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Crônicas de Elminster
 
A Justiça e a Lei
Parte 4
Por Ed Greenwood
Tradução por Eduardo Souza (cedido gentilmente por Khal dos Reinos Esquecidos); revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


O Sábio do Vale das Sombras tem algo a dizer sobre muitas coisas. Apesar de ter as paginas da revista Dragon, Dungeon Adventures e da Polyhedron Newszine, o Velho Mago ainda tem mais a falar sobre os Reinos. Sem querer enfurecer o arquimago, decidimos que seria melhor dar a ele uma coluna semanal na qual vamos debater os melhores pontos.

Escute bem, jovem...



Outrora odiado publicamente por seus atos autoritários de extorsão de bens e riquezas, tanto dos habitantes locais quanto de quaisquer caravanas transeuntes que ele julgasse pouco defendidas, Buorstag (atendendo à “sugestão” dos Zhentarim) se tornou mais justo e discreto nos últimos tempos. Ele não mais apreende bens alheios publicamente ou reivindica pagamentos em troca de proteção, embora ainda cobre uma pequena taxa de qualquer pessoa que venha a requisitar uma escolta armada, além de ainda se ater a uma interpretação pouco consistente da justiça. Elminster acredita que este bom comportamento tem origem nos desígnios dos Zhentarim (principalmente após o momento de fragilidade provocado pela destruição do Forte Zhentil) de não criar qualquer pretexto capaz de motivar Maalthiir de Colina Longínqua a tentar se apoderar de Voonlar, evento que seria muito bem aceito pelo governo de Sembia. Altos impostos resultam em altos preços, e em Voonlar a receita tributária ultrapassa em 30% o valor padrão de tributos de qualquer outra cidade da região, o que substitui os atos aleatórios de extorsão. O estabelecimento desta alta receita fez Buorstag compreender a sabedoria do sistema da “manopla suave”.

A lei em Voonlar é ditada pelo Bron, mas tanto cidadãos quanto visitantes podem se confortar no fato de que o princípio fundamental da justiça voonlarrana agora se baseia no lucro. Na prática, o clero de Cyric, os Zhentarim, o Bron e seus delegados estão acima da lei; eles têm total impunidade para agirem como bem entender dentro dos limites do território voonlarrano. Todos os outros estão seguros contanto que sejam cuidadosos e evitem ser taxados como inimigos públicos.

Os altos impostos cobrados por Buorstag recaem tanto sobre os cidadãos quanto sobre os visitantes, mas em troca ele preserva a segurança de Voonlar. Ele administra uma justiça dura, mas justa de modo a não prejudicar o fluxo do comércio, e tanto cidadãos quanto visitantes estão sujeitos às suas decisões. Plumas Vermelhas em uniformes e qualquer um suspeito de ser um Harpista ou um agente de Colina Longínqua são considerados inimigos públicos e serão atacados à primeira vista. Os guardas se esforçam para capturar tais inimigos com vida, embora muitos acabem seriamente feridos ou mesmo inválidos ao tentar resistir à prisão. Uma vez capturados e enviados para um "interrogatório cuidadoso" (entenda-se tortura), muitos inimigos públicos são executados. Em casos de identificações equivocadas, apenas agentes Zhentarim capazes de recorrer a auxílio mágico imediato são libertados; todos os outros são assassinados e seus corpos enterrados de modo a evitar grandes repercussões.

As execuções são realizadas na Garganta e normalmente envolvem lentos desmembramentos; um membro por hora. O infame criminoso é amarrado a uma estrutura em forma de “X” formada por grandes cepos que acomodam os braços e pernas. Após os desmembramentos, seu torso e sua cabeça são mantidos intactos e ele é abandonado para sangrar até a morte, encarando o Vale das Sombras, seus restos agonizantes servindo como aviso para aqueles que viajam por aquela estrada.

Apenas os magos são decapitados e esse procedimento visa a segurança pública. Buorstag possui diversos pergaminhos contendo falsas e comoventes acusações que ele costuma ler em público de modo a justificar qualquer execução que tenha ordenado. Aventureiros que entrarem em combate direto com um delegado serão considerados membros dos Harpistas e serão trucidados imediatamente.

Todos os bens e posses de um criminoso executado são confiscados pelo Bron para compor o erário da cidade. Ele alega que essas e outras riquezas acumuladas são gastas no reparo de estradas, na realização de patrulhas e na limpeza de patrimônios públicos. Um voonlarrano honesto, durante uma conversa particular, certa vez admitiu que pouca coisa realmente chega a ser feita na região.

Infratores Recentes

A Aventura de uma Vida: Um grupo de aventureiros oriundo do Vale das Sombras chegou a Voonlar recentemente e seus membros foram detidos sob a acusação de serem agentes espiões a serviço do governo de Colina Longínqua. A maga foi decapitada por conjurar uma magia de sono durante uma briga de taverna, já que era óbvio que se tratava de uma espiã Harpista. O clérigo do grupo, um fiel devoto de Tymora, foi executado por desmembramento. Os membros remanescentes do grupo estão sendo mantidos encarcerados na Torre da Tranca, e ainda não se sabe quais são os planos do Bron para lidar com eles.

Una-se aos Zhentarim:
Um agente Zhentarim visitou a cidade há algumas semanas, manifestando sua opinião pessoal acerca do Bron e de sua administração e compartilhando-a de bom grado com quem estivesse disposto a ouvi-lo. Após uma noite particularmente selvagem, regada a vinho, mulheres e música, o Zhent desapareceu. Embora a história oficial seja de que ele teria deixado a cidade, muitos cidadãos acreditam que o Bron e seus delegados lhe fizeram uma visitinha durante a noite. A história que corre entre os cidadãos é de que o Bron teria amarrado, amordaçado e enterrado vivo o pobre coitado em algum lugar nos arredores da cidade.

Golpes de Amor: Os hábitos pessoais de Marsara Storntil, a única mulher entre os delegados do Bron, têm sido alvo da especulação discreta e silenciosa de muitos fofoqueiros da cidade. Toda semana, uma maga Zhentarim chamada Tamelia (NM hf M7) visita Voonlar e passa boa parte do tempo com Marsara. Certa vez um pretendente bêbado abordou a delegada e a questionou sobre esse assunto; Marsara surrou tanto o infeliz colono que ninguém mais ousou tocar no assunto em público novamente.

Nota: As estatísticas apresentadas aqui são referentes aos sistema Advanced Dungeons & Dragons.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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