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Notas de Romance
 
A História dos Crinti
Por Elaine Cunningham
Tradução por Daniel Bartolomei.


A história de Halruaa é de freqüente conflito entre o reino insular e seus vizinhos hostis e cobiçosos. Talvez nenhum lugar neste conflito seja mais evidente do que a complexa relação entre Halruaa e Dambrath, a terra diretamente a leste de Halruaa.

Dambrath é regida por sua minoria de meio-elfos. Esta classe de elite - menos que 30% da população - é dividida em dois grupos. Cerca de 15% derivam seu sangue élfico somente dos drow de T'lindhet, uma cidade escondida nas profundezas das Montanhas da Vigília dos Gnolls. Os 10% restantes são a "nobreza", que são descendentes do meio-elfo Cathyr, um alto clérigo de Loviatar, e seus 112 seguidores. Estes dois povos de descendência élfica têm se cruzado ao longo dos anos, entre sim e com humanos bárbaros, criando uma raça vigorosa e de pele escura conhecida como Crinti.

A população humana de Dambrath traça sua história desde 211 CV. Quatro tribos bárbaras fugiram para Dambrath, deslocados pelos então poderosos reinos de Unther e Mulhorand. Carecendo de poder mágico, eles voltaram-se para o treinamento de cavalos selvagens que corriam pelas vastas planícies. Estes cavalos[1] são geralmente fortes e rápidos graças às propriedades mágicas da grama arkas que é única de Dambrath. Com o tempo, os bárbaros se tornaram conhecidos como os Arkaiun - "povo do vento".

Graças aos cavalos de Dambrath, os bárbaros Arkaiun prosperaram em sua nova terra. Bandos ferozes de guerreiros montados Arkaiun conquistaram as cidades costeiras e escravizaram os halflings da vizinha Luiren. Entretanto, seus modos militares os conduziram ao desastre quando em 545 DV o líder de guerra Reinhard subiu ao poder e liderou um ataque a Halruaa. A conseqüência foi devastadora para os Arkaiun e Reinhard foi morto, seu corpo abandonado em Halruaa.

Seu filho, Reinhard II, foi declarado rei - o primeiro de Dambrath - principalmente porque poucos militares sobreviveram para contestar sua reivindicação. O novo rei voltou sua atenção para a construção de riquezas e no estabelecimento de um comércio. Um incomum período de estabilidade se seguiu, numa inquebrável sucessão de aproximadamente três séculos. Em 802 CV, esta era terminou abruptamente logo depois da coroação de Reinhard IX. Este rei era impaciente com os modos "decadentes" de seus subordinados e se tornou obcecado com a excelente façanha militar do fundador de sua dinastia. Ele logo aprendeu que guerras eram caras. Quando a poderosa classe mercante protestou contra seus impostos, Reinhard IX tentou ganhar poder e dinheiro expandindo seu reino. Ganancioso por prata e platina, ele insistiu em promover tentativas de se minerar mais fundo nas Montanhas da Vigília dos Gnolls. Lá ele encontrou os drows de T'lindhet.

Os sonhos de glória militar de Reinhard IX provaram-se mais fortes do que o aviso urgente de seus conselheiros ou das lições de história. Seu exército foi o mais forte que Dambrath conheceu por gerações. Confiante do sucesso, ele atacou os drow e conduziu para as colinas. Ele falhou, entretanto, em levar em conta um fato importante. Sai rápida cavalaria seria de pouco uso em uma batalha no subterrâneo. Sendo assim, a sorte - sem mencionar a natureza caótica dos drow - favoreceu os bravos. Um pequeno bando dos Arkaiun de Reinhard lutou para chegar a T'lindhet. Isto insultou os drow, que se uniram numa perigosa contra-ofensiva. O grupo invasor foi rapidamente empurrado de volta à superfície e os drow os seguiram. Na batalha que se seguiu, os drow dizimaram o exército de Reinhard. Não contentes com a simples vitória, os drow entraram numa guerra de vingança e aniquilação que durou por quase três décadas. Finalmente eles encurralaram a última resistência humana na cidade murada de Malduir.

Os humanos sitiados ficaram satisfeitos com a chegada de um bando de peregrinos. Cathyr, um meio-elfo alto clérigo de Loviatar, liderava este grupo. Cathyr e seus 112 clérigos possuíam um estoque impressionante de magia divina, algo que era um suprimento raro na atual sociedade de Dambrath. Reinhard e Cathyr formaram uma aliança, e clérigos armados com poderosas magias ofensivas encontraram-se lado a lado com cada unidade militar restante.

Quando os drow atacaram, os clérigos da Dor voltaram-se para os Arkaiun. O próprio Cathyr matou Reinhard e então ofereceu aos drow uma negociação: Os clérigos meio-elfos iriam reger a terra, mas eles supririam os drows com acesso à superfície e com comércio, que incluía armas e escravos. Os drow, com sua vingança executada, alegremente concordaram. Um relacionamento amigável entre os drow w os meio-elfos foi estabelecido, e espantosamente continua até os dias de hoje.

