Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Coletânea dos Reinos
 
O Olho Piscante, Parte Um

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


“E não jogue isso fora”, Filfaeril disse decidida. “Me dê isso aí se não quiser carregar e eu coloco por baixo de meu corpete. Isto é um documento de estado, e eu estou certa que muitos assassinos dariam muito para colocar suas mãos e aprender sobre quem atacar e como selecionar as melhores oportunidades para fazer seu trabalho sujo”.

Azoun entregou-lhe o pergaminho, e suspirou. “Agora podemos explorar esta passagem?”.

“ Certamente, meu dragão. Desembainhe seu aço e mostre o caminho.”

A face do Rei de Cormyr escureceu enquanto ele guardava sua adaga e sacava sua espada. Filfaeril prontamente segurou sua pedra luminosa e piscou, sabendo que Azoun poderia reduzir a emanação de sua espada para um mero brilho.

Ele prontamente o fez, e eles esperaram para que os seus olhos se ajustassem ao brilho antes de avançar cautelosamente, Filfaeril seguindo em fila atrás de seu marido.

Azoun mal tinha dado quatro passos em direção a um canto quando começou a murmurar: “Eu acho que sei onde nós estamos”.

Filfaeril gesticulou com suas mãos em uma pergunta sem palavras. “O Olho Piscante”, ele explicou.

As sobrancelhas da Rainha Dragão elevaram-se até a testa, mas “Oh ho” foi tudo o que ela disse.


O povo em Suzail conhece O Olho Piscante como uma parte do Passeio, um tranqüilo bar onde homens velhos e barbados — e também anões e gnomos velhos e barbados — vão para dormir sobre suas canecas de cerveja e murmurar sobre os velhos tempos e glórias passadas “quando as coisas eram muito melhores do que são agora — ô se eram!”

“ O Olho” é considerado um lugar ordinário e muito ultrapassado. Tem preços baixos, mas é simples, com nenhum menestrel ou bufões, e nenhuma (para tomar emprestado uma frase favorita usada amavelmente por lojistas de Suzail, quando descrevem as atrações aos visitantes) “moça-pagas-para-diversão e tapas”. Não há nenhum jovem de fora da cidade a fazer confusão ou fanfarronices apesar do que os ricos e nobres possam sonhar ao por os pés no Olho, e ele raramente hospeda brigas e acontecimentos dignos de comentários (além de murmúrios de lamento sobre esse ou aquele velho barbudo que caiu morto com sua última cerveja terminada pela metade, morto por nada mais do que o desgaste dos anos).

Há ainda um certo povo de Cormyr que conhece o Olho por ser um estabelecimento bem mais interessante do que a decadente taverna parece ser. Ele fica em uma esquina e, ao longo dos anos, foi expandido com vários prédios adjuntos, todos com o estilo de construção duro dos anões, paredes de pedras e telhados de ardósia.

Dentro da maioria de suas paredes estão passagens secretas conectando os fundos de certos guarda-louças e licores, e grandes barris falsos de vinho (são barris gigantescos, de localização fixa, duas vezes a altura de um homem, que enchem as adegas de muitos restaurantes e tavernas. Eles preenchem barris menores e portáteis, colocados em buracos no piso térreo das salas, através de largos funis). As passagens levam para adegas em edifícios próximos e guarda-roupas e guarda-louças semelhantes nas salas superiores do Olho.

A rede de lugares escondidos era o velho lar de contrabandistas, que se encontravam aqui (chegando e saindo sem ser visto) para comprar, vender, e trocar cargas ilícitas e seqüestrar cormyrianos notáveis. Damas da noite alugavam quartos para entreter clientes nobres. Cleros de vários deuses (especialmente Loviatar, Sharess e Talona) que desejassem conduzir rituais privados também alugavam câmaras ocasionalmente, e um pequeno número de piratas e foras-da-lei esporadicamente alugavam espaço para se esconder por uma noite ou temporariamente ocultar um corpo ou um contrabando que fosse facilmente reconhecível.

Houve uma época em que o Príncipe Azoun (o mesmo Azoun que mais tarde ascenderia ao trono para prosperar como Azoun IV) e seus companheiros, o bando de aventureiros conhecidos como Os Homens do Rei (apesar de conter mais mulheres do que homens, a maioria de origem nobre e avidamente devotados a desafiar ambas as autoridades reais e familiares), alugavam todos os caminhos escondidos do Olho e suas salas superiores como um local de encontro e refúgio.

Por mais do que uma temporada, eles viveram, amaram e conspiraram nas salas superiores do Olho que, em sua existência, hospedou:

um impaciente (e as vezes errante) golem;
todo o tesouro roubado de um vendedor e comerciante sembiano
seis enviados thayanos determinados e furiosos que vendiam drogas e venenos a tolos nobres cormyrianos.
Uma arca cheia de garras rastejantes
uma princesa de uma cidade-estado ao sul em estado de êxtase mágica, escondida em um barril de zzar.
um conjunto de rubis idênticos cuja proprietária, uma matrona da casa nobre Illance, mobilizou metade do reino em um tumulto por conta de sua busca fervorosa (o que foi uma oportunidade de ouro para os Homens do Rei para iniciar uma súbita confusão entre os servos, seus mestres raivosos, e investigadores contratados para encontrar o objeto);

Nós viramos somente a primeira página do livro do conhecimento sobre o Olho Piscante. Aprenda mais no próximo artigo!



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.