Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Coletânea dos Reinos
 
O Navio Perdido, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Os olhos da Rainha Dragão se estreitaram. “Isto é ótimo”, disse acidamente, fitando as pontas das cordas que balançavam nas brumas próximas, “mas você falhou em responder minha questão, Dragão Real. Eu vou perguntar de novo: Onde nós estamos?”

"A bordo . . . do Navio Perdido, eu creio," Azoun disse devagar, sua mão indo para a empunhadura de sua espada. "Vangerdahast tem uma quantidade de coisas cada vez maior para responder."

"Az... considero que você", observou sua esposa, “precisa me presentear com uma única resposta para esta questão? Onde nós estamos? Ou, se irá persistir em me dar respostas misteriosas, sobre onde nos Reinos está este navio sob nossos pés?”

O Rei Azoun franziu a fronte. "Eu não estou certo que nós estejamos em Toril”, ele murmurou.

Foi quando a neblina na proa subitamente se dissipou, revelando um desvio de curso – e uma visão muito sólida – de um paredão montanhoso bem a frente.

Boquiabertos ficaram o rei e a rainha, permanecendo juntos, enquanto a titânica parede de rocha aproximava-se para encontrá-los.


O Navio Perdido fica translúcido (e etéreo, crê Elminster, com as propriedades descritas no Manual dos Planos (Manual of the Planes) ) quando “passa através” de obstáculos que poderiam destruí-lo, mas mesmo o Velho Mago não sabe porque ele quase sempre evita as cidades, mantendo-se nas terras ermas. O navio fantasmagórico não segue nenhum curso conhecido, não tem tripulação e ninguém habitualmente no leme, e nem parece precisar de um leme. Ele faz curvas suavemente, raramente abruptas, e seus movimentos não parecem guardar relação com as cercanias dos lugares onde passa. Veleja infinitamente, parecendo alcançar a extensão das Terras Centrais dos Reinos, evitando o Mar das Espadas e o Mar Brilhante.

O Navio Perdido é raramente visto a mais de 18 metros do chão. Seu avançar é lento (visto do solo, nunca parece viajar mais rápido do que um cavalo galopante), e nunca é afetado pelas ventanias, rajadas de vento mágicas, feitiços lançados em volta no nele próprio, ou pelos ventos dominantes e por aí vai. Isto inclui toda a tentativa de se guiá-lo ou afetar a direção geral de sua viagem, sendo a única exceção de sucesso em mandar o navio para um lugar em particular (é o que dizem alguns) o caso de certos seres que dormiram abordo dele e tiveram um vívido sonho sobre tal lugar (não surpreendentemente, este fato causa zombaria, visto que é difícil de provar e mais difícil ainda de se refazer).

Muitas histórias insistem que há um tesouro escondido abordo do Navio Perdido, mas Elminster acredita que ele não carrega nenhuma pilhagem física (a exceção de um baú ocasional de gemas ou moedas, itens mágicos ou grimórios levados por passageiros). O tesouro consiste no que “as aparições sussurram”.

Para o povo no solo, o Navio Perdido parece silencioso (pessoas gritando, fazendo barulhos altos e mesmo feitiços sônicos emanados dele não podem ser ouvidos a mais que 3 metros de distância). Entretanto, as pessoas a bordo podem ouvir sons em volta normalmente. Se tais passageiros caírem dormindo ou inconscientes, ou cochilem ou entrem em transe (incluindo através de orações ou estudo de feitiços), eles começaram a ouvir vozes suaves e intermináveis. Este coral é muito fraco e leve para atrapalhar estudos ou concentração, mas se alguém se concentrar nele irá descobrir vozes distintas pronunciando nomes antigos, datas, direções e instruções que podem provar serem inestimáveis – mas que geralmente parecem codificadas e sem sentido para aqueles que as ouvem.

