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Livreto de Mintiper
 
O Triunfo do Luar
Parte Um
Por Eric L. Boyd
Tradução por Tiago A. Pereira e Airton Alves Medina; revisado por Daniel Bartolomei Vieira, cedido gentilmente por Khal do site Reinos Esquecidos.


Mintiper Lua Prateada é um dos lendários bardos dos Reinos Esquecidos, e contos de suas aventuras têm sido há muito recontados ao redor do fogo da lareira através do Norte em formas musicais, poéticas e narrativas. Transcrito no Reduto dos Sábios em Lua Argêntea pelo Guardião do Reduto, o Livreto de Mintiper é uma compilação das baladas, poemas e contos do Harpista Solitário. Páginas selecionadas deste diário foram anotadas e passadas para as mãos deste cronista e vão ser reveladas aqui em uma coluna periódica.



O Triunfo do Luar

Pelo caminho de Selûne eles seguiram,
Sem deixar pedra por remover.
Uma batalha travada, seis afortunados,
E um triunfo final a obter.

A baixa maré varreu toda a passagem,
Buscando despojos prateados.
Duzentos bravos as brumas ocultaram,
Aguardando o estrondo dos chamados.

Flechas cortaram os céus em revoada,
Seixos choveram ao sinal do perigo.
Cálido rio rubro correu em enxurrada,
Logo caíram as espadas do inimigo.

De acolá irromperam feixes brilhantes,
Traçando sulcos escarlate.
Dedicados à Arte, por reflexão caíram,
Cajados Livres enfim, no cair da tarde.

O brado da turba em investida ressoou,
A batalha seu ápice alcançara.
Ondas fortes contra as rochas colidiram,
E a elas ninguém mais trespassara.

Uma lâmina a outras cinco derrotava,
Até que a terrível maré enfim recuou.
Das rochas que resistiam com firmeza,
Areia ensangüentada foi o que restou.

Pelo caminho de Selûne eles seguiram,
Sem deixar pedra por remover.
Uma batalha travada, seis afortunados,
E um triunfo final a obter.

Trecho de “Elegia do Luar”
Composta por Mintiper Lua Prateada
Ano da Queda da Lua (1.344 CV)

Observações do Guardião

O sacrifício heróico dos Homens do Luar na Batalha da Passagem da Pedra Virada em defesa da Gema do Norte e de sua vizinha, Everlund (ou Maranheterna), figura, merecidamente, como um dos temas mais abordados pelos contos e canções de menestréis e bardos espalhados por todas as Terras da Lua. Após passar oito estações esplêndidas vagando pelo Norte, todos os valentes homens da lendária companhia mercenária de Mintiper, exceto seis, perderam suas vidas confrontando os muitos orcs da Horda da Baixa Maré no Ano da Bota (1.343 CV). Talvez uma das obras mais comoventes de Mintiper, Elegia do Luar revela as angústias de um comandante ao ver seus leais homens lutarem desesperadamente por uma causa nobre e ainda assim perecendo ante a fúria dos inimigos.

Neste trecho do começo da balada, a referência a Nossa Senhora de Prata na primeira e última estrofe sugerem que Selûne guiava de algum modo os Homens do Luar (e talvez ela ainda esteja guiando as andanças de Mintiper até hoje) [1]. A referência a “sem deixar pedra por remover” é uma alusão evidente ao sucesso da companhia em suas buscas por tesouros nas muitas ruínas do Norte e também ao local de sua última batalha. Alguns estudiosos da obra sugerem que ambas as linhas do começo da balada apontariam a localização do Sepulcro do Luar, que muitos acreditam estar situado em algum lugar ao longo da extensão da Passagem da Pedra Virada. De acordo com tais teorias, a localização desse túmulo é revelada em certas noites de lua cheia. Entretanto, um grande número de caçadores de tesouros fracassou ao tentar encontrar tal local, lançando dúvidas sobre tais teorias [2].

É graças à segunda estrofe da balada que a turba derrotada pelos Homens do Luar passou a ser conhecida por sua atual alcunha. Aqui “baixa” tem múltiplas conotações; sugere que os orcs eram provenientes das Montanhas Inferiores, reflete a velha percepção entre humanos e semi-humanos da inferioridade da raça orc, e ainda ironiza o fato da região possuir laços com a antiga Netheril, nação poderosa governada por humanos que acreditavam ser superiores, mas que no fim foram responsáveis pela destruição de seu próprio império. “Maré” conota tanto o número esmagador de inimigos confrontados pelos Homens do Luar quanto o suprimento quase infindável de orcs que assolam continuamente nossa terra. “Despojos prateados” sugere que o verdadeiro alvo da horda era Lua Argêntea e, eventualmente, Everlund (ou Maranheterna). “Bruma” é muitas vezes utilizado para sugerir a imagem da deusa Leira, e dizer que as brumas ocultaram algo, geralmente é uma alusão ao uso de invisibilidade mágica [1]. Finalmente, “aguardando o estrondo dos chamados” comprova a veracidade dos relatos que afirmam que os Homens do Luar tinham uma ou mais trombetas da destruição sob seu poder, embora tais objetos nunca tenham sido recuperados [2].

