Os Últimos Dias
de Glória
O que é RPG
Página Principal
A Comitiva da Fé
Definição
Histórias
Última História
Personagens
Jogadores
Galeria de Arte
Diversos
Forgotten Realms
 Definição
 Geografia 
 Divindades
 O Mundo
 Organizações
 Personagens
Artigos
 Galeria
Suplementos
Autores
Site
 Matérias
 Downloads
 Notícias
 Parceiros
Links
 Sobre o Site
 Glossário
 Créditos
Mensagens Arcanas
E-mail


powered by FreeFind

Notas de Romance
 
R.A. Salvatore Libera os Orcs de Guerra em The Thousand Orcs

Por Michael G. Ryan
Tradução por Marcus Vinicius Facin Brisolla, Curitiba-PR; revisado por Daniel Bartolomei.


R.A. Salvatore e sua mulher, Diane

Quando o mais novo romance dos Reinos Esquecidos de R. A. Salvatores, The Thousand Orcs (ainda sem tradução para o português), chegou às livrarias, este primeiro livro da The Hunter´s Blade Trilogy levou os fãs do personagem clássico de Savatore, Drizzt Do´Urden, para outra fantástica aventura. Começando com a chegada da notícia que Bruenor deve retornar ao Salão de Mithral para "retomar o manto da liderança" dada a morte do Rei Gandalug Martelo de Batalha, The Thousand Orcs coloca Drizzt, Bruenor, Catti-brie, Wulfgar e o resto do impressionante leque de personagens de Salvatore a caminho da guerra contra o rei orc, Obould Muitas Flechas, que tem muitas ambições para si. Novos vilões irão surgir, grandes batalhas serão travadas, heróis cairão e mesmo após cinqüenta livros sobre o elfo drow e seus companheiros, Salvatore não o faria de qualquer outra maneira.

"Os últimos quatro livros - a série Path of Darkness - são realmente eu introduzindo a mim mesmo para os personagens mais do que qualquer outra coisa", explica Salvatore. Ele prontamente reconhece que havia momentos em que ele necessitava dar um tempo de Drizzt - uma necessidade surgida de sua certeza de que ele nunca seria levado a sério como um autor de fantasia graças a seus romances num mundo dividido, apesar de seu sucesso financeiro e para com os leitores e críticos. Sua resposta para esta autocrítica foi escrever a serie Demomwars, o ultimo livro do qual (Immortalis) chegou em Maio de 2003; ele terminou de escrever o livro em Agosto de 2002. ("A maneira que eu me senti quando terminei aquele livro foi indescritível. A única analogia que eu posso fazer é que me senti da mesma maneira quando terminei de ler O Senhor dos Anéis"). Os livros da Demonwars culminaram com uma oportunidade dele refletir sobre sua carreira, seus objetivos pessoais e sua base de fãs, dando a ele o incentivo para ir mais a fundo nos livros de Drizzt. "Havia duas coisas que eu precisava completar na série Path of Darkness", ele diz. "Primeiramente, eu teria que separar Entreri e Jarlaxle um do outro para que eles pudessem ter sua própria série longe de Drizzt. Eu queria ver quem era Entreri distante de Drizzt. E eu teria que realmente torturar Wulfgar, trazê-lo de volta através de uma longa e dolorosa jornada. Eu não queria fazer isto rapidamente; dois dos livros realmente mostraram o que teria acontecido a ele nos seis anos anteriores".

No livro final da Path of Darkness, Sea of Swords, Salvatore sentiu que havia amarrado todos os finais perdidos, porém "algo aconteceu deixando uma cicatriz permanente em Drizzt, e quando você ver o que acontece em The Thousand Orcs, o Drizzt no final deste novo trabalho é mais parecido com o Drizzt de A Estilha de Cristal... apenas louco, realmente louco". Na realidade, explica Salvatore, o novo caminho que ele colocou o drow deixa Drizzt imaginando se a introspecção do elfo, os discernimentos que ele criou para si e todas suas justificativas para o mundo como um todo, são apenas "tagarelices inúteis".

"Você verá um Drizzt muito diferente nos próximos dois livros", ele tanto promete... e alerta.

Para Salvatore, tem sido um caminho desafiador trazer Drizzt e companhia durante todo o percurso desde da Trilogia do Vale do Vento Gélido em 1988 para estas ultimas series de livros; neste meio tempo, a base de fãs cresceu para tal nível que cada novo livro de Drizzt é tanto uma capa dura quanto um bestseller do New York Times. Mas o sucesso apenas vem através da perseverança e foco, como Salvatore aprendeu enquanto considerava a morte - e subseqüente ressurreição - do bárbaro Wulfgar.

