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Notas de Romance
 
Meu Pedaço de Lua Argêntea
(Parte Quatro)
Por Chesmyr Morrowynd (como contado para Ed Greenwood)
Tradução por Priscila Veduatto e revisado por Daniel Bartolomei.


Procurando provisões? Deixe-me falar sobre isso…

O Fordorn de Tamabril

Não é difícil achar este lugar ocupado; apenas procure todos os habitantes vagando de um lado para outro e pelas folhas pisadas sob os pés. É a loja de balcão mais ao norte do primeiro edifício no lado ocidental de Rua dos Catadores de Nozes, ao sul do caminho do encontro do Bosque Druin, situa-se a loja de comida de Tamabril.


Baixa Resolução (103k) | Alta Resolução (823k)

Hora de mais uma historinha de Lua Argêntea novamente. Alasamber Druin era um escultor há muito tempo atrás, daí conseqüentemente vem o nome "Bosque Druin", e a Rua dos Catadores de Nozes obteve seu nome de todos os vendedores de nozes que aí alinhavam suas barracas. Eles compravam, classificavam e ensacavam (em sacos de linho) nozes colhidas por todos os forrageadores autônomos nas florestas do norte (algo agora feito fora da cidade; agora nós só conseguimos comprar os sacos cheios e costurados). Falmar Fordorn era uma lenda local: um verdureiro gordo, jovial e bondoso que gerenciou a primeira loja de comida mista na cidade, que atendeu a todo o povo, mas tentou oferecer comestíveis frescos, assim como conservados, defumados, e salgados vindos de longe. O nome dele nos veio como o termo de Argenteano geral para lojas que vendem verduras frescas, entre outros comestíveis, e a loja de Tamabril, entretanto, bastante típica para um "morador local" de bairro, é (para meu gosto, de qualquer maneira) uma das melhores.

Valtha Tamabril é uma esbelta e pequena mulher escura que é provavelmente bastante bonita mas não quer que o mundo saiba; ela usa trapos velhos e a poeira das mercadorias suja sua face, e ela puxa o cabelo todo selvagem através de uma pedaço de couro e então deixa ele esbarrar em tudo. Ainda ela é bastante alegre e gosta de falar - deuses, como ela gosta de falar! Não lhe conte qualquer coisa você não queira em toda Hollowhar - e todo comprador faminto, também - só para saber! (alguns alimentam as mentiras dela deliberadamente, porque ela certamente envia os rumores voando pela cidade, como se eles tivessem asas).

Valtha gosta de pechinchar, mas raramente você pagará mais de 2 PP por qualquer coisa na loja dela (e isto será os seus queijos, àquele preço; as verduras dela são metade disto).

Durante o ano todo ela vende ervas em pó, chás de muito longe, pepinos em conserva, geléias e queijos (normalmente redondos), e no verão e outono Tamabril estará lotado de legumes frescos: pastinacas, rabanetes, follhas loth [1] selpurt [2] agrião de rio e wosrel [3].

O Salão de Vrelda

Todo bairro tem seu salão de festas, e Hollowhar, parece, poder dispor de apenas um. Vrelda é um salão de tipos - e não uma casa de bebidas com danças e seguranças e carne de beleza incrível à mostra entre pedras preciosas e casacos de peles, note, mas um lugar discreto, confortável e ligeiramente roto que oferece companhia suave para os solitários. As mulheres e homens aqui são mais íntimos do que amigos que iriam esfregar os pés, servir chá, acalmar e escutar contos de aflição, de vaidade e de reclamação dos homens e mulheres que vêm das terras distantes com muito poucas moedas e muita solidão. Eu gosto Vrelda e já passei felizmente muitas noites tomando goles de chás de cereja estrangeiros em sua sala dianteira, enquanto perdia algumas moedas jogando cartas com as garotas.

