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Notas de Romance
 
Meu Pedaço de Lua Argêntea
(Parte Um)
Por Chesmyr Morrowynd (como contado para Ed Greenwood)
Tradução por Daniel Bartolomei


Introdução

Estou contente com o modo como As Fronteiras Prateadas se revelou. Jason Carl fez grandes coisas interessantes, e Rich Baker fez trabalho de escrevente, tricotando tudo e preenchendo todos os espaços entre os desenhos. O resultado é tanto útil quanto "delicioso". Nenhum livro ainda (e certamente nenhum livro de jogo!) já teve espaço bastante entre suas capas. Para apertar tudo naquela "delícia", nós tivemos que omitir muitas aparas.

O que se segue não é algo que foi cortado do livro. Ao invés disso, é algo novo (ou melhor, adaptado de algumas de minhas notas antigas de Conhecimento dos Reinos) que foi escrito para endereçar um comentário para um Mestre que queira fixar sua campanha na Gema do Norte. Ao ler As Fronteiras Prateadas, ela disse, "eu sinto como se tivesse lido um panfleto turístico sobre Washington, D.C. Eu sei um pouco sobre muitos edifícios cívicos importantes… mas se eu for morar lá, não sei onde eu vou comprar meu leite!".

Bom argumento! (resposta rápida: o Mercado, de um de balde tirado de cabras ou vacas que estejam lá para este propósito. Duas moedas de cobre por jarro, metade disso para uma caneca, mas traga seu próprio recipiente).

Assim, para aquele Mestre e para os muitos fãs que queiram ver mais de Lua Argêntea, aqui está uma pequena porção das aparas…



Meu Pedaço de Lua Argêntea

Um afinador de harpas eu sou. Um fabricante de cordas, para falar verdade. Nem de finos fios de metal nem da estranheza mágica que os elfos realizam, mas do modo antigo. Nas terras selvagens, eu cacei e fiz armadilhas nos dias que já passaram, não para conseguir carne e peles, mas para conseguir o pelo da juba dos rothé e dos cavalos selvagens, e o intestino de wyverns e dragões de fogo, para fazer as melhores magicamente melhoradas. Eu esculpo as melhores flautas em osso de wyvern também.


Baixa Resolução (103k) | Alta Resolução (823k)

Assim, dado o pomposo estado de grandeza pessoal, por que vocês nunca ouviram falar de mim? Bem, eu não nasci para cidades - todo o fedor e aglomeração e barulho e desagrado e ladrões, com tantas pessoas ávidas confinadas juntas como porcos em um matadouro. Não para mim. Eu caminho com minha própria sombra e fico feliz.

Mas Lua Argêntea… sim, o Grande País Prateado é diferente. Lá eu vou com prazer, ver as pessoas e saber que não estou sozinho em meu amor à música e sua beleza, e não a única besta que tem pensamentos amáveis nesta terra fria e arranhada de rochas e árvores sem fim e ventos que sopram.

Deixe-me levá-lo à minha Lua Argêntea. Não os grandes salões e torres e guardas em armaduras brilhantes que você ouve dos outros, preste atenção. Eu lhes contarei sobre as pequenas calçadas em que ando, e as pessoas que eu conheço, e tudo o que isso cheira e se parece, e os contos que eles contam.

Como a maioria das pessoas selvagens, eu tenho meus lugares favoritos, e também ruas inteiras das quais eu nunca me aproximo, assim outros podem contar coisas diferentes sobre a Gema do Norte. O que vou cuspir na sua direção é a minha pequena fatia desta grande cidade.