A terceira estrofe narra o início da emboscada preparada pelos Homens do Luar, quando, então, os arqueiros alçaram milhares de flechas aos céus e mecanismos preparados antecipadamente pelos outros soldados foram acionados, lançando pedras imensas sobre a turba furiosa [3].

A próxima estrofe sugere que os magos da companhia se posicionaram sobre as encostas acima da passagem e começaram a conjurar raios e outras magias sobre os orcs. “Cajados Livres” é um termo comum para se referir a todo tipo de mago mercenário, e a imagem metafórica sugere que os cadáveres dos magos tombavam sobre a passagem como as árvores de uma floresta ante ao machado de um lenhador. “Por reflexão caíram” apresenta uma curiosa inversão de frase, que muitos estudiosos consideram como um sendo um lamento sincero pelo conhecimento perdido ou pela compreensão tardia de que os conjuradores mercenários renunciam às muitas oportunidades desfrutadas por colegas que dedicam a vida ao estudo, em detrimento do “reflexo”, do ouro ou das promessas de enriquecimento rápido. No entanto, a despeito da crença popular de que os magos da companhia eventualmente sucumbiram vítimas de uma série de investidas suicidas dos orcs, creio que neste trecho Mintiper estava referindo-se a alguma tática de batalha até então incomum que permitiu aos orcs refletir as magias de volta aos seus conjuradores [4].

As duas estrofes seguintes recontam a batalha sangrenta que se seguiu ao encontro dos orcs com os Homens do Luar, os quais, segundo as histórias, eram superados de vinte para um [5]. A obra de Mintiper sugere a arrebentação de uma maré reduzindo gradualmente as rochas a areia, uma metáfora que pode ser analisada de duas maneiras distintas. Por um lado, ele está obviamente louvando o grande valor dos Homens do Luar, que prevaleceram contra tamanha desigualdade de condições. Por outro lado, ele parece estar sugerindo a futilidade de lançar exércitos contra as hordas infindáveis de orcs que emergiam das terras devastadas do Norte, pois não importava o quão forte fossem suas defesas ou quão destemidos fossem seus esforços, eles eventualmente seriam vencidos. Talvez houvesse uma forma melhor, então?

As estrofes que se seguem a esse excerto revelam a lista completa dos Homens do Luar e os destinos de cada um deles, sendo raramente cantadas totalmente. Alguns dos nomes que mais se sobressaem dessas comoventes estrofes são os do Lorde Laerlos Silmerhelve II [6], Tsaelynos de Everlund (ou Maranheterna) [7] e Barundar Martelo de Batalha (também conhecido como “Barba de Fogo”), filho de Arn, do Sepulcro de Kelvin [8]. Uma narração completa das proezas individuais dos Homens do Luar está além do escopo desse documento, mas esteja seguro de que seus feitos são fonte de incontáveis histórias contadas à luz de fogueiras por todo o Norte.

Notas do Cronista

[1] A evidência da benção de Selûne persiste na forma de um legado mágico da Batalha da Passagem da Pedra Virada. Aqueles que rogam pelo auxílio da Nossa Senhora de Prata dentro dos limites da passagem são envolvidos por um manto de invisibilidade (semelhante à magia homônima de 2º nível de mago), com exceção dos que possuem sangue orc correndo nas veias. A benção da Donzela da Lua é concedida a um indivíduo apenas uma vez a cada ciclo lunar e apenas se este descender de uma linhagem imaculada pelo sangue orc; os efeitos da benção se dissipam imediatamente caso seu receptor realize um ataque contra qualquer ser, seja um orc ou não.

[2] O Sepulcro do Luar está realmente situado na Passagem da Pedra Virada e abriga os ossos de cerca de duzentos homens, enterrados por Mintiper e pelos outros cinco sobreviventes logo após o término da batalha. A localização exata do túmulo é revelada apenas em noites de lua cheia e apenas para aqueles que souberem de onde procurar. Quando os seis sobreviventes da companhia erigiram o sepulcro, eles o fizeram de modo que sua localização só fosse revelada quando o brilho do luar fosse observado através de uma fenda circular em uma pedra próxima. Esse marco característico do terreno foi enterrado há muito tempo sob uma tonelada de rochas pelos ents sob o comando de Turlag e por seus aliados galeb duhr, portanto, é improvável que até mesmo Mintiper pudesse encontrar o túmulo hoje em dia. Enterrados junto aos corpos há muitos artefatos mágicos utilizados pelos Homens do Luar no passado, incluindo um amuleto da liderança, um anel da armadura natural, um bastão de trovões e relâmpagos, uma trombeta do valor e ao menos duas trombetas da destruição, e um talismã da memorização, além de diversos itens únicos mencionados abaixo.