A gorda e velha Vrelda, que raramente ultrapassava minha cintura, está morta há muito tempo. A dona da casa é agora "Pernas" Larivarra (denominada desta maneira por não ter uma e mancar com uma perna de madeira). Ela é bem formada como uma elfa da lua, como os sonhos dos homens podem preparar, mas pode xingar como um marinheiro e beber mais do que quatro guerreiros que eu conheço. Eu nunca soube seu último nome, mas eu acredito que sua família seja nobre ou alguma coisa assim, talvez de Evereska - e ela tem tão pouca estima com eles quanto eles têm com ela.

As nove moças sob os cuidados de Larivarra são todas humanas, mas em tamanhos, formas e origens que variam muito. Elas são mais hábeis a serem vistas andando por aí em botas macias e fofas e grossos vestidos velhos de seda - entretanto, elas são bonitas tanto em plena luz do dia, assim como à luz de velas, e isso é muito mais do que algumas moças da noite podem reivindicar. Ela tem algumas companhias masculinas também, que são, da mesma maneira, tão relaxantes e tão bons companheiros para esses que passam por aí, assim como as mulheres são.

O Salão de Vrelda também serve como serviço de entrega de mensagens: Deixe uma carta escrita para alguém e uma moeda de cobre, e Larivarra lhe garantirá duas coisas: A menos que o Salão de Vrelda incendeie, aquela mensagem será entregue discretamente à pessoa certa se ela aparecer ou mostrar sua cara em qualquer lugar de Hollowhar (onde um jovem de lanterna possa ver, quer dizer), e que os olhos de quem receber serão os únicos que lerão a carta, quando esta chegar em suas mãos.

O salão de Vrelda fica ao norte da Rua Lavarpard; é o segundo prédio oeste do cruzamento entre a Rua dos Catadores de Nozes e a Rua Lavarpard. Tem entradas discretas nos lados norte, sul e oeste do edifício. A escadaria escarpada no lado leste leva diretamente até o telhado e não esteve segura durante alguns anos; as pequenas gaiolas estranhas em alguns de seus degraus são armadilha de pombas que podem ser arrastadas para janelas próximas em fios quando eles pegam um pássaro. Um das moças de Vrelda (Marissra seu nome) ama cozinhar torta de pomba.

O Poleiro do Gavião


O edifício grande no lado oriental da Rua dos Catadores de Nozes na sua boca norte, de frente para a Vigília Leste e para o Portão do Arco, está "o Poleiro", um modesto alojamento para pessoas com mais sabedoria que moedas (isso é: pobres). Um lugar popular, o Poleiro do Gavião está apto a vicar cheio depois do sol alto na maioria dos dias, entretanto chegadas tardias podem comprar um cobertor e um local para dormir no telhado por 1 PC.

Aqui você pode alugar quartos por meio-dia (1 PP), pela noite (2 PP), por quatro dias (4 PP), por dez dias (9 PP), ou por 12 dias (1 PO). Suas moedas lhe compram um quarto pequeno, bastante limpo com uma cama (colchão de corda e palha grosso, cobertor e dois lençóis de linho), um jarro de beber água e outro pra se lavar de água de menta, e um penico. Uma cadeira é 1 PC extra por dia, lavanderia é 1 PC por peça de vestuário (pronta na manhã seguinte), e todo quarto é equipado com uma barra para manter visitas noturnas furtivas do lado de fora (o gato temperamental, da coleção de animais do Poleiro, cuida dos pequenos roedores de quatro pernas). Banhos (na cisterna do porão, com sabão em flocos, uma escova assustadora para se esfregar e duas toalhas para se secar; se outra pessoa de qualquer raça ou gênero quiser se lavar ao mesmo tempo, você deve compartilhar, e a cisterna pode comportar seis confortavelmente) são 5 PP por pessoa. Você pode freqüentemente perceber os verdadeiramente pobres ou de locais distantes pelo extremo cuidado que tomam com a moeda para um banho: aqueles realmente necessitados são os que tomam banho de roupas e gastam mais tempo lavando suas próprias roupas do que seus próprios corpos.