Portão dos Caçadores

Nós começamos por onde eu sempre começo: deslizando para dentro através do Portão dos Caçadores, com um aceno para os guardas que me conhecem e uma pausa paciente antes do "Posto de Vigia" que os flanqueia. Este Posto é mais do que uma pequena cabana de madeira que contém uma mago em serviço que olha através de uma gema da visão para ter certeza de que todos que entram são o que parecem ser. Ninguém se apressa ou corre aqui, porque ele tem uma varinha de imobilizar pessoas e sabe-se mais o que - e os guardas são veteranos Cavaleiros em Prata, e a maioria deles pode manusear lâminas rápida e seguramente, não como os soldados gordos e suados de Athkatla e tipos assim, que rosnam e balançam sua alabardas, mas não podem correr mais rápido do que uma lesma com pressa.

A pé, não há nenhuma taxa para entrar em Lua Argêntea, e você não verá nenhum cidadão conhecido ou guarda montado pagando, ou que tenham pelo menos uma carroça ou carruagem. Uma carroça vazia custa 1 PC (exceto recipientes vazios, lonas e cordas) e 4 PC se carregada (não importa quão pequena seja a carga), e visitantes montados, carregados em carruagens ou dentro de carroças custam é 1 PC por cabeça. Se você apear bem longe da vista dos portões e conduzir a besta de carga, sua entrada será gratuita - mas não se os guardas verem uma sela debaixo de todas as bolsas e cordas que você organizou artisticamente sobre o velho Casco de Trovão.

Tentando trapacear os guardas fazendo-os pensar que é um Argenteano, certo? Bem, tenha certeza de chamar esta entrada de "Portão do Arco", como em flecha, ou se você realmente está tentando posar como alguém de sangue Argenteano, este é o "Portão do Espadachim", depois do aventureiro que morreu guardando a entrada quebrada do portão contra quarenta orcs numa noite fria há sessenta invernos atrás. Ou então o conto se vai.

Se precavia, entretanto: Os guardas vêem muitas pessoas que tentam passar despercebidas para o Mercado com bens para vender e estão observando falsos "cidadãos" ou pessoas que deixam seus amigos e uma carroça na floresta e marcham para vários portões trazendo sacos de mercadorias de cada vez. Pague o "ponto" (como a moeda de cobre é chamada por aqui; uma moeda de prata é uma "cabeça brilhante" e uma peça de ouro é um "vislumbre" ou "um pequeno sol" se você estiver se sentindo todo formal e bárdico - e eu ouço o Banco Sul e as principais pessoas que moram a leste do Mercado terem seus próprios nomes bonitos para as moedas, também) e apenas entre sem qualquer preocupação.

Você pode ter que pagar para entrar se for realmente um cidadão e não trouxer um meio de transporte, mas seja advertido: Os guardas o segurarão até que um segundo mago possa ser trazido para investigar sua mente… e realmente quer isso? Tem algum segredo que você se importe de toda Faerûn saber? Nesse caso, você deve ser justo ao longo se sua vida para ser um deus, ou talvez os deuses devam dinheiro a você - e de qualquer modo, você não precisa perder tempo me escutando! Porém, todo o resto de nós seria mais sábio se apenas entregássemos uma moeda, enviássemos um gracejo gentil com um bom cumprimento e passássemos sem dizer nada.

O Que Faz as Carroças Rangerem

Outra coisa: Qualquer um pode pensar em carroças estrangeiras trazendo comida e bens de longe para o Mercado nos meses sem neve, mas quantos de vocês alguma vez viram carroças nos portões de qualquer cidade e viram seus ciclos de tráfego?

Bem, no Portão dos Caçadores, pense nisto: Carroças entram não apenas vindas de longe, mas também das vizinhanças. Esses vindas das florestas trazem peles curtidas, peles frescas e três tipos de madeira: lenha, madeira para construção e madeira para ser esculpida. Eles levam de volta bens extravagantes, ferramentas, facas, roupas, mapas, rodas de carroça, trenós e arreios.

Aquelas vindas das fazendas trazem feno, verduras e legumes de mesa - e levam de volta esterco, arreios, roupas e às vezes roupas limpas das lavanderias.