Os casamento entre os seguidores de Cathyr e os drow eram comuns e hoje quase todos os Crinti (uma palavra drow que significa "nobres") de Dambrath compartilham uma série de características distintas que combinam drow, meio-elfo (maioria de descendência de elfos da lua) e humanos bárbaros. Os Crinti tendem a ser altos e fortes, com pele cinza escuro, cabelo cinza claro ou prateado e olhos azuis. Nenhum elfo de sangue puro vive em Dambrath, mas o grau de sangue élfico é o maior determinante de classe social. A aparência física também é importante: orelhas pontudas e pele escura são sinais de nobreza reconhecidos, e meio-elfos que tem aparência humana são reconhecidos como de menos status. Há poucos meio-elfos de pele clara, e as fêmeas geralmente tentam se passar como descendentes de Cathyr, qualquer que seja sua linhagem.

Hoje Dambrath é regida por uma rainha Crinti, Hasifir, que, a despeito do costume, não é uma alta clériga de Loviatar, mas uma poderosa maga. Isto veio como uma surpresa para seus súditos, pois eles esperavam que sua mãe, Venandra, a "Rainha Pirata", nomeasse Luatharyn ou Meltruil como sua sucessora, desde que ambas as filhas são clérigas que compartilham o gosto de sua mãe por navegar e pilhar. Mas depois de um reinado de aproximadamente oitenta anos, Venandra estava visivelmente definhando - não apenas pelo passar dos anos, mas com uma doença debilitante doença que destruía os clérigos de Dambrath. Hasifir adquiriu o trono com uma magia que permitiria a orgulhosa rainha Crinti escolher a maneira e a hora de sua própria morte, atando-a à terra que ela regeu por quase um século, deixando seu nome para a posteridade.

Com a ajuda de um circulo de drows feiticeiros - e a benção de Loviatar - Venandra e seu cavalo favorito foram transformados respectivamente em um guardião espectral e um pesadelo. Durante a lua nova, o povo de Dambrath acredita que eles refletem a forma sombria de um belo cavaleiro Crinti e seu cavalo, quase invicíveis a não ser pelo brilho vermelho de seus olhos. Rumores dizem que a fantasmagórica Venandra pode invocar os poderes de um lich e de uma banshee, bem como as magias divinas que ela possuía quando viva. Alguns ainda dizem que o som de sua voz ao vento pode tanto fortalecer aqueles que a ouvem quanto causar uma dor martirizante. Os atuais contos descrevem a Rainha Pesadelo como amada e temida, como ela era em vida, e o recente brilho suave e mágico de luzes vermelhas se tornaram um símbolo comum em Dambrath, servindo como tributo ou aviso - ou ambos.

A vida segundo o costume Crinti contém certas semelhanças com a sociedade drow. Fêmeas regem, ainda que os machos sejam considerados quase iguais. Macho e fêmeas trabalham e lutam lado a lado, embora as fêmeas sejam promovidas mais rapidamente e possam crescer mais. Apenas as mais altas posições são restritas às fêmeas Crinti, um fato que faz de Dambrath uma sociedade atraente para muitos drows machos.

O governo da rainha Hasifir é reforçado pelos Honglath, juízes locais que são invariavelmente fêmeas Crinti. Crimes puníveis com a morte incluem o assassinato de uma fêmea nobre por uma pessoa de nível inferior, ensinar magia a um macho e roubo de cavalo. Punições para crimes menores são pesadas de acordo com a posição social, ainda que qualquer um possa apelar à alta corte, que é presidida por elfos de posição alta (Clérigo12/Mago6, pelo menos). Há doze dessas cortes, conhecidas como "Dor Maior", espalhados por Dambrath. Fiscalizando este corpo judicial coletivo estão quatro duquesas, que é um título hereditário que remete a época de Cathyr.

A interação entre juízes e nobres é importante, pois as sucessões são geralmente decididas pelos Honglath. Sucessões passam através das linhagens femininas, mas um título de nobreza não necessariamente vai para a mais velha. Geralmente a clériga/maga de mais alto posto irá herdar o título. Se não houver herdeiras, espera-se que o filho se case - com uma drow, se for possível, para aumentar a força da linhagem. Já que a senhora é a absoluta regente de seus bens, isto pode ser uma possibilidade atraente para uma drow que poderia de outra forma perder opções de progredir.

Os comerciantes de Dambrath são notoriamente gananciosos e espertos. Esta é uma profissão na qual as classes inferiores podem ganhar riquezas e poder. O comércio com estrangeiros é geralmente deixado para os humanos e para aqueles meio-elfos que possuem aparência humana. Alguns Crinti de descendência meio-drow óbvia fizeram fortunas como comerciantes, mas eles geralmente operam das sombras, tendo aprendido que as pessoas dos países vizinhos são (justificadamente) difíceis de negociar com os Crinti. Isto satisfaz os Crinti, pois eles prezam, e cultivam sua reputação feroz.

