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Regras de Jogo
 
A Iniciação do Bardo

por Erik Olsen

Traduzido por Vagner Abreu; revisado por Ricardo Costa.


Bem vindo à primeira de muitas (espero) colunas centradas na interpretação de um bardo do jogo de Dungeons & Dragons. Você já deve ter lido ou ouvido dizer que os bardos fazem alguns dos melhores personagens de estilo-solo no D&D. Eles são os segundo melhor em quase tudo: Eles lutam respeitavelmente, conjuram magias de uma considerável lista de magias, realizam algumas trapaças preferidas dos ladinos, e fazem rimas com um valioso pedaço de informação obscura ao mesmo tempo. Isso o faz um personagem balanceado com poucas fraquezas a ser exploradas, tendo apenas um inconveniente.

Sendo o segundo melhor em tudo o que faz o torna o primeiro melhor em nada. Em um grupo de aventureiros com um guerreiro rachador-de-crânios, um mago lançador-de-bolas-de-fogo, e o melhor ladino batedor de carteiras de três condados, descobrir sua função no grupo pode vir a ser um pouco intimidador. Mas não deixe isso afligi-lo. Existem algumas maneiras de se ter um bardo com habilidades únicas.

Combate

No final do dia, tudo o que importa é dar uma surra nos caras maus, não é? Como um bardo iniciante, você ficará feliz ao ouvir algumas notícias boas e não tão contente com a notícia ruim. A progressão do bônus base de ataque do bardo não é ruim, estando próximo de outros meio-conjuradores. No entanto, você está junto ao grupo do ladino, com um dos menores Dados de Vida e sem possuir um Ataque Furtivo futuramente para compensar esta falta de Pontos de Vida. Além disso, você poderá usar uma , e somente uma, Arma Comum além das Armas Simples. A menos que você tenha uma boa razão histórica para escolher um chicote, suas armas escolhidas rapidamente se reduzem ao arco longo Composto ou à rapieira. Mesmo gostando muito do rapieira, uma boa arma de combate corpo a corpo, você deverá se lembrar do que fora mencionado sobre Dados de Vida mais cedo.

Pelos meus cálculos, arquerismo é o caminho a ser percorrido, e as razões são simples. Primeiro porque você está a apenas dois Talentos de obter um segundo ataque ao adquirir Tiro Certeiro e Tiro Rápido, assim você poderá ter um segundo ataque antes mesmo dos guerreiros puros, independente de sua raça. Tiro Rápido concede uma penalidade de -2 em cada ataque, porém, Tiro Preciso diminui um pouco essa penalidade, concedendo um bônus de +1, desde que o alvo esteja até 9 metros. Combine a isso a Música de Bardo, a capacidade de Inspirar Coragem, que concede um bônus de moral de + 1 em suas jogadas de ataque, e entre outras coisas, um bardo cantando pode fazer dois ataques à distância contra seus alvos dentro de 9 metros sem nenhuma penalidade no dano. Ainda mais importante, sendo um arqueiro, irá ficar fora da linha de frente, que é onde os guerreiros e bárbaros de dados de vida de d10 e d12, respectivamente, são pagos para ficar. E têm mais, arcos mágicos são excepcionalmente potentes, uma vez que transferem seus bônus mágicos e dano adicional para as flechas disparadas.

Música do Bardo

É bem comum os jogadores ignorarem os benefícios da música do bardo. O motivo deste esquecimento é bastante óbvio: a frase “uma vez por dia por nível”. Isso é uma restrição muito áspera no 1º nível, mas os benefícios de fazer bom uso da habilidade de música de bardo compensam a frustração de não conseguir usar todas de uma só vez.

No 1º nível o bardo é capaz de três diferentes efeitos de música de bardo: Inspirar Coragem, Música de Proteção e Fascinação. Destas três, Inspirar Coragem é a líder em pura utilidade. Concede um bônus de +1 em jogadas de ataque e dano, além de um bônus de +2 contra o medo e efeitos de enfeitiçar. Esse +1 em rolagens de ataque e dano – para todos no grupo e ainda dura pelo menos 5 rodadas – no 1º nível. Nada mal também. Música de Proteção faz literalmente o que o nome diz, mas enquanto você estiver executando suas músicas uma ou duas vezes ao dia, elas não terão muita utilidade. Porém, mantenha em mente que para os próximos níveis você nunca saberá quando elas irão salvar seu grupo de uma explosão sonora ou algo similar. Fascinação é uma grande habilidade nas poucas situações adequadas. Efetuada com êxito em uma criatura inflige uma penalidade de -4 em testes de Procurar e Ouvir, enquanto a atenção dela continua focada em você. Você pode ter um monte de usos para essa habilidade, mas talvez a melhor parte seja que incentiva um pouco do trabalho em equipe dentro do grupo. Enquanto você canta uma cantiga para um nobre de má reputação o ladino poderá procurar em sua bolsa por itens roubados e, se forem encontrados, o paladino pode ter uma conversinha com ele.

Interpretação

Meu aspecto favorito ao jogar com um bardo é a oportunidade de interpretação que ele oferece. Embora qualquer personagem possa ser divertido de interpretar, bardos têm a vantagem de construírem alguns ganchos que pode ser muito divertido. Como meu favorito, aponto de volta o citado no inicio desta coluna: Bardos fazem os melhores personagens de estilo-solo. Claro, ele está em um grupo agora, mas um bardo tem todo um conjunto de características que o torna capaz de tomar conta de si mesmo muitas vezes. Seu personagem pode exibir isso de várias maneiras. Talvez ele tenha uma história para cada ocasião:

“Uau, aquilo lá fora é um monte de orcs. Lembra-me da época das Fronteiras Prateadas – tantos orcs quantos os olhos podiam ver. Orcs muito grandes, não como esses caras. Você deveria ter visto.” Ou talvez ele gosta de passar a todos as histórias de seu passado glorioso: “ Há 3 anos atrás, eu libertei essa pequena aldeia no sul das garras de alguns bandidos malignos. Esses bandidos estavam acampando próximo aos nossos inimigos. Vou lhes dizer o que funcionou para mim quando eu ataquei aqueles bandidos”. Ou talvez ele só goste de lembrar a todos que ele tem muitas utilidades: “Bem, talvez se alguém tivesse passado mais tempo aprendendo os contos de seu próprio povo em vez de simplesmente balançando espadas por ai como um louco todos os dias, então alguém não precisaria de minha ajuda para conseguir acabar com essa confusão, não é mesmo?”

Na próxima vez nós vamos trocar algumas idéias sobre interpretação e olhar para as Habilidades do Bardo e seleção de Perícias .



Sobre o autor

Erik Olsen é um ninja assassino aposentado recentemente e agora dirige uma pequena pousada especializada em um serviço tão rápido e sutil que os clientes muitas vezes nunca percebem que suas bebidas foram repostas ou suas camas foram arrumadas.

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