Algumas carroças de comércio das Fronteiras norte e leste trazem barras de metal trabalhado, pedras preciosas e às vezes carvão para Lua Argêntea, e eles trazem de volta todos os tipos de bens manufaturados dos artesãos da cidade e de comerciantes estrangeiros que vieram ao Mercado. Ah, e se você for muito velho ou fraco para cavalgar ou andar e manejar espadas para se defender, todas estas carroças o levarão como passageiro, também -não salte e se atire muito suavemente em nenhuma, as passagens podem ser caras. Até mesmo para Quaervarr ou Everlund, a tarifa custa tipicamente 2 a 4 moedas de ouro, dependendo de sua habilidade para pechinchar (e um mínimo de 4 a 8 se você possuir um baú ou bolsa que você necessite carregar).

Hollowhar

Uma vez dentro do portão, eu me volto para o canto oeste, não diretamente ao longo do interior dos muros onde as carroças de esterco rangem e os Cavaleiros em Prata, mas acima da estreita travessa pavimentada que vai para sudoeste da Vigília Oeste. Mais propriamente, é chamada de Torre da Vigília Oeste; esta é o mais ocidental das duas torres do portão. Esta é aquela que possui todas aquelas bandeiras de verdes e douradas penduradas para esconder os guarda se lavando, atrás (e por que esconder as calças? Talvez seja porque muito desses tagarelas altos e guerreiros severos gostem de usar roupas de baixo de seda, entretanto possa ser que eles tenham um cuidado pela modéstia e discrição. Eu nunca perguntei).

Você deve saber, as bandeiras comemoram batalhas - e por que eles lembram algumas e não todas as batalhas é um dos grandes mistérios de Lua Argêntea. Do topo ao fundo, da mais velha à mais nova, as batalhas são como se seguem: Racha Crânios (uma rixa de inverno contra os orcs da Presa de Granito) em 614 CV; o Campo de Fogo (uma derrota dos mesmos orcs graças às magias do velho Truesilver) em 628 CV; A Ponte de Thadanthiir (em que os orcs invadiram a própria cidade mas retrocederam) em 631 CV; Presa Quebrada (uma grande vitória sobre os orcs) em 634 CV; Queda do Lobo (a Senhora Lobo derrota uma horda de orcs) em 882 CV; a Queda dos Crânios (na qual a Alta Senhora dos Harpistas, Alustriel, nos ajudou a derrotar outra horda de orcs) em 1235 CV; Ossos Ambulantes (derrota de uma horda de mortos-vivos) em 1272 CV; e o Triunfo do Luar (os heróicos mercenários Homen do Luar derrotam uma horda de orcs) em 1343 CV.

Voltando para a travessa da qual eu falava. É chamada de Travessa dos Catadores de Nozes, e não é extensa: ao redor de uma curva suave até um local de debate com um cruzamento cheio e grande, a Rua Lavarpard, que é densamente plantada com a grama macia e parecida com musgo conhecida como haethindel, ou algo assim. Nada a desgasta, e ela parece como a seda mais macia sob os pés. Sim, você pode comê-la isto, mas… ho, amarga! Tão amarga quanto o beijo de um orc em uma tempestade de granizo! (Urrhmph. Não pergunte).

Ah, mas eu posso falar de forma bela quando a fantasia me leva: a corrida curta e curvada da Travessa dos Catadores de Nozes vê a sempre curta Rua Bosque Druin se ramificar, para o oeste (encurvar seu próprio caminho para o norte e oeste, para o Caminho da Muralha). Catadores de Nozes e Bosque Druin são o coração da minha fatia de Lua Argêntea - um pequeno canto da cidade chamado "Hollowhar" por razões que eu nunca soube com certeza, mas que provavelmente tem a ver com uma família antiga que se assentou e construiu aqui, apenas para desaparecer a muito tempo e deixar para trás apenas seu nome. Mais de uma realização do muitos podem reivindicar, eu suponho.

