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Coletânea dos Reinos
 
Abrigo de Sember, Parte Dois
Lenda e Mistério
Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


“Podemos corrigir aquela frase para ‘amedrontado e privilegiado e em outro lugar’, talvez”, sugeriu a Rainha Dragão.

“Minha rainha”, O Rei de Cormyr retrucou, pondo um braço ao redor dela, “seu desejo, como sempre, me comanda”.

“Bem, agora”, Filfaeril observou, enquanto o anel de Vangerdhast brilhava vivo, “isto é que é uma revelação!”


Enquanto Cormanthyr crescia em sua grandeza, Abrigo de Sember era amplamente deixado para os elfos insanos ou doentes. O local de nascimento e partos do reino (onde as crianças élficas podiam nascer entre as coisas verdes que crescem e aprender as maneiras das florestas, ao invés do barulho e confusão de Myth Drannor ou do cansaço de Tel-quessir doentes e exaustos) tinha sido movido para Árvores Emaranhadas, uma comunidade fervilhante dentro de uma vasta barreira labiríntica de árvores vivas. A maioria dos elfos que habitava entre os Picos do Trovão, Mar da Lua, Orla do Dragão, e Lagoa do Dragão trazia seus filhos para lá para viverem em relativa segurança dos adversários. Elfos muitos frágeis e doentes eram levados para a remota tranqüilidade de Abrigo de Sember.

Depois da queda de Myth Drannor (e dos ataques a Árvores Emaranhadas que deixaram-na amplamente arruinada e abandonada), a área recentemente protegida pela névoa do Abrigo de Sember novamente tornou-se um tipo de refúgio, com a ajuda de alguns humanos poderosos e meio-elfos druidas trabalhando em suas fronteiras. Um destes era Aubaerus, o Mestre dos Corvos, a quem Silvanus concedeu uma vida muito longa em troca de sua dedicação a tarefa. Aubaerus ainda está vivo e são até hoje, seis séculos e meio depois de executar seu primeiro auxílio no “Isolamento do Abrigo de Sember”.

Os elfos receberam uma lição no conflito em que Cormanthyr foi destroçada — não importa o quão impressionante e protegido um assentamento possa ser, ele é um alvo fixo que os adversários podem por fim superar com ataques repetidos.

No final do Ano do Destino (714 CV), os mais poderosos e influentes elfos sobreviventes de Cormanthyr tomaram a decisão de não fundar novos assentamentos em Abrigo de Sember. Ao invés disto, eles adotaram um estilo de vida nômade. Milhares de árvores-casa e cavernas-esconderijo foram construídos por toda a área, ajudada pela tradicional “jardinagem” élfica dos bosques para moldar o crescimento das árvores e arbustos em lugares determinados, dando-lhes as formas desejadas. Desta forma, os elfos criaram muralhas naturais e emaranhadas que, em combinação com as irregularidades do terreno, encaminhavam os intrusos ao longo de certas rotas por tornar impossível o movimento em outras direções. Famílias élficas “dentro de Sember” moviam-se constantemente, nunca se aglomerando em grande número, exceto para responder a intrusos.

Povoamentos existentes tais como Aluiantl, Llanthorn, e Muirllar foram abandonados. Aluiantl, que era conhecida por ser conhecida dos adversários de Cormanthyr, foi até preenchida de armadilhas para receber os intrusos, e de vales povoados com animais carnívoros da floresta a poços de espinhos (magicamente alterados de espinheiros vivos naturais) e até de gigantescas quedas preparadas de árvores imensas e delicadamente equilibradas — e ainda crescentes!

Bandos errantes aparte, como o liderado por Alok Lança de Prata, os elfos desapareceram do contato humano, e uma história espalhou-se de que eles todos morreram ou foram levados por grandes malignidades que os espreitavam, oriundas de magia morta-viva decaída, doenças, monstros e demônios que vagam ainda na área. Luvon Mantoverde, o solitário e visível enviado élfico, ‘confirmou’ estas ameaças e a retirada de todos, menos de um punhado de Tel-quessir aterrorizados ou insanos (repetidamente — e, é claro, falsamente — informando isto a todos os que perguntavam para onde os elfos haviam ido partindo das terras ao leste dos Picos do Trovão; um engodo que Elminster e outros aliados dos elfos confirmavam conscientemente). Rumores foram plantados que magias rastejantes de mortos vivos se alimentavam e consumiam itens mágicos élficos e que monstros rondavam as terras ermas consumindo moedas ou gemas, desencorajando assim caçadores de tesouros.

Até hoje, não existem assentamentos permanentes (ao menos, da forma como os humanos entendem o termo) em Abrigo de Sember. Um viajante não observador e descuidado que atravessasse a região poderia até mesmo pensar que se tratava de um lugar de natureza intocada — mesmo que se caminhasse embaixo de muitos dos literalmente milhares de trazaethe sobre sua cabeça.

(Trazaethe é uma palavra ás vezes expressa como trazaith, significa “casas vivas das árvores”. Ela se refere às habitações tamanho família que consistiam de câmaras ligadas por galhos superiores, intrincados e vivos, de árvores grandes).

Um aglomerado de habitações élficas (sempre ligadas por pontes de cordas, cordas ou escadas) de tamanho igual ao de uma aldeia ou de uma pequena vila é conhecido como um miior (flor compartilhada). Abrigo de Sember continha centenas de miior. Diferentemente de outros assentamentos no solo, entretanto, estes eram ocupados somente de tempos em tempos.

Como resultado de seus estilos de vida, os elfos de Sember conhecem intimamente as localizações precisas de não somente marcos e trilhas, mas de habitações, armadilhas, e milhares de locais escondidos (principalmente em árvores, mas também em fendas, cavernas na floresta e até em porões cobertos por vegetação de edifícios hoje desaparecidos). Os elfos de Sember têm muito poucas posses. Seus adornos geralmente têm dupla função caso sejam itens do dia-a-dia ou tripla função caso sejam itens mágicos. Por exemplo, um pingente de gemas pode funcionar como lente de aumento, ter uma cavidade oculta para carregar pó mágico ou medicinal, e ter os poderes de uma lanterna da revelação, um amuleto de proteção contra veneno, uma pérola do poder, ou um medalhão de pensamentos. Os elfos de Sember sempre sabem os locais mais próximos onde as armas, magias, comida e outros suprimentos (bandagens, água limpa, talas, mantos, cobertores e camas de lona) estão armazenados.

No nosso próximo artigo, iremos descobrir onde o Rei e a Rainha de Cormyr terminaram e explorar outra faceta do Conhecimento dos Reinos com eles.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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