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Coletânea dos Reinos
 
Escritos Diários nos Reinos, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Fernando Cruz; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Névoas azuis serpentearam e o assobio do vento subitamente… desapareceram.

Junto da embarcação em que estavam, aproximavam-se as faces dos penhascos e a luz do dia.

“Taxa?”, Azoun perguntou para o mais próximo, sua voz baixa e controlada. Filfaeril apagava aquela horrível imagem de rochas cortantes prontas para desabar, comprimindo seus dentes – Rainhas de Cormyr não gritavam, mesmo quando a morte certa vem rapidamente ao encontro delas – E repetiu, “Aqui estou eu. Ilesa. Eu deveria sacar a adaga e nos dar luz fantasmagórica?”.

Um leve brilho ocorreu em algum lugar em frente ao seu nariz, lhe mostrando a face grave de Azoun, sua própria espada brilhando abaixo dele e… um todo empoeirado chão de pedra ao redor deles.

O Rei e a Rainha de Cormyr estavam postados em uma sala de pedra grande, alta e vazia – ou ao menos, por tudo o que podiam ver da sua pequena esfera de pálida luz, parecia vazia. Filfaeril viu por um momento algo se movendo e virou-se para encará-lo, sua adaga de cinta brilhando.

Uma tartaruga estava andando vagarosa e laboriosamente nos ladrilhos atrás deles, sem parar com a súbita aparição, nem para observá-los. Em uma passada longa e rápida, Azoun estava curvado sobre o animal. “Há alguma coisa escrita em seu casco”, ele murmurou. “Um texto, mas, definitivamente, eu não posso lê-lo”.

Filfaeril juntou-se a ele. “Deixe-me ver. Isto não deve ser de importância, mas você sabe a máxima”.

“A mensagem indecifrável deveria ser decifrada”, Azoun recitou um pouco cansado. “Eu deveria ter linchado Vangey? Ou…”.

“Somente repreendido por um dia”, replicou Filfaeril. “E deixar sua língua ser minha. Pelo menos, que ela fique muito mais longe do que pareça suficiente – embora nós estejamos longe do nosso próprio lar, ainda”. Ela deu de ombros e se ajeitou de novo. “Tudo o que diz é ‘Daethor Escreveu Isso’. ‘Isso está em Dracônico Antigo”.

O Dragão Púrpura piscou. “Você nunca me contou que sabia ler Dracônico Antigo”.

Sua rainha lhe deu uma olhada cujo peso e agudeza ele sentiu uma vez ou outra antes, mas disse somente, “Você nunca perguntou”.


Os Reinos possuem inúmeros pergaminhos, livros aos milhares e folhetins diários em muitas cidades, e há centenas de bibliotecas, depósitos escondidos – e até caixas com fundos falsos em tumbas – onde todos eles estão guardados.

Casas da Visão

Algumas cidades já possuem lojas cheias de desenhos que o povo pode ver e copiar (ou ter cópias) por uma taxa, para ajudá-los a partilhar desenhos ou descrições para outros. Essas “casas da visão” são especialmente úteis para o povo iletrado; entre elas estão: Olho de Darraeker em Scornubel (vizinho do Mooroo Pimentas & Vinhos, ao sul da mesma rua; ruas não têm nomes em Scornubel), Gravações em Metal Dathchant no lado oeste da Rua dos Sinos na Quadra do Castelo em Águas Profundas (seis portas ao sul do Teatro Cantor da Luz), Esplendores de Larelko no lado sul da Passarela em Suzail (três portas a oeste da taverna do Velho Anão), e Muremettor em Selgaunt (no centro do quarteirão da cidade imediatamente a noroeste da hospedaria e taverna do Alce Negro). Antes de ser admitido para ver descuidadamente as imagens de uma casa da visão, clientes entram, param à uma distância, dirigem-se até o balcão da loja e pedem para serem apresentados a algo, pagam uma taxa de observação de 2 PC a 3 PP e os proprietários pegam as imagens relevantes “de detrás do balcão” para a observação.

Cópias, se desejadas, variam bastante de preço de lugar em lugar e da qualidade do resultado desejado (resultados começam de uma reprodução razoável como pouca exatidão e elas já custam mais se a imagem conter escritas de qualquer tipo. Preços também serão muito maiores se o cliente quiser uma roupa ou cena, mas com faces e corpos mudados para igual a deles ou uma imagem que eles arranjem ou elementos de outra imagem). A taxa da cópia mais barata será de um rápido rascunho, por 6 PO ou preço parecido, e a mais barata reprodução aproximada de qualquer imagem custará cerca de 20 PO. Copias são quase sempre somente de tinta preta em um fundo branco; a feitura de cópias coloridas é raramente oferecida e é sempre muito mais cara.

Papel

Nas cidades através dos Reinos, papel brochura é bastante usado, mas (certamente) considerado de curta vida; exceto sendo mantido bem longe de toda umidade e frio, ele tende a começar a se deteriorar rapidamente depois de dez anos. Em portos marítimos úmidos, papel brochura pode acabar em pouco menos de três meses. Por essa razão, papel brochura é descartado para documentos legais, proclamações reais e arquivos de qualquer tipo, e pergaminho é usado no lugar.

Pergaminho

Pergaminho é limpo e curado – enquanto é esticado – a partir da pele de animais. A pele de cavalos, esquilos, coelhos, ovelhas, bezerros e cabras são todas usadas para pergaminhos. O mais fino (mais regular, mais claro e mais livre de manchas e oleosidade) pergaminho é a pelica, feita da melhor pele de bezerro (embora alguns donos de lojas inescrupulosos também chamem de “pelica” seus melhores pergaminhos de pele de ovelha e de pele de cabra).

Pergaminhos tendem a serem caros, variando de 2 PP para uma página de qualidade regular até 4 PP para uma página regular de pelica, subindo para 1 PO para páginas muito boas ou muito grandes. Pergaminhos não se desintegram tão rapidamente na umidade como os papeis brochura, mas enfraquecerão com o tempo.

Muitos monges das sedes dos monastérios Faerûnianos são os fabricantes experientes de pergaminhos e pelica, desde o nascimento dos animais até sua preparação para transformar o couro em “páginas” de leitura (tanto para seus próprios propósitos, quanto para vender).

Então, como a maioria de nós não dispomos de úteis tartarugas passeando diante de nós para escrever notas nela, é bom sabermos onde escrever. Nossa próxima coluna (é claro) mergulhará nas tintas – e em algumas alternativas.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
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