Então aqui estamos nós. Não um canto fascinante da Gema do Norte, preste atenção, mas um canto útil.

Uma Olhada Adiante

Eu conheço o melhor de Hollowhar, e isso é tudo do que falarei aqui. Eu posso dizer que o próximo bairro (sul de Lavarpard) é localmente conhecido como Torre do Falcão, depois de uma mansão distinta uma vez possuída por um falcoeiro. Ele está há muito tempo em sua sepultura, mas o lugar ainda está em pé. Eu não estou falando de nomes oficiais em mapas, note, ou qualquer coisa maior que algumas ruas - ruas que na Torre do Falcão hoje abrigam trapaceiros, bardos, escribas, guias e aventureiro para se contratar.

Os melhores silos secos da cidade (devido estarem mais distantes do alcance de inundação do Rauvin) são as mais ao leste de Hollowhar, cruzando "o Funil" (a garganta norte do Mercado, na direção do Portão dos Caçadores e alargando-se ao caos real das baias e currais mais próximos do rio). Esses silos-porões são cavados fora de pedra sólida e é a bem guardada coluna vertebral da cidade, contendo comida suficiente para nos manter por todo o severo inverno e um verão sem colheitas a seguir.

O resto de nós tem que sobreviver com silos menores. Na extremidade oeste de Hollowhar fica o mais velho e mais frágil distrito de armazéns de Lua Argêntea. Embora ele tenha seus porões, todos são coroados por enormes e velhos barracões de armazenamento feitos de pedra ao nível da rua, dando lugar para a madeira nos níveis superiores. Alguns desses celeiros foram construídos ao redor das sobras de velhas mansões com torres que ainda podem ser vistas ainda empurrando-se para fora dos cantos. Estas poucas ruas são conhecidas como Silos de Madeira, por razões óbvias. Embora a maioria dos armazéns ainda sirva para armazenamento, cada vez mais eles estão sendo convertidos para abrigos de carruagem onde são armazenadas carroças para os Argenteanos que moram em outro lugar da cidade, e são consertadas e são repintadas. Também há pelo menos duas lojas que eu conheço em Silos de Madeira: um insuflador de vidro e um artista que trabalha em prata.

Assim esses são os vizinhos e tudo o que eu disse sobre eles.

Um Buraco Escondido

Oh, mais uma coisa sobre as ruas de Hollowhar: algum contrabandista ou outro há muito tempo construiu um esconderijo exatamente no local de debate na Catadores de Nozes e Bosque Druin. Você viu as setas apontando o norte que adornam o teto das cisternas em cada local de debate em Lua Argêntea, né? Bem, o grande ladrilho a oeste (ao longo da Bosque Druin) daquele local de debate pode ser virado um pouco no sentido horário para expor um buraco minúsculo debaixo de sua extremidade que deixa seus dedos entrarem. Erga a pedra e você estará olhando o interior re um recipiente de pedra enterrado e rachado do tamanho de um pequeno barril apo fundo: tão fundo quanto a extensão do braço de um homem, e tão largo quanto o seu tórax.

Às vezes há mensagens secretas lá, arranhadas em pedras achatadas; algumas vezes encontrei adagas lá com sangue de alguém na lâmina… outras vezes encontrei coisas sobre as quais não direi mais nada. Sussurros locais dizem que certa vez a abertura foi encontrada cheia de cabeças cortadas!

Toda Hollowhar e a maioria das Quadras deste lado da cidade conhecem este "buraco escondido", mas pelo menos dois tipos de pessoas (e talvez muitos mais) saibam tudo sobre como encontrá-lo e abri-lo. Se estiver atrás de um local para estocagem privado, é melhor comprar um porão e procurar pelas pequenas móveis "pedras escondidas" nas paredes da maioria delas. As cavidades atrás de algumas desses podem (e tem) mantido cadáveres de bom tamanho.



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