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Coletânea dos Reinos
 
Arquitetura Rural dos Reinos, Parte Quatro

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


A Rainha Filfaeril não conseguiu inteiramente conter um suspiro em sua voz. "Senhor do meu coração, onde acha que chegamos agora?"

King Azoun piscou para retirar as últimas brumas azuis da teleportação de suas vistas, sacudiu a cabeça para ajudar a recobrar-se da viagem, observou atentamente em volta, e anunciou, “uma vila”.

O olhar que Filfaeril lhe enviou possuía adagas neles e o fez se lembrar que embaixo de sua rica vestimenta, haviam duas finas e afiadas adagas embainhadas em suas ligas.

"Aham," ele adicionou apressadamente, "Eu temo que levarei um pouco de tempo – em verdade, quase nada – para determinar qual vila. Eu acho isto pois a maioria delas é muito semelhante."


Muitos reinos em Faerûn tem áreas selvagens ("terras ermas" no falar dos Reinos), freqüentemente montanhosas ou ao menos com colinas, e altamente cobertas de florestas. As habitações das terras ermas são poucas, isoladas e lares de pessoas fortes e auto-suficientes que costumam batalhar contra monstros sem ajuda, e que se mantém por si próprias.

Em áreas menos selvagens, com as que se abrem das fronteiras em direção de povoados maiores, “fortes” (ranchos com plantações de subsistência) e fazendas tornam-se comum. Em tais regiões rurais, vilas, aldeias e lugarejos geralmente se desenvolvem ao redor de um templo ou santuário, entroncamento de estradas, pontos de paradas (estalagens), ou moinho (ou rios). Tais povoados geralmente têm um mercado a céu aberto onde os fazendeiros locais vendem o que produzem (uma vez por semana), um poço público ou cocho para cavalos ou ambos, uma taverna e uma ou mais lojas locais e serviços. Tipicamente um comércio “âncora” irá ser um ferreiro ou a oficina de um carpinteiro, tanoeiro (construtor de barris), ou fabricante de carroças.

Se o povoado ou seu templo é grande ou importante o bastante, ou está localizado estrategicamente ao longo de uma rota comercial e é suficientemente popular ou suficientemente perigoso, ou se há falta de hospedagem, haverá uma estalagem.

Uma típica aldeia ou vila de zona rural é uma mistura de habitações de pedra e madeira (chamadas de “lugar”, ao invés de “cabanas” ou “choupanas”, apesar de um “lugarejo” se referir a uma casa e suas construções agregadas, jardins e outras áreas de campo). Muitos dos lugares têm telhados de telhas de madeira finas ou tábuas (às vezes cobertos com terra, onde jardins de plantas trepadeiras de frutas comestíveis crescem), e uma cozinha jardim “do lado de fora”, entre a habitação e sua “casinha” (privada externa ou latrina).

A maioria das construções fica de frente às estradas ou trilhas do povoado, e lugares ocasionais têm paredes de tijolos de barro ou taipa. Habitações com mais de um piso são raridades: as exceções são geralmente as grandes casas de senhores locais, magos, líderes comunitários, ou clérigos.

Muitos povoados rurais têm grande quantidade de lenha e pastos entre suas casas, e lá podem haver grelhas ou fornos coletivos a céu aberto, um “esterqueiro” (um esterqueiro é o que muitos do mundo atual chamariam “depósito de lixo” ou “entulho”, só que estes são dominados por itens que não tem mais nenhuma utilidade, não havendo mobília descartada. Em Faerûn, qualquer coisa feita em metal, tecido, ou madeira tende a ser usada e re-usada até que se desintegrar).

Muitos povoados têm um ponto de observação, seja uma torre ou, mais freqüentemente, o alto de uma colina (com uma fogueira de sinalização pronta para ser acesa, para alertar sobre a aproximação de um exército ou horda de orcs). Estradas são geralmente de terra batida, exceto em áreas pantanosas (onde troncos são colocados transversalmente para formar um piso rústico e acidentado. Somente as melhores estradas têm valas para escoamento).

