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Coletânea dos Reinos
 
Refúgios Seguros, Parte Três

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


“Nada,” Azoun Obarskyr disse por último. "Nada além disso."

Ele olhou fixamente para o rolo de cordão duvidoso, e o segurou, mostrando-o para sua rainha.

Sem hesitação, Filfaeril ordenou: “desfaça o nó.”

“ O quê?”, Azoun franziu para ela, e depois para o cordão. Existia um nó, um simples, no fim do cordão.

Ele deu de ombros e desatou o nó.

E a parede comum de matiz amarronzada próxima do canto onde ele estava derreteu e deixou os raios de sol salpicarem a sala, acompanhados por tímido farfalhar de árvores e canções de pássaros.

Azoun fitou a abertura oval que não estava ali um momento atrás, respirando a brisa fresca da floresta que passava através dela, encolhendo os ombros novamente e oferecendo a sua esposa o seu braço.

Sorrindo muito timidamente, Filfaeril o tomou e juntos eles caminharam pelo verde esperando firmeza.


Nosso casal real apenas encontrou por acaso com uma das mais simples “saídas de emergência” que um criador de refúgios seguros pode inventar. A criação de um refúgio seguro definitivamente leva a um exame — motivo pelo continue lendo. Onde os faerûnianos dizem “nó”, poderemos dizer “meia amarra”.

Construção de um Refúgio Seguro

Refúgios seguros podem ser construídos por conjuradores épicos que possuam e conjurem as magias certas no processo correto (e complexo).

A menos que um pretendente a criador de refúgios seguros tenha acesso a um processo específico (mesmo que seja um registro escrito ou com um criador de refúgios seguros cooperativo), o personagem deve desenvolver o processo — um difícil desafio de especulação e de tentativa e erro que freqüentemente resulta em falha ou em um refúgio seguro espartano ou de vida curta (um Mestre pode escolher julgar o sucesso no desenvolvimento do processo, aplicando as regras modificadas que governam os Rituais de Fundação do livro de referência Weapons of Legacy; meditação, buscas para obter o sangue ou órgãos de uma criatura extra-planar ou etérea específica e eventos similares podem estar envolvidos).

Especialistas disponíveis em criação de refúgios seguros (quase todos eles são baelnorn ou elfos magos de longa viva que podem manusear alta magia) são muito poucos — e especialistas em refúgios seguros dispostos a discutir sobre estes assuntos são ainda mais raros. As melhores bibliotecas, como as do Forte da Vela, podem possuir pistas fragmentadas e referências para sugerir alguém sobre como tentar desenvolver um processo de criação de um refúgio seguro na direção correta, sugerindo os passos necessários e os encantos possíveis (ou efeitos mágicos que devem ser alcançados se o encanto exato permanecer desconhecido).

A criação de refúgios seguros sempre envolvem numerosas e precisas conjurações de magias e freqüentemente múltiplas aplicações do mesmo encanto. Os passos necessários em toda construção de sucesso de refúgios seguros podem ser esboçados como se segue:

O espaço extradimensional deve primeiro ser criado e imediatamente ancorado (para um ponto específico dos Reinos, geralmente onde está a sua entrada e onde o portal de saída posteriormente será criado). Nesse tempo o espaço deve ser moldado (dando-lhe o espaço e dimensões permanentes). Uma vez que o espaço está estável, um item especialmente preparado (ou itens, mas ao menos deve haver um) deve ser ligado as suas “paredes” (superfícies exteriores contínuas) e marcada onde futuras expansões ou pontos de acesso serão planejados.

Ao menos um destes itens é naquele momento substituído por um portal (permitindo acesso ao interior do refúgio seguro), e o item é depois disso destruído ou convertido — por outras magias — em uma chave de portal (outros itens podem ser deixados “nas paredes” para uso futuros).

Magias são conjuradas na parede (a “pele” ou esfera” do espaço extradimensional) para dá-lo uma temperatura e umidade características, para ligá-lo a fontes de ar fresco do Plano Material, e fornecer algum tipo de medida de permanência e estabilidade.

Desaparecidos dos arsenais da maioria dos conjuradores arcanos de hoje, estão magias vitais para estabilizar um refúgio seguro, fazendo-o que este persista ano após anos (e não desaparecer em questão de dias, ou se transformar em uma cavidade preenchida com magia selvagem ou traços etéreos, por influências planares e flutuações de energia na Trama local). Estas magias estavam entre os mais cuidadosamente guardados segredos élficos de família, mesmo nos dias de glória de Myth Drannor, e estão amplamente esquecidos nos dias de hoje.

Mais conhecidos, ainda que raramente, estão as magias que ligam as paredes às fontes de ar fresco, motivo pelos quais a maioria dos poucos refúgios seguros de criação moderna possuem portais pequenos ligados aos seus arredores imediatos. Como se pode esperar, estes buracos podem permitir que sons ou luz passem para dentro vindos do exterior, e indivíduos do lado de fora podem conjurar algumas magias e projéteis para dentro do refúgio seguro. De fato, aqueles que estiverem foram podem tentar “desentocar” seres que estejam dentro do refúgio seguro pelo uso de fogo, podendo matar ou tornar inconscientes aqueles que escolherem permanecer dentro do refúgio seguro.

O Colapso de um Refúgio Seguro

O que acontece quando uma magia ganha efeito dentro de um refúgio seguro depende inteiramente das características que seu criador dá ao refúgio seguro (geralmente por efeitos das magias conjuradas sobre a parede). Refúgios seguros podem e entram em colapso, geralmente quando estão sobre violentos ataques mágicos, como quando uma magia de desintegrar é conjurada, ou efeitos mágicos conflitantes causam efeitos de magia selvagem que destoem ou “distorcem” a parede.

No colapso de um refúgio seguro, criaturas e itens dentro dele são arremessados para fora através de um seus portais (o portal “suga” o que houver no interior quando ele entra em colapso, porque o colapso começa do refúgio seguro em direção os destinos aos quais estão ligados). As criaturas perdem o equilíbrio e caem (CD 15 de teste de Reflexos para evitar deixar cair itens que carregam) e são (assim como todos os itens que usam ou carregam) são atingidos como se atacados por uma magia de vórtice de energia, conjurada por mago de nível 20 (Spell Compendium, página 81): uma explosão instantânea de eletricidade que causa 1d8+20 pontos de dano (teste de Reflexos para receber a metade; aplicam-se resistência à magia, assim como imunidades e resistências que as criaturas possam ter a eletricidade).

Caramba! Provavelmente é uma sábia idéia deixar os refúgios seguros para trás e começar algo inteiramente novo no próximo artigo. Azoun e Filfaeril estão esperando que não seja sobre uma armadilha, esterco de tarrasque ou (ufa!) um plano envolvendo alguma invenção.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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