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Coletânea dos Reinos
 
O Barão Vigilante, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Fernando Cruz; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


“Imediatamente, meu amor”, o Rei de Cormyr concordou, usando seu polegar para colocar o anel em seu dedo do meio, sua espada ainda desembainhada e pronta na sua outra mão.

Houve uma súbita irradiação de luzes dançantes do rubi, e ele blasfemou com severidade, balançando sua mão por causa da dor.

“Alguma… magia maligna!”, ele resmungou. “Posso sentir uma mente procurando pela minha, e não é nem um pouco amigável. Não me viu ainda, mas está impedindo que o anel de Vangey nos tire daqui!”

Filfaeril segurou a mão de seu esposo, retirou um pingente que estava em seu corpiete e tocou com sua pedra o anel de teletransporte de Azoun.

Houve um brilho cegante, Azoun blasfemou novamente quando o brilho feriu seus olhos – um súbito grito ecoou  em suas mentes.

Então névoas azuis surgiram ao seu redor novamente, enquanto Filfaeril sorria um pequeno sorriso maroto.

“O que foi isso?”, Azoun sussurrou, quando a câmara desapareceu e alguma coisa mais parecida com uma grama irregular surgiu debaixo de suas botas.

Um dos meus pequenos segredos, senhor do meu coração”, a Rainha Dragão disse satisfeita, linhas de fumaça surgindo da gema em seus dedos.

Azoun lançou-lhe um olhar penetrante.  Foi o suficiente para satisfazer sua prudência e que ele agora deveria sorrir fortemente, saudando e agradecendo sua dama.

Então ele o fez.

As névoas afastaram-se novamente, revelando novos arredores ainda mais surpreendentes.

O auto-intitulado Barão de Maerantede deixa caixeiros viajantes, peregrinos, enviados reais e pequenas caravanas viajarem sozinhos através da terra (contanto que eles contribuam com a proteção de seu campo, pagando taxas para isso), mas secretamente ordena – e lucra com – ataques a grandes caravanas, incluindo muitas que evitam Maerantede completamente e procuram passar pela terra bem ao norte.

Convidados no Castelo Maerantede nunca são destratados, e nem desaparecem, mas muitos se lembram de ter horríveis pesadelos (causados pelas acidentais tentativas dos magos de Darkyn em aprender seus atuais negócios e quantas riquezas e segredos carregam), e partem inquietos por causa da moral e felicidade dos cavaleiros do barão. Suas incertezas, e algumas observações de viajantes que fogem das caravanas atacadas, são a fonte de um punhado de calados, mas negros rumores sobre o “novo e honrado baronato”.

O forte possui séculos de idade e foi construído no topo de grandes câmaras de estocagem de pedra feita por anões mais anteriormente ainda, longe da cadeia de montanhas; magos de Darkyn convocaram elementais para reparar seus muros e telhados, levantando e fundido as pedras quebradas. O Castelo é espartano, frio e seco, mas o barão possui algumas câmaras para convidados, e quartos para si mesmo e seus cavaleiros, cobertos e decorados com tapeçarias, peles e boas cortinas. As moedas que recebe “legalmente” e abertamente, através de taxas para garantir um refúgio seguro, pode apenas servir para alimentar o povo do castelo, se eles fornecerem muito da sua própria lenha e comida.

Entretanto, os assaltos constituídos por sua gente (geralmente trinta ou quarenta guerreiros montados de 6º a 10º níveis, suportados por um mago ou dois que permanecem mais escondidos do que entrando diretamente em qualquer refrega) fingem-se de foras-da-lei, permitindo a Azadarr Darkyn conseguir muito mais moedas do que isso, e ele já possui caixas escondidas cheias de gemas, armas e até itens mágicos (tomados das caravanas) em vários lugares ao redor de seu forte.

Barão ladrão ou não, Darkyn está crescendo o suficiente pra atrair a atenção de várias companhias de comércio, os Zhentarins e até os Magos Vermelhos de Thay (uma vez que tenha mais residentes permanentes para apoiar e alimentar no Castelo, a localização estratégica de Maerantede poderia ser um enclave ideal). Ele poderia muito bem ser removido por alguém procurando tomar seu forte, ou ele poderia crescer em poder o suficiente para se tornar abertamente um vilão e forjar suas próprias alianças com Portão Ocidental ou interesses em Amn ou Scornubel, e se lançar em ataques contra aqueles que o vêem como uma ameaça crescendo tão poderosamente a ponto de não ser combatida.

Azadarr Darkyn é um homem loquaz, de ombros largos, sempre ereto e com cabelos grisalhos, mas com sobrancelhas negras sobre brilhantes olhos azuis escuros (quase negros). Embora seja nascido em Calimshan, o Barão de Maerantede tem a aparência de um Iluskano, e é guerreiro humano 15/ladino 4 caótico e mal (For 17, Int 16, Car 16) que veste geralmente uma armadura completa de resistência à eletricidade maior +2, quando está fora do seu castelo. Ele também geralmente veste suas braçadeiras de ataque às cegas, um anel de escudo mental e um anel de regeneração. Ele habitualmente veste e usa espadas bastardas, espadas longas e adagas em batalha, e assume-se que pelo menos algumas das suas armas favoritas têm poderes mágicos.

Darkyn é também conhecido por possuir uma manopla da fúria, uma máscara da caveira, pelo menos três armadura de cota de talas mágicas de propriedades desconhecidas e um par de luvas do relâmpago, mas mesmo o inquérito de Elminster não revelou todos os itens mágicos que o Barão de Maerantede foi capaz de tomar. A maioria dos nomes e números de seus magos aliados continua um mistério.

O Barão de Maerantede é um ator notável (“muito escorregadio”, um Harpista o denominou), tanto persuasivo quanto bom em parecer ter sábias e benevolentes intenções e motivos, temperados com maneiras severas e resolutas. Ele não agirá contra todos os potenciais alvos que passam antes de saber se ele suspeitar que sejam aventureiros ou, de outra forma, mais do que aparentam. Ele prefere evitar uma potencial emboscada por tais pessoas já que uma emboscada bem sucedida poderia enfraquecer severamente sua forças ou revelar sua verdadeira natureza para toda Faerûn ver.

O nome “Maerantede”, a propósito, é derivado de Thalantede, o nome dado ao pai de Darkyn, e Maerana, o nome de sua mãe. Eles foram armeiros nas Moonshaes e um Paxá Calishita (a quem Darkyn depois matou) os escravizou antes do nascimento de Darkyn.

Nossa próxima coluna deixará o vilanesco barão para trás e se voltará para uma antiga e surpreendente intriga nos Reinos. Colocando Azoun e Filfaeril direto em um exemplo, obviamente.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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