[3] “Colmilho” é um nome regional comumente atribuído aos orcs por todo o território das Terras da Lua e da Antiga Delzoun. Ao longo de sua obra, Mintiper utiliza-se muito desse termo, que no idioma comum quer dizer “dente canino” ou “presa”.

[4] Os orcs da devastadora Horda da Maré Baixa possuíam curiosos talismãs mágicos fabricados com ágatas-íris, prata, e ossos de dragão em pó. Esses poderosos talismãs de reverter magia funcionam como a magia homônima de 7º nível de mago, proporcionando proteção total ao seu portador durante uma rodada. O talismã é ativado momentos antes de seu portador começar a sentir os efeitos de uma magia conjurada especificamente contra ele, protegendo-o completamente por uma rodada, quando então o talismã se desfaz numa pequena nuvem de poeira. Atualmente, apenas os bruxos e xamãs da tribo dos Mil Punhos conhecem o processo de fabricação desse artefato, mas Kaanyr Vhok, um cambista proveniente do Forte Portão do Inferno, e suas legiões de tanarukka (tiefling-orcs) estão indubitavelmente buscando formas de difundir tais segredos entre as várias tribos espalhadas pelas Montanhas Inferiores, pelas Montanhas Rauvin, pelos Picos Cinzentos e pelas Terras Arruinadas.

[5] Cerca de 4.000 orcs compunham a Horda da Maré Baixa, enquanto os Homens do Luar eram apenas 200. Contudo, os ossos dos orcs derrotados são apenas uma fração do total abrigado pela Passagem da Pedra Virada, que ao longo dos anos sofreu a incursão de horda sobre horda em busca dos ricos reinos do Norte que aguardam para serem saqueados.

[6] Lorde Laerlos Silmerhelve II era o único filho e herdeiro do rico Lorde Laerlos Silmerhelve I, patriarca da Casa Silmerhelve de Águas Profundas, e da Dama Tannyth Silmerhelve. Um filho rebelde e orgulhoso que se aliou aos Homens do Luar contra a vontade de seus pais, a morte do jovem Laerlos despedaçou o espírito de sua mãe e lançou seu pai em uma melancolia profunda da qual o patriarca dos Silmerhelve nunca se recuperou completamente. Na época de sua morte, Laerlos II carregava consigo várias relíquias de família que os Silmerhelve estão muito ansiosos por recuperar, entre eles a Lança da Garra do Grifo, o Baluarte Ardente de Nimoar, e o Elmo Prateado do Guardião (considerado uma relíquia menor pelos seguidores de Helm), sendo que alguns desses artefatos (ou todos eles) podem ainda jazer enterrados no Sepulcro do Luar.

[7] Em seus dias, Tsaelynos de Everlund (ou Maranheterna) foi um dos mais brilhantes diplomados do Colégio da Senhora de Lua Argêntea e um membro do clero no Templo das Estrelas Prateadas. Ele se tornou famoso pela criação do artefato ao qual denominou Cajado Estelar de Tsaelynos e por desenvolver versões especiais para magos de muitas magias conhecidas apenas pelos clérigos de Selûne. Por muitos anos os caçadores de conhecimento arcano e os fiéis da Donzela da Lua se perguntaram se o tomo no qual ele registrava suas descobertas, intitulado Canções Estelares de Tsaelynos, fora enterrado com o mago clérigo na época de sua morte, já que este nunca foi encontrado nos aposentos de Tsaelynos em Lua Argêntea.

[8] Barundar “Barba de Fogo” era um anão do escudo “Andarilho”, que deixou seu lar décadas antes do Clã Martelo de Batalha reclamar o Salão de Mitral. Ele adquiriu grande fama e o título de “amigo dos elfos” ao derrotar o Ancião de Chifres de Quaervarr, aliando-se aos Homens do Luar apenas no crepúsculo de sua carreira. Ninguém nunca soube onde ele enterrou sua lendária fortuna, embora alguns digam que seu espírito talvez possa ser compelido a revelar a verdade.

Referências

Introdução

  • Os Homens do Luar são mencionados na obra Cyclopedia of the Realms, página 60, um dos livros que acompanhavam a caixa original do cenário de campanha.

