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Livreto de Mintiper
 
Folhas de Ouro
Parte Três
Por Eric L. Boyd
Tradução por Airton Alves Medina; revisado por Daniel Bartolomei Vieira.


Mintiper Lua Prateada é um dos lendários bardos dos Reinos Esquecidos, e contos de suas aventuras têm sido há muito recontados ao redor do fogo da lareira através do Norte em formas musicais, poéticas e narrativas. Transcrito no Reduto dos Sábios em Lua Argêntea pelo Guardião do Reduto, o Livreto de Mintiper é uma compilação das baladas, poemas e contos do Harpista Solitário. Páginas selecionadas deste diário foram anotadas e passadas para as mãos deste cronista e vão ser reveladas aqui em uma coluna periódica.



Folhas de Ouro

O outono volta a derramar folhas de ouro

Para reis das florestas, um adequado manto.

Ninfas da floresta choram frias lágrimas de mágoa,

Ainda assim a bela Hamagess inicia seu canto

– poema geralmente recontado atribuído a Mintiper Lua Prateada
Ano da Queda da Lua (1.344 CV)

Observações do Guardião

Muitas vezes confundidas com os Pergaminhos de Nether [1], as Folhas de Ouro são um obscuro fenômeno mágico que, acredita-se, ser único na parte mais ao norte da Floresta Alta, especificamente na região das florestas que estão próximas à cidade de Everlund e são comumente conhecidas como as Florestas de Turlang [2]. As Folhas de Ouro têm a forma natural de folhas de carvalho feitas de ouro puro, cada uma das quais inscrita com as runas de uma magia arcana individual [3]. Não mais do que uma dúzia de tais dourados pergaminhos foram recuperados de uma vez numa mesma estação, cada um encontrado próximo à base de árvores antigas, que acredita-se terem sido grandes entes em séculos passados.

Tomado em face de valor, as duas primeiras linhas do poema de Mintiper aparentam descrever as mutáveis cores das terras florestadas mais ao norte. No entanto, aqueles que são familiares com a lenda das Folhas de Ouro crêem que Mintiper esteja insinuando a época do ano em que tais tesouros da Arte foram reunidos. A referência aos reis das florestas é interpretada como “Governantes dos Bosques”, um titulo pelo quais os entes da Floresta Alta são mais comumente referidos, gerando a localização geral onde as Folhas de Ouro podem ser reunidas [4].

Numa interpretação mais direta, as próximas duas linhas novamente se referem ao ciclo da vida, morte e renascimento. “Ninfas da Floresta” é uma denominação comum para as dríades e seus gêneros, e a referência a “frias lágrimas de mágoa” sugere a chegada do inverno. Hamagess é um nome obscuro, algumas vezes empregado pelos fiéis de Mielikki para a Nossa Senhora da Floresta, e seu cântico pode ser visto com uma promessa de que o ciclo da vida vai continuar e que o inverno vai ser de comprimento finito. Porém, mais uma vez, as palavras de Mintiper podem ser interpretadas em um outro nível, desta vez aludindo a um conto obscuro de séculos passados.

Antes da queda de Netheril, quando os elfos de Eaerlann governavam a Floresta Alta, ali apareceu uma hamadríade experiente em feitiçaria cujo domínio da Arte dizia-se rivalizar com os mais aplicados Altos Magos élficos. Hamagess, como ela é algumas vezes conhecida, diz-se ter nascido do coração de Turlang, a primeira ninfa da floresta que nasceu de um ente e não de um carvalho normal. Turlang e Hamagess governaram a Floresta Alta como rei e rainha através de um milênio antes da queda de Chifre Ascal no Ano da Maldição (882 CV), pondo em risco a Floresta Alta com a mácula do Abismo. Conta-se que Hamagess deu sua vida para formar um manto vivo ao redor da Floresta Alta de modo a protegê-la da infestação causada pela vegetação deformada do Abismo [5]. Ainda que sua morte tenha sido uma ocasião de grande tristeza para as raças que vivem em harmonia com as grandes áreas florestadas, diz-se que as canções de Hamagess ainda vagam com o vento através das Florestas de Turlang a cada outono, sussurrando palavras de conforto e mágica para seu companheiro. Se seu sopro tocar uma brilhante folha amarela ao ser levada pelo vento até o solo diante do tronco principal de um ente há muito adormecido, ela deixa em seu turbilhão uma folha de ouro puro inscrita com os ensinamentos de uma magia rara ou única. Através destas Folhas de Ouro a floresta pode ser defendida contra ameaças próximas para sua existência [6].

