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Coletânea dos Reinos
 
Fronteiras e Leis das Terras

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


A Rainha Filfaeril deu um passo para fora das brumas azuis, piscou para ver o que estava diante dela, e veio com uma súbita hesitação. “Senhor marido meu -- Az? – Eu acho melhor você vir aqui. Rapidamente ."

Algo em sua voz fez o Rei Azoun de Cormyr irromper em uma corrida, desembainhando sua espada enquanto vinha.

Filfaeril estava na frente de um montículo escondido em um viçoso gramado da altura dos joelhos, com uma grama tão perfeita que poderia ser um carpete esmeralda, deixado sobre uma região cheia de árvores sem galhos e mortas, que se erguiam da água parada, quebrado em milhares de pedaços por pequenos morros muito parecidos com o que estava sob suas botas. Ele olhou rapidamente para trás, vendo a terra que se levantava em montanhas altas como torres, e voltou-se para sua rainha.

Ela estava parada e muito firme, olhando para baixo para algo a sua frente e abaixo. Azoun apressou-se em juntar-se a ela e olhar também: havia uma linha desordenada de paus enfiados no solo, e coroados por crânios humanos, gastos pelo tempo e cobertos de musgos. Um deles ostentava um danificado e enferrujado elmo de Dragão Púrpura.

Filfaeril olhou para ele sem palavras.

"Um marco de fronteira tun," ele explicou – e franziu as sobrancelhas. "Eu me surpreenderia em saber o porquê de Vangey ter motivos para vir aqui."


Em todo os lugares, cruzando os Reinos -- mesmo nas regiões mais selvagens que os humanos denominam “terras ermas selvagens” -- leis mantêm o controle da situação. Podem não ser as leis humanas, ou um código escrito, mas alguém (ou alguma coisa) faz leis para cada pedaço de terra em toda Toril.

Conhecer estas leis, ou quem as fez para este ou aquele local, pode ser um desafio para qualquer viajante. Na maioria dos casos, saber onde uma terra e suas leis terminam, e a outra começa, pode ser uma dificuldade: exceto quando cabeceiras de rios perenes estão envolvidas, poucas fronteiras são tão claramente marcadas como as que Azoun e Filfaeril encontraram.

Levaria muitos e exaustivos anos nestas colunas para mesmo começar a listar tais leis e regras não escritas, e a lista seria desatualizada à medida que fosse preparada, mas algumas observações em geral podem ser feitas para guiar os Mestres, PdMs governantes, “apenas moradores” e aventureiros PJs. Então, nas palavras do Lorde Mago de Águas Profundas, Khelben Arunsun, o próprio “Cajado Negro” : “Ouça e ganhará sabedoria... talvez.”.

Falando genericamente, as leis formais existem somente em reinos e regiões organizadas. Em outros lugares. “o poderoso faz o certo” ou “o que o senhor local ou poder dominante fizer, siga.”.

Devido à inclinação ao desgaste do constante uso da força (caçar, lutar e punir a todo o momento, mesmo que seja endereçado à apenas as infrações observadas), o pensamento de “minha espada é a lei” é sempre temperado pelo costume.

Aqui, “costume” significa os hábitos de gerações, que se constroem através dos tempos nas crenças dos habitantes locais sobre “o jeito das coisas serem feitas” (“Você pode nos forçar a fazer isto ou aquilo,” lorde“ legítimo, mas somente até este limite. Meu ancestral construiu aquela cerca e meu pai a expandiu – a derrube e sobre a tumba deles eu juro que irei derrubar você!”); e as não escritas “regras da estrada” são entendida pelos viajantes através dos Reinos.

As regras faerûnianas da estrada não têm nada a ver com o trafego. As pessoas que se movimentam por Faerûn (mercadores de caravanas, mascates, peregrinos e emissários) têm, através dos séculos, formatado constantemente alguns fundamentos básicos de comportamento. Por exemplo, um adorador fanático de Cyric pode construir ou tomar uma estalagem e assassinar todos que pararem por lá como uma homenagem a sua divindade (que é, entre outras coisas, o Senhor dos Assassinos), mas este cyricista deve esperar ser assassinado por membros de caravanas que parem no estabelecimento para eliminar seu dono – ou ser evitado por viajantes, que não farão paradas na estalagem ou jamais comercializarão com este cyricista.

Estas regras da estrada podem ser reduzidas a isto: você pode cobrar taxas pelo uso de sua terra, e você pode cercar sua terra e guardá-la, colocar sinais, proibir seu uso ou o uso para um propósito específico. Entretanto, você não pode simplesmente assassinar, mutilar, aprisionar ou roubar quem encontrar em suas terras. Mais do que isto, você não pode insultar os costumes locais com relação à venda e compra de terras, ou aluguel (para fazendeiros trabalharem, ou espaço para estábulos, estrebarias e pensão para viajantes).

Algumas terras e cidades independentes têm um sistema de direitos escritos (sempre mantidos em castelos dos lordes locais ou no templo mais próximo), alguns locais têm um mapa mestre onde a propriedade de cada terra está descrita (e que é atualizado), e outros não tem nada que vá além das “leis das ruas” (invadir para clamar propriedade, com a comunidade expulsando os indesejáveis, e artesãos locais e lojistas repelindo pessoas que “não pertencem à comunidade” e que “não são um de nós").

Fronteiras entre vizinhos podem ser estabelecidas através da violência, ou por meios de documentos, regras e acordos solenes (de igrejas ou por testemunho legais). Fronteiras entre nobreza, governantes ou países são sempre oficializadas de alguma forma (geralmente com acordos ou tratados oriundos de guerras, e que são assegurados por patrulhas de fronteira periódicas ou mesmo por guarnições). Geralmente tais fronteiras seguem um rio (ou uma cadeia montanhosa, ou estrada) por conveniência. Malfeitores que fujam cruzando uma fronteira não terão proteção a não ser que existam patrulhas ou guarnições; de outra maneira, as pessoas que o procurarem para levá-lo a justiça irão simplesmente segui-lo, ignorando a fronteira.

Geralmente, uma fronteira não defendida é, com o tempo, uma fronteira perdida. Os poderes locais irão se erguer e dominar os assuntos e um governo verdadeiro irá se estabelecer e tomar nas mãos o poder, mesmo que isto ocorra inteiramente de maneira informal.

Algumas cidades e até mesmo reinos (particularmente entre os pequenos reinos entre os Reinos da Fronteira) aderem a um sistema legal onde toda a terra pertence ao governante, e todos são seus arrendatários. Estes arrendatários podem ainda ser locatários das terras, condição que pode ser revertida à vontade do governante, ou habitantes que vivem em algum tipo de sistema de “controle”, onde uma família ou um indivíduo em particular tem algum tipo de direito legal para residir em edifícios específicos, ou em uma fazenda específica ou posição, ou ainda direitos que durem por um tempo particular da vida do indivíduo, ou por quanto tempo durar um serviço específico que é realizado ou quando o aluguel é pago (geralmente anualmente).

Pessoas de lugares distantes são avisadas a aprender as leis locais e costumes antes de pagar ou assinar alguma coisa – ou eles poderão descobrir que nada tem, ou que possuem uma ruína que os obriga a arregimentar um exército ou lutar contra um dragão ou defender a fronteira quando um governante distante (de quem nunca ouviram falar) der ordens para fazê-lo. Como sempre nos Reinos Esquecidos: “aventureiros, cuidem-se”.

Na próxima coluna nos iremos encontrar o Navio Perdido. Pobres Azoun e Filfaeril.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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