O Poleiro é gerenciado por Merymys Bardo Dragão, uma gorda, mas uma vez já muito bonita, mulher de alto status que pôs de lado todas suas roupagens vistosas de moda e de etiqueta (fugiu de casamentos infelizes arranjados em Athkatla ou em Myratma ou em Portal de Baldur, os contos dizem), e agora firmemente toma conta de uma dúzia de garotos meio famintos, que estão sempre mudando (normalmente fugitivos que vieram para a cidade grande luminosa, à procura de fama e fortuna, e ao invés disso encontraram fome e os vigilantes Bastões) que tomam conta do lugar. Eles às vezes podem ser contratados por um dia para "trabalhos externos", mas Merymys cerra as sobrancelhas para tarefas ilícitas ou perigosas, e informará aqueles que contratam seus meninos "para atividades perigosas" aos Bastões.

Merymys (o nome dela se pronuncia "Méri-Miz", a propósito) oferece literalmente pão e água para os convidados (o primeiro é de fabricação própria - pão preto - por 2 PC o pedaço), e nenhuma amenidade. "Deseja o pé lavado e música e palavras melosas? Vá a outro lugar", ela diz freqüentemente. Rumores em Hollowhar insistem que um quarto secreto no ou debaixo do porão do Poleiro contém dúzias de aventureiros petrificados (ou, alguns contos dizem, monstros) guardados para algum evento sombrio futuro, mas os contos nunca concordam em qual seja o propósito, ou que papel que Merymys Bardo Dragão está fazendo neste armazenamento secreto. Ela não diz, mas se perguntar por isto a ela, você conseguirá os olhos espiões de alguns Bastões durante alguns dias, me deixe adverti-lo.

Sobre as origens de Merymys, eu não sei nada, e pergunto menos, mas há mais nela do que uma gorda senhora envelhecida fugida de outro lugar. Isso eu juro.

Delvara Lua Negra, Procurações

A loja de balcão ao fim do lado oriental de Bosque Druin (a sua boca mais norte onde encontra o Passeio do Muro) parece à primeira vista uma caverna coberta de pó aglomerada com artigos de segunda mão. Uma floresta de ganchos de teto sustentam mais mercadorias cobertas de teias de aranhas do que mesas compridas ou corredores reduzidos a tiras estreitas como serpentes. Esteja avisado que um tressym muito protetor espreita com prontidão entre toda a desordem, pronto a se lançar sobre pretensos ladrões.

A maioria do que enche a loja tem permanecido lá sem ser perturbado por estações sem fim, porque a dama cujo nome adorna este estabelecimento adquire a maioria das suas moedas "saindo e adquirindo coisas".

Delvara é uma pequena coisa escorregadia, de olhos escuros, de agilidade acrobática como se não tivesse ossos, usa calças e botas de couro, de camisa distraidamente aberta na frente e com mangas flutuantes. Cabelo curto, brincos grandes, maneira atrevida, perita em lançar adagas; aquele tipo. Ela é uma feiticeira empreendedora e algumas vezes ladra, que por taxas obterá todos os tipos de bens das lojas de outros em Lua Argêntea. Ela não os rouba, note, ela os traz, assim você não terá que ir procurar se você for um forasteiro ou muito preguiçoso ou esnobe, ou só estiver apressado.

Delvara não negocia em pedras preciosas ou magias de qualquer tipo, mas a última vez que eu conversei com ela regados a canecas de cerveja, ela trouxe (nos cinco dias seguintes): um membro artificial, dois ganchos de agarrar, vários rolos de corda e um de corda preta encerada, três suportes de armadilhas, um par de manoplas de um tamanho particular e acabamento e um grimório em branco.

Clientes pagam o preço de mercado de um artigo trazido mais sua taxa de entrega (tipicamente 12 a 20 PO para aqueles com pressa ou quem ela sabe serem ricos, e 3 ou 5 PO para um cidadão como eu). Aqueles que tentam enganá-la descobrirão que ela tem mais que suas facas, feitiços e um tressym para protegê-la. Ela está bastante cômoda, se você entende o que eu digo, com alguns muito poderosos e altamente graduados magos da Guarda dos Feitiços.