Em quase todas as cidades e vilas, e onde as pedras de dureza adequada puderem ser conseguidas com preço barato e com abundância, as estradas de terra tornam-se em breve pavimentadas com blocos de pedra, que oferecem uma superfície dura e preferível à lama rígida, congelada pelo inverno ou mole e que atola na primavera. Onde blocos de pedra não estão existem, mas pequenas pedras estão disponíveis, as estradas são feitas com cascalho, às vezes posto sobre toras ou valas em áreas propensas a serem varridas pela água (não apenas onde córregos e nascentes as cruzam, mas também no sopé de colinas íngremes, onde uma chuva severa de tempestade pode causar danos).

Gnomos e halflings preferem criar um túnel nas colinas para confeccionar suas habitações, alinhando as cavernas escavadas com pedras e, com arcos do mesmo material, fazendo seus tetos. Onde pedras são fáceis de obter e abundantes, eles preferem as extraírem e as esculpir precisamente em blocos, e a maioria das construções feitas para humanos segue este tipo. Um trabalho típico de um gnomo é um bloco retangular de pedra esculpido com uma aresta delgada ou uma saliência em seu topo, e uma correspondente fenda ou denteação na parte de baixo. Os blocos são unidos quando um é colocado sobre o outro, prevenindo a passagem da maioria dos ventos, fazendo uma parede estável contra pressões laterais (como as feitas pela terra). Em um trabalho mais rude dos gnomos – e halflings - , as paredes são reforçadas simplesmente se construindo uma segunda parede após a primeira e, se mais reforço se fizer necessário, eles constroem contrafortes (pequenas e inclinadas “sapatas” feitas de alvenaria construída perpendicularmente a parede principal).

Em climas frios, tais trabalhos em pedra são simples, superdimensionados, massivos e duráveis, e são feitos com “juntas de expansão” para resistir às forças do frio, gelo e ventos gélidos. Quebra-ventos (conhecidos nos Reinos como “paredes de cobertura”) abrigam a maioria das entradas; em sua simplicidade, são apenas paredes que saem de outra parede ao lado de uma porta e viram ficando paralelas à outra, na distância de um homem robusto, e possuem uns quatro metros de extensão e então terminam (quando olhada de cima, este tipo de parede de cobertura forma uma letra “L” maiúscula, de extensão alongada). Paredes de cobertura protegem mais freqüentemente portas que ficam abertas, e trepadeiras com vegetais comestíveis geralmente as cobrem. Pequenos nichos em seus blocos, normalmente escondidos pelas folhas das trepadeiras, permitem às pessoas deixarem mensagens e outros pequenos itens (como chaves ou dinheiro de pagamentos).

Construir nos reinos é quase sempre um trabalho de um único supervisor dirigindo sua família e/ou trabalhadores pagos (construtores de telhado, vidraceiros ou assentadores de cerâmicas profissionais, ou carpinteiros e “contratados” casuais que levam objetos, martelam e carregam materiais). Um fazendeiro, um pequeno mercador, ou soldado aposentado geralmente serve como supervisor em suas construções e são os próprios donos da terra onde a construção será erguida. Mercadores ricos e nobres contratam um supervisor (o que no mundo real as pessoas chamam de “empreiteiro”) ou ordenam aos seus próprios administradores para servir em tal competência para eles. Somente em casos raros, proprietários de terras, mesmo se estiverem pretendendo obter rendas através de aluguel como senhorios, contratam construtores para erigirem mais que um edifício por vez.

"Mestres construtores" (o que no mundo real chamaríamos de “engenheiros” ou de “arquitetos”) são muito raramente usados e, quando o são, somente pela realeza, nobreza, ou por ricos clientes privados; para os demais, carpinteiros, em conjunto com seus patrões, “projetam” os prédios. O trabalho de um mestre construtor é geralmente necessário para construir edifícios idênticos múltiplos (ou edifícios em um mesmo estilo). Os cleros mais organizados têm seus próprios mestres construtores como membros de sua fé ou mesmo ordenados clérigos.

E assim nossa visão geral sobre como os humanos moram, e porquê, se conclui. A coluna seguinte explora as leis e costumes pertinentes a terra, fronteiras, e visitantes.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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