"Eu estava sempre em cima do muro sobre em que ponto este cara deveria voltar, e as cartas apontavam cinqüenta a cinqüenta" ele admite. "O catalisador para fazê-lo foi em primeiro lugar a grande briga que tive com a TSR - eles iam contratar outra pessoa para escrever os livros de Drizzt com Wulfgar de volta, e eu sabia que se eu não o fizesse, alguém o faria. Eu sabia que se eu o trouxesse de volta, isto chatearia algumas pessoas; se eu não o trouxesse de volta, isto chatearia algumas outras pessoas". Quando a TSR tornou-se parte da Wizards of the Coast e a relação de Salvatore com o editor mudou para melhor, ele encontrou-se considerando as ramificações do arco de histórias que ele havia estabelecido para Wulfgar e como aquele arco foi forçado a jogar a si mesmo para fora. "Eu o trouxe de volta após seis anos de torturas no Abismo. Se eu não der a ele algumas cicatrizes - emocionais, não necessariamente físicas - não seria realista. E isto é difícil de se escrever para pessoas lendo um livro de fantasia. Existe todo um grupo de fãs que não esperam isto de um livro de Drizzt. Eles esperam cimitarras rodopiando e criaturas morrendo. Eles querem aventuras limpas, rápidas e evasivas, e isto é o que Drizzt tem sempre sido, porém quando eu sou forçado a fazer algo um pouco diferente com uma série, existem pessoas que não querem me acompanhar. Eu posso aceitar isto. Eu ainda irei fazer isto à maneira que eu acho que deve ser feita". No final, Salvatore reconhece que Spine of the World, o livro da Path of Darkness que destaca a transformação de Wulfgar, está provavelmente no topo das listas dos fãs dos livros favoritos de Drizzt.

The Thousand Orcs, no entanto, está fadado a dar alto valor a estas listas teóricas. Ao reler o livro para começar a escrever a seqüência, The Lone Drow, Salvatore está satisfeito com como a nova trilogia se inicia. "É a primeira vez que um livro de Drizzt desenvolveu várias diferentes linhas de histórias, sem agrupá-las", ele nota. "The Thousand Orcs não se agrupa no final - existe um numero de pendências, então eu tenho muito trabalho". Na verdade, ele sabe exatamente como a trilogia iria se desenrolar em 2004 com The Two Swords, e embora ele não dissesse nada em especifico, ele prometeu que "esta serie iria abrir mais possibilidades para Drizzt do que fechar portas".

Uma porta que foi aberta por algum tempo é o rumor vigente que a Fireworks Entertainment, produtora do sucesso sci-fi Andrômeda, comprou os direitos para uma série de televisão baseada nos Reinos Esquecidos. Logo atrás disto vieram sussurros de uma minissérie de um Elfo Negro ou um longa metragem. E se fosse dada a oportunidade a Salvatore de escolher quem interpretaria alguns de seus principais personagens? "Há dois anos atrás, eu teria dito Antonio Banderas como Drizzt", comenta. "Eu não sei se ele ainda se encaixa no papel, mas a maneira que ele se moveu e atuou em A Máscara do Zorro foi, na minha opinião, como Drizzt da Estilha de Cristal". Escolher Bruenor pode ser um pouco mais desafiador.

"Vin Diesel encolhido por computor", sugere Salvatore.

Salvatore é um bom esportista quando joga tais jogos hipotéticos, em parte porque ele é extremamente ligado na realidade do negócio que ele está dentro. Ele sabe melhor do que lê quadros de mensagens que revisam seu trabalho mais uma vez - "a razão pela qual eu não faço isso é para minha própria sanidade", ele nota, apontando que autores terminam sendo atormentados constantemente entre a imprensa que os presa como grandes autores e aqueles que os abominam como autores ruins. E enquanto assistia o número de seus livros capa-dura de Drizzt dobrando e triplicando com os anos, ele tornou-se esperto o suficiente para saber que listas como a do The New York Times, não necessariamente dizem a ele muito sobre os dólares e centavos de seu sucesso. "No final, eu pego meus balancetes de royalties para saber como andam as vendas", ele diz brincando. Quando A Estilha de Cristal foi pela primeira vez publicado quatorze anos atrás, sua percepção era muito diferente - ele imaginou o mundo mudando de repente. Mas após dirigir sua Mercedes de doze anos de idade que "fazia barulho como um caminhão Mack", até a livraria local para ver seu romance na prateleira, nada mais realmente mudou. Na verdade, até hoje, ele ainda dirige a mesma Mercedes e ela ainda soa como um caminhão. "Após o lançamento do livro", relembra, "eu ainda tinha outros problemas e tinha crianças pequenas na época, que tinham fraldas que precisavam ser trocadas. Eu ainda trabalhava o dia todo - e foi assim por anos depois que eu comecei a publicar. Você tem que; Você não ganha muito dinheiro no começo como você pensa que vai ganhar. Assim, você aprende a manter tudo em perspectiva".

