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Coletânea dos Reinos
 
O Barão Vigilante, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Fernando Cruz; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Filfaeril não teve que se apressar.

O Dragão Púrpura de Cormyr parou diante de uma porta de pedra que se ergueu de dentro da escuridão, acima de sua cabeça, embora a pequena maçaneta de pedra estivesse na altura de sua cintura. Trabalho anão, claramente; velho, sólido e expressivo, feito em um muro de pedra lisa que em tudo se assemelha a uma peça maciça ao invés de pedra trabalhada. Também, estendia-se na escuridão além de onde o fraco brilho da arma alcançava, e continuava do outro lado da inquebrável porta dentro da escuridão.

A própria porta tinha cerca de oito Filfaerils de altura, e era profundamente gravada com runas anãs: linhas negras que se entrelaçavam tão intricadamente quanto qualquer monograma nobre ao invés de serem claras e separadas, como ambos os Obarskyrs tinham se acostumado a vê-las. Nenhuma delas era familiar para Filfaeril.

Azoun havia parado de fitar as runas muito tempo atrás. Sua espada ergueu-se como uma tocha para ajudá-lo a ver melhor, ele estava observando algo que tinha sido recentemente pintado em uma gravura anã.

Um meio círculo tão alto quanto um homem incluía a cabeça com um bico em forma de gancho de uma águia. Essa cabeça estava voltada para a esquerda, lateralmente, mas encarava os dois Obarskyrs: fendas na tinta grosseira e pálida encobriam uma nítida fileira de três olhos.

Filfaeril sentiu Azoun endurecer; qualquer que seja o significado desse símbolo, ele o reconheceu – e não favoravelmente.

“Onde nós estamos?”, ela murmurrou próximo do ouvido dele.

“Maerantide”, Azoun assobiou, sacando sua espada como se esperasse uma batalha.

“Use o brinquedo de Vangey”, Filfaeril lhe disse calmamente. “Agora”.


Durante anos, Harpistas e sábios têm especulado quem poderia ser o próximo a tentar fundar um reino entre Cormyr e Amn, nas ocupadas rotas de caravanas entre a Costa da Espada e o Mar das Estrelas Cadentes.

Trolls, dragões invasores famintos e os poderosos nativos de Tun já haviam tentado frustradamente antes, mas isso não impediu a cobiça de tentar – geralmente pela ocupação e reconstrução de um dos marcos ou das antigas e arruinadas fortalezas da região, proclamando-se lorde disso ou rei daquilo, e tentando reforçar sua vontade por meio de cavaleiros poderosos portando lanças.

Quando aqueles cavaleiros eventualmente morriam, voltavam-se contra eles ou fugiam, os pretensos regentes normalmente desapareciam, não sendo vistos novamente, e os mercadores de caravana sorriam tanto por resignação quanto por alivio, resmungando sobre monstros saqueadores ou vilões Zhents ou que “os deuses não queriam que tal reino existisse”, e continuavam a preparar suas caravanas para se defender nas longas jornadas de leste a oeste através do que uma vez já foi um país aberto, mas sem leis.

O último poder que se ergueu ao longo da rota de comércio foi Azadarr Darkyn, autoproclamado Barão de Maerantede, um mercenário Calishita de cruel reputação que liderava sua companhia de espadas de aluguel a ocupar a longamente abandonada Fortaleza Luhklyn, na primavera de 1372 CV, e a reconstruíram em um simples e carrancudo forte de pedra, agora chamado de Maerantede (“May-urr-na-TEED”).

Do topo do seu castelo, o Barão de Maerantede agora controla o melhor campo natural a oeste das Montanhas da Corrida do Gigante e a leste de Iriaebor, um prado protegido pelo Pico Luhklyn (a oeste) e o Ahmaer Tor (ao sul), que tem um lago pequeno e de água potável na base do pico. Três dias de jornada a sudoeste de Priapurl, na borda ocidental dos Campos Verdes a meio caminho entre Easting e a Montanhas dos Trolls, ele está somente um pouco ao sul da rápida rota entre Iriaebor e Priapurl e situado num local ideal para dominar todos os caminhos de Priapurl através da Floresta das Cobras até Eshpurta (e portanto, o resto de Amn e pontos ao sul).

Darkyn comanda cerca de uma centena de guerreiros veteranos bem armados e um punhado de magos experientes em conjurações em campo de batalha. Ele também conta com a ajuda de alguns clérigos de Tempus e Waukeen, e tem espalhado a palavra de que “Os Cavaleiros de Maerantede” protegerão todos os comerciantes que acamparem perto de seu castelo ou que passarem através de seu baronato (embora exatamente onde as fronteiras do seu baronato ficam seja problema de alguma disputa). Além disso, ele garante terra livre e proteção a todos os ferreiros, criadores de cavalos, treinadores de cavalos e rancheiros de ovelhas que povoem Maerantede, para que “essa nova terra pacífica possa acolher e ajudar caravanas mercantes corajosas e trabalhadoras que enriqueceram a todos nós, ao carregar bens por toda terra entre os dois Grandes Mares”.

Tudo isso seria muito bom (assumindo que Maerantede sobreviveu a inevitáveis tentativas de investidas Zhent e de Thay, com intenção de dominá-la, além das invasões de trolls das montanhas próximas) se não fosse por causa da verdade suja que os Harpistas e Elminster acabaram descobrindo. Rumores sussurrados eram verdadeiros: longe de lutar duramente contra as brigadas e foras-da-lei que estavam montando um agudo e súbito aumento nos ataques nas trilhas do terreno durante 1373 CV, o Barão de Maerantede estava tanto coletando altas taxas de proteção daqueles que acampavam sobre sua proteção – quanto patrocinava as “brigadas” e os “foras-da-lei”, que eram realmente seus próprios guerreiros, retiradas suas armaduras de cavaleiro, mas armados com preciso conhecimento para aproximar-se da presa.

Resumindo, o Barão Vigilante (como foi escrito no seu título proclamado) é uma sangrenta fraude, essa criatura de coração negro de tantos contos de taverna: o barão ladrão.

Mais sobre o vilão Barão Vigilante na próxima coluna. Faerûn nunca viu a falta de vilões de corações negros – mas em compensação, a demanda por eles também raramente diminui.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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