Notas do Cronista

[1] Os Pergaminhos de Nether são 100 folhas de platina e ouro cuja descoberta precipitou a ascensão de Netheril como um império de magos humanos. Consistindo de dois conjuntos de 50 pergaminhos cada, credita-se os escritos dos Pergaminhos de Nether ao Criador das Raças, que compôs coletivamente a base no que a Arte da feitiçaria moderna é constituída. Um conjunto completo, conhecido para os elfos como os Quess’Ar’Teranthvar, diz-se ter sido transformado por um Alto Mago élfico em uma fina faia dourada com folhas de ouro, que estava em Myth Drannor na Torre da Canção do Vento quando a Cidade da Canção foi invadida por demônios. Porém, sua atual localização é desconhecida. O destino do outro conjunto de Pergaminhos de Nether é completamente desconhecido, mas, em várias ocasiões através dos anos, uma série de especulações não concretas têm sido feitas, onde um ou dois dos Pergaminhos de Nether foram recuperados, o que leva alguns sábios a especular que este conjunto não é mais uma coleção separada, mas pergaminhos individuais espalhados através dos Reinos.

[2] As Florestas de Turlang foram uma vez o lar de Turlang, o Pensativo, o governante de centenas ou mais entes que habitam a Floresta Alta e respectivos anciões das incontáveis dríades, hamadríades, centauros, korreds, leprechauns e outros povos fada que residem dentro das profundezas das grandes florestas. Desde a destruição do Forte Portão do Inferno no Ano da Manopla (1.369 CV), Turlang e a maior parte de seus entes subalternos se moveram para leste e sul dentro da Floresta Alta, animando árvores de dentro das profundezas da floresta para espalhar uma linha de árvores através do Vale Alto para conectar com as Florestas Longínquas.

Depois da partida dos Governantes dos Bosques, as Florestas de Turlang têm se tornado uma região silenciosa habitada somente pelas árvores antigas, outras vegetações e abundante vida selvagem. No cuidado com as diversificadas personalidades de seus atuais entes guardiões, os vários trechos de áreas selvagens ainda abrangem desde jardins de árvores imaculadas, densas florestas puras e intocadas até florestas escuras, misteriosas e aparentemente assombradas, ainda que seja a mão da natureza responsável por distorcer lentamente os maiores aspectos não naturais das mesmas.

Recentes intrometidos que adentram o atual Lar dos Governantes dos Bosques descobriram que os entes não deixaram a velha corte de Turlang desprotegidas em sua ausência. Aqueles que procuram causar o mal ou saquear as Florestas de Turlang percebem sua passagem frustrada em cada curva pelos grossos arbustos, espinhos afiados e vinhas entrelaçadas que aparentam brotar ao longo da trilha escolhida, não importa quantas vezes os intrusos mudem seu curso. Súbita chuva pesada rapidamente apaga incêndios espalhados nesta área, e mesmo a mais fraca brisa aparenta regularmente chicotear com pesados arbustos contra intrusos com força destrutiva.

[3] As Folhas de Ouro são equivalentes a páginas soltas em um grimório de mago, não exatamente pergaminhos cuja magia pode ser liberada pela leitura das runas inscritas.

[4] As Folhas de Ouro podem ser colhidas em qualquer lugar dentro das Florestas de Turlang onde os carvalhos crescem durante a estação de outono, ainda que a maioria tenha sido encontrada apenas na parte mais ao norte da Floresta Alta alcançando sua cor máxima ao cair das primeiras folhas. Como um bom número de Folhas de Ouro foram trazidas para fora das profundezas da Floresta Alta com o passar dos anos, exemplos destas páginas de magias podem também ser encontradas espalhadas através dos Reinos.

