postes.

Assim como a água corre, a fumaça sobe, e nós ficamos mais sábios, nós nos moveremos na próxima coluna desta série para dar uma olhadela nas características peculiares que podem ser encontradas na maioria das vilas. O próximo texto também dirá onde o novo orbe de teleportação de Vangerdahast irá levar o Rei e a Rainha de Cormyr. Pessoas de sorte...



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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