  • Mintiper foi mencionado pela primeira vez numa seção especial dedicada aos Reinos na revista Dragon #74, página 22, num artigo que descrevia a espada encantada Shazzelim. Desde então, o lendário bardo fez uma série de aparições, começando pela Encyclopedia Magica: Volume 4 & Index, página 1392. A espada Shazzelim também foi mais detalhada no livro The Magister - FR4, páginas 58-59, mas a referência a Mintiper foi omitida (sem dúvida, isso foi feito erroneamente, já que a tal referência referia-se a Mintiper como um perfeito exemplo de bardo não afiliado aos Harpistas, fato que outras fontes costumam contradizer com freqüência).

  • A próxima referência a Mintiper surgiria somente na revista Dragon #94, página 46, num artigo descrevendo a besta bhaergala. Nesse artigo, o Harpista Solitário é relembrado por certa vez ter ganhado a confiança de uma dessas feras amantes de canções e viajado por um bom tempo em sua companhia (um outro texto detalhando essa curiosa criatura foi publicado no livro Forgotten Realms Monstrous Compendium Appendix II, mas novamente a referência ao bardo foi omitida).

  • Mintiper é famoso por certa vez ter visitado a Casa de Pedra, conforme relatado na revista Dragon #128, página 11, e mais tarde no livro City of Splendors: Campaign Guide, página 16, e no livro The North: The Wilderness, página 49.

  • Mintiper é mencionado novamente na revista Dragon #139, página 72, e em um anexo do Monstrous Compendium que acompanhava a caixa Ruins of Myth Drannor. Na descrição da criatura conhecida como “mestre do metal” é revelado que uma ou mais das canções de Mintiper referem-se ao ser como “lesmas-espadas”.

  • Mintiper Lua Prateada e Asilther Graelor foram abordados mais detalhadamente pela primeira vez na revista Dragon #187, páginas 48-51. As páginas desses artigos foram revisadas e republicadas no livro Code of the Harpers - FOR4, páginas 64-70. Esses textos revelam os muitos anos de aventuras de Mintiper, desde a Batalha da Passagem da Pedra Virada ao resgate de Asilther Graelor.

  • Mintiper também é mencionado no livro The North: Cities, página 45, onde é revelado que o bardo foi o primeiro a se referir ao exército de Lua Argêntea como “os Cavaleiros em Prata” em uma de suas baladas.

  • A Câmara dos Sábios e o Guardião da Câmara também são mencionados no livro The North: Cities, página 54.

O Triunfo do Luar

  • Conforme registrado no livro The North: Cities, página 50, os Homens do Luar salvaram Lua Argêntea e Everlund (ou Maranheterna) de uma horda orc no Ano da Bota (1.343 CV).

  • Um registro detalhado da Batalha da Passagem da Pedra Virada é fornecido no livro Gold & Glory - FR15, páginas 50-51.

  • Conforme relatado na página 42 do livro Volo’s Guide to All Things Magical, as ágatas-íris apresentam uma propriedade mágica especial responsável pela reflexão de magias.

  • Conforme relatado no livro The Savage Frontier - FR5, página 48, e no The North: The Wilderness, página 62, os orcs da tribo dos Mil Punhos habitam as Montanhas Inferiores.

  • Kaanyr Vhok e os tanarukka são descritos mais detalhadamente no livro Hellgate Keep, páginas 12-15.

  • A família Silmerhelve é analisada no livro City of Splendors: Who’s Who in Waterdeep, página 23, e na revista Dragon #250, páginas 80-84.

  • Nimoar foi um renomado Senhor da Guerra de Águas Profundas que conquistou seu título precocemente após vencer a Primeira Guerra dos Trolls, conforme relatado no livro City of Splendors: Campaign Guide, páginas 26 e 29.

  • O Colégio da Senhora é detalhado no livro The North: The Wilderness, páginas 52-53.

  • A nomenclatura anã apropriada é fornecida num encarte especial que acompanha o livro Dwarves Deep - FR11, e os clãs anões são listados no livro, na página 12. O sucesso do clã Martelo de Batalha na reclamação do Salão de Mitral é recontado no livro Streams of Silver [aqui no Brasil, Rios de Prata, publicado pela Devir] e em numerosas outras fontes.



Sobre o Autor

Eric L. Boyd escreveu artigos para a Dragon Magazine, Dungeon Adventures, e Polyhedron Magazine. Seus créditos no desenvolvimento de jogos incluem Faiths & Avatars (Crenças & Avatares), Volo's Guide to All Things Magical (Guia de Volo para Todas as Coisas Mágicas), Powers & Pantheons (Poderes & Panteões), Demihuman Deities (Divindades Semi-Humanas), Drizzt Do'Urden's Guide to the Underdark (Guia de Drizzt Do'Urden para o Subterrâneo), Cloak & Dagger (Manto & Adaga), e o Faiths & Pantheons (Crenças & Panteões). Em adicional escreve sobre seu jogo mundial favorito, Eric dirige o desenvolvimento de um grupo de software em Ann Arbor, Michigan.

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