De tempos em tempos, criaturas descobrem várias formas de embarcar no Navio Perdido

Alguns são espalhados lá por magia (parece ser um dos locais favoritos para teletransportes que falham), alguns chegam (ou partem) através de portais que parecem abrir e fechar aleatoriamente (muitas histórias insistem que portas espectrais, descritas na página 57 do livro de referência Sul Brilhante (NT: Shining South), se escondem no Navio Perdido, esperando para serem reveladas por um passageiro que invoque o feitiço errado ou porte o item errado), e alguns pulam ou caem de lugares altos para o seu convés. Alguns tem descoberto como jogar cipós ou cordas para alcançar o convés de sótãos altos, e muitos passageiros abordo tiveram sucesso ao deixar cordas penduradas para que outros (que se arrastam ao subir, sofrendo muitos ferimentos devido aos obstáculos do solo até subirem alto o suficiente) sejam puxados, ou escalem. Existem histórias de seres que dormiram em suas camas, sonharam com o Navio Perdido, e quando acordaram encontravam-se no convés!

Quando uma parte do Navio Perdido fica etérea, sua carga e tripulação recebem a mesma propriedade do que o navio (assim eles não “caem através” do navio, ou terminam estatelados em uma parede rochosa, quebrados e moribundos, quando o convés onde estão “passa através” da rocha).

As condições climáticas abordo do navio são sempre a de um frio úmido, com uma névoa pegajosa – mesmo que o navio esteja velejando sob um sol causticante, uma extensa tempestade de areia ou sob o mais forte dos ventos de tempestade do inverno gelado.

Se o Navio Perdido pode oferecer um transporte desconfortável através de regiões inóspitas dos Reinos, serve como um transporte “gratuito” para longas distâncias, e mesmo como uma base para ataques de marginais ou casa para aqueles que não se importam em que local dos Reinos se encontram (como escribas, ilustradores, ou cartógrafos que desejam privacidade para seu trabalho) Inventores e conjuradores são avisados de que, apesar da embarcação fornecer um bom ambiente para concentração e estudo, experiências que envolvam liberação de magia ou ataques ao tecido físico do navio (como cortar a pontas de uma corda, ou partir ou forçar as tábuas do convés) são como gatilhos que expelem aqueles que fazem os experimentos do navio. Por exemplo, portais abertos podem surgir aos pés destes indivíduos, monstros podem aparecer de lugar nenhum para atacá-los, seus próprios feitiços podem se volta contra eles e afetá-los, ou podem “passar através” de um nível do navio por vez, com quedas subsequentes ocorrendo somente caso persistam nestas atividades (as três quedas sucessivas são as seguintes: do convés para o porão de carga, do porão de carga para a estiva e da estiva para o solo abaixo).

Pessoas espertas podem imaginar várias maneiras de coletar a condensação das brumas que rodeiam o navio para obter água potável (e segura), mas não há comida a bordo, exceto a que possa ter sido trazida.

Algumas histórias falam de vários efeitos mágicos (tais como os que são descritos no livro Magia de Faerûn e em outros lugares; efeitos etéreos, detalhados no Manual dos Planos e fenômenos como os que estão no capítulo “Lugares de Poder” de Magia de Faerûn) se manifestam espontaneamente e afetam todos a bordo do Navio Perdido – mas, como muitas outras histórias do Navio Perdido, elas podem ser invenções, exageros da verdade, alucinações... ou serem também todas verdadeiras.

Por tudo isto, o Navio Perdido permanece um enigma, eternamente singrando os céus das Terras Centrais, assombroso e misterioso. Seu objetivo – se é que existe um – e destino final permanecem desconhecidos. Até agora.

Na nossa próxima coluna, deixaremos o Navio Perdido para trás, e seguiremos o Rei e a Rainha de Cormyr para um outro lugar ainda mais desconfortável. Não se preocupe: as aventures envolvendo o item mágico de Vangerdahast ocorrem antes da morte de Azoun em batalha, sendo então óbvio que ele sobreviveu a esta pequena incursão. Bem... mais ou menos.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.