Ele também reconhece que, quanto mais ele deseja que os fãs o acompanhem de uma serie para outra, muitos preferem aquilo que já conhecem. "As pessoas têm expectativas quanto aos livros de Drizzt", ele afirma. "Então eu dou um tempo e faço algo como Demonwars. Eu digo às pessoas com entusiasmo que este é meu melhor trabalho, uma grande série, uma importante série. Mas as pessoas gostam de Drizzt; é difícil para eu romper com os leitores de Drizzt. As pessoas têm expectativas de um autor. Na verdade, eu não acho que Star Wars: Vector Prime ou O Ataque dos Clones sejam tão diferentes de um livro de Drizzt em termos de ritmo. Eu costumava dizer inequivocamente que a série Demonwars é meu melhor trabalho; eu ainda acho que Mortalis é o melhor livro que já fiz pois eu dei muito de mim naquele livro. Mas quando tudo for dito e feito, eu não vou ser conhecido como o cara que matou Chewbacca em Vector Prime, e eu não serei conhecido como o cara que criou Corona, e eu não serei conhecido como o cara que produziu a encenação de Star Wars Episódio II. As pessoas que lembrarem de mim vão lembrar como: o cara que criou Drizzt Do´Urden. E eu não tenho nenhum remorso disto. Muitos autores desejam ter isto".

Em apoio ao ultimo livro de Drizzt, Salvatore fará uma turnê de autógrafos por oito cidades dos E.U.A, mas para aqueles que não podem encontrar o autor em pessoa, dêem uma olhada em sua página na internet. Lá, os fans podem encomendar livros autografados ou personalizados capa-dura de The Thousand Orcs por cerca de trinta dólares, através de um sistema único de cadastro virtual patenteado pelo próprio Salvatore. Leva algum tempo para os fãs receberem seus livros - não é Salvatore realmente que cuida e atualiza este site ("Eu mantenho meu webmaster em contato com meu publicitário para que ele possa ter acesso a cópias previamente e outras informações promocionais como, onde eu estarei em turnê, coisas como isto"), e tornar o livro autografado e enviado requer sincronia entre autor e webmaster, principalmente pela natureza das turnês de Salvatore e prazos de entrega dos livros - mas vale a pena esperar. Além do cadastro virtual o site oferece resenhas, salas de bate papo, quadro de mensagens, entrevistas e hospeda outros materiais de apoio ao impressionante montante de trabalho de Salvatore. Leitores podem descobrir alguns dos hábitos de leitura de Salvatore (ele é fã de James Joyce, no entanto ele acrescenta que sente-se bem lendo livros de Shannara de Terry Brooks, relendo Tolkien, Michael Moorcock ou Fritz Lieber, se e quando tem chance de ler) e aprender mais sobre sua cartas e manuscritos que foram doados para o colégio onde ele foi educado, Colégio Estadual de Fitchburg em Fitchburg, Massachusetts. Você pode descobrir algumas coisas mais pessoais - o fato de que ele tem um gato malhado chamado Guenhwyvar pode não alterar suas perspectivas sobre seu trabalho, mas é algo trivialmente engraçado. Talvez mais comprometidos, fãs podem perguntar questões específicas sobre Salvatore e ver sua resposta para algumas intrigantes perguntas sobre seu trabalho e considerações nos negócios. E é claro, lá existe grande quantidade de informação sobre Drizzt, tanto do passado como do presente.

Então quais as novidades sobre o futuro de Drizzt? Quando o primeiro livro da Hunter´s Blade Trilogy chegou às lojas em Outubro de 2003, parte destas questões foi respondida. Já para o livro seguinte, o The Thousand Orcs - que culmina em uma batalha sangrenta que deixou os fãs espantados e paralisados por muito tempo - Salvatore previu um caminho negro. "Drizzt vai precisou ser resgatado", ele deu a dica, "emocionalmente e fisicamente, porém mais emocionalmente. Drizzt estava em apuros - grandes apuros".



Para ver esta e outras publicações de romances vá para nossa seção de suplementos - romances.

Os Últimos Dias de Glória © Todos os direitos reservados 2004 - Forgotten Realms™ e seus personagens são marcas registradas da Wizards of The Coast Inc.
This page is a fan site and is not produced or endorsed by Wizards of the Coast. Forgotten Realms is a registered trademark of Wizards of the Coast, Inc.