Hablar o Falcão

Este bagunçado estúdio de descolorados pergaminhos e jarros de tintas preenche a loja do segundo edifício ao sul dos muros da cidade, ao longo do lado oriental do Bosque Druin. Procure a chamativa placa com uma cabeça de falcão virada para o leste, que lhe fixa com um olhar sombrio com seu olho com borda dourada assim que você se aproxima.

Dentro, mora e trabalha Hablar o Falcão. Este pequeno homem calvo parecido com um pássaro foi apelidado zombeteiramente de "o Falcão" na sua mocidade, me disseram e, eventualmente, ele abraçou o nome orgulhosamente. Ele vem da família Aumtruskan de Lua Argêntea, um clã de sangue antigo, conhecidos a muito como tecedores de tapeçaria (três irmãos mais jovens e uma irmã têm lojas nas partes mais brilhantes da cidade), mas desapontou seus antepassados dando as costas à tradição familiar para uma menos desejável carreira de pintar retratos. Nestes dias, a Gema do Norte é conhecida por abrigar dúzias de pessoas extravagantes, excêntricos que pintarão retratos importantes, caros e lisonjeiros, que podem fazer uma senhora que se parece em vida com um cão de caça queixudo de pêlo eriçado em alguém de (ao menos) grandeza serena, e coisas do tipo; eles, claro, moram em distritos melhores do que Hollowhar.

Hablar é mais útil à grande corrida das pessoas, entretanto - não só porque seus preços são mais baixos (tipicamente 25 PO ou metade disso), mas porque seus rápidos esboços capturam com precisão a aparência de uma forma real como uma vida, e porque ele pode trabalhar de memória, depois de só um relance passageiro. Mostre a ele um homem passando pela rua e ele pode, no espaço de uma curta canção, te devolver um retrato que você pode dar qualquer um que nunca tenha visto a pessoa realmente, e eles podem usá-lo para encontrar aquela pessoa. Além disso, embora o Falcão absolutamente se recuse a copiar o trabalho de outros artistas ("falsificação" é o termo que ele usa desdenhosamente), ele vai, felizmente, (por taxas completas, claro) duplicar o próprio trabalho rapidamente e precisamente - assim você pode dar para uma dúzia de caçadores de recompensas a exata semelhança de uma pessoa procurada.

Um Fim Para Isto

E isso é minha Lua Argêntea. Oh, eu estive no Palácio uma ou duas vezes, e pode jorrar mais se você tiver o preço de uma caneca de cerveja preta, mas agora eu estou seco de palavras. Logo eu terei ouvido suficientes canções, beijado bastantes lábios esperançosos e terei esvaziado muitas canecas - e estarei novamente fora do Portão do Arco com a vida selvagem me esperando.

Chesmyr Morrowynd. Lembre-se desse nome, se harpistas é o que você busca. Eu sou o homem com a cicatriz na bochecha, com os cabelos pretos como um corvo, as rugas e a pele de marrom cor de noz. Eu caminho um pouco de dificuldade, mas sou tão calado quanto um rato morto - e eu sou o homem de que eles ainda falam nos contos, que entrou por um relógio de seis magos da Guarda dos Feitiços e beijou Alustriel no seu banho em uma Noite de Solstício de verão. Eu a deixei sorrindo e consegui sobreviver, e isso é mais do que alguns podem reivindicar.

Nos vemos através do fogo na minha próxima matança de wyverns, se você for mais corajoso do que parece.

Notas do Ed

[1] Uma planta grossa como folha de alface, parecida com endívia, com folhas verdes escuras irregulares.

[2] Algo entre bok choy e aipo.

[3] Tão próximo quanto eu posso comprovar de Elminster, que não é fã deles, estes são tubérculos carnudos comestíveis, algo como alcachofras de Jerusalém que crescem ao longo dos bancos de rios de águas frias do norte e são encontradas facilmente pelas pequenas, mas distintas, flores azuis, de longos talos; é pronunciado "voz-rel", a propósito.



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