 [5] O manto vivo que envolve a Floresta Alta é algo semelhante a uma poderosa proteção ou mythal menor. Enquanto permanecer, vegetação nativa dos Planos Inferiores, tais como árvores víbora, não podem crescer dentro das fronteiras da Floresta Alta, e a mácula dos demônios dos Planos Inferiores não pode corromper qualquer planta que cresça dentro dos confins das grandes florestas (acredita-se que a Floresta Horrenda é uma exceção do tipo para estas restrições). Se Turlang e seus aliados obtiverem sucesso em seus esforços para estender a fronteira até o extremo norte da Floresta Alta para agregar as Florestas Longínquas, então a forma duradoura de Hamagess vai lentamente purificar também estas florestas de suas máculas de séculos idade.

 [6] O Livro de Hamagess é um grimório arcano único, reunido pela arquidruida-maga meio-elfa Dalanaer Llundlar de Árvores Altas no Ano do Cajado (1.366 CV). O Livro contém mais do que a metade das Folhas de Ouro que foram recuperadas, e vai continuar a crescer enquanto aqueles que veneram Mielikki fizerem contribuições adicionais.

Mintiper Lua Prateada contribuiu com uma folha inscrita com a magia de 6º nível conhecida como germinar cajado de Hamagess, detalhado abaixo. Esta magia é mais comumente usada quando um arquimago deseja armar um pequeno grupo com artifícios mágicos de disparo individual que possam todos serem liberados em uma única rodada, e isso foi usado para grandes efeitos pelos pequenos grupos de elfos verdes contra grandes grupos de guerra orc.

Germinar Cajado de Hamagess
Transmutação
Nível: Brd 6, Fet/Mag 6
Componentes: V, G, M
Tempo de Execução: 1 minuto
Alcance: Toque
Alvo: Um cajado mágico
Duração: Instantânea
Teste de Resistência: Vontade anula
Resistência à Magia: Sim

Esta magia afeta somente bastões, cajados e varinhas de madeira de fabricação mágica que são utilizados pelos magos e que tenham mais do que duas cargas restantes. Esta magia, ou variações similares, pode afetar tais pelo menos uma vez a cada trinta dias. Quando conjurada sobre tais itens, a magia germinar cajado de Hamagess faz com que pequenos galhos brotem ao longo do comprimento do alvo. Pelo menos um único galho pode ser criado para cada dois níveis de experiência do conjurador, ainda que menos possam ser criados se desejado. O número de galhos é ainda limitado pelo numero de cargas do item alvo, como explicado abaixo.

Como escolhido pelo conjurador, esta magia direciona um único efeito mágico do item mágico alvo e o número correspondente de cargas exigidas para liberá-las para dentro de cada galho criado (perceba que os efeitos pela ruptura do item original, tais como o poder golpe de retaliação de um cajado do poder, um ataque mágico e o bônus de dano, ou qualquer outro efeito não fortalecido pelas cargas não pode ser conduzidos para dentro de um galho). Cada galho pode, então, ser arrancado e utilizado como um único item mágico de disparo capaz de liberar somente o efeito mágico escolhido ao custo das cargas extraídas. Uma vez conjuradas, cargas extraídas para dentro dos galhos por esta magia não podem ser restauradas (ainda que seja possível recarregar o alvo original se isso normalmente for possível). O uso desta magia sempre gasta uma carga a mais do que o total necessário para ativar o poder e os efeitos imbuídos em todos os galhos, sem levar em consideração o número total de galhos criados. Além disso, no mínimo uma carga é obrigada a permanecer dentro do item mágico original após a conjuração. Como tal, o número de cargas disponíveis limita o número de galhos que podem ser criados.

