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Crônicas de Elminster
 
O Espírito de Voonlar
Parte 5
Por Ed Greenwood
Tradução por Eduardo Souza (cedido gentilmente por Khal dos Reinos Esquecidos); revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


O Sábio do Vale das Sombras tem algo a dizer sobre muitas coisas. Apesar de ter as paginas da revista Dragon, Dungeon Adventures e da Polyhedron Newszine, o Velho Mago ainda tem mais a falar sobre os Reinos. Sem querer enfurecer o arquimago, decidimos que seria melhor dar a ele uma coluna semanal na qual vamos debater os melhores pontos.

Escute bem, jovem...



Os planos dos Zhentarim para encorajar o comércio a fim de evitar a perda de caravanas para Colina Longínqua, Sembia e outras rotas ao sul através dos Vales, levou seus agentes a pressionarem Buorstag a coibir a tradicional e notória hostilidade local contra os não-humanos. De modo geral, os voonlarranos odeiam e temem qualquer ser que não pareça humano.

Elfos, meio-elfos, anões, halflings, gnomos e até mesmo meio-orcs (se estiverem fortemente armados) podem esperar certa tolerância por parte dos habitantes locais, contanto que sua presença se restrinja a estalagens, tavernas, áreas sagradas e grandes lojas. No entanto, olhares severos, zombarias e insultos proclamados em voz alta, e pedras arremessadas irão relembrá-los constantemente do ódio que os habitantes locais nutrem por qualquer ser que não pareça humano. Os silenciosos e impassíveis delegados do Bron sempre intervêm em disputas públicas ou assaltos quando os presenciam, mas fazem pouco mais do que isso, a menos que as vítimas tenham algumas moedas à mão.

Os voonlarranos toleram o regime brutal de Buorstag porque o Bron mantém a paz, encoraja o comércio, cobra taxas fixas e emprega mercenários para patrulhar atentamente as ruas e as fazendas mais distantes. O Bron é respeitado por varrer todo o território voonlarrano a procura de ladrões, baderneiros e outros fora-da-lei, como Harpistas e pretensos invasores oriundos dos Vales. A maioria dos voonlarranos considera os Homens dos Vales ladinos dissimulados – desonestos por natureza – promotores de incursões noturnas e assaltos à beira de estradas que devem ser firmemente combatidos por lâminas fortes e treinadas. Disputas entre mercenários voonlarranos e patrulhas do Vale das Sombras ocorrem freqüentemente; e os voonlarranos relembram muito bem o "incêndio e a carnificina" provocados pelos Cavaleiros de Myth Drannor contra o antigo templo de Bane e seus fiéis guardiões.

Gormstadd, dirigente do templo local de Cyric, oferece uma recompensa fixa de 10.000 PO pela captura de Mourngrym Amcathra, vivo ou morto. Considerado o principal terrorista e assassino dos Vales sem-lei, amante de elfos e auto-intitulado “Lorde do Vale das Sombras”, Gormstadd alega que Mourngrym é um foragido da justiça na distante cidade de Águas Profundas. Os voonlarranos temem e respeitam os Zhents, desprezam o povo dos Vales, odeiam os habitantes de Colina Longínqua e Cormyr (considerado o reino dos idiotas de armaduras brilhantes) e invejam o rico povo de Sembia. Para uma voonlarrano, uma coisa que certamente não existe é um sembiano pobre.

Intrigas Obscuras Em Uma Torre Sombria

Depois do Bron, Gormstadd, o Patriarca Sombrio, é o homem mais influente residindo em Voonlar. Ele e Buorstag são grandes amigos e costumam jantar juntos aos menos duas noites por semana, jogando xadrez e planejando enriquecer e governar Voonlar da maneira que lhes for mais conveniente.

Ambos odeiam a Senhora Shrae, matriarca do templo local de Chauntea, e tentam constantemente encontrar algum pretexto para atacá-la ou a seu templo sem incitar a fúria dos habitantes locais, que vêem Shrae como uma amiga que zela cuidadosamente por eles quando estão doentes, sem exigir nenhum pagamento em troca.

Diversas tentativas passadas de atacar o templo abertamente foram interrompidas pelo surgimento súbito de fissuras na terra, repentinas chuvas de frutas e galhos de árvores, e outras manifestações da ira de Chauntea. Está claro para ambos que a Grande Mãe zela pela Senhora Shrae. Eles relutantemente concluíram que será preciso esperar que Shrae perca contato com sua deusa ou a sua benção, ou as boas graças dos voonlarranos. Até agora, nenhuma dessas possibilidades parece perto de se concretizar.

Tudo o que os dois amigos podem fazer é praguejar secretamente contra Shrae enquanto se ocupam de planejar intrigas contra os espiões, invasores e saqueadores que se esgueiram de Colina Longínqua e do Vale das Sombras a fim de atacar a íntegra cidade de Voonlar.



Sobre o Autor

Ed Greenwood é o homem que lançou os Reinos Esquecidos em um mundo que não os esperava. Ele trabalha em bibliotecas, escreve fantasia, ficção científica, terror, mistério e até estórias de romance (às vezes coloca tudo isto em um mesmo livro), mas está ainda mais feliz escrevendo Conhecimento dos Reinos, Conhecimento dos Reinos e mais Conhecimento dos Reinos. Ainda existem alguns quartos em sua casa com espaço para empilhar seus escritos.

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