Todos os Crinti são treinados para cavalgar, começando bem cedo, na infância. É considerado honrado servir no exército ou a frota naval e as Crinti que possuem pouca aptidão para magia divina ou arcana podem ainda ganhar prestígio e posição desta maneira. Roubo também é considerado uma busca honrada e mesmo Crinti ricos e bem nascidos geralmente passam alguns anos cavalgando com bandidos ou navegando em navios piratas.

A maioria das pessoas de Dambrath fala Dambrathano, Comum e Akalan, a língua original dos bárbaros Arkaiun. A língua da corte é Subterrâneo. A fé de Loviatar, a Donzela da Dor, é a religião oficial do país e suas cores são comuns em Dambrath. Punições são duras, esportes e entretenimentos tender a ser brutos e perigosos, e o humor possui uma margem cruel. Cada cidade possui um templo. Os Crinti seguidores de Loviatar não perseguem fanaticamente a dor como objetivo pessoal. Eles tendem a serem estóicos, sofrendo com a dor como ela ocorre no curso natural da vida. Eles perseguem aventura e tomam com grande apreço e prazer atos ousados.

Lolth também é cultuada por aqueles de descendência drow, e aqui novamente as culturas dos meio-elfos descendentes de Cathyr e dos drow de T'lindhet coexistem em excelente amizade. Há também vários grupos pequenos e secretos de drow que adoram Eilistree, a deusa dos drow bons. Seu número não é conhecido; o nível de discrição necessária para sobrevivência é tal que muitos destes grupos não estão cientes um do outro.

Parece provavelmente que os adores de Shaar se tornaram uma força importante da sociedade em Dambrath. A recente descoberta da Trama das Sombras está sujeita a grande interesse para os Crinti, que são bem adaptados pelo seu temperamento e tradição a esta nova forma de feitiçaria.

O que Halruaa poderia esperar dos Crinti? No ano atual, 1372 CV, bandidos ainda assombram as terras fronteiriças e piratas depredam navios Halruaanos. O intenso interesse da rainha Hasifir em magia também é de mau agouro, pois a magia Halruaana há muito tempo tem sido prêmio cobiçado. Rumores sugerem que a rainha está planejando liberar novas magias sobre sua vizinhança oeste, incluindo alguma alianças nascidas com os feiticeiros drow. Também é possível que alguns dos mais ambiciosos e inescrupulosos membros do crescente culto a Shaar em Halruaa possam voltar-se para a magia Crinti na intenção de aumentar seus próprios caminhos ao poder. Magos de Halruaa têm sempre sido insulares e xenofóbicos, mas a influência corruptora da Trama das Sombras pode influenciar os feiticeiros emergentes a procurarem alianças perigosas.

Para leituras adicionais:

The Shining South (O Sul Brilhante) por Tom Prusa

Cenário de Campanha de Forgotten Realms por Ed Greenwood, Sean K. Reynolds, Skip Williams e Rob Heinsoo

Trilogia dos Conselheiros e Reis por Elaine Cunningham:
- The Magehound (O Caçador de Magos)
- The Floodgate (O Portal Inundado)
- The Wizardwar (A Guerra dos Magos)

[1] Os cavalos de Dambrath são muito prezados e invejados. Apenas os cavalos mais pobres são negociados para fora do reino, e mesmo estes equivalentes aos mais finos cavalos de Amn. Os cavalos de Dambrath são um pouco menores do que os cavalos de guerra do norte - uma adaptação ao intenso calor das planícies de Dambrath - mas excessivamente rápidos e resistentes. Eles possuem uma intelig~encia excepcional para cavalos, geralmente se ligando aos seus cavaleiros fortemente, sendo conseqüentemente fáceis de se treinar. Essas características são dependentes da grama arkas, desaparecendo se o cavalo for removido de Dambrath. Este fato é guardado em segredo. Mesmo sem as habilidades superiores garantidas por este alimento mágico, os cavalos de Dambrath são excelentes montarias e animais extraordinariamente belos. Eles são invariavelmente manchados, com manchas brancas em fundo preto ou vice-versa.

Grama Arkas: A grama arkas é uma grama forte que, em pé, alcança 60 cm de altura. Cavalos que pastoreiam na grama fresca por uma dezena ganham os seguintes benefícios por outra dezena: um bônus de melhoria de +3 m no deslocamento, um ajuste de +2 na Constituição e um ajuste de +1 na Inteligência. O efeito pode continuar pelo tempo que o cavalo continuar a comer a grama fresca. Se a grama for colhida de qualquer modo, o efeito fornecido por ela desaparece dentro de uma hora depois de colhida. Os cavalos também podem pastar ou comer outras comidas, mas eles deveriam ter pelo menos cinco bocadas de grama todo dia para o efeito funcionar.




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