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Coletânea dos Reinos
 
Os Mascarados Escarlates

Por Ed Greenwood
Tradução por Ricardo Costa.


Pisando cuidadosamente por sobre seu sósia insensato, o Rei Azoun estendeu uma mão sobre o obstáculo em um elegante floreio para sua rainha, levando um sorriso a sua face. Depois ele a conduziu até pelo caminho ao longo do corredor para onde tinham virado, com portas fechadas em cada parede.

Azoun caminhou até o canto e parou, olhando para baixo — e demonstrava repugnância.

Em uma piscina escura de sangue, uma mulher coberta em um revelador traje de couro jazia esparramada na passagem, sua garganta estava aberta tão profundamente que a sua cabeça estava quase separada. Havia poeira em seus olhos para sempre arregalados, e a face abaixo deles era uma máscara congelada de terror.

Em seu busto imóvel coberto de negro repousava uma única rosa vermelha.

“Deixada por quem?”, a Rainha de Cormyr perguntou calmamente.

“Um amante, ou um Mascarado Escarlate — ou alguém, que quer fazer-nos pensar que é um trabalho de um Mascarado Escarlate”, respondeu.

Então ele enrijeceu, e Filfaeril o observou ficar pálido.

Ela levantou uma mão para trazê-lo de volta, livre do cadáver e qualquer que fosse a magia que o afligia, mas ele segurou dedos dela, respirando em um fôlego profundo, e disse-lhe pesadamente, “A deusa Lliira disse-me que o assassino foi um Mascarado. E o porquê”.

Ele deu no corpo um chute, repulsivo, e o afastou, procurando a porta que estava aberta.

Formado para vingar o assassinato da Alta Mestra de Festejos de Lliira em Selgaunt, os Mascarados Escarlates são uma ordem militante na Igreja da Alegria.

Poucos em número e altamente secretos, os Mascarados escondem-se tanto entre o clero quanto pelos (que se passam por) seguidores leigos de Lliira. “Alegria Feroz” é a frase que usam para se revelarem aos clérigos lliirianos, que tanto os temem como os reverenciam (e os ajudam e obedecem sem hesitação). Alguns Mascarados usam rosas vermelhas como “cartões de visitas” nos locais de seus assassinatos e trabalhos e nos templos e santuários de Lliira. Segurar uma única rosa cortada tornou-se um sinal sem palavras de afiliação aos Mascarados ou um chamado para os Mascarados reunirem-se ao portador da rosa e prover-lhe ajuda.

Fundado para punir o clero de Loviatar, os Mascarados foram lentamente expandindo seu papel de proteção aos fiéis de Lliira nos banquetes e devoções mais solenes. Eles defendem os lugares sagrados da deusa e matam aqueles que massacram e oprimem lliirianos. De oficiais tirânicos e clérigos rivais que procuram impedir os festejos até loviatanos que são instruídos pelo clero superior (ou inspirados por sonhos enviados pelo próprio Loviatar) a trabalhar contra a Igreja da Alegria, todos têm motivos para temer os Mascarados.

Os Mascarados Escarlates não hesitam em contratar aventureiros e outros mercenários para ajudá-los a guardar templos de Lliira, o clero ou seus devotos e atacar ou contrapor poderosas forças inimigas. Eles preferem agir pessoalmente e furtivamente sempre que possível, exceto quando eles alcançam um altar de Loviatar. Lá eles gostam de dançar (protegidos pela mais forte magia que puderem invocar), usando suas botas-lâminas (adagas que saem das solas, projetando-se além das biqueiras dos sapatos) contra todos os loviatanos que partem contra eles.

Mascarados Escarlates não são assassinos sisudos. Eles amam cantar, dançar, festejar, gracejar, fazer jogos e entreter crianças — mas diferentemente de outros lliiranos, eles sempre estão alerta para o perigo e prontos a explodirem em ação para lidar com ele.

Os Mascarados Escarlates tiraram o seu nome dos disfarces usados pelos primeiros Mascarados para atacar os loviatanos em Selgaunt. Eles posaram como uma trupe viajante de cantores, atores dançarinos e fizeram uma apresentação do lado de fora dos portões do templo loviatano, atacando o clero de Loviatar quando eles vieram com chicotes nas mãos para "escorraçá-los".

Mascarados não usam uniformes característicos e nem possuem títulos formais ou uma hierarquia específica. Entre os Mascarados existe uma hierarquia informal — desconsiderada por Lliira quando ela possui necessidades operacionais — baseada em mérito (performance passada como um Mascarado). A maioria possui postos na igreja da Portadora da Alegria, mas seus papéis como Mascarados precedem estes postos. Quando eles “entram em ação” fora de seus deveres habituais, ou vão em missões, eles podem dar ordens a qualquer clérigo de Lliira, até mesmo a Alta Mestra de Festejos, e esperam ser obedecidos. E eles quase sempre o são.

Não existem Mascarados Escarlates falsos. A deusa Lliira presta uma estreita atenção pessoal a cada Mascarado e encoraja quem encontra outro Mascarado a ficar instantaneamente ciente e absolutamente certo de estar lidando com um Mascarado operando sob a total aprovação de Lliira. Da mesma forma, Lliira mantém um controle rigoroso sobre os Mascarados através de visões em sonhos e vozes em suas cabeças em respostas à preces e em avisos espontâneos ou palavras de orientação. Ela não tolera interesses próprios ou Mascarados que se desviam de seu serviço. Qualquer um que finge ser um Mascarado será aos poucos acometido de tremores, inconsciência irremediável e mentalmente dominado por uma alegria extasiante enviada pela deusa. Eles permaneceram assim até morrerem de desnutrição, serem aprisionados, levados para uma punição, ou expulso pelos lliirianos, ou tenham seu fingimento descoberto.

Mascarados Escarlates valorizam o trabalho preciso — assassinam, mutilam, ou ferem apenas aqueles que ofenderam Lliira ou que pretendem ser uma ameaça aos lliiranos, e nem todos possuem estes pecados. Mascarados veteranos recrutam clérigos lliiiranos bons de ação ou fiéis devotos (isto é, indivíduos que reverenciam fortemente Lliira, venerando-a acima de todas as outras divindades) para tornarem-se Mascarados. Eles agem como mentores e tutores para estes recrutas.

Em sua maioria, os Mascarados são ágeis e atléticos, até mesmo acrobáticos, mas Mascarados podem ser de qualquer classe capaz de venerar devotadamente Lliira.

O que Azoun encontrará na porta que irá abrir? Se ele o fizer, quem — ou o quê — espera atrás dela? Começa a parecer que usar novamente o anel pode ser uma idéia mais sábia. Vejo você em nossa próxima coluna.

Nota do Tradutor: Infelizmente para nós e para o nosso amigo Ed Greenwood não haverá uma próxima coluna. A Wizards of the Coast descontinuou a seção Realmslore (traduzida por nós como Coletânea dos Reinos) em Novembro de 2006, sendo este o último escrito a ser publicado. Tive o prazer de traduzir 79 dos 93 artigos publicados em nosso site e recomendo fortemente os Mestres de campanhas nos Reinos Esquecidos a lê-los. São muitos detalhes que podem funcionar para caracterizar melhor os personagens e lugares dos Reinos, além de fornecerem ganchos de aventura interessantes. Espero que tenham gostado do trabalho e vejo vocês em outra seção, além, é claro, das histórias da Comitiva da Fé.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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