Uma vez criado, cada galho possui uma única palavra de ativação, como especificado durante a conjuração do criador. Cada galho é obrigado a ser usado dentro de vinte e quatro horas a partir de sua criação ou a magia desaparecerá e as cargas serão perdidas. Um galho não pode ser recarregado, e seus efeitos mágicos funcionam no mesmo nível que o do item original.

Os componentes materiais para esta magia são o bastão, cajado ou varinha mágica que é o alvo e um galho verde (apenas arrancado) de uma árvore da mesma espécie daquela que foi usada para criar o item de madeira. Esta árvore é obrigada a ter se desenvolvido por, no mínimo, e ao mesmo tempo estar em contato com um item utilizando um encantamento, em qualquer uma entre suas raízes, armazenado em um buraco dentro dela, ou então que a árvore tenha crescido ao redor. Também, a árvore é obrigada a ter estado em contato contínuo com esse item encantado no momento que o galho verde é arrancado.

Referências

Introdução

Referências gerais a Mintiper Lua Prateada são citadas na primeira coluna do “Livreto de Mintiper”

Folhas de Ouro

  • Os Pergaminhos de Nether são discutidos nos suplementos FR5 – The Savage Frontier, págs. 3 e 60; The North: The Wilderness, págs. 8, 62 e 81; REF5Lords of Darkness pág. 39; Cormanthyr: Empire of Elves, págs. 33, 34 e 158 a 160; Netheril: The Winds of Netheril, págs. 5, 6, 8 a 9 e 10; e Netheril: Encyclopedia Arcana, pág. 8.

  • As Florestas de Turlang e Turlang, o Pensativo, são discutidos nos suplementos The North: The Wilderness, págs. 52, 58 e 68; e FR5The Savage Frontier, págs. 10 e 49.

  • Eaerlann é discutida nos suplementos FR5The Savage Frontier, págs. 39, 49 e 51; The North: The Wilderness, págs. 7 a 8, 13, 52 a 53, 55 a 58 e 61; The North: Cities, pág. 61; Cormanthyr: Empire of Elves, pág. 33 e 34; e Netheril: The Winds of Netheril, págs. 5, 16, 65 e 91.

  • A Queda de Netheril é datada nos suplementos Cormanthyr: Empire of Elves, pág. 35; e Netheril: The Winds of Netheril, págs. 11 a 12.

  • Hamadríades foram mais recentemente detalhadas no Monstrous Compendium Annual, Volume 3, pág. 34.

  • A queda de Chifre Ascal é datada no suplemento Hellgate Keep, pág. 8. Os esforços para impedir a mácula dos tanar’ri de se espalhar da infectada Floresta Alta são descritos no mesmo suplemento, pág. 5.

  • Árvores víbora são descritas no suplemento Planes of Chaos: Monstrous Supplement, págs. 30 a 31; e na aventura For Duty and Deity, págs. 63 a 64.

  • Os druidas de Árvores Altas são discutidos nos suplementos FR5The Savage Frontier, págs. 6, 8 e 49; e The North: The Wilderness, págs. 20, 51 a 53, 55 a 57 e 67 a 68. A Casa Llundlar, conhecida por seus muitos membros meio-élficos, é discutida no suplemento Cormanthyr: Empire of the Elves, pág. 115.



Sobre o Autor

Eric L. Boyd escreveu artigos para a Dragon Magazine, Dungeon Adventures, e Polyhedron Magazine. Seus créditos no desenvolvimento de jogos incluem Faiths & Avatars (Crenças & Avatares), Volo's Guide to All Things Magical (Guia de Volo para Todas as Coisas Mágicas), Powers & Pantheons (Poderes & Panteões), Demihuman Deities (Divindades Semi-Humanas), Drizzt Do'Urden's Guide to the Underdark (Guia de Drizzt Do'Urden para o Subterrâneo), Cloak & Dagger (Manto & Adaga), e o Faiths & Pantheons (Crenças & Panteões). Em adicional escreve sobre seu jogo mundial favorito, Eric dirige o desenvolvimento de um grupo de software em Ann Arbor, Michigan.

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