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Coletânea dos Reinos
 
Visitas de Estado em Cormyr, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


“Tome um fôlego profundo, aperte sua têmpera firmemente com as duas mãos, e leia”, Filfaeril disse alegremente. “E tente entender e relembrar do que está escrito também, porque eu irei fazer uma pergunta ou duas sobre isto mais tarde”.

“Fee”, Azoun perguntou lamentosamente, “porquê está fazendo isto? Não poderia somente...”.

“Vai matar alguém? Vai torcer meu pescoço? Vai fazer você gerar outro —”

“Muito bem, muito bem, muito bem!”, disse apressadamente o Rei de toda Cormyr, quase arrebatando o pergaminho, sob o doce sorriso de Filfaeril. “Sua escravizadora”, emendou, após respirar.

“Seu bárbaro”, ela respondeu carinhosamente, o beijando.

O documento prossegue:

2. Proclamação

Nenhuma ação de nossa parte a não ser os informes seguintes de desempenho para o Mestre das Listas.

  • Os arautos formalmente informam os lordes locais dos itens relevantes no itinerário da visita, e postam proclamações públicas sobre o mesmo (1) e um “pronunciamento” (fazem um anúncio público, seguindo um texto preparado no palácio com foco no que a Coroa quer que os cidadãos saibam e no desejo do convidado em encontrar com representantes, descontentes, antigos conterrâneos, enviados comerciais, e relacionados).

  • A postagem de proclamações pode ser delegada aos Dragões Púrpuras ou aos oficiais locais da corte, mas pronunciamentos não.

Eventos posteriores variam de visita para visita, de acordo com as especificidades do itinerário, mas uma listagem típica é exibida aqui, numerada continuamente com os passos precedentes assim como as comunicações da seqüência usual dos acontecimentos. Consultas ao Encarregado de Protocolo e aos Arautos da Corte bem como a providência de todos os seguintes passos de uma visita deve assegurar que maiores desastres diplomáticos sejam evitados.

3. Chegada

A chegada sempre envolve uma cerimônia, seja no porto ou em uma praça ou caminho adequado, com fanfarras e/ou discursos de boas vindas.

Depois segue-se uma parada e/ou um cortejo escoltado (desfile e/ou transporte escoltado a uma residência real).

A quantidade de pompa e cerimônia varia com o desejo do visitante, preocupações com segurança, locais de chegada (grande cortejo saindo dos portos de Suzail, sim — grande cortejo saindo dos portos para cidadela na base naval em Marsember, não — acompanhamento por guardas de honra, provavelmente sim).

Mestre dos Banquetes e Arautos da Corte cuidam dos detalhes da cerimônia

  • O Mestre dos Cavalos providenciará coches cobertos (coches abertos somente se a segurança e o clima permitirem, se somente o clima for a preocupação, os coches fechados ainda assim devem estar prontos e próximos em caso de mudanças repentinas).

  • O Mago de Guerra da Corte cuida de escoltas e proteções.

  • Os Altos Cavaleiros atuam como agentes da coroa para determinar exatamente quantas pessoas estão na comitiva estrangeira e se assegurar que eles permaneçam na comitiva. Se alguém se desviar, deverá ser seguido (com a ajuda dos Magos de Guerra).

  • Os Dragões Púrpuras formarão a escolta uniformizada e a guarda de honra.

4. Apresentação à Corte

Geralmente ocorre no mesmo dia da Chegada, a menos que a viagem ou a saúde das personalidades visitantes requeiram atitude diferente. A apresentação envolve uma cerimônia completa e formal com discursos, possível trocas de presentes e boas vindas por parte da coroa.

  • O Mestre dos Banquetes e os Arautos da Corte verificam os detalhes da cerimônia, obtendo a aprovação da Coroa ou Regente, Mago Real, Encarregado do Protocolo, Alto Lorde Marechal ou Lorde Protetor Interino do Reino.

  • O Encarregado do Protocolo reúne uma lista das pessoas selecionadas que receberão convites.

  • Os Pajens Reais entregam os convites.

  • Os Altos Cavaleiros e Magos de Guerra (os designados pelo Mago Real) fazem os arranjos de segurança em consulta com o Alto Lorde Marechal.

