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Coletânea dos Reinos
 
O Olho Piscante, Parte Dois

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


“Esse foi o lugar onde eu escondi algo que eu realmente já devia ter recuperado anos atrás”, o Rei de Cormyr murmurou, enquanto mexia em algo na parede.

Uma parte dela, semelhante a uma porta lentamente movimenta-se e abre-se, fácil e silenciosamente, par revelar uma câmara iluminada preenchida com uma cama.

Uma cama ocupada.

Duas faces que haviam tido momentos ardentes mais cedo decomporam-se em uma grande surpresa. Uma pertencia a alguém que Azoun conhecia razoavelmente bem — Earidran Toraene, seu jovem e belo Sub-mestre de Banquetes.

Ao lado do contesão que tremia e engolia seco, deitava-se uma nobre dama, duas vezes a sua idade, Lady Ohrmatha Caçacoroa, que agora sorria arrependida.

"Y-y-y-yuh —" Eaeridran gaguejou com os olhos arregalados de terror.

“Bom encontrá-lo, sub-mestre Earidran”, disse Azoun gentilmente, alcançando a porta secreta e a fechando novamente. “Rogo que aceite minhas desculpas por esta intrusão fora de hora”.

“S-sem problemas, Sua Majestade”, o aflito cortesão controlou o nervosismo.

Neste momento que seus olhos abertos perceberam a figura da Rainha Fillfaeril. Sob seus olhar divertido ele ficou branco, depois verde — depois enterrou sua cabeça no travesseiro com timidez.

"Os rapazes destes dias," Lady Caçacoroa disse rabugenta. "Sem determinação e menos estômago! Francamente!! Fee, eu lhe pergunto, é pedir de mais que nossos servos produzam algo de uma linhagem melhor?”.

"De jeito nenhum, Ohrma," Filfaeril disse tranquilizadora. "Era exatamente sobre isto que Az e Eu concordávamos na noite de ontem. Um pouco de vinho deve reviver seu jovem garanhão. Não o deixa bebê-lo — vire-o no nariz dele. Ele irá fazer um tremendo tumulto, Isso irá fazê-lo arrepiar-se, tossir e se abanar — mas será quando você poderá confortá-lo”.

"Isso parece atraente," Lady Naeryme murmurou, esticando-se para pegar o vaso de vinho ao lado da cama.

Azoun fechou a porta, voltou-se para sua rainha, e arqueou uma sobrancelha. “Nós concordamos com várias coisas na noite de ontem”, disse, “mas eu não me lembro deste assunto em particular entre elas”.

“Pobre Az”, Filfaeril disse na mesma voz mansa. “Você está esquecendo de tantas coisas nestes dias”.

Desta vez, o Rei de Cormyr deixou sua rainha ver o seu revirar de olhos.

Ela riu.


Os dias impetuosos de hospedagem dos Homens do Rei ficaram bem para trás no Olho Piscante, mas seus quartos superiores permanecem ocupados. Aqueles que desejam alugá-los que vêm ao bar do Olho [1] são enviados a três portas descendo o Passeio, em direção dos escritórios de Malagar das Muitas Maravilhas (que ficam acima de uma brilhante lojas de perfume, Aromas de Antatha[2]. Os atendentes irão dizer que Malagar não tem conexão direta com o Olho, mas que "toma conta" `do aluguel de suas salas superiores.

Isto não é, estritamente falando, verdade. Malagar recentemente tornou-se o proprietário do Olho Piscante, apesar da sua proprietária anterior, a mulher o homem de pele corada e voz rouca chamada Maraeda “Atrevida” Meiapena, ainda administrar a taverna. Ela gasta a maioria de seu tempo saindo e voltando de Suzail, comprando as bebidas servidas no bar, mas ocasionalmente chega e\a tarde para conversar com os clientes e flertar com seus atendentes (que têm muito medo dela)[3].

Orvarr Malagar é um anão jovem e de visual esmerado, com um cabelo negro como uma barba enfeitada em forma de ponta de espada, que usa um brinco de ouro em sua orelha esquerda, um grande anel de ouro no dedo do meio de sua mão direita e uma estilosa calça à altura dos joelhos, botas e túnica. Ele se apresenta como locatário de quartos no Olho e de espaço para cargas nos porões de muitos navios baseados em Suzail e pertencentes a vários nobres e prósperos mercadores (nos quais ele não se inclui). As “Muitas Maravilhas” são as coisas exóticas que estes navios às vezes trazem de distantes portos estrangeiros [4].

