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Coletânea dos Reinos
 
Refúgios Seguros, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Fernando Cruz; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


O Rei e a Rainha de Cormyr se encontravam em uma sala pequena e escura, tornando-se rapidamente aconchegante para eles até que dois globos brilhantes vieram à vida. Um orbe flutuava sobre uma cama circular com roupas íntimas resplandecentes e a outra abaixo de uma mesa. Através de sua luz compartilhada, os Obarskyrs observaram um guarda-roupa, um quadro com cavaleiros e dragões colocado sobre a mesma despojada e vazia mesa, duas poltronas macias e belas o bastante para ser um material élfico, um carpete de um escuro e nada familiar pêlo debaixo de seus pés; e paredes lisas e escuras que curvavam-se para se tornar tanto chão quanto teto – e dispostas com uma completa ausência de portas, janelas ou qualquer outra maneira visível de sair.

“E justamente onde nós estamos agora?”, observou a Rainha de Cormyr, nada menos do que entretida. “Você não tem uma forma de controlar a magia de Vangerdahast?”.

Azoun suspirou. “Se eu tivesse, você acha que ele estaria comandando toda a furiosa Cormyr dia após mês, após ano, nos comandando tão firmemente quanto ele faz com cada último servo e carregador de esterco do reino?”.

Filfaeril moveu seus olhos… e então, surpreendentemente, sorriu.

“Eu quis dizer, senhor do meu coração, se você pode controlar o anel que usa? Ou ele nos levará a qualquer lugar que desejar?”.

“Ele nos levou, eu acredito, de um lugar para o outro numa seqüência que nosso amado Mago Real preparou. Uma seqüência que eu espero – que ele indicou, aparentemente – que seja um circuito que eventualmente nos levará de volta para o Palácio”.

“Suas masmorras, ou seus quartos de dormir ou o sala de onde partimos?”.

Era a vez de Azoun sorrir. “Eu começo a achar que nenhum desses locais do Palácio é preferível a qualquer outro. Eu até ficaria menos surpreso se nosso quarto de dormir estivesse entre eles”.

“Certo, eu tenho que tirar amanhã as tapeçarias que ficam ao pé de nossa cama”, disse sua rainha sombriamente.

“Isso se conseguirmos ficar a uma distância de falar com qualquer servidor do Palácio pela manhã”, Azoun a relembrou gentilmente.

“Ah, esse é meu Dragão Púrpura”. A voz de Filfaeril era doce. “O homem que encoraja e inspira cada moça e jovem de Cormyr com sua segurança. O senhor autoconfiante cuja confiança se espalha sem aviso sobre todos, porque ele sempre diz a coisa certa”.

Azoun lhe lançou um olhar inocente. “Eu vejo uma cama útil… e privacidade. Importa-se de ser encorajadora e inspiradora?”.

“Eu disse ‘autoconfiante’, não ‘sortudo’”.

Azoun e Filfaeril parecem ter sido transportados para uma sala secreta: um espaço mobiliado para o uso de humanos, elfos ou criaturas similares, que não tem entrada ou saída física visível. Nenhum deles ainda tinha notado magias surgindo ou os afetando, nem habitantes ou construtos guardiões… ou um ar ruim.

Eles se beijaram afetuosamente, e então se viraram para olhar os arredores, cada um com o braço ainda ao redor do ombro do outro.

“Então onde você acha que nós estamos, amor?”, Filfaeril murmurou, a mão indo novamente para sua adaga.

“Um refúgio seguro”, Azoun respondeu prontamente. “A quem pertence e onde está, entretanto… eu não tenho a mínima idéia”.

“Um refúgio seguro”, Filfaeril ecoou, atentando-se para as cadeiras vazias e o quadro de cavaleiros e dragões.

“Um pequeno refúgio, um espaço mágico escondido. Elfos criaram isso nos dias antigos. Dizem que Myth Drannor era recheado de literalmente centenas – talvez milhares – deles. Você lembra do Refúgio Seguro, encontrado ao se subir na Pedra do Acordo e pulando dela justamente na direção certa...?”.

“Quebrando pernas ou pior se você erra e cai no chão?”, Filfaeril disse sombriamente. “Eu sei muito bem o que refúgios seguros são. Eu também ainda sei muito bem o que Vangerdahast é. De quem é este refúgio e por que ele causou sua visita? É aqui onde ele esconde as pessoas que ele não quer que nós – ou diversos assassinos nobres – encontremos, você não acha?”.

Azoun suspirou. “Eu tenho que pensar sobre isso, Fee? É pensando que parece que sempre arranjo problemas. Nós não podemos apenas usar a cama e parar de se preocupar com toda Faerûn um pouco?”.

“Não”, a Rainha Dragão disse enfaticamente. “Tais luxurias não são para aqueles que vestem coroas. Vangerdahast pode estar ocupado casando com ambas de nossas filhas bem neste momento e declarando-se Mago-Imperador de toda Cormyr”.

Azoun estourou. “Se ele tentar, é melhor que corte fora a língua de Tana e a mão da espada de Luse primeiro, ou ele terá o mais curto reinado de todos…”.

Filfaeril gargalhou. “Mantenha esse pensamento, meu senhor. Esse é um ponto de vista que posso saborear”.

O Dragão Púrpura riu. “Bem, esse é um deles”.

Azoun de Cormyr está correto: refúgios seguros foram criados em grande número por elfos nos primeiros séculos, mas nenhum deles é feito agora, porque aqueles que os criaram posteriormente viram os seus perigos. A presença de um refúgio seguro enfraquece a feitura planar, permitindo que magias de teletransporte e propagação de dimensões penetrem no lugar mais facilmente, e visitantes não intencionais (monstros) que “atravessam as paredes” e cheguem sem aviso e sem anúncio.

Este foi um fator contribuinte para a queda de Myth Drannor durante as batalhas do Ano da Queda, tanto que monstros oportunistas e forças do Exercito da Escuridão geralmente apareciam sem aviso no coração da cidade, pegavam o povo de surpresa e os destruíam em seus mais privativos quartos de suas próprias casas.

Refúgios seguros são chamados de “refúgios élficos” por muitos sábios humanos e eles algumas vezes se confundem levemente com mais os comuns e visivelmente parecidos refúgios feitos antes e (raramente) desde as épocas quando refúgios eram populares: redes de câmaras subterrâneas, tumbas ou covis “trancados por terra” (salas enterradas ou cadeias de salas que não mais tinham uma entrada física ou saída para áreas acima do solo ou passagens adjacentes ao Subterrâneo) que eram ligadas por portais para uma sala ou local de Faerûn.

A alegre realeza Cormyriana retornará na nossa próxima coluna, aonde veremos se eles aprenderam o suficiente sobre refúgios seguros pra encontrar a forma de saírem deste.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
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