  • Os Organizadores observam a disposição dos Chefes de Cerimonial e dos Dragões Púrpuras.

5. Banquete de Estado

O banquete é geralmente realizado na tarde do mesmo dia da Apresentação. Todas as preparações para o banquete são semelhantes às da Apresentação, com o acréscimo das Cozinhas Reais e Serventes, que devem aderir ao itinerário.

6. Reunião de Protocolo

Geralmente ocorre durante a noite ou ao amanhecer do dia imediatamente seguinte ao Banquete de Estado. Os mesmos oficiais da corte envolvidos na Apresentação, recebem (privativamente) os enviados estrangeiros da personalidade visitante.

  • O itinerário deve ser confirmado e a aprovação obtida para todas as mudanças.

  • Os altos Cavaleiros e Magos de Guerra serão incumbidos de provir esta reunião de absoluto sigilo, sob o protocolo de extrema discrição.

7. Audiência Real

A audiência é geralmente realizada depois do banquete-do-alto-sol no dia seguinte ao Banquete de Estado. A audiência é uma discussão relaxada e privada entre a Coroa ou Regente e a personalidade visitada.

  • Servos e atendentes devem estar presentes da forma que foi determinada pelo itinerário e suas mudanças na Reunião de Protocolo.

  • Os mesmos oficiais da corte indicados para a Apresentação conduzirem as mesmas funções. Convites devem ser limitados aos nobres essenciais e funcionários.

  • O Mago Real determina aquilo que os Altos Cavaleiros e Magos de Guerra devem ouvir em sigilo, sob protocolo de extrema discrição (2). Sua decisão é comunicada depois ao Mestre das Listas, ao Sábio Real, e a Coroa, mas não é compartilhada com nenhum de nós.

8. Recepção

O festim da tarde deve ocorrer no mesmo dia que a Audiência Real quando possível, com um jantar em câmara privada, descanso e banho para as personalidades visitantes entre os eventos, se necessário. Somente uma lista seleta de pessoas é convidada.

A recepção consiste de bebidas, conversas, e entretenimentos leves (menestréis em palcos) com o objetivo de encorajar uma amistosa confraternização entre os visitantes e a corte.

  • A família real pode aparecer separadamente em roupas casuais, sem os paramentos reais, o que exigirá total segurança.

  • Todas as preparações e oficiais da corte envolvidos no Banquete de Estado desempenham funções idênticas aqui.

O braço de Filfaeril é removido do pescoço de Azoun momentaneamente, e então iremos ver o que eles descobrem sobre esta misteriosa passagem secreta no nosso próximo artigo.

Notas de Rodapé:

1. O Mestre das Listas é o arquivista da Corte Real (um papel desempenhado no palácio pelos Escribas Reais). Para um exemplo de uma proclamação, veja a cena de abertura do conto "The Long Road Home" no livro The Best of the Realms Book II: The Stories of Ed Greenwood, publicado pela Wizards of the Coast em 2005.

Aqueles não familiarizados com Cormyr são avisados que o Palácio Real e a Corte Real são dois edifícios diferentes em Suzail. O Palácio permanece nos Jardins Reais, ao norte da Corte, com o “Lago Azoun” entre eles. Ele se situa “atrás” da Corte Real, a qual é bastante escondida da visão do público. A Corte Real é uma vasta série de edifícios conectados onde a maioria dos cortesãos trabalha e onde muitos vivem. Isto é tudo que a maioria dos cormyrianos vêem do que é coloquialmente chamada de “Corte”, significando os cargos onde gente bem vestida aparece diante do monarca ou encontra-se socialmente com ele ou com funcionários da corte, ou local onde enfrentam a justiça.

2.“Protocolo de extrema discrição” pode ser asperamente traduzido como “espionagem”. Isto geralmente envolve sigilo e muitos observadores disfarçados com apoio e supervisão mágica dos Magos de Guerra. Os espaços para cargos que requerem esta função são preenchidos na medida do possível, entre aqueles que têm pronto acesso via passagens secretas, visores ocultos e assemelhados.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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