Malagar é escrupulosamente honesto com seus negócios de cargas. Os proprietários dos navios o vigiam de perto, a maioria dos nobres através de seus ‘magos da casa’ (magos de guerras com residência fixa em suas casas, amplamentes supervisionados pelo Mago Real). Lisonjeiro e agradável, Malagar tenta não fazer inimigos, mas se atacado pode valer-se não de apenas das suas magias pessoais, mas também de vários magos de guerra a serviço que se teleportarão (depois que Malagar pronunciar uma palavra específica) diretamente para ele diretamente da Corte Real, armado com varinhas, magias e atitudes.

Malagar adora investir os recursos de aventureiros em cargas legítimas, porém mais frequentemente encontra-se recebendo diariamente poucas moedas, em serviços insignificantes do Olho — quartos de 3 PO a 9 PO por dia, mais o mesmo valor para ocupar a sala de uma noite até o amanhecer seguinte. Lâminas Audazes (guarda costas treinados) para proteger a entrada ou uma pessoa específica ou item custam 1 PO extra /dia (ou noite). Disfarces não mágicos também estão disponíveis por taxas que variam de 6 PO à 45 PO [5].

Caixões e baús de carga também estão para aluguel, podendo ser levados para seu quarto superior alugado por 6 PO e carregados novamente para uma destinação específica em Suzail por outras 8 PO. Atrizes também podem ser contratadas, a taxas negociáveis, para posar como sua amante, mãe, dama da nobreza ou princesa (!) com a qual você está se encontrando, ou pode-se contratar feiticeiras, candidatos à clientes, ou um cobrador furioso.

Malagar é muito discreto, assim como os que trabalham para ele. Afinal, eles aprenderam as regras do seu comércio com dois especialistas — Azoun IV e o Mago Real Vangerdahast.

"Az, diga-me," Filfaeril disse enquanto o seu marido habilmente descobria o disfarçado puxador de outra porta secreta e a abria para revelar uma sala vazia de tudo, exceto pela poeira em uma pedra que emitia um suave brilho.. “que coisa escondida aqui você espera recuperar e levar de volta de seu palácio da juventude?"

"Uma das três coroas verdadeiras do reino", Azoun respondeu. "Eu a surrupiei para pregar ume peça, há tanto tempo que nem posso contar agora. Vangey tem procurado por ela durante anos, e de tempos em tempos eu tenho relembrado desagradado de ter visto ela pela última vez na cabeça dessa ou daquela namorada que tive nos meus dias de aventura."

Filfaeril decidiu que era sua vez de revirar os olhos. "Eu estou certa que ele ficará cansado em breve."

“Sim”, Azoun concordou, alegre e satisfeito. “Mas eu não a tenho, ainda.”

O que acontece depois? Nós iremos encontrar na próxima coluna...

Notas de Rodapé

  1. Os atendentes que trabalham no bar do Olho Piscante em revezamento de trios são uma dúzia de homens afáveis, mas reservados, contando cinco ou seis décadas. Todos são Dragões Púrpuras aposentados e conhecem Suzail muito bem (e boa parte de Cormyr também). Eles são Guer1 a Guer4, a maioria LN, e respondem por nomes como Alth, Bluskur, Cheth, Darve, Kaggur, and Roryn.

  2. O Aromas de Antatha é cheio de espelhos, pedras brilhantes, grandes e exóticas plantas em potes, espereguiçadeiras e matronas prósperas, fofoqueiras e em ascenção social. Antatha possui uma equipe de belas moças humanas e meio-elfas tranqüilas, de voz calma e lânguidas que vendem os perfumes muito caros e preparam e incrementam sucos de frutas para a clientela corada e perfumada. Nem mesmo Malagar sabe que a loja é tocada por Harpistas que espionam quem está nela energicamente enquanto ouvem todas as conversas maliciosas de Suzail.

  3. Maraeda "a Atrevida" Meiapena é uma mulher damarana (CN, Lad6), sessenta e três verões de idade e aparência bastante enrugada, propensa a obesidade e que pinta seus cabelos com tons de laranja, verde e branco, azul com rosa. Nada a envergonha e ela é audaciosa e destemida como uma impetuosa adolescente de dezesseis anos. Sua voz atinge do murmúrio a roquidão, como um rosnar, conservando uma desagradável sensação a ouvi-la, em qualquer volume ou tom.

  4. Orvarr Malagar é um anão dourado CN Guer4/Lad2. ele costumeiramente usa um anel do aríete (seu anel de ouro grande), um cinto do movimento súbito (idêntico em poderes ao anel do movimento súbito), amuleto dos punhos poderosos, e botas de patas de aranha (idêntico em poderes as sandálias de pata de aranha).

  5. Preços para disfarces dependem de como elaborado ou perigoso-aos-olhos-das-autoridades o disfarce é. Uniformes de oficiais Dragões Púrpuras ou máscaras e trajes do estilo usados pelo Rei Azoun exigem muitas moedas.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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