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Coletânea dos Reinos
 
Escritos Diários nos Reinos, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Fernando Cruz.


“Eu deveria usar o brinquedo de Vangey de novo?” Azoun perguntou a sua rainha. “Ou explorar um pouco?”

Ele colocou a espada em suas mãos e Filfaeril sorriu um pouco, suspirou e replicou: “Explore. O que mais?”.

“O que mais, certo”, o Dragão Púrpura disse ansiosamente, indo em direção a escuridão. Ele estava dirigindo-se à direção de onde a tartaruga tinha vindo; a Rainha Filfaeril dava uma olhada rápida de despedida na caminhada determinada da pequena besta quando uma pesada escuridão a englobou, e preocupou-se depois com seu esposo, torcendo que ela se encontrasse ao seu lado rápido o bastante para mantê-lo afastado dos problemas.

Por um momento.


Tinta

Tinta que não some é preciosa, exceto ao longo de costas marítimas onde certas lesmas, lulas e polvos podem ser coletados facilmente. A “tinta” das últimas duas espécies ou as conchas esmagadas das lesmas são os ingredientes básicos da maioria das tintas de escrever. Essa tinta base é geralmente misturada com uma substância para mantê-la seca (como um bolo duro ou um pó, em frasco de vidro) tão rápido ou quando exposta aos extremos de calor e frio; e um ingrediente que iniba o desaparecimento. Somente o que são esses dois tipos de ingredientes varia de região em região através de Faerûn, mas eles são todos ou destilados de plantas, ou pós de minerais.

Tintas coloridas são uma mistura de ingredientes com pigmentos adicionais, mais alguma coisa que mantêm a tinta ‘base’ em separado dos pigmentos.

Tintas usadas em magias escritas são muito mais complexas e caras, mas geralmente começam com uma base da melhor tinta do ‘dia-a-dia’, nada menos que sangue de wyvern ou sangue de harpia ou outro fluido ‘base’ é possível. Suas receitas são valiosas, segredos bem guardados e geralmente envolvem ingredientes caros e difíceis de se obter. Alguns sábios afirmam que a tinta do dia-a-dia pode ser usada para escrever magias tão bem quanto as tintas especiais, mas muitos escribas, magos e clérigos de Azuth, Mystra, Oghma e Deneir firmemente discordam, clamando que essas tintas do dia-a-dia ‘gastam’ mais do que o tempo devido para a formulação mágica, esse tempo sendo mesurado em uma mão cheia de dias para as mais poderosas mágicas.

Tintas que desaparecem com o tempo ou com a exposição ao calor ou luz, por outro lado, podem ser feitas rapidamente provavelmente em qualquer lugar dos Reinos que não tenham terrenos congelados ou desérticos; aonde tenha muita, mais muita vegetação e fontes de plantas selvagens (qualquer coisa como beterrabas e certas folhas florestais). Entretanto, os métodos de fazer tintas são geralmente secretos e nenhum deles são rápidos ou fáceis (a pulverização e o cozimento de partes específicas de uma planta estão sempre envolvidos, com temperaturas e marcações de tempo precisas).

Como resultado, 28 gramas de tinta perecível tende a ser vendida por cerca de 4 PO, exceto em lugares ou épocas quando a tinta permanente é encontrada em muita abundância (o que deprecia o preço para baixo cerca de 2 PO por frasco). 28 gramas de tinta perecível colorida tende a custar 6 ou 7 PO (tons metálicos e vermelhos atraentes são mais altamente desejados e, por isso, custam mais).

Um frasco de 28 gramas de tinta preta permanente custa 8 PO e um de tinta colorida permanente de 16 à 20 PO, dependendo do tom. Os preços de tintas mágicas tendem a começar por 45 PO/28 gramas e pode aumentar rapidamente, na maior parte das vezes vendido por cerca de 75 PO/28 gramas.

Cartório de Arquivos

Devido ao resultado das propriedades das substâncias de escrita, pergaminhos tendem a ser usados em cartórios de arquivo nos documentos legais ou oficiais, e papel brochura para pequenos comentários ou blocos de notas. Anões e gnomos produzem tábuas de pedra gravadas com runas, ou páginas ou placas juntas de metal marcado para escrita ‘permanente’. Certas guildas humanas também fazem placas ou certificados em metal marcado (geralmente cobre) para cartas – ou símbolos – com ferramentas afiadas.

Varetas de Contas e Escritas Temporárias

Para acabar com as furiosas disputas sobre pagamentos, os valores são postos com ‘varetas de contas’ e com giz (aonde giz é disponível) ou por rabiscos, em ambos os casos marcando linhas numa vareta de maneira aceita de concordância, uma listra sendo uma unidade; e longas listras com fins cruzados ou círculos tendo significados (por exemplo, dez ou vinte ou uma centena) utilizados por várias companhias reais, costeiras e guildas. O povo possui suas próprias varetas de contas e eles geralmente juntos criam uma nova e especialmente marcada (normalmente com uma cabeça escavada ou pintada) vareta para um acordo entre eles. Guildas e templos geralmente ‘mantêm a salvo’ varetas de contas (por taxa nominal de 1 PC/ano, paga antecipadamente e com qualquer balanço de conta não pago na retirada) para prevenir perdas ou acidentes.

Muitos escritos usados em negociações, comunicados ou no ensino são feitos com desenhos temporários em areia, neve, lama ou cera.

Marcos de Memória e Contagem de Histórias

A grande maioria do povo dos Reinos não tem a luxúria de possuir qualquer coisa para escrever, à exceção de uma vareta, de uma árvore, de uma pedra ou de um muro, aonde uma das perícias ensinadas por eles para as crianças (geralmente pelos avós ou anciões da vila) é a memorização: fixar coisas nas suas mentes olhando um símbolo desenhado ou lembrando um canto rimado ou provérbios curtos. Camponeses geralmente rascunham informações importantes ou símbolos em pedra que formam o ‘chão’ de sua cabana ou chaminé; são as pedras então colocadas na parte de baixo do lugar com os escritos no lado inferior. Mais do que isso, um rascunho apressado que se assemelha a um sinal ou a uma imagem encontrada em uma pedra é somente uma informação deixada para trás por quem invadiu um vilarejo afastado e massacrou a todos.

Alguns menestréis novatos saem com suas varetas empurradas dentro de suas botas (parecido com a maneira que os bateristas de bandas marciais do mundo real carregam baquetas reservas dentro de suas meias) que são decoradas com uma série de símbolos. Cada símbolo como umas ‘contas de contos’ é um lembrete de uma cena chave de uma famosa ou emocionante história, então um menestrel pode tirar a vareta que é insignificante para a maioria das pessoas e ‘ler’ o desenho de uma história que eles podem embelezar no contar. Bardos podem geralmente pegar uma vareta de contas não-familiar e identificar a história que é contada em um relance.

Nossa próxima coluna levará a maneiras de recordar do passado e dá uma virada a uma diferente direção. Sendo assim, muito mais do Rei